Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
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Quinta-feira, Julho 31

Blogs e internet

Li no Comunique-se duas matérias interessantes sobre internet e blogs. Vou reproduzi-las aqui. Vale a pena ler.

82% dos jornalistas usam blogs
como fonte de informação, diz pesquisa


Carla Soares Martin

Uma pesquisa da empresa de comunicação Textual afirma que 82% dos jornalistas utilizam blogs como fonte de pesquisa para suas matérias e reportagens. A empresa entrevistou, por questionário, 100 profissionais da mídia, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, durante o mês de maio. Os resultados foram apresentados, numa palestra com a sócia-diretora da Textual, Carina Almeida, no 11º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, realizado em maio em São Paulo.

Apesar de consultarem blogs, a maioria dos jornalistas consultados não os possui. Trinta e quatro por cento disseram que não ter páginas pessoais na internet. A empresa não chegou a perguntar o porquê da não-aderência. Quanto à qualidade dos blogs, 54% dos jornalistas deram nota 3, numa escala de 0 a 5, enquanto 19% forneceram nota 2, e 16%, nota 4.

Para Carina Almeida, o uso dos blogs pela imprensa é uma mostra do potencial de comunicação em conteúdos participativos (blogs, comunidades como Orkut, Youtube e Wikipedia). “Se os jornalistas consultam blogs, as empresas também precisam se ater às novas mídias”, disse.

A diretora da Textual defendeu um monitoramento da mídia social por parte das companhias, como forma de evitar uma possível crise. “As empresas precisam, ao menos, saber o que dizem os canais da mídia social se quiserem identificar as tendências e opiniões de seus consumidores e da imprensa”, afirmou.



O desafio na web é criar impacto’,
diz editor-chefe do portal do Estadão


Carla Soares Martin

O editor-chefe de conteúdo do portal Estadão, Marco Chiaretti, afirmou ao Comunique-se que o desafio do jornalismo da web na atualidade é criar um impacto que existe, por exemplo, no rádio, durante a transmissão de uma partida de futebol. Chiaretti participou do 11° Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, que aconteceu em São Paulo.

Segundo o editor do portal do Estadão, a internet precisa superar dois pontos para se tornar mais forte entre os outros meios de comunicação: ser mais atraente e gerar mais possibilidades de interatividade. “Não nasceu ainda um Chacrinha na web brasileira”, argumentou. “A web é muito chata; pré-chacrinha”, disse.

Para que se torne mais atrativa, Chiaretti dá duas outras dicas: o silêncio e a organização, além de um texto mais fluido e com doses de humor.

Silêncio
“O que não se pode falar, deve-se calar.” Com uma citação do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein, o editor do portal do Estadão explica o que quer dizer com silêncio: ouvir o que o público tem a dizer. Para isso, o portal mantém o Meu Estadão, no qual o leitor pode montar um portal com a sua cara. Apesar de a ferramenta ser usada hoje por menos de 1% dos usuários, Chiaretti garante que pode mudar o conteúdo do portal de acordo com a “vontade” dos leitores.

Outra ferramenta de interatividade do portal do Estadão, os comentários têm aumentado sua adesão. Desde 15/07/2007, data da repaginação do site, foram contabilizados 150 mil comentários de usuários, frente a um número estimado de meio milhão para o ano que vem.

Chiaretti chegou a vislumbrar o futuro: “Os jornais que sobreviverão são aqueles que criarem uma rede de relacionamento entre os leitores”.

Morte ao Google!
Para explicar a visão sobre a organização de um conteúdo digital na internet, Chiaretti declara “morte ao Google!”. Segundo ele, o site de busca faz o que não se deve fazer na internet: destruir a hierarquização de uma notícia.

O editor diz que um site não pode “empilhar” notícias, mas mostrar ao leitor o que é mais importante. “O bom e velho jornalismo é uma máquina de fazer relevância”, declarou.

Quatro desafios
Na hora de escrever na web, Chiaretti também apresentou quatro desafios a serem superados: a complexidade de plataformas e possibilidades que a rede oferece; a irrelevância que surge com o mar de informações; o excesso, por exemplo, de links numa home; e a pressa, que faz o jornalista escrever sem reflexão – este ponto poderia ser vencido com a edição em etapas, colocando as informações aos poucos.

