Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
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Domingo, Outubro 30


Betão

O Betão mandou notícias. Está na Turquia a trabalho. Segue mensagem:

E aí, Mi?

Td bem?

Qta saudade!

Como vc tá linda!

Beijo. Morro de saudades. Dê as caras?

Tô na Turquia ha 2 meses. Tô quase morrendo.

Beijao.

Herber

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:26:24 PM
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Sexta-feira, Outubro 28

Diploma de jornalista

A jornalista Ellen Lima, assessora do deputado estadual Valdomiro Lopes da Silva Júnior (PSB), encaminhou reportagem completa sobre a questão do díploma para o blog. Valeu a contribuição. Segue texto abaixo.

Tribunal reconhece necessidade
de diploma para jornalista


Globo Online

Quatro anos depois, diploma volta a ser exigência para o exercício da profissão de jornalista, por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo.

Com a sala de audiência da Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região completamente tomada por estudantes e dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas e de Sindicatos de vários estados, inclusive o do Distrito Federal, nesta quarta-feira, na Avenida Paulista, os desembargadores Manoel Álvares, relator, Salete Nascimento e Alda Bastos, presidente, votaram
favoravelmente à manutenção do Diploma em Curso de Jornalismo como condição necessária para a obtenção do registro profissional no Ministério do Trabalho e para o exercício da profissão de jornalista.

O relator entendeu que o Decreto-Lei 972/69, que estabeleceu a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional foi recepcionado pela Constituição de 1988, que, a exemplo de outras cartas constitucionais brasileiras anteriores, prevê a liberdade do exercício profissional desde que, em alguns casos específicos, atendam a requisitos de formação técnica específica. E a profissão de jornalista é há décadas considerada uma profissão que exige formação acadêmica específica.

Os demais desembargadores seguiram esse entendimento e o placar foi de 3x0 na vitória da Fenaj e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, que representaram os demais sindicatos e os jornalistas brasileiros contra a sentença da juíza federal Carla Rister, que confirmou a suspensão da exigência do diploma desde outubro de 2001, em liminar concedida por ela
mesma.

No período em que o diploma, por força da liminar, e, posteriormente, da sentença da juíza Rister, deixou de ser exigido, foram concedidos 589 registros precários no Distrito Federal, cerca de 6 mil em São Paulo e aproximadamente 13 mil em todo o Brasil.

A primeira medida a ser tomada é informar as Delegacias Regionais do Trabalho, em todo o país, da decisão do TRF da 3ª Região e solicitar que os registros precários sejam considerados ilegais.

Como um dos principais segmentos sociais derrotados pela decisão do TRF são os proprietários de meios de comunicação do Estado de São Paulo, cujo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão regional integrava a ação contra o diploma, é possível que da decisão do TRF haja recurso, que será definitivamente julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal esteve presente na audiência por meio de seu representante no Conselho da Fenaj, Dorgil Marinho.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:57:32 PM
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Quinta-feira, Outubro 27

Na guerra pelo mercado da informação

Hoje, quem quiser ficar informado de fato em Rio Preto tem de ler no mínimo dois jornais. A cada dia que passa, os veículos estão se tornando cada vez mais complementares.

A informação nunca está completa o suficiente para que não haja necessidade de se ler a mesma notícia no outro veículo. Um jornal sempre traz um enfoque diferente e até um detalhe a mais. O problema é quando trazem informações conflitantes ou excludentes. Aí, o leitor não sabe em quem acreditar, qual veículo está correto.

Nessa reviravolta no mercado da informação rio-pretense, o bom é que antes, se um dos jornais publicava uma reportagem, o outro não entrava na história. Agora, há uma disputa para ver quem dá melhor a informação ao leitor. Nada como uma boa concorrência.

Comentário
Viva a concorrência! Agora é esperar o Diário sair também às segundas-feiras.

Ricardo Brandau | 27-10-2005 17:27:46

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 3:05:55 PM
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Venceu o diploma

Ontem (26/10), houve o julgamento dos recursos da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) contra a decisão da juíza Carla Rister, que havia derrubado a exigência do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista, e felizmente esta decisão foi revogada. Quem quiser ser jornalista terá sim de passar por uma faculdade. A obrigatoriedade do diploma de curso superior em jornalismo para a obtenção do registro é fundamental para a regulamentação da profissão. A decisão foi unânime. Para pressionar o Tribunal, caravanas saíram de toda parte. A de Rio Preto esteve em São Paulo e foi a maior delegação, com 50 pessoas.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 1:28:29 PM
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Sexta-feira, Outubro 21

Campanha contra o absurdo

Recebi este e-mail, o que me deixou preocupada. Segundo aponta, há pessoas que nada tem a ver com a profissão e estão se aproveitando de uma situação para obter o registro de jornalista. Isso é um tremendo absurdo. Precisamos reagir. Leiam o texto abaixo e façam sua parte.

