Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
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Terça-feira, Outubro 27

Rosario, una pasión

Recebi este vídeo hoje da Sara (sogra das minhas irmãs) e gostaria de compartilhar com todos aqueles que como eu de alguma forma está ligado a esse país ou a essa cidade, Rosário (Argentina), onde vivem minha irmã Jacque e meus lindos sobrinhos Iago e Tomás, além do cunhadinho Pablo e seus familiares. Aliás, lugar que em breve pretendo estar novamente. Uma cidade muito bonita, cortada pelo nosso rio Paraná e cheia de cafés. Um lugar especial. Fiz uma matéria sobre Rosário, que foi publicada no ano passado na revista ZAAP!. Vou republicar aqui. Vale remorar.

Clique aqui

ROSARIO,
No embalo do rio Paraná


Rosario, na Argentina, está intimamente ligada à região de São José do Rio Preto. A cidade é cortada pelo rio Paraná, o mesmo que nasce em solo brasileiro, no Estado de São Paulo. É o nosso rio Grande que se une ao Paranaíba, para dar vida ao Paraná e terminar na bacia do Prata. São 4,9 mil quilômetros de extensão.

Em terras argentinas, o rio Paraná ganha status de praia. À beira de seu leito, famílias inteiras curtem o sol, que teima em se esconder boa parte do ano. É às margens do Paraná, principalmente no Outono e na Primavera, quando o vento deixa o clima ainda mais frio, que os rosarinos, especialmente os estudantes, vão em busca de um pouco de calor todos agasalhados. De tênis ou sapato, calça e blusa, deitam-se em suas areias, brincam de bola. “Ou curtem um mate (espécie de chimarrão)”, diz o personal trainer Germán Lozano. Eles vivem um dia de sol, mesmo que seja fraco, como se fosse o último.

É também na pista de caminhada à margem do Paraná que as pessoas passeiam. A pista segue ao longo da cidade pelas zonas Norte, Centro e Sul. A pé ou de bicicleta, pode-se colocar a atividade física em dia. Uma bela paisagem, que nos permite avistar na outra margem a ilha, que naturalmente desperta curiosidade, podendo ser visitada por diversos tipos de embarcação. Ela tem as praias Puerto Pirata, Vladimir, Isla Verde e el Puntazo, que ficam na zona Norte.

Na ilha, é possível passar o dia num barzinho ou mesmo fazer um churrasco com os amigos (outra semelhança com nossa região) e andar de caiaque. Existem espaços apropriados para isso. Já no Verão, a prefeitura rosarina ou os próprios donos de barzinhos realizam campeonatos de vôlei ou futebol para atrair os jovens. “Também é possível passar o dia pescando, na ilha”, conta Pablo Lozano, dono de uma academia de ginástica na cidade.

Para atravessar o rio, a prefeitura de Rosario mantém embarcações na Estação Fluvial. Podem ser feitos inclusive passeios de barco. O passeio no Ciudad de Rosario leva duas horas e custa 8 pesos (cerca de R$ 4, por pessoa).

Existem atrações também para quem prefere não atravessar o rio. Restaurantes instalam-se no entorno do Paraná e servem peixes retirados do próprio rio. Do outro lado da avenida, pescadores vendem seus produtos no mercado. Grandes casarios dão um charme ao local. Um elevador panorâmico valoriza o passeio pela orla. Há ainda a vista da Puente Rosario-Victoria, que – como o próprio nome sugere – liga Rosario à cidade de Victoria.

Outro fato curioso na orla é que há ali uma praia particular, a Florida. Além de privacidade, ela também oferece a seus freqüentadores vestiários privativos, bares, campeonatos de vôlei e futebol e até lugar para se dançar ao ar livre.

Vida noturna
O charme de Rosario não se restringe às margens do Paraná. A boemia não é privilégio da capital portenha, Buenos Aires. Para quem curte a noite, vale ressaltar que a vida noturna rosarina é agitada e, o que é melhor, não é cara. Curtir a noite numa das principais danceterias da cidade, como a Madame, pode custar em torno de 10 a 15 pesos (R$ 5 a R$ 7,50) a entrada.

Se sua preferência for mesmo por um lugar para dançar, é bom ficar atento. As danceterias de Rosario são para todas as idades. Elas segmentam seu público pela faixa etária. Tem espaço para os maiores de 18, com até 25 anos. De 25 a 40 anos. E até os quarentões têm vez. Isso sem falar nos niños, de 10 a 16 anos. São todas divididas por idade.

