A ética da contradição
Hélio Fernandes
Tribuna da Imprensa
Jornais e jornalistas podem ser incoerentes?
No momento se fala, se escreve, se discute muito sobre ética jornalística, respeito ou desrespeito a fontes de informação, até onde pode ser mantido o sigilo dessas fontes, qual o limite do sigilo. A ética está bem acima da discussão. Muitos por incompetência, alguns por imprudência, outros por conveniência, escondem o essencial, dão destaque ao irreal.
Vejamos vários exemplos de respeito às fontes de informação, quando a fonte deve ser respeitada e resguardada, ou então abandonada, qual a verdadeira importância dessas fontes. E o que é direito ou obrigação do jornalista.
Em julho de 1963, fui preso incomunicável por ordem do ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro. Ele exorbitou do que podia ou não podia fazer, estávamos em pleno regime da Constituição de 1946.
O ministro enviou circular reservada a 16 generais. Colocou o carimbo: "Sigiloso-confidencial". Os generais eram 84 por que os destinatários apenas 16? O próprio ministro explicou: "Esses eram da minha total confiança". Além da prepotência, o general-ministro era um péssimo analista, pois no mesmo dia um dos generais me entregou a circular reservada.
Esse general, da mais alta patente, Divisão (ainda não existiam os generais de Exército), era não só amigo, mas informante habitual. Fui preso incomunicável, o general procurou meus advogados (Sobral Pinto, Prado Kelly, Adauto Cardoso e Prudente de Moraes, Neto) e declarou: "Sou o informante do jornalista Hélio Fernandes, os senhores estão autorizados a utilizar o fato".
Quando os advogados conseguiram conversar comigo, me deram essa informação. Respondi aos 4 grandes advogados, o que não era bravata e sim o que devia ser feito: "Não conheço esse general, ele deve estar querendo se aproveitar da situação para aparecer, os senhores não podem atendê-lo". Insistiram, fiquei irredutível.
O general, grande caráter, participante de tudo por quase 50 anos, revelou-se publicamente a jornais e televisões, era o general Cordeiro de Farias. Quando ele me procurou com as duas circulares reservadas, fiquei exultante, que notícia. Eu não tinha apenas o direito de publicar a informação, mas sim a obrigação de levá-la ao conhecimento público. Foi o que fiz.
O informante era de alta qualidade. Sua ligação jornalística com o repórter, habitual. As circulares que ele me entregava, autênticas. Por que não publicar? Receio de riscos, de represália, qualquer coisa? Inadmissível. Tudo o que aconteceu depois, inclusive o meu julgamento pelo Supremo, quando quase fui condenado a 15 anos de prisão (o julgamento ficou em 4 a 4), conseqüência da profissão.
Walter Winchell, um dos dois mais importantes colunistas dos EUA (ele em Nova Iorque e Drew Pearson em Washington), publicou a notícia de que um dos grandes bancos da Quinta Avenida seria assaltado. É evidente que a polícia reforçou todos os bancos, não houve assalto algum.
Winchell foi criticado, até gozado pelos inimigos. Dias depois deu a resposta, simples e elucidativa: "Podem dizer o que quiserem de mim, menos que sou burro ou idiota. Publicando a informação, sabia que o assalto não aconteceria. Mas eu não tinha escolha ou opção. Não me cabia julgar a fonte, da mais alta expressão, que trabalha comigo há anos, jamais falhou ou se aproveitou da condição de informante".
Está tudo aí, a lição definitiva. O jornalista não pode diariamente julgar a fonte, dizer para si mesmo: esta informação eu publico, esta não publico. A própria fonte teria então o direito recíproco de julgar o jornalista, acreditar que o que deixava de publicar tinha motivação: colidia com os seus interesses pessoais.
