Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
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Terça-feira, Abril 22

"Obamania"

O colunista Sérgio Dávila faz uma análise em seu blog na Uol sobre o democrata Barack Obama. Vale a pena ler.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:36:54 PM
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Conheça o candidato iPhone

Prometi na última coluna que falaria da "obamania" como fenômeno global. Minha tese, que eu ruminava enquanto pedalava pelas ruas de Amsterdã, durante uma escala de menos de 48 horas entre Lisboa e Washington, é que, depois de seis anos de más notícias vindas dos Estados Unidos, o mundo voltou a se encantar pelo país que se emplacou no imaginário coletivo como a terra das oportunidades.

Barack Obama gosta de repetir a história de que, em nenhum outro lugar do mundo, alguém com sua biografia - filho de uma mãe branca e pobre do Kansas com um pai negro e ausente do Quênia, que cresceu no Havaí e na Indonésia - poderia chegar até onde chegou, com possibilidades reais de assumir o comando da maior potência do mundo a partir de novembro.

Se não é exatamente verdade - Luiz Inácio Lula da Silva virou presidente da oitava maior potência mundial com uma história pessoal pelo menos oito vezes mais sofrida -, o conto é bem contado. E, como tudo o que envolve o senador por Illinois, bem embalado, divulgado e distribuído. Barack Obama é mais do que um candidato à Presidência dos Estados Unidos: é um produto. Como a Coca-Cola.

Pensava nisso quando vi a capa da edição mais recente da revista "Fast Company" com o título "A marca chamada Obama". O texto, de Ellen McGirt, defende que a campanha do candidato tem sido bem-sucedida por ser tratada como uma das milionárias e novíssimas empresas pontocom do Vale do Silício. Primeiro, ao fazer sua base entre o público de 18 a 29 anos, que é a fatia mais cobiçada pelas agendas de publicidade. Aquela que vai consumir por mais tempo.

Quer dizer, se você consegue "fidelizar", para usar uma expressão do meio, um consumidor a uma marca aos 18 anos, é grande a possibilidade de ele continuar comprando o mesmo produto pelas próximas três a quatro décadas. A campanha de Obama faz isso ao, por exemplo, ser de longe a que domina com mais eficiência a internet, via sites de relacionamento social, vídeos, virais etc.

Dessa maneira, cada "novo lançamento" da Obama S.A. repercute em ondas pelo mundo inteiro, como no exemplo malhado da pedra que cai no lago. No esquema mais geral, é como se o senador fosse o mais novo lançamento que veio reavivar uma grife - os Estados Unidos - que tinha envelhecido, estava combalida, mas que é reconhecida de imediato em todos os lugares do mundo.

Obama é o iPod dessa Apple que são os Estados Unidos; se for escolhido candidato, virará o iPhone. A comparação vale para seu apelo mundial: mesmo países em que o celular não está oficialmente habilitado para ser usado, o descolado aparelho é um objeto do desejo. Ora, Brasil e Holanda não votam nas eleições americanas. Ainda assim, a popularidade do senador nesses países é enorme.

É o que mostram pesquisas (não-científicas) de opinião pública mundiais, como as do site Who Would the World Elect, ou ilações feitas a partir de mecanismos de busca como Google e Yahoo, em que o candidato é o nome mais procurado entre os três concorrentes. Obama pode muito bem não vir a ser o escolhido de seu partido e, se for, não vencer as eleições - mas é grande a possibilidade de você continuar ouvindo falar do nome dele pelos próximos anos.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:28:08 PM
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