Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
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Quarta-feira, Novembro 14

Frank Aguiar na Cultura

Folha Online

Frank Aguiar pode substituir Gilberto Gil no Ministério da Cultura, informa a colunista Mônica Bergamo na edição da Folha de S.Paulo de hoje (14/11).

As especulações de que o cantor e deputado federal pudesse assumir o cargo surgiram de uma conversa entre produtores de teatro em São Paulo, após Frank se reunir com o presidente Lula.

"Somos amigos desde os tempos de São Bernardo, estivemos juntos discutindo o Plano Nacional de Cultura, do qual sou relator. Depois de aprovarmos o plano, essa possibilidade [de assumir o Ministério] até seria viável", afirmou Frank à coluna.

Apesar dos rumores, o deputado negou que tenha sido sondado por Lula para suceder Gil. "Quero curtir o meu mandato e cumpri-lo até o fim".

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:43:30 AM
Comentários:

Vale ler

Vale a pena ler o texto abaixo de Eliane Cantanhêde, publicado na Folha de S.Paulo. Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento.

"Por que não te calas?"

É a velha história: quem fala o que quer ouve o que não quer. O nosso peculiar Hugo Chávez desandou a chamar de "fascista" o ex-presidente da Espanha José María Aznar, quando o sucessor de Aznar, José Luiz Zapatero, e o rei Juan Carlos tomaram as dores. Pronto, foi um fuzuê!

"Por que não te calas?", rosnou o rei, apesar de ter sido sempre tão afável, numa imagem e numa fala que rodaram o mundo e dividiram opiniões. Não sem muitas gargalhadas, cá entre nós.

A primeira reação foi contra Chávez, que fala demais e não tem papas na língua. Chama George W. Bush de "Diabo" em plena Nova York, classifica Aznar de "fascista" diante do rei e agora acusa o próprio rei de "prepotente e desrespeitoso". Sem contar os impropérios que já despejou contra o Congresso brasileiro, que está votando justamente se apóia ou não a entrada da Venezuela no Mercosul. Ousado, esse Chávez.

A reação seguinte, que começa a surgir agora, dias depois do episódio, é a de analisar o bate-boca sob o ângulo do opressor (o rei, a Espanha...) e do oprimido (a Venezuela, a América Latina), com o detalhe, real, de que Aznar não chega a ser um anjo e de fato estimulou o fracassado golpe de 2002 contra Chávez. Isso, porém, não dá a Chávez o direito de inverter a velha história e inventar uma nova: "Eu falo o que quero e você ouve aí calado". Não pode. E não tem o direito de irritar os convidados em casa alheia - a confusão foi no Chile.

Chávez é ousado, mas também incauto, porque ele está evoluindo no cenário internacional de bufão para autoritário, de autoritário para ditador pura e simplesmente e de ditador para desafiador do mundo - e não mais apenas do primeiríssimo mundo representado pelos EUA e por Bush.

Chávez foi eleito pela primeira vez em 1999 e respeitou rigorosamente todos os preceitos constitucionais e democráticos para fazer uma limpa numa Venezuela corrupta, antiquada e espoliada (aliás, três adjetivos que sempre andam juntos). Desde então, perde importantes aliados, tanto na área política quanto na militar e na acadêmica. E, se há essa sangria interna, há o consequente desgaste externo.

Chávez está convencido de que bastam o petróleo caro, massas aguerridas, bilhões em armamento e seu carisma pessoal para se perpetuar no poder. Está errado. Ninguém briga com tudo e todos ao mesmo tempo, impunemente. Num mundo global, todos estão de olho em todos. E os investimentos dependem muitíssimo desse olhar.

O cala-boca do rei da Espanha pode não ter sido lá muito diplomático, nem adequado à solenidade intrínseca à realeza, mas traduz uma advertência que vem de dentro da Venezuela para fora, no mundo. Chávez deveria refletir sobre ela, se é que ele é mesmo capaz de refletir além do seu próprio umbigo.

Comentários
Muito bem, Mirna. Tomaste partido de quem merece, mesmo tendo sido um tanto explosivo. Aliás, digo-te como já disse em outros comentários, que o Rei não mandou o índio desaforado calar a boca, apenas fez uma pergunta mais alterada na ocasião corretíssima. Em que pese a alteração, justificada até demais, um rei sempre será majestade e um índio (diga-se de passagem eu sou descendente de indigenas do Pará, mas sei até onde podemos ir) também sempre será um índio, como qualquer pessoa, aliás, esteja em que patamar esteja, tem que obedecer uma hierarquia e/ou situações particulares e diplomáticas. O Rei poderia, se é que não deveria era tê-lo mandado calar a boca mesmo, já que fala demais e sem qualquer reserva ou respeito. Parabéns pela tua reportagem e pelo teu posicionamento.

Deusarino de Melo | 24-11-2007 13:18:03

De bufão a ditador. Uma boa definição para Chavez e seu "socialismo bolivariano". O Aznar é um direitista assumido e perdeu as eleições após o atentado em Madri, quando acusou o ETA, que nada teve a ver com o fato. Mas isso não dá o direito a Chavez de fazê-lo vítima de sua diarréia verbal. E a gente ainda reclama das metáforas futebolísticas do Lula...

Ricardo Brandau | 14-11-2007 13:02:47

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:32:37 AM
Comentários:

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