Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
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Terça-feira, Fevereiro 14

Você conhece o jornalista visual?

Mario Lima Cavalcanti
Comunique-se


Existe um termo chamado jornalismo visual que designa a prática de combinar de forma estratégica imagens e textos a fim de criar uma informação. Um jornalista visual seria aquele profissional que tem a visão do todo nesse aspecto. Um jornalista especializado em questões como a diagramação da notícia ou a informação visual (infográficos, por exemplo). O termo aplica-se tanto no ambiente online quanto no impresso, deu frutos a novos cargos, como o de editor de design, por exemplo, e é cada vez mais apreciado no mercado.

Anne Van Wagener, editora de design do Poynter.org, site do Instituto Poynter, é atualmente um nome bem expressivo na área de jornalismo visual e tem dedicado parte da sua vida profissional a passar ensinamentos sobre o assunto. Anne escreve sobre design, infográficos, fotojornalismo, webdesign e mídia interativa. Também assina, no mesmo site Poynter.org, a coluna "The Design Desk".

Em um de seus mais recentes artigos, "Wanted: Articulate, Creative Thinkers with Design Mojo", Anne fala exatamente sobre quais atributos seriam necessários para um profissional de jornalismo assumir um papel de jornalista visual ou de editor de design. Acreditando que "mais do que nunca, jornalistas visuais estão sendo requisitados em redações de impresso, online e broadcast", ela afirma ainda que "os dias do departamento de arte estão contados".

No decorrer do artigo esbarramos com tópicos realmente interessantes como tipografia, teoria da cor e curiosidades sobre o mundo. Este último, ao contrário do que parece, tem um peso importante. Por exemplo, se você é uma pessoa que conhece superficialmente a história do construtivismo russo, ao editar uma matéria sobre o assunto, você saberá exatamente como ilustrar e diagramar tal material a fim de agregar informações e torná-lo mais atraente.

Além das dicas oferecidas por Anne, também sou a favor de que o jornalista (seja ele ou não editor de design) e o designer - quando juntos em uma empresa - conheçam o suficiente do trabalho do outro para que haja uma coerência, uma sintonia na comunicação entre os dois a fim de que o produto final saia como esperado.

Alguns profissionais podem se sentir frustrados ou assustados com tais afirmações. Mas, no fundo, tudo está ligado a uma, digamos, evolução natural. Como escreveu Kevin G. Barnhurst - professor de comunicação e autor de obras conceituadas sobre comunicação e linguagem visual - em seu texto "O jornalismo visual", "a revolução tecnológica tem modificado a organização de periódicos". Com o desenvolvimento do jornalismo online, nos dias de hoje qualquer jornalista deveria conhecer atributos da linguagem visual. É sadio, faz parte da continuação eterna dos estudos e da atualização que bem ou mal o mercado exige.

Em tempo:

- Anne se preocupou em indicar em todos os tópicos de seu artigo livros que podem ajudar o profissional a se aprofundar. Vale uma olhada com calma.

Onde aprender mais sobre jornalismo visual:

- The Design Desk
- O jornalismo visual
- Jornalismo visual na Wikipedia

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:39:54 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 8

Dicas

Curioso como a Opus Dei anda me "perseguindo" ultimamente. Ontem, entrei no site do "Observatório da Imprensa" e havia uma matéria especial abordando o tema. Hoje, entro logo cedo no site da Saraiva para comprar um livro e dou de cara com um livro sobre o tema. Para quem curte, seguem aí.

* Antes, só queria fazer uma observação. A Débora Buzzini, do Diário, está entre as formadas do curso Master a que os textos abaixo se referem. Na época, eu ainda estava no jornal e ela fez palestras com a redação na chácara de sua família para passar para a gente o que estava aprendendo no curso. Houve inclusive uma palestra (na Sala VIP, se não me falha a memória) com o próprio Di Franco. Também foi a partir deste curso que foi desenvolvido o projeto editorial para campanha eleitoral de 2000 - "Contratam-se um prefeito e 21 vereadores", conduzida pelo então editor de Política do Diário, o jornalista Ruy Sampaio. Eramos repórter eu e o Rogério Castro (hoje editor de Política do BOM DIA).