O horário de funcionamento também chama a atenção. Há danceterias que abrem às 18 horas e só fecham às 10 da manhã do outro dia. Outras abrem à uma e fecham às seis da manhã. Existem muitas. São de estilos simples, sem altos investimentos em decoração, porque para os rosarinos o que importa é preço. “Quanto mais barato melhor”, afirma a brasileira Glauce Jacqueline, radicada há 13 anos na Argentina.

Os restaurantes também são outra boa pedida em Rosario. Glauce conta que a última moda na cidade é ir a restaurantes jantar. Na seqüência, o espaço é transformado. São retiradas todas as mesas, para o público dançar. “O lugar vira uma danceteria”, diz.

Outros atrativos
Não é apenas à noite que a cidade tem vida. Durante o dia e até mesmo nos finais de semana, quando as lojas estão fechadas, o centro de Rosario tem muito movimento. Detalhe: a cidade parece competir com Buenos Aires no que diz respeito a número de cafés. Há uma concentração enorme de cafeterias na área central, especialmente na peatonal Córdoba, o calçadão de lá. Os rosarinos dizem que ali não é como no Brasil em que se convida um amigo para se tomar uma cerveza. O convite é para se tomar um café. Pela manhã, seria com una medialuna (um café com croissant, doce ou salgado), para fazer o desayuno.

No microcentro, tem um bar chamado El Cairo, reduto de intelectuais, cantores e pessoas ligadas às artes. Um dado interessante é que este café é o terceiro em vendas de cafezinhos em toda a Argentina, perdendo somente para o Tortoni e o La Biela, respectivamente, ambos em Buenos Aires.

Há também o centro histórico, com sua Plaza de Mayo. E é também em Rosario que tem a Casa do Che. O lendário guerrilheiro nasceu na cidade, num prédio que até bem pouco tempo passava despercebido, no cruzamento das ruas Urquiza e Entre Ríos. Foi restaurado e hoje abriga uma espécie de museu que resgata a história de Che Guevara, embora o lendário personagem não seja uma unanimidade entre os rosarinos. Há quem diga que ele abandonou a Argentina para abraçar causas em outro país.

Um monumento que chama a atenção de quem visita Rosario e, este sim, sem dúvida alguma, é motivo de orgulho na cidade é o Monumento Nacional da Bandeira, uma construção gigantesca, que tem uma sala que reúne bandeiras de todos os países do mundo. Mas a obra não foi criada para isso. Ela tem como propósito render homenagens à bandeira nacional, que foi criada ali, em 1812, às margens do rio Paraná, pelo general Manuel Belgrano. Não é à-toa que a cidade é conhecida como cuna de la bandera, berço da bandeira.

Rosario também é terra natal de outros famosos, como o cantor e diretor de cinema Fito Páez, que inclusive já gravou e se apresentou com cantores brasileiros, como Caetano Veloso. A melhor jogadora de hóquei do país e considerada a melhor do mundo por quatro temporadas, Luciana Aymar, também é uma rosarina. Mas o maior pupilo da atualidade é o jogador de futebol Leonel Messi, que atualmente atua no Barcelona, da Espanha, e com apenas 19 anos já é titular da Seleção Argentina. Não se pode deixar de lembrar do cartunista Jorge Fontanarrosa, falecido recentemente.

Por falar em futebol, a cidade tem dois grandes clubes que disputam a paixão rosarina. São o Newell’s Old Boys, onde atuou o grande ídolo do futebol argentino, Diego Armando Maradona, e o Rosario Central. A rixa e fanatismo são grandes. Num paralelo com o futebol brasileiro, diria que se assemelha à rivalidade existente entre Corinthians e Palmeiras, pero con mucho más pasión.

Para esquentar ainda mais o turismo local, Rosario aguarda ansiosa pela construção do segundo hotel cinco estrelas da cidade. É que nesta obra será instalado o primeiro cassino da cidade. O mais perto fica a 59 quilômetros dali, na cidade de Victoria, do porte de José Bonifácio. Era para ter sido construído em Rosario, mas como a cidade pertence à Província de Santa Fé, onde cassinos ainda não eram legalizados na época, ele acabou sendo instalado em Victoria, que pertence à Província de Entre Ríos, que permitia. Agora, já está tudo dentro da lei, o que vai garantir um cassino na cidade.

Rosario
Rosario é uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, descendentes de espanhóis e italianos, com uma maioria católica. Fica ao sul da Província de Santa Fé e a noroeste de Buenos Aires. São 300 quilômetros até a capital portenha.

A cidade não tem data de fundação, mas ganhou status de município em 1852 - como Rio Preto, tem 156 anos - e é banhada pelo rio Paraná, um dos rios mais extensos (4,9 mil quilômetros de extensão) e caudalosos do mundo. A cidade tem temperatura média de 16,9 graus, com a máxima chegando a 41,8 graus e a mínima gira em torno de 10,8 graus. Na minha passagem por lá, a temperatura caiu a 3 graus e a sensação térmica atingiu 2 graus negativos.

Rosario é uma cidade que respira cultura e preserva seu patrimônio. Tem 18 salas de teatro, oito museus, três galerias de arte, além de sete parques. Há um movimento universitário intenso em que se destacam os cursos de engenharia, arquitetura, medicina, direito e belas artes, sendo todos públicos.

Possui ainda dois shoppings centers, sendo que um deles, o Alto Rosario, foi construído numa antiga estação ferroviária e seu depósito de grãos. Aliás, uma estrutura muito semelhante à da Swift, antiga fábrica argentina, instalada em Rio Preto, nos anos 40, à beira de nossa Represa Municipal.

Já a Puente Rosario-Victoria tem 59 quilômetros de extensão. Em seu início, na avenida Circunvalación, há o alerta: retorno só nos próximos 60 quilômetros. A ponte tem uma mega-estrutura e levou em torno de cinco anos para ser construída. Teve um custo estimado de 212 milhões de pesos, dos quais 100 milhões foram subsidiados pela Nação e os 20% restantes pelas províncias de Santa Fé e Entre Ríos, em partes iguais, já que são as duas principais beneficiadas.

É também de Rosario um dos principais jornais e o mais antigo do país, o La Capital. Fundado em novembro de 1867, em pleno debate sobre qual deveria ser a capital federal da Argentina. Por três vezes, a cidade foi considerada capital. A última foi em 16 de setembro de 1873. Sem explicações, quatro dias depois, houve um veto à decisão do Congresso e Buenos Aires voltou a ser a capital.

Atualmente, Rosario disputa com Córdoba o posto de segunda cidade mais importante do país. Em função disso, foi assinado um acordo para construir um trem bala que ligará Buenos Aires, Rosario e Córdoba. Será o primeiro da América do Sul.

Como cidade portuária que é, Rosario já cedeu terras portuárias para Paraguai e Bolívia, que dão acesso ao Oceano Atlântico. A cidade voltou a ser recentemente um porto com autonomia internacional.

Serviço
A Gol, companhia aérea, dispõe de vôos para Rosario, com escala em Porto Alegre (RS). Para mais informações, acesse WWW.voegol.com.br
Visite ainda os sites da Prefeitura de Rosario (www.rosario.com.ar), premiaado como o melhor do país, o do Newell’s Old Boys (www.nob.com.ar) e o do Clube Atlético Rosario Central (www.rosariocentral.com).

Comentário
Mirna, vi e adorei o video sobre Rosário. De fato, é uma cidade especial que gostaria muito de conhecer. grande abraço

Wilson Guilherme | Email | 09-11-2009 18:57:19

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:15:33 PM
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Segunda-feira, Outubro 19



No blog da Renatinha

O Diário da Região está de site novo e agora todo mundo (ou quase) tem blog por lá. A Renatinha resolveu resgatar uma matéria sua que eu publico só o trecho final. Mas se quiserem confiram lá no blog.

"Não importa o que os outros pensem de você. Não importa se você está solteira. Não importa se sua avó reclama que você ainda não está casada. Não importa se você for divorciada. Não importa se algum homem vai telefonar ou não. Não importa se ele te deixar. Não importa se a vida não segue o rumo exato como você pensou que fosse seguir, assim como nos contos de fadas. O que importa é você estar feliz, saudável e com o espírito positivo. Isso é tudo o que você pode controlar... O resto deixe passar. Se você é uma pessoa boa, decente e trabalhadora, então pode manter a cabeça sempre erguida. A razão para se trabalhar arduamente (e acreditem, eu trabalho duro, somente por esta razão!) é para que, como mulher, você tenha a liberdade para escolher. Seja você uma garçonete ou uma executiva. Ao ser independente, sempre terá a liberdade de escolha. A liberdade para escolher a felicidade ao invés da miséria... A liberdade de escolher qual o tipo de homem estará presente na sua vida. Assim como, a liberdade para largar o homem que não é bom para você ou que não mantenha um relacionamento saudável... A liberdade de estar com um homem - se e somente se - ele for bom e a respeitar. A liberdade de escolher quem você deseja ter na sua vida e como vive... E a liberdade para viver de acordo com as próprias normas (não as normas dele, da avó, ou dos meios de comunicações)... Essa é a minha definição de liberdade, de mulher verdadeiramente forte, feliz, saudável e que é capaz de escolher seu destino na vida a qualquer momento."