Para ele, é preciso vencer esse desafio para se comunicar na web. “Desafio bom é desafio morto. A vida divertida é aquela em que se supera o desafio”, filosofou.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:51:43 AM
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Quarta-feira, Julho 16

ZAAP!

desde outubro do ano passado, estou fazendo algumas entrevistas e reportagens para a ZAAP!, uma revista nova aí no mercado, que prioriza a informação. É um projeto bacana e o que é melhor: deu-me a oportunidade de voltar a exercitar a escrita. Na última edição, fiz uma entrevista com o bispo dom Paulo Mendes Peixoto. Vou publicá-la aqui, no blog, mas ela também pode ser vista nas próprias páginas da revista e até no blog Eleições de Rio Preto. Vou ver se resgato as anteriores e também publico aqui. Aproveitem!


Dom Paulo Mendes Peixoto
Um operário de Deus no combate à corrupção

A campanha eleitoral deste ano será acompanhada de perto pela Igreja Católica. Não serão tolerados abusos e candidato que estiver ultrapassando os limites da legalidade será denunciado. Em entrevista exclusiva à ZAAP!, o bispo diocesano de São José do Rio Preto, dom Paulo Mendes Peixoto, diz que a Igreja terá papel ativo nestas eleições. É que a Igreja Católica está liderando o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

A campanha contra a corrupção está colhendo assinaturas em todo o Brasil para alterar a Lei 9.840, que visa dar mais eficácia à Justiça Eleitoral na sua ação para coibir o crime da compra de votos e o uso da máquina administrativa. Na nova versão, busca-se impedir que condenados por crimes graves ou políticos que renunciaram para evitar a cassação possam se candidatar. Ou seja, impedir que aquele que tem ficha suja possa disputar o pleito.

A campanha já começa a dar resultado. No último dia 8 de julho, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o projeto de lei complementar que torna inelegível candidato com ficha suja na Justiça. Segue agora para votação no Plenário.

Dom Paulo Mendes Peixoto, 57 anos, é bispo da Diocese de Rio Preto, desde 25 de março de 2006. Ele é nascido na cidade de Imbé de Minas, em Minas Gerais. Veio da Diocese de Caratinga (100 mil habitantes). Foi ordenado pároco em 1979. São 28 anos de ordenação (26 anos de padre e dois, de bispo). Trabalhou em 11 paróquias diferentes. É de uma família de 14 irmãos.

Atualmente, lidera uma legião de fiéis que representam 70% da população desses 50 municípios, que fazem parte da Diocese, que congrega 90 paróquias, sendo 37 só em Rio Preto. Tem 106 padres sob seu comando. No próximo dia 16, às 20 horas, lança sua biografia, “Operário de Deus”, escrita por Donizeti Della Latta, no Ipê Park Hotel. Dom Paulo tem uma visão muito clara sobre política. Para ele, é uma esfera de autonomia do Estado, mas a Diocese se sente no dever de orientar a consciência cristã e clamar pelo voto consciente.

ZAAP! – O que é exatamente essa campanha que a Igreja está fazendo de combate à corrupção eleitoral?
Dom Paulo Mendes Peixoto –
Primeiro, nós precisamos dizer que a campanha não é propriamente uma campanha da Diocese. É uma campanha nacional, com o apoio de diferentes movimentos. Entre eles, está a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), a Cáritas Diocesana, a CUT (Central Única dos Trabalhadores). É um projeto de lei de iniciativa popular, sobre a vida pregressa dos candidatos.

ZAAP! - E como tem sido a aceitação desse movimento?
Dom Paulo –
O corpo que tem tomado, a abrangência, com tanta rapidez, tem revelado a insatisfação do povo com esse momento político e com a corrupção que tem havido na área política. Outra coisa. Eu diria que a campanha de coleta de assinaturas não é uma novidade, porque já houve isso no passado e surgiu a Lei 9.840, contra a corrupção eleitoral. Sinal que a preocupação da Igreja e dessas entidades em nível social, entidades que estão preocupadas com o bem do País, com o bem-comum, vem acontecendo há tempos. Assim, a Lei 9.840 foi uma lei que foi aprovada rapidamente, por causa da pressão popular.

ZAAP! – E desta vez a coleta de assinaturas também está em ritmo acelerado?
Dom Paulo –
Muito acelerado. As entidades todas estão incorporando. Basta a gente ver aí a disposição do Diário (jornal Diário da Região), que já de início se colocou à disposição, com um estande lá na praça, para a coleta de assinaturas. Sinal de que está revelando uma insatisfação popular muito grande com políticos envolvidos em corrupção se colocando novamente como candidatos e até ganhando, estando à frente da direção do País.

ZAAP! – Mas a Igreja não deve se restringir a colher assinaturas nestas eleições. Vai orientar? O que mais vai fazer?
Dom Paulo –
Neste momento, pelo menos a nossa Diocese, por meio da Pastoral Fé e Política, vai estar orientando os eleitores sobre a sua responsabilidade do voto consciente. Mas também orientando sobre a cobrança diante de atitudes de corrupção na campanha eleitoral. Sabendo de candidatos corruptos, que haja denúncia. Então, um dos papéis da Pastoral Fé e Política e dos órgãos que estão ligados contra a questão da corrupção é realmente apresentar denúncia de casos verídicos, de casos que sejam verdadeiros e não criar situações para dificultar para o candidato.

ZAAP! – Então, a própria Pastoral poderá fazer a denúncia? Ela não ficará simplesmente observando o processo eleitoral?
Dom Paulo –
Ela vai tomar uma atitude. Não adianta fazer a campanha e não agir. Por outro lado, a Igreja quer facilitar a comunicação dos candidatos com seus fiéis. Nós vamos entregar aos padres uma orientação sobre o momento político e nas orientações práticas estamos colocando assim no documento que vamos entregar aos padres: “A Igreja não tem partido, mas quer facilitar a comunicação dos candidatos com seus fiéis, desde que não seja usado o interior das igrejas e capelas”.

ZAAP! – Então, como seria? A Igreja criará mecanismos para facilitar esse acesso aos candidatos?
Dom Paulo –
Isso. Até colocando o espaço do salão paroquial para criar esses debates, para conhecimento dos projetos e da vida do candidato e também do partido. Mas usar o púlpito para fazer campanha não é permitido. Já apresentar seus projetos em reuniões fora da igreja tudo bem. A Igreja quer estar ajudando também no processo. Alguém pode falar assim: a Igreja tem de cuidar do lado espiritual das pessoas. Não. A Igreja tem de cuidar da pessoa e a pessoa não é só espírito. Uma pessoa é corpo e alma.

ZAAP! – Qual seria o perfil do candidato ideal para a Igreja?
Dom Paulo –
Em primeiro lugar, não basta ser religioso ou católico. O perfil seria aquele que coincide com a vida dele (do candidato), conhecer bem a história de vida política dele, observando seu passado e seu presente.

ZAAP! – Mas a Igreja não vai orientar, dizendo que o candidato deve ser uma pessoa que tenha seus olhos voltados para...
Dom Paulo –
Sim e, por isso, ela quer abrir seus espaços para conhecer os projetos. Vamos dizer para não votar em candidatos que ofereçam vantagens pessoais e favor em troca de voto. Isso aí não deve fazer parte do perfil. A gente sabe que nesta eleição, por exemplo, será uma dinheirama que vai ser jogada em cima do povo. Estou sabendo disso. Entendeu? Então, pessoas que compram o voto não merecem o voto do eleitor. Ele tem de apresentar um estilo de vida que dê segurança para o eleitor. No fundo, o quê que a Igreja quer buscar com sua ação? É que haja honestidade dos candidatos, principalmente, nesse momento assim que a gente sente tanta desonestidade, tantos desmandos na área política, desvios públicos... Candidatos publicamente declarados, envolvidos em corrupção, sendo candidatos e sendo eleitos. Isso tem trazido para o povo uma insegurança, uma intranqüilidade, uma certa revolta, né. Mas, como o poder de compra muda a cabeça das pessoas, é um paradoxo, porque muitas vezes o sujeito não concorda com o candidato e, ao mesmo tempo, vota nele, porque foi comprado, porque foi beneficiado de alguma forma.

ZAAP! – A Igreja Católica aprova a candidatura de padres?
Dom Paulo –
Há uma norma da nossa Diocese que diz que um padre, registrando sua candidatura, fica suspenso das atividades públicas na Igreja até terminar seu mandato. Terminou, volta. Ele pode até celebrar em particular. Isso não tem problema.

ZAAP! – Se ele não for eleito, pode voltar automaticamente?
Dom Paulo –
Pode. É só porque as duas coisas são incompatíveis. Não é que são incompatíveis. É que na verdade ele tem oposição e a oposição fica a todo momento espetando o bispo, a Diocese, de propósito. Por isso, é melhor separar as coisas. Eu entendo também que a escolha pela vida sacerdotal é uma escolha que tem de ser feita com muita liberdade, mas com responsabilidade de assumir o que foi a decisão. Agora, parte para outro caminho. Além disso, eu entendo que todo padre deve formar suas lideranças para que delas saia um candidato. Isso sim.

ZAAP! – Então, o papel do padre é formar lideranças para que se tornem candidatos, em vez de assumir o papel de candidato?
Dom Paulo –
A Igreja fala sempre isso. Fiéis leigos, com boa formação, devem assumir candidaturas. A Igreja não é contra, não. É a favor. Incentiva isso.

ZAAP! – A Igreja terá seu candidato na eleição? Em eleições anteriores, padres deram depoimentos para o programa de TV de candidatos e até pediram voto durantes as missas. Como será este ano?
Dom Paulo –
Deixa eu te dizer quais serão nossas orientações práticas: votar consciente é um dever de todos, mesmo estando desencantado com a atuação dos políticos; depois, conhecer bem a história de vida política dos candidatos, observando seu passado e seu presente; não votar em candidatos que ofereçam vantagens ou favores pessoais em troca de voto. Isso eu estou falando para você sentir que a Igreja não tem nem partido nem candidato, mas age em função da consciência. Mas você vai falar: como é que padre tal fez isso, fez aquilo? Não é a orientação da Igreja. É uma questão de opção pessoal dele. Tem mais: cuidado com candidato que não tem uma prática em favor da vida. É o aborto, a eutanásia, a célula-tronco embrionária, os anencéfalos (que se caracterizam pela falta total ou parcial do cérebro). A Igreja nunca vai abrir mão na questão da vida. Quem vende o seu voto vende a si mesmo. Vende sua consciência. Voto não tem preço. Tem conseqüência. Outra coisa é estar atento ao que diz a Lei 9.840. No documento que vou entregar aos padres, até coloco qual é a posição da Igreja, de uma forma meio genérica, citando palavras do papa Bento XVI e do papa João Paulo II.

ZAAP! – Sem querer misturar, mas a Igreja Universal criou um partido, o PRB. Aqui, em Rio Preto, ela terá um candidato e toda ela deve trabalhar em favor desse candidato. A Igreja Católica nunca teve esse tipo de atuação? De criar um partido...
Dom Paulo –
Não, mas eu te digo a razão. A finalidade da Igreja não é fazer a cabeça das pessoas, mas é conscientizar as pessoas. Se você apresenta um candidato, você está dividindo com outros e a Igreja não é divisão. Ela é para acontecer a união. Há a possibilidade de muitos outros candidatos, tão bons quanto. Por isso, é que tem de formar consciência e conhecer a vida do candidato. Por exemplo, uma paróquia tomou uma decisão em conjunto de que todos vão votar num único candidato, inclusive, entre os próprios candidatos. Até algum abriu mão para que fosse aquele. Tudo bem. Aí, é uma decisão em conjunto. Mas não é a orientação da Igreja assumir candidato.

ZAAP! – Mas nesse caso a Igreja não vai interferir?
Dom Paulo –
Não. Por isso, a Igreja trabalha a liberdade.

ZAAP! – Em Belo Horizonte, houve uma vez em que a Diocese fez uma lista com o nome dos candidatos em quem os fiéis podiam votar. Aqui, teremos isso?
Dom Paulo –
Não. Só se algum padre fizer.

ZAAP! – Quais bandeiras a Igreja gostaria de ver os candidatos defendendo nestas eleições?
Dom Paulo –
Aquilo que é da doutrina social da Igreja. Quer dizer, a justiça, a honestidade, o bem-comum, melhor distribuição da renda nacional. Isso depende logicamente se o candidato tem uma boa formação. Se não tem, ele vai estar preocupado com ele, né. No seu bem, no seu público. Por exemplo, um prefeito tal é muito gentil com aqueles que estão do seu lado, mas com os do outro lado ele é salgado. Isso não pode fora do tempo político. Dentro do tempo político, tudo bem. É campanha. Depois, ele tem de pensar que foi eleito para todos. Aí, cai na politicagem. A verdadeira política é o bem-comum. Saiu disso passa a ser politicagem.

ZAAP! – A Igreja Católica deverá promover debates nestas eleições?
Dom Paulo –
Há um pensamento da Pastoral Fé e Política de promover alguns debates, principalmente, entre os candidatos a prefeito. Mas não tem nada definido ainda não. Para que isso? Justamente para criar a consciência política e votar com liberdade.

ZAAP! – Rio Preto terá algum padre-candidato?
Dom Paulo –
Não. Só um candidato a vice-prefeito na região.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:18:31 AM
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Segunda-feira, Julho 7

Mania paulista

O hit da Gaviões da Fiel, torcida corintiana, está virando mania nas campanhas eleitorais deste ano. O blog Eleições de Rio Preto (eleitor.zip.net) traz a informação de que o candidato a prefeito pelo PPS, Orlando Bolçone, já está usando a música em sua campanha.

Já o jornal Lance diz que quem adotou o hit também foi o candidato a prefeito na Capital pelo PP, Paulo Maluf. No sábado, em visita a uma feira em São Miguel Paulista, na zona leste, o político ouviu pela primeira vez a nova música da campanha. “Não pára, Maluf, não pára”, cantavam todos.

Essa ninguém merece. Bolçone ao menos é corintiano.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:32:34 AM
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