Outro rio-pretense que também fez o curso foi o Dib Carneiro, editor do Caderno 2 do Estadão e primo da Cecilia Demian. Aliás, Dib é uma graça de pessoa e foi trazido para Rio Preto em 2003, pelo então secretário de Cultura, o jornalista Ruy Sampaio (olha ele aí de novo), para fazer o lançamento de seu livro "Pecinha é a vovozinha" (que é o maior sucesso), durante o Festival Internacional de Teatro.

Livro


Comentário da livraria Saraiva

Opus Dei - Os Bastidores
Ferreira, Dario Fortes; Silva, Marcio Fernandes; Jean Lauand, Luiz Verus

Com esta obra, o leitor vai entender melhor os procedimentos observados por seitas ou grupos fundamentalistas, religiosos ou não, que têm por intuito atrair membros, fanatizá-los, destituí-los de qualquer julgamento crítico, para que os fins ou objetivos doutrinários, financeiros e religiosos sejam alcançados independentemente dos meios utilizados.

Comentários
Mirna,
Também estava no Diário na época e lembro da reunião na chácara num sábado cedinho (estava morrendo de sono, pois o fechamento da sexta havia sido pesado) e da palestra do Di Franco. Mas vamos ao que motivou o post: o interesse do OI pela Opus Dei (OD) tem a ver com uma coluna do Diego Mainardi que "dedou" vários "petistas" nas Redações Brasil afora. Alberto Dines, um dos "acusados" de serem "petistas", se não me engano, irritou-se e pediu que fossem divulgados os "membros" da OD nas Redações (seriam aqueles que fizeram o Masters). Seguiu-se a polêmica que também passou pelo Comunique-se em função da suposta ligação de Geraldo Alckmin com a ODe um artigo de Di Franco defendendo a instituição sem revelar ser numerário. Também não podemos esquecer da publicidade da OD por causa do "Código da Vinci" (Ruy Sampaio não gostou do livro. Eu achei bastante interessante, embora não contenha quase nenhuma novidade, pois as dúvidas e lendas acerca da vida de Jesus bra são de conhecimento público há tempos). Segue

Essa droga (espaço de comentário do Blogger) apagou toda a segunda parte do comentário. Sintetizando o que escrevi, o conservadorismo religioso da OD não me agrada, mas só sofre "lavagem cerebral" quem quer. O Di Franco me causou boa impressão, o que é reforçado por depoimento da maioria de seus ex-alunos. E critiquei o radicalismo islâmico por causa das charges dinamarquesas. Se eles se sentem ofendidos, boicotem e processem o jornal, mas reações violentas são injustificáveis

Ricardo Brandau | 08-02-2006 10:12:06

Francamente, não consigo compreender porque um curso de mestrado profissional deva ter "serviço de capelania". O aluno vai lá para enriquecer conhecimentos, compartilhar experiências, desenvolver relações profissionais e enriquecer o seu currículo. Por que cargas d'água alguém, depois de um dia intenso de trabalho e tendo de se concentrar ao máximo para aproveitar aulas e seminários, precisaria da tal "capelania"? Se a pessoa tem necessidade de manifestar sua fé ou de obter apoio religioso, todas as mais diversas igrejas e templos estão de portas abertas. Por que misturar um curso de especialização em nível de pós-graduação com religião? Isso absolutamente não me agrada! PS: não sou católico, sou judeu, tenho muita fé, pratico minha religião de acordo com os seus princípios fundamentais e acho, mesmo, muitíssimo estranhável essa estória toda!