Jornalista isso é de extrema importância para sua profissão:

Será dia 26 de outubro - proxima quarta-feira - o julgamento dos recursos da FENAJ e do SJSP contra a decisão da juíza Carla Rister que derrubou a exigência do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista. Todo jornalista que preza a profissão deve participar da campanha em defesa da profissão, enviando telegramas, cartas ou e-mails aos juízes do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Se possível faça parte da caravana de jornalistas e estudantes que estará na porta do Tribunal nesse dia. Em São José do Rio Preto, o Marcelo Dias (3211-9621) já está recebendo inscrições dos interessados em participar dessa marcha a São Paulo. Vamos sair no dia 25 para amanhecer dia 26 em São Paulo.

Suspensa em outubro de 2001 por decisão da juíza substituta Carla Rister, da 16ª Vara Cível da Justiça Federal, em São Paulo, a obrigatoriedade da exigência do diploma de Curso Superior em Jornalismo para a obtenção do registro é fundamental para a regulamentação da profissão. Desde então mais de 2.500 registros de "precários" foram concedidos somente no Estado de São Paulo. Só em São José do Rio Preto foram mais de 20 pessoas que conseguiram o registro de "precário", incluindo gente que não tem nada a ver com a profissão, tipo presidente de associação de moradores e até políticos !!!

Por isso envie carta, telegrama ou e-mail manifestando sua posição contrária à decisão da juíza Carla Rister. Faça sua argumentação a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Afinal de contas temos hoje 445 faculdades de jornalismo (é maior do que a soma das faculdades de Odonto e Medicina!!!. Só perdemos para Direito!!), das quais 70 são públicas, que despejam cerca de 19 mil formados por ano no mercado.

Envie carta ou telegrama para:

TRF 3ª Região
Av. Paulista, 1842 - 18º andar - Cerqueira César
CEP 01310-923 - São Paulo - SP

Ou envie, o quanto antes possível, e-mails para os seguintes juizes:

Juiz Manoel Álvares (relator) - assessora Denize Marques

Juiz Fábio Prieto - assessor Arthur José Concerino

Juíza Alda Basto - assessora Karin Swiatek

Juíza Salette Nascimento - assessora Anna Lúcia Malerbi de Castro

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:58:23 AM
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Segunda-feira, Outubro 17

Mais uma vinda do Roger

O que Veja esconde

Instituto Sou da Paz

A colunista Barbara Gancia divulgou nesta sexta-feira, dia 14 de outubro de 2005, no caderno Cotidiano da Folha de São Paulo, artigo afirmando que o prédio no qual está sediada a editora Abril, pertence à CBC - Companhia Brasileira de Cartuchos, monopolista da fabricação de munições no Brasil, e cujo aluguel mensal é de R$ 1 milhão. Veja abaixo parte do texto publicado:

(...)"Por que a revista [Veja] não nos contou que a empresa à qual pertence paga aluguel de cerca R$ 1 milhão à família Birmann, da construtora homônima, que vem a ser proprietária do prédio que serve de sede da Editora Abril e também, veja só, da CBC, a Companhia Brasileira de Cartuchos?"

Isso mostra quanto custa a opinião de uma revista que decidiu jogar no lixo sua história ao abandonar o jornalismo em troca de matérias pagas.

Não deixe que a indústria bélica compre tudo e todos, tampouco a consciência de sua decisão.

Não podemos deixar que as armas vençam a vida.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:03:42 PM
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Sábado, Outubro 15

Mais sobre blogs

Ricardo Noblat publicou em seu blog uma entrevista que alerta sobre os riscos que pessoas podem ter ao escrever o que bem entendem em seus blogs e no dos outros. Leiam a seguir.

Aos comentaristas deste blog

Do site http://webinsider.uol.com.br/

"É no blog onde muita gente expõe o que pensa sobre a vida, as pessoas e o mundo. No entanto, poucos percebem que a popularização excessiva também pode trazer surpresas desagradáveis. Ao achar que estão livres para escrever o que pensam de forma indiscriminada, blogueiros podem correr riscos judiciais sem necessidade.

Uma empresa ou uma pessoa, ao se sentir ofendida por algo escrito no blog, pode processar o autor. As conseqüências podem ser mais sérias, com pagamento de multas pesadas e, em situações mais raras, até prisão. No Brasil, há vários casos de blogueiros que se sentiram coagidos a apagar comentários ou tirar o blog do ar.

Cientes das dúvidas sobre o assunto, Túlio Vianna e Cynthia Semíramis, advogados especializados em tecnologia e informática, resolveram criar uma espécie de manual de sobrevivência para ajudar donos de blogs e sites.

Ele é professor de Direito Penal da PUC Minas e doutorando em Direito pela UFPR. Ela é mestre em Direito pela PUC-MG. Ambos são blogueiros e acompanham de perto a situação dos blogs que tiveram problemas com a Justiça brasileira. Confira a entrevista:

Um blog pode mesmo ser retirado do ar por causa de uma ofensa? E se o autor não se identificar e escrever de forma anônima?