Existe um problema que merece exame, análise em profundidade, não tenho opinião formada. Carlos Lacerda escrevia no Correio da Manhã, em 1946. Um dia mandou artigo atacando violentamente os irmãos Soares Sampaio. Paulo Bittencourt, diretor-proprietário do jornal não publicou. Explicou a Lacerda: "São os meus maiores amigos, entram e saem da minha casa diariamente e eu na deles, o que é que eu posso fazer?". Era mais do que um drama ou um dilema, era uma encruzilhada terrível.
PS - Quando Guttemberg, em 1460, possibilitou a fabricação das primeiras máquinas de imprimir, surgia a LIBERDADE DE IMPRESSÃO, equivocadamente rotulada como LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Esta surgiria apenas no final do século 19, início do século XX, com o aparecimento do rádio.
PS 2 - Marconi, Guglielmo Marconi, inventaria a transmissão por rádio, surgiria então a verdadeira LIBERDADE DE EXPRESSÃO, reforçada mais tarde pela televisão.
PS 3 - Apenas de passagem, porque o assunto está na ordem do dia. Marconi fundou e dirigiu a BBC de Londres, que sempre resistiu a tudo e a todos, até mesmo a Dona Thatcher. Exatamente o contrário da RAI com Berlusconi. Marconi depois fundaria e dirigiria a Rádio do Vaticano, mas isto já é outra história.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:34:24 PM
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Segunda-feira, Novembro 14
Decepção amorosa
Fui convidada para o lançamento do livro "Aprendendo a Esquecer Você - Manual de sobrevivência para superar decepções amorosas" (Ed. Cîência Moderna). Acontece no próximo dia 21 de novembro, em São Paulo.
Marcelo Puglia é escritor e jornalista
O autor é o jornalista uruguaio
Marcelo Puglia. Ele já escreveu vários outros títulos na mesma linha que arrebentaram de vender. Entre os livros, estão "Tudo o que você queria saber sobre uma amante e tinha medo de perguntar" e "Mulheres que se apaixonam por homens comprometidos".
O mais novo lançamento é um livro de auto-ajuda que, segundo o autor, ensina passo-a-passo como superar a perda de um amor. Entre os tópicos estão a solidão, auto-estima, como não errar novamente e principalmente o jeito certo de recomeçar.
Tudo sobre o livro você encontra no meu site www.marceloescritor.com.br/livros.htm. O livro pode ser adquirido pela internet. O valor para São Paulo já com frete é de R$ 34 e, para outros estados, R$ 39, via depósito bancário (Bradesco, Itau ou Sudameris), recebendo o livro no autografado no endereço determinado.
O lançamento, com coquetel, será no dia 21 de novembro a partir das 19 horas no bairro de Higienópolis.
Já entrevistei Marcelo. Ele conta casos divertidíssimos e outros tantos curiosíssimos. Vale a pena ler os livros dele. Escreverei mais sobre o Marcelo outro dia.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:43:12 PM
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Fogo
Neu carro pegou fogo no estacionamento do shopping, no sábado à noite. Parecia cena de filme. Até agora estou passada.
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Deixe o carro prá lá. Eu levo você no colo, aonde você quiser.
Julinho da Zoraide | 14-11-2005 18:35:12
Será que os distúrbios nas cidades francesas chegaram ao Brasil aí por Rio Preto, risos... risos. Mas que horror, como aconteceu? Prejuízo grande? inté
Paulo Baraldi | 14-11-2005 17:48:50
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:03:14 AM
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Quarta-feira, Novembro 9
Arnaldo é especialista da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica
Prova de fogo
O cirurgião plástico Arnaldo Almendros Mello, atual secretário de Saúde de Rio Preto, viajou hoje para Belo Horizonte. Participa do Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, onde ministra uma aula teste de ascensão. se aprovado, ele passa de especialista a titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Sorte.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 1:29:53 PM
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Segunda-feira, Novembro 7
A cirurgia da transformação
Não são apenas os veículos de comunicação locais que andam reciclando reportagens. A revista
Época traz na edição desta semana uma matéria, com o título "Nasce uma mulher", que fala de transexuais que saíram do armário. Feita em 2000 (se não me falha a memória), a nova reportagem mostra de novo a rio-pretense Guta Silveira e o urologista Carlos Cury. Confira
matéria na íntegra.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:39:56 AM
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Domingo, Novembro 6
Tevez fez três dos sete gols
Festa corintiana
O domingo foi só alegria. Timão bateu o Santos por 7 a 1 e o Palmeiras apanhou do Atlético Paranaense por 4 a 0. Faltou rojão para comemorar.
Ontem, minha irmã Cláudia e a família (Germán, marido argentino, e as filhas Chiara e Maiara) jantaram com o Sebá (zagueiro do Corinthians) e família, no Família Mancini, em São Paulo. Disse que ele é uma simpatia, um doce.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:03:16 PM
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Sábado, Novembro 5
Voltando à cena
Como eu disse dias atrás, o ex-secretário de Saúde de Rio Preto, o médico Cacau Lopes está em plena ebulição. Depois do tempo que se deu para colocar a vida em ordem, promete voltar à cena. Está preparando uma série de ações que planeja desenvolver a curto prazo. Uma delas está programada para acontecer na Represa Municipal. É aguardar.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:44:31 AM
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Rindo um pouco
Vale a pena ver este vídeo.
Clique aqui.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:36:18 AM
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Sexta-feira, Novembro 4
Ilustra na net
O ilustrador e cartunista Orlandeli acaba de renovar seu site. Segue aí a dica para quem quiser conferir o talento dele.
Salve, pessoas.
Resolvi atualizar meu site com algumas "sagas" do personagem Grump e seu cachorro, Vândalo. São tiras diárias publicadas nos jornais
Diário da Região e
Folha da Região. A primeira é o "Corsário Mascarado". Segue a prévia. Para ver a história completa, entre em
www.grump.blog-se.com.br.
Abs!!
ORLANDELI
cartunista / ilustrador
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:22:21 PM
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Quarta-feira, Novembro 2
O descanso de Cacau
Longe da Secretaria de Saúde de Rio Preto, encontrei o presidente do PV, o médico e ex-secretário José Carlos Cacau Lopes. Ele estava no maior alto-astral.
Rodeado por três das suas filhas, disse que tem produzido muito. Aliás, o livro que revisei - "Quasepoemas" - está "quase" pronto e, como não poderia deixar de ser, traz poemas dedicados a elas e à cantora Marina Lima (de quem é fã). Em breve, teremos um belo trabalho na praça. Vale conferir.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:39:27 PM
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Terça-feira, Novembro 1
Nota do Diário
Escrevi recadinho ao jornalista Fabricio Carareto sobre nota publicada hoje na coluna que ele assina. Disse que não entendi o que ele quis dizer com "suposto eleitor" na nota BRIGA GRANDE, anexada abaixo. Ou se é eleitor ou não se é. Não dá para ser suposto. Além do mais, pela afirmação, a conotação é bem outra. Em vez de reforçar a rivalidade, mostra que apesar dos dois (Serra e Alckmin) estarem na disputa nenhum faz a diferença a ponto de não haver dúvidas quanto a quem será o candidato.
BRIGA GRANDE
A briga dentro do PSDB para saber quem será o candidato do partido a presidente será de cachorro grande. Ontem, José Serra e Geraldo Alckmin dividiram exatamente o mesmo espaço no programa eleitoral tucano, destacando as realizações de cada um. A afirmação de um suposto eleitor, de que "qualquer um dos dois serve", só reforça o clima de rivalidade interna.
Comentário
As bicadas entre os tucanos só vão aumentar daqui para frente e também vai sobrar para o PT, como a parte "serrista" do programa eleitoral mostrou. Pobre do eleitor, suposto ou não, que terá opções bem ruinzinhas para escolher como futuro presidente: demagogos, ineptos, elitistas, carolas. Socorro!
Ricardo Brandau | 01-11-2005 11:09:32
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:43:09 AM
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