Flavio | 01-03-2006 23:06:51

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:58:32 AM
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A OBRA EM AÇÃO
Opus Dei investe na formação de jornalistas


Luiz Antonio Magalhães
Observatório da Imprensa


Em entrevista concedida à revista Época em janeiro, o professor e consultor editorial Carlos Alberto Di Franco, diretor do curso Master em Jornalismo - Gestão de Empresas de Comunicação, revelou a sua relação com o Opus Dei, prelazia ultraconservadora da Igreja Católica. Di Franco afirmou ser numerário do Opus Dei e consultor espiritual do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A confissão do professor jogou mais lenha na fogueira de uma polêmica que os leitores da revista Veja e deste Observatório vêm acompanhando desde o final do ano passado, travada entre o jornalista Alberto Dines e o colunista Diogo Mainardi, do semanário da Editora Abril. Dines alerta para a crescente influência nas redações brasileiras de idéias e práticas gerenciais difundidas a partir do Opus Dei; Mainardi acredita que o jornalismo nacional está impregnado de "lulistas" e "dirceuzistas" a serviço do governo federal.

A pré-candidatura de Alckmin à presidência da República certamente ajudou a trazer os holofotes da mídia para a polêmica, mas o assunto não é novo. Ao contrário, faz muito tempo que Dines levantou a questão da influência do ideário do Opus Dei na imprensa, no início por intermédio da espanhola Universidade de Navarra, com a qual o Master em Jornalismo mantém estreita relação. Os primeiros artigos sobre o assunto publicados no OI são de 1996, ano de estréia do Observatório na internet.

Quase tão antigo quanto os alertas do editor-responsável deste Observatório é o curso Master em Jornalismo, dirigido por Di Franco, cuja primeira edição se deu em 1997. De lá para cá, segundo as informações do site oficial do curso, quase 200 profissionais conseguiram o diploma do curso. A partir dos dados de 137 ex-alunos disponíveis na página do Master em Jornalismo na internet, foi possível realizar tabulações e consolidar o perfil de quem se graduou. Além disso, o OI procurou entrar em contato, via e-mail, com todos esses ex-alunos. Cerca de 30 endereços estavam incorretos ou retornaram por outros problemas (caixa postal cheia ou aviso de ausência temporária). No espaço de uma semana, 21 "masterianos" responderam a um curto questionário sobre as características do curso, cujo resultado será apresentado aqui.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:14:02 AM
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Master e Opus Dei: "solução cristã"

Na página de apresentação do Master em Jornalismo na internet não há uma única referência ao Opus Dei. Ao contrário, a ênfase do curso parece ser bastante "pragmática". "Cada vez mais as empresas de comunicação necessitam que os líderes de suas redações tenham uma visão abrangente, integrando as exigências de uma gestão empresarial moderna e eficiente, em um mercado competitivo e adverso, ao ideal de um jornalismo de qualidade, inovador e comprometido. Com forte foco em gestão, incluindo a editorial, o Master em Jornalismo - Gestão de Empresas de Comunicação é uma clara resposta a essa demanda", explica o texto do site.

Apenas se o leitor acessar a página do Centro de Extensão Universitária, entidade que abriga o Master, será informado da relação com o Opus Dei. No link "Capelania Universitária", há uma apresentação bastante transparente de tal relação, cujo conteúdo é o que se segue:

"O Centro de Extensão Universitária, procurando cuidar não apenas da qualidade científica e acadêmica das suas atividades, desenvolve estudos de aprofundamento nos aspectos éticos das diversas disciplinas. Nesse sentido, conta com o auxílio da prelazia do Opus Dei, à qual confia também a organização de atividades de formação cristã e serviços de capelania para todos os que desejarem participar.

O Opus Dei é uma prelazia pessoal da Igreja Católica, cuja a missão é promover, entre os fiéis cristãos de todas as condições, uma vida plenamente coerente com a fé nas circunstâncias correntes da existência humana, e especialmente por meio da santificação do trabalho. Contribui assim para a evangelização de todos os ambientes, lembrando às pessoas que, seja qual for a atividade a que se dediquem, devem cooperar para uma solução cristã dos problemas da sociedade. O fundador, São Josemaría Escrivá, foi canonizado pelo Papa João Paulo II, no dia 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro em Roma."