Túlio Vianna - Um blog hospedado no Brasil, mesmo de forma anônima, pode ser facilmente retirado da internet por meio de ordem judicial. É uma ilusão achar que escrever um blog anônimo seja seguro, pois a Justiça pode determinar a quebra do sigilo contratual com a empresa que hospeda o site. O autor pode ser processado por danos morais ou até mesmo na esfera criminal. Por outro lado, um blog anônimo hospedado em servidor estrangeiro dificilmente será alvo de um processo, porque o procedimento vai exigir intermédio do serviço diplomático para retirar uma página em outro país. É bem mais complicado.

Então pela lei as pessoas não podem escrever no blog sem se identificar? Não seria uma forma de censura? E se o autor não usar o nome verdadeiro, com medo de represálias? Um pseudônimo, talvez?

Cynthia Semíramis - A Constituição Federal garante a livre manifestação do pensamento, mas veda expressamente o anonimato (art.5º, IV) que, em princípio, pode ser interpretado como má-fé do autor. Mas é bom não confundir anonimato com pseudônimo (nome artístico, por exemplo). O pseudônimo para atividades legais é protegido por lei (art.19 do Código Civil).

Uma dos aspectos mais interessantes nos blogs é o sistema de comentários. As pessoas deixam opiniões e sugestões, passam dicas e pedem ajuda. Se alguém escrever uma calúnia ou algo ilegal, o autor do blog pode ser processado ou a responsabilidade é apenas de quem escreveu o comentário?

TV - O autor do blog não está livre de uma eventual responsabilidade civil ou mesmo criminal por causa de comentários deixados por leitores. Se o blogueiro detém o poder de autorizar os comentários, editá-los ou apagá-los, então a página de comentários está legalmente sob sua responsabilidade. No caso de dúvidas quanto à possibilidade de identificar o autor, ou do comentário ser injustamente ofensivo a terceiros, é recomendável apagá-lo, pois o dono do blog pode ser responsabilizado juntamente com o autor do comentário.

Em que situações o dono do blog pode ser processado por algo escrito? Ele pode ir preso?

CS - Um comentário ofensivo pode gerar dois tipos de responsabilidade jurídica: a criminal e a civil. A criminal, em regra, resulta na prisão do culpado. No entanto, em crimes leves - como nos casos de crimes contra a honra, que são os mais comuns em blogs, a prisão pode ser substituída por prestação de serviços à comunidade e/ou multa. Já a condenação civil é sempre patrimonial e consiste no pagamento de uma indenização à vítima pelos danos sofridos.

Calúnia
A calúnia (art. 138 do Código Penal) é a imputação (atribuição, dedução) falsa de um fato criminoso a alguém. É necessária a descrição do falso crime. Ex.: um comentário em que o autor afirma que viu Fulano roubando livros da biblioteca na noite anterior é uma calúnia. Mas o uso de expressões como "ladrão", "bandido", "corrupto", etc. caracteriza a injúria, não a calúnia.

Injúria
A injúria (art. 140 do Código Penal) é qualquer ofensa à dignidade de alguém. Na injúria, ao contrário da calúnia ou difamação, não se atribui um fato, mas uma opinião. O uso de palavras fortes, como "ladrão", "idiota", "corrupto" e expressões de baixo calão, em geral representa o crime. A injúria pode fazer com que a pena seja ainda maior caso seja praticada com elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.

Difamação
A difamação (art. 139 do Código Penal) consiste em ofender a reputação de alguém. Ao contrário da calúnia, aqui não há necessidade de que os fatos sejam falsos. Ex.: um comentário no qual o autor afirma que viu Sicrana se prostituindo na noite anterior. Mesmo que Sicrana tenha feito isso, ela pode processar o autor por difamação.

Entenda a diferença: um comentário dizendo que "Sicrana é uma prostituta" pode configurar injúria, enquanto a descrição do que Sicrana estava fazendo é difamação, pois houve a descrição do fato desonroso. Para ser processado, as ofensas precisam ser feitas contra uma vítima determinada. A afirmação vaga de que "há um colega na minha sala que é ladrão", sem a possibilidade de determinar a quem o autor se refere, não configura crime."

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:48:00 AM
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Blog: web com rótulo

Bruno Parodi,
No Mínimo


13.10.2005 | Blog: contração de weblog (web + log). Assunto batido, não? Tentou entendê-lo?

Ao pé da letra, parece apenas uma forma de deixar algo registrado, gravado na web. Apesar da simplicidade do significado, a fama e o burburinho atualmente ao seu redor têm, sim, um sentido: continuar a tal evolução digital. É um passo a mais não só na forma de comunicação on-line, mas também na tarefa de definir e manter laços sociais na rede. Vai além de gostar ou não. Eles já são mais de 100 milhões existentes no mundo e têm a ver com a atual condição da internet. É questão de ser, de estar.

Numa análise mais simplista, é possível relacionar o blog como o passo seguinte a uma série de ferramentas criadas para publicação e hospedagem de sites. Tais utensílios foram concebidos para quem não sabia HTML - linguagem que sustenta os sites - mas queria ter a sua página. Tudo de modo simples e rápido. Bastavam poucas escolhas sobre tamanho e cor de fonte, cor de fundo e mais um clique para que tudo estivesse publicado lá, no ar para quem quisesse visitar. E nessa mágica da programação, o GