Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
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Sexta-feira, Julho 21


Frente do cartão


Frente do cartão


Verso do cartão

A diferença

O candidato a deputado federal pelo PV de Rio Preto, Cacau Lopes, está produzindo um material diferenciado para sua campanha, no modelo de cartão-postal. Já vi pelo menos dois deles. Um era voltado ao público do Festival Internacional de Teatro e o outro, aos participantes da 6ª Parada GLSBT. Cacau trabalha com o slogan "Seu voto faz a diferença".

Comentário
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Links & Sites | 30-07-2006 11:04:22

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:27:14 PM
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Terça-feira, Julho 18

O Haiti é aqui

Ricardo Brandau*

Tirante as famosas teorias conspiratórias, a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo deve-se basicamente a três fatores: preparação física ineficiente, preparação técnica deficiente e falta de "atitude" dos jogadores.

As duas primeiras foram abordadas à exaustão pela mídia, mas cabe pinçar problemas dentro de cada uma. Os jogadores chegaram alguns arrebentados de uma desgastante temporada européia e outros vindos de contusão e fora de forma.

Sem contar o caso Ronaldo, do qual já se falou muito, pode-se citar Edmilson. Será que os exames feitos nos primeiros dias da apresentação não revelaram que ele não estava 100% ou seu estado piorou após os treinamentos levando a sua dispensa? Qualquer que seja a resposta, é um problema grave.

Robinho, desde que foi alçado ao time principal do Santos, em 2002, nunca sofreu contusão muscular. Foi tê-la durante a Copa. Claro que pode ter sido coincidência, mas é estranho.

Quanto aos problemas técnicos, viu-se Parreira insistindo num determinado tipo de treinamento, o "alemão", em que o tamanho do campo era reduzido. Pior do que não ter surtido efeito algum, pois a equipe sempre encontrou dificuldades contra adversários retrancados, foi a falta de opção do treinador. Se ele sempre mostrou-se reticente quanto ao quadrado mágico, deveria ter treinado opções a ele. Porém, ficou naqueles treininhos bucrocáticos que literalmente levaram a nada. E, no comprometimento final, mudou em cima da hora o time para o jogo contra a França e deu no que deu.

Finalmente, a falta de atitude. Para o torcedor comum isso é o mais grave. Percebeu-se nitidamente que os jogadores estavam apáticos, cumprindo uma obrigação burocrática.

Parte deste grupo esteve no amistoso contra o Haiti, em 2004. Quem teve a oportunidade de assistir ao documentário sobre a partida viu a catarse que foi, a alegria que teve, por um dia, a população do Haiti massacrada com a fratura política, econômica e social pela qual passava (e ainda passa) o país. De arrepiar.

Pois é. Situação semelhante, guardadas as devidas proporções, acontece a cada quatro anos Brasil. A população se mobiliza, o sentimento de patriotismo brota (se é explorado ou não, é outra história) e toda a esperança é colocada sobre aqueles 22 jogadores. Os brasileiros mais abastados viajam para acompanhar a Copa do Mundo, os remediados compram novas TVs e muitos da camada mais expressiva da população gastam o que não podem para assistir aos jogos, seja organizando churrascos ou comprando camisetas da seleção.

Os jogadores, na sua maioria de origem humilde, deveriam se lembrar disso na hora de disputar a Copa. Se o torneio virou um "peso" para eles, que dêem lugar aos mais motivados, que tenham mais "atitude". Eles precisam estar conscientes de que são ídolos, que carregam as esperanças de uma nação que pouco tem a se orgulhar de seus políticos.

Eles não sabem, mas o Haiti também é aqui.

*Jornalista. Editor-assistente do caderno "Diário na Copa", do Diário da Região, durante a Copa do Mundo

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:40:24 PM
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Sexta-feira, Julho 14

Colaboração

Para retomar uma prática há muito interrompida encaminho uma colaboração para o seu blogue. O texto abaixo é do Alon Feuerwerker (blogdoalon.blogspot.com). Ele é de Brasília e por muito tempo trabalhou na Folha, ocupando os principais cargos da redação. Alon tem uma visão que geralmente destoa do pensamento único presente nos jornalões.

Mando o texto abaixo não por causa do assunto principal que ele comenta, a polêmica das cotas raciais. O que achei interessante é a observação que ele faz sobre a sucessão presidencial e comportamento que vai se cristalizando nos grandes jornais, principalmente nos paulistanos.

beijo,
rogerio

Voltei um dia antes do prometido, para comentar rapidamente o material que a Folha de S.Paulo publica hoje (9.7.06) sobre a polêmica das cotas. É um trabalho equilibrado. Aliás, para encontrar equilíbrio na cobertura jornalística dos últimos dias é preciso procurar outros assuntos que não a sucessão presidencial. Está no ar um cheiro de 1989 (no jornalismo).

Depois que o serviço estiver feito, virão os inevitáveis seminários internos nas redações para analisar "os eventuais erros e excessos que cometemos na cobertura da eleição". Terão tanta importância quanto eventuais seminários internos que Parreira e companhia tivessem promovido para descobrir por que não jogaram bola contra a França.

Mas voltemos às cotas. Há bons argumentos dos dois lados. Entretanto, a posição de quem é contra tem uma fragilidade estrutural: nada propõem no lugar. Sabe-se que tratar igualmente os desiguais é reforçar os mecanismos que reproduzem e ampliam a desigualdade. Por isso, tratar desigualmente os desiguais é às vezes necessário para diminuir a desigualdade.

Quem ganha mais paga mais imposto de renda, e todo mundo acha isso natural. Aliás, o combate à regressividade está presente em todos os discursos sobre a necessidade de uma reforma tributária. Mas os melhores exemplos de regressividade no país estão em outros lugares: na educação e na previdência social. São dois paraísos reservados para os brancos e a classe média, por meio das universidades públicas, da previdência dos servidores públicos e dos fundos de pensão das estatais.

Uma alternativa às cotas seria forçar a entrada dos pobres e pretos na classe média. Reportagens de hoje da Folha e de O Globo mostram que isso está acontecendo num bom ritmo. Talvez um sistema misto de cotas raciais e sociais, expurgado das aberrações, possa ser um caminho, como alías já vem sendo cogitado. O Bolsa Família e a recuperação do poder de compra do salário mínimo não deixam de ser modalidades de cotas sociais.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:59:54 PM
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Quarta-feira, Julho 5

Au revoir

Mirna de Lima Soares
mirna@mirna.com.br


A Seleção Brasileira embarcou para a Copa do Mundo como o time dos sonhos. A grande candidata ao título, idolatrada pela imprensa. Caiu logo em desgraça. Na primeira fase da competição, apresentou um futebol sofrível e as cobranças vieram. Ronaldo está gordo. Ronaldinho Gaúcho não está rendendo tudo que pode. Cafu e Roberto Carlos vão e não voltam. E por aí vai...

Com a vitória sobre o Japão e depois sobre Gana, os elogios - um pouco mais contidos - voltaram. Pergunto: o que acontece com a nossa Seleção? Seria ela tão irregular assim? Ou seriam nossos comentaristas, locutores e repórteres esportivos eternos apaixonados que não conseguem fazer uma análise fria da qualidade da equipe em campo?

Hoje, o Brasil volta aos gramados e finalmente deve mostrar a que veio. A partida deste sábado contra a França coloca em xeque o talento de nossos craques. Talento esse que pode nos dar a revanche esperada desde 1998 ou o carimbo no passaporte e a volta mais cedo para casa.

No momento em que escrevo, não sei o resultado do jogo. Mas é possível que você que está lendo este texto agora já saiba o que aconteceu. De qualquer forma, este é o jogo do adeus. Adeus de uma geração de atletas. Zinedine Zidani, Fabien Barthez e Claude Makelele do gramado francês.

Do lado de cá, Roberto Carlos, Dida, Cafu, Zé Roberto e - por que não? - Ronaldo também podem estar usando pela última vez a camisa verde e amarela, numa copa. Só espero que a nossa despedida seja adiada e que aconteça dia 9 de julho em ritmo de festa. Muita festa. Aliás, já que lugar de mulher é na Copa, podíamos convidar nossos amigos homens para dar um show na cozinha. Em tempo, tenho amigos que cozinham muito bem, obrigada.

Mirna de Lima Soares é jornalista, corintiana fanática e apaixonada por futebol
(Texto publicado na edição do dia 1º de julho, do jornal Bom Dia)

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:49:18 AM
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