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:13:42 AM
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Resultados da enquete

Se a entidade-mãe do Master assume a relação, os ex-alunos foram unânimes em negar que o curso tenha algum caráter doutrinário. Os 21 masterianos que responderam a enquete do OI afirmaram que as aulas versavam apenas sobre aspectos técnicos e gerenciais da atividade de editor, embora alguns tenham revelado que perceberam ou foram explicitamente avisados da relação de professores com a Obra.

"No primeiro dia de aula, o professor Carlos Alberto Di Franco fez um 'tour' pelas instalações da escola. E nos levou à capela, deixando claro que todos seriam bem-vindos quando quisessem participar dos cultos. Mas nada além disso", escreveu um dos ex-alunos em sua resposta. "No primeiro módulo, numa da primeiras aulas, o professor Di Franco falou sobre a Opus Dei e sobre as ligações do curso com a Universidade de Navarra, na Espanha. Colocou-se à disposição para perguntas, indicou o site da ordem etc. Nenhum mistério, muita transparência e um posição ética corretíssima. O tema esteve circunscrito a conversas de corredores entre os colegas participantes. Não recordo se, ao longo de um ano, o assunto Opus Dei tenha sido discutido em sala de aula novamente. Acho ingenuidade pensar que editores como nós, com 29 anos de profissão, tenhamos sido doutrinados ou influenciados pela Opus Dei", completa um diretor de redação que fez o curso.

Em outra questão formulada pelo OI, os ex-alunos se dividiram. Questionados se participação no Master abriu portas para a carreira profissional, 71,4% dos respondentes negaram e 28,5% afirmaram que o curso ajudou a conseguir novos empregos ou postos nas empresas que trabalhavam. Um ex-aluno chegou a justificar a resposta, mas novamente negou a influência da prelazia: "O contato com editores de todo o país tende a abrir portas, no médio e longo prazo. É natural, e não uma conseqüência da direção ser da Opus Dei. Incrível seria se passássemos cinco quinzenas do ano debatendo jornalismo com colegas em cargos de chefia e isso nunca motivasse algumas indicações", explicou um dos respondentes. Outro masteriano, porém, revela que há veículos que levam em conta a participação no Master para contratar: "O jornal onde trabalho hoje, por exemplo, teve acesso a meu currículo pelo Master", escreveu.

A terceira questão formulada na enquete dizia respeito à relação dos alunos com o curso - se a iniciativa de participar do Master em Jornalismo havia sido do profissional ou do veículo em que ele trabalhava. Do total de respondentes, a maior parte - 47% - chegou ao curso por iniciativa do órgão de comunicação em que trabalhava. Nem todos explicitaram, mas muitos revelaram que o curso foi pago pela empresa e pelos alunos - no site oficial do Master, há a informação de que o valor do curso é de 18 mil reais por um ano, com desconto de 10% às empresas que indicarem mais de um aluno. Aos 47% devem ser somados outros 14% de respondentes que afirmaram ter partido a iniciativa do veículo e de um interesse pessoal no curso, o que já soma a maioria absoluta (61%). Cursaram o Master por iniciativa própria apenas 19% do total de ex-alunos que responderam à enquete. O restante - outro contingente de 19% - afirma que a iniciativa foi tomada a partir de sugestão de colegas, sem deixar claro quem pagou o curso.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:13:18 AM
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Estatísticas do Master

A partir dos dados disponíveis na página oficial do Master em Jornalismo na internet, é possível traçar um perfil dos alunos graduados pelo curso.

A maior parte dos alunos (36%) é de São Paulo, o que faz sentido ao se levar em conta que o curso é ministrado na capital do Estado. Chama atenção, no entanto, o contingente de ex-alunos da região Sul do Brasil - 10,9% são do Paraná; 10,2%, do Rio Grande do Sul; e 3,65% de Santa Catarina. Apenas 2,9% do total são cariocas - menos do que os ex-alunos de Goiás, Espírito Santo e Bahia, além dos estados sulinos. Na tabela abaixo, estão os percentuais dos ex-alunos por estado de origem.

Ex-alunos segundo o Estado de origem
SÃO PAULO - 36,50%
PARANÁ - 10,95%
RIO GRANDE DO SUL - 10,22%
ORIGEM INDETERMINADA - 7,30%
MINAS GERAIS - 5,84%
GOIÁS - 5,11%
ESPÍRITO SANTO - 4,38%
BAHIA - 3,65%
SANTA CATARINA - 3,65%
RIO DE JANEIRO - 2,92%
DISTRITO FEDERAL - 2,19%
TOCANTINS - 2,19%
ARGENTINA - 1,46%
URUGUAI - 1,46%
ACRE - 0,73%
ESPANHA - 0,73%
MATO GROSSO - 0,73%
Total global - 100,00%

Quando os dados são cruzados levando em conta o veículo em que o profissional trabalhava na época em que cursou ou Master, o resultado mostra que a maior parte dos ex-alunos veio do Grupo Estado, conforme mostra a tabela abaixo. Do jornal O Estado de S.Paulo, foram 9 profissionais que somados aos 4 da Agência Estado resulta em 13 masterianos do grupo - dois a mais do que os 11 free lancers que despontam na liderança, conforme a tabela abaixo.

Faz sentido: o professor Carlos Alberto Di Franco é colunista do Estadão, que prestigia o Master enviando anualmente alguns de seus profissionais para o curso. A Editora Abril aparece com 9 masterianos, empatada com o Estadão e a Gazeta do Povo, do Paraná, jornal que está sendo processado pelo governador do estado, Roberto Requião (PMDB), que acusa o veículo de publicar mentiras sobre a administração estadual.

O gaúcho Zero Hora já mandou 7 profissionais para o Master, ao passo que A Tarde, da Bahia, e O Popular, de Goiás, enviaram 5 jornalistas cada um. Chama a atenção o fato de o maior jornal do país, a Folha de S.Paulo, não ter um único masteriano, e o governo do estado de São Paulo, na gestão Alckmin, ter enviado um funcionário da Secretaria de Comunicação para fazer um curso destinado a editores de jornal. Coincidência ou não, o governador Geraldo Alckmin aparece no site do Master como um dos palestrantes do curso.

Ex-alunos segundo veículo de origem
FREE LANCER 11 (8,03%)
EDITORA ABRIL 9 (6,57%)
Gazeta do Povo (PR) 9 (6,57%)
O Estado de S. Paulo 9 (6,57%)
Zero Hora 7 (5,11%)
A Tarde (BA) 5 (3,65%)
O Popular (GO) 5 (3,65%)
A GAZETA (ES) 4 (2,92%)
AGÊNCIA ESTADO 4 (2,92%)
ValeParaibano 4 (2,92%)
CORREIO BRAZILIENSE (DF) 3 (2,19%)
Diário Popular Pelotas (RS) 3 (2,19%)
Tribuna de Minas (MG) 3 (2,19%)
A Notícia (SC) 2 (1,46%)
AGÊNCIA REPÓRTER SOCIAL (SP) 2 (1,46%)
Comércio da Franca 2 (1,46%)
Correio Popular 2 (1,46%)
DIÁRIO DA REGIÃO 2 (1,46%)
Diário Gaúcho (RS) 2 (1,46%)
Estado de Minas (MG) 2 (1,46%)
GAZETA DE PIRACICABA 2 (1,46%)
Jornal do Tocantins 2 (1,46%)
Meio & Mensagem (SP) 2 (1,46%)
O Globo 2 (1,46%)
TV Anhangüera (GO) 2 (1,46%)
TV Paranaense (RPC) 2 (1,46%)
A Tribuna Rio Branco (AC) 1 (0,73%)
Agência Estado 1 (0,73%)
Assembléia Legistativa de Mato Grosso 1 (0,73%)
Associação Paulista de Jornais (APJ) 1 (0,73%)
CLARÍN (ARGENTINA) 1 (0,73%)
Diário Catarinense (SC) 1 (0,73%)
Diário de Santa Maria (Grupo RBS RS) 1 (0,73%)
Diário do Norte do Paraná Maringá (PR) 1 (0,73%)
Diario El Observador (Uruguai) 1 (0,73%)
Editorial Perfil Argentina 1 (0,73%)
EL PAÍS (MONTEVIDEU-UR) 1 (0,73%)
EXTRA (RJ) 1 (0,73%)
FAAP 1 (0,73%)
FOLHA DE LONDRINA 1 (0,73%)
Governo de São Paulo 1 (0,73%)
HOJE EM DIA (MG) 1 (0,73%)
Innovation Media Consulting Group (Espanha) 1 (0,73%)
Instituto Rede Paranaense de Comunicação IRPC 1 (0,73%)
ISTOÉ DINHEIRO 1 (0,73%)
JORNAL DE SANTA CATARINA 1 (0,73%)
Jornal do Brasil (RJ) 1 (0,73%)
Master em Jornalismo 1 (0,73%)
Nota 10 Design Assessoria de imprensa Curitiba (PR) 1 (0,73%)
O Estado de Minas (MG) 1 (0,73%)
O PIONEIRO (CAXIAS DO SUL-RS) 1 (0,73%)
O Tempo (MG) e Blog do Noblat 1 (0,73%)
Prefeitura paulistana 1 (0,73%)
Rede Bom Dia de Jornais Sorocaba (SP) 1 (0,73%)
Rede de Notícias Vitória (ES) 1 (0,73%)
Rede Gazeta ES 1 (0,73%)
Rede TV! (SP) 1 (0,73%)
REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA 1 (0,73%)
revista Phoenix Florianópolis (SC) 1 (0,73%)
TV Anhangüera Palmas (TO) 1 (0,73%)
Universo Online (UOL SP) 1 (0,73%)
Total global 137 (100,00%)

A tabela abaixo, por fim, mostra o cargo ou ocupação dos masterianos. A maior parte - 33 do 137 alunos pesquisados, era editor à época do curso. Há também muitos profissionais de primeiro escalão dos jornais. Trinta e nove dos ex-alunos eram editores-chefes ou editores-executivos, além de 9 diretores de redação. Em contraposição, os repórteres somam apenas 7 desde o início do curso, em 1997.

Ex-alunos segundo o cargo
Editor 33
Editor chefe 25
Editor executivo 14
Diretor de Redação 9
Coordenador 6
Repórter 7
Assessor de imprensa 4
Consultor 4
Diretor 4
Redator chefe 3
Editor assistente 3
chefe de redação 3
Chefe de reportagem 2
Diretor de Jornalismo 2
Subeditor 2
Repórter especial 2
Diretor geral 2
Correspondente 2
secretário de redação 2
Diretora superintendente 1
Editor adjunto 1
Gerente de Produtos 1
Consultor e professor 1
Chefe de Reportagem 1
Coordenador de redação 1
editorialista 1
gerente 1
Total global 137

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:12:49 AM
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Terça-feira, Fevereiro 7

Vale registrar

Dia desses estive na TV Tem e lá li uma frase interessante, num quadro pregado à parede da redação. Segue aí:

"Nosso telejornalismo não deve ter amigos para ajudar, nem inimigos para prejudicar. Deve ter, isso sim, a missão de colocar no ar informações corretas, de interesse público e úteis à comunidade."
Manual de telejornalismo da Globo

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:59:54 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 6

Fazendo escola

O ex-secretário de Saúde de Rio Preto e atual presidente do PV, o médico Cacau Lopes, está fazendo escola. No ano passado, ele foi a um programa de TV e falou no ar o seu número de celular para quem tivesse alguma dificuldade para ser atendido na rede pública de saúde.

Na última semana, o ministro Márcio Fortes, das Cidades, fez a mesma coisa. Divulgou seu número de celular em reuniões com vereadores, assembléias e até em um programa de TV do governo. Como Cacau, disse que estava à disposição para queixas e sugestões. Tente a sorte (61) 9994-5527.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:33:36 AM
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Domingo, Fevereiro 5

Uma lição de jornalismo

...Tales deixou lições de humildade, coragem, honestidade e lealdade no exercício de uma profissão em que a manutenção desses valores sofre tentações cotidianas. Ele não apenas os manteve intactos, como os transmitiu pelo exemplo e pela incansável pregação aos jornalistas das redações que dirigiu...
Por Eurípedes Alcântara, diretor de redação de Veja.

"...Com a sua inteligência, integridade, equilíbrio e sensibilidade - e sua extraordinária capacidade de tornar o importante interessante -, ele elevou Veja a um nível de qualidade e sintonia com os seus leitores", disse Roberto Civita, presidente do Grupo Abril e editor de Veja.

Todas essas palavras fazem parte do texto "Uma lição de jornalismo", publicado na edição desta semana de Veja, sobre a perda de Tales Alvarenga, colunista da revista, que morreu na última sexta-feira.

Ainda na faculdade, aprendi com Cláudio Abhramo e carreguei comigo que, de fato, o jornalismo é um exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter. E, digo, isso só os faz quem os tem.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:04:42 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 3

Correio Braziliense conquista prêmio
internacional de marketing


Comunique-se

O Correio Braziliense foi um dos vencedores do ACME Awards competition, premiação organizada pela NAA (Newspaper Association of America - a associação de jornais dos EUA). O jornal foi o vencedor da categoria Advertising Circulation Marketing Excellence (excelência em propaganda visando aumentar a circulação, em tradução livre), por sua estratégia de colocar a venda no sábado à noite a edição de domingo.

A campanha publicitária foi desenvolvida pela agência Matisse e consistia em ações como um anúncio de meia-página veiculada no Correio Braziliense, banner no site do CorreioWeb, display e móbile nas bancas. O resultado foi um aumento de 8% das vendas, o que elevou a tiragem do Correio para 93 mil exemplares aos domingos.

O prêmio, que conta com 58 categorias e contempla jornais do mundo inteiro, é dedicado a reconhecer ações de marketing bem sucedidas realizadas pelos periódicos. A ação vitoriosa do jornal brasileiro seguia o conceito "Aproveite a noite de sábado e compre o Correio de domingo". O Correio já foi premiado seis vezes pela NAA devido a suas ações visando aumentar a circulação do jornal.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:31:05 AM
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Brand e a Bünd

Hoje, fui entrar no Comunique-se e tinha uma matéria sobre a Gisele Bündchen, falando que ela estaria desgastada. Na capa do portal, tinha uma chamada para o texto e um comentário, que era do Brandau, que sempre dá uma passadinha pelo blog. Confiram.

Desconstruindo Gisele

José Paulo Lanyi
Comunique-se


Gisele Bündchen é agora a ex-Gisele Bündchen. Coitada, descobriram que ela não é mais aquela. Para dizer a verdade, nunca a achei uma... Gisele Bündchen. Fotografa bem, é verdade, mas falta...falta... um ponto de fuga mais, vejamos, brasileiro. E crasse (sic). Ao menos para os meus padrões, diga-se aqui com a humildade de quem sempre viu essas coisas calcado no empirismo. Nem sempre com Giseles... Nem sempre mesmo...

A Folha On-line está promovendo a desconstrução da Gisele. Dedica-se a acompanhar-lhe os percalços. Parece-me animada, o que pode ser divertido. Pega um pedaço daqui e põe no canto. Amanhã é a vez de outro, e temos, por fim, o desfile da parte pelo todo. Lembra-me uma campanha do "Pânico", o Amaury Júnior ao contrário.

Se você perdeu os capítulos da Folha, não se preocupe. Sempre fui vigilante. Não seria omisso, não daria uma mancada dessas com os meus leitores:

13 de janeiro:

"Ciúme ou não da overdose de mídia em torno da modelo brasileira mais famosa no exterior, mais uma beldade do 'Saia Justa', programa da GNT, decide publicamente prestigiar a grife Daspu, em detrimento da top gaúcha Gisele Bündchen, 25, que desfila nesta sexta-feira (13) na Fashion Rio, no MAM (Museu de Arte Moderna do Rio) (...) 'Hoje é dia de Daspu! Sou muito mais Daspu do que Dasgi... não é por nada não, mas chega né... Cansei daquele nariz lindo e vermelho...', escreveu hoje a atriz Luana Piovani em seu blog. (...) Na sua mensagem, [Luana] Piovani usou a sigla 'Dasgi' para se referir a Gisele --conjugando as primeiras sílabas do nome da top e da grife das prostitutas".

24 de janeiro:

"'Gisele traiu DiCaprio?' Essa é a manchete da capa da nova edição da revista 'Contigo!', que chegou às bancas nesta semana. (...) A edição de 'Contigo!' é mais um capítulo do desgaste da imagem da modelo com a mídia. O jornal 'Extra', do Rio, divulgou na semana passada que um fã carregou um cartaz que dizia 'Gisele é ingrata', na São Paulo Fashion Week. Identificado como Fernando da Silva, 21, ele se declarava fã da modelo, mas teve suas mensagens ignoradas por Gisele. Detalhe: Fernando quer apagar o rosto da top que está tatuado em seu peito, e não tem dinheiro para a cirurgia. Na sua passagem pela Fashion Rio, Gisele também obteve uma repercussão não muito gloriosa na imprensa internacional. A agência de notícias Reuters, cujo material é reproduzido por jornais e revistas no mundo inteiro, transmitiu para seus clientes uma reportagem dizendo que o desfile de Gisele teve o brilho ofuscado pela moda das prostitutas da grife Daspu".

10 de fevereiro:

Título: "Desgaste de Gisele com mídia ganha mais um capítulo".

"A saúde de Gisele Bündchen, 25, virou alvo de especulações e protagoniza mais um capítulo do desgaste da imagem da modelo com a mídia. Desde o fim do romance com o ator norte-americano Leonardo DiCaprio, a top gaúcha passou a colecionar notícias negativas, o que deu início a um processo de desconstrução do mito de beleza e sucesso. 'Gisele Bündchen pode estar com síndrome do pânico', noticiou hoje o 'Jornal da Tarde', de São Paulo, citando que ela começou a sentir claustrofobia (medo de lugares fechados) em setembro de 2005, durante um desfile em Barcelona. A assessoria da modelo negou a doença. Já, no Rio, 'O Globo' divulgou que a modelo 'está fazendo tratamento psicológico e não psiquiátrico' em Nova York, atribuindo a informação à Img Models, agência de Gisele".

Confesso que ando preocupado com a Gisele. Não é justo o que estão querendo fazer com a moça. No entanto, como este espaço se pretende democrático, lanço aqui, em ano de Copa, uma disputa legítima, nessa esfera que nos é tão cara e afirma a brasilidade mundo afora: a moda.

Aí vai o perfil da outra contendora, de acordo com o mesmo jornal eletrônico: "Se a mídia ensaia jogar Gisele para escanteio, quem vai ser a nova 'bola da vez'? A modelo Carol Trentini, 18, é uma das apostas dos editores de moda. Ela desfilou na São Paulo Fashion Week e, segundo relatos dos fashionistas loucas (sic) em apontar a 'new face', a menina 'domina' as bancas de jornais em capas e editoriais".

Que brasileira você prefere? A Bündchen ou a Trentini (veja no Google Imagem)?

É uma discussão necessária. Conto com você.

2/2/2006

Ricardo Brandau Quitete [03/02/2006 - 08:20]
(Editor - Executivo-Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular - SP)

Gisele faz sucesso. Merecidamente. E o sucesso incomoda alguns, que parecem ter prazer em desconstruir "mitos". Isso acontece na moda, no meio artístico, no futebol. Deixem a moça fazer seu trabalho e viver em paz. Se namora Di Caprio, Kelly Slater ou qualquer outro é problema dela.

Comentário
Mirna
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Obrigado pela força. Agora, se a Eliza vir seu título não vai gostar nadinha...rs...

Ricardo Brandau | 03-02-2006 12:13:59

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:22:35 AM
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