Frase de Sherry Argov para dar a dica de como manter a autoestima elevada. Ela é autora de diversos livros, entre eles “Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?”, editora Sextante, que está na lista de mais vendidos do jornal “The New York Times”. Publicado em mais de 25 línguas em todo o mundo, seus livros têm sido aclamados pela crítica. Além disso, ela foi colaboradora em diversas revistas internacionais, como Cosmopolitan, Squire, Playboy, Elle e People.

Comentário
Obrigada pela indicação, Mirna! Essa resposta dela é o MÁXIMO! Amei essa entrevista... bjs

Renata Fernandes | Email | Homepage | 26-10-2009 11:13:15

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:48:39 PM
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Case Obama

Há um mês, fiz um curso na Assembleia Legislativa sobre "Marketing Político e Mídias Sociais". Foi muito interessante porque teve um bloco voltado especialmente para abordar o caso Barack Obama, o primeiro presidente eleito com o uso da internet. Todo mundo ficou encantado com a eleição de Obama e acha que a internet pode resolver o problema de todos os candidatos.

Só não lembram de dizer que ele investiu pesado em mídias digitais. Os números são exorbitantes mesmo. Aplicou US$ 7,2 milhões (percebam de dólares) no Google e mais US$ 14 milhões no Yahoo, para garantir links patrocinados. Já para fazer propaganda da marca Obama foram investidos mais US$ 3,8 milhões em portais de grande visitação. Foram ainda mais US$ 980 mil no Facebook e mais US$ 280 mil no MySpace. Ele gastou os tubos para se eleger. Vamos combinar que facilita bem o trabalho.

Mas falo tudo isso porque Ben Self, que fez a campanha virtual de Obama, está trabalhando para o Partido dos Trabalhadores. Leiam a seguir matéria publicada no Comunique-se.

Ben Self explica estratégia de Obama,
mas desconversa sobre Dilma


Izabela Vasconcelos, de São Paulo

Conhecido como o “guru” da Internet, Ben Self, sócio da Blue State Digital e responsável pela campanha online de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, se negou a falar sobre uma possível participação na campanha de Dilma Rousseff em 2010. Em entrevista concedida ao Portal Terra em setembro, o estrategista confirmou estar trabalhando com o Partido dos Trabalhadores. “Existem muitas coisas loucas escritas na imprensa brasileira”, disse nesta quinta-feira (15/10), durante o seminário "O Efeito Obama", promovido pela Universidade George Washington, em São Paulo.

"Não falamos sobre com quem temos contrato, sobre os clientes existentes ou possíveis. Respeitamos a privacidade deles. Vocês devem perguntar a eles", afirmou.

Durante a palestra, Self expôs detalhes da estratégia na web que mobilizou milhões de eleitores americanos. Contou que a campanha de Obama buscou atingir diretamente os eleitores, tendo a imprensa nesse cenário, mas sem que ela tivesse o papel principal para formar a opinião dos eleitores. Em vez do tradicional, a campanha se focou nas redes sociais, como Facebook, Twitter, YouTube e comunicação direta por e-mail. “O nosso foco foi imprensa, eleitores e ativistas”, explicou o estrategista.

US$ 500 milhões em doações
Os internautas foram convidados a participar de várias formas, como voluntários nas redes sociais, doadores, telefonistas, entre outros. A empresa de Self disponibilizava os endereços desses voluntários a outros ativistas e a partir daí, fazia conexões entre eles. Com o engajamento na rede, foram levantados mais de US$ 500 milhões em doações para a campanha.

Além de vídeos no YouTube, que tiveram um total de um bilhão de minutos assistidos, conferidos por sete milhões e meio de pessoas, os organizadores da campanha online criaram um site para desmentir os boatos e rumores sobre Obama. "Você volta para onde começaram os rumores e os corta ali mesmo", explicou.

Os eleitores e ativistas ganharam também uma comunidade oficial, em um site exclusivo, “Meu Barack Obama”, com perfil, fotos e blog individual. “As pessoas esperam um tipo de engajamento online diferente”, enfatiza Self.

"A tecnologia não resolve todos os problemas"
O estrategista ainda aconselha quem quer ter sucesso nas redes sociais. “Seja relevante, seja autêntico, transparente, quebre barreiras, levante expectativas e mensure tudo”. Self contou que para seguir esses passos, investiu em vídeos, em que os funcionários de sua empresa aparecem contando detalhes dos bastidores, além de outros vídeos com os próprios eleitores.

“A tecnologia não resolve todos os problemas de uma campanha. A tarefa fundamental é descobrir qual é a paixão das pessoas para, assim, fazê-las ter interesse pelo debate político”, afirmou.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:05:11 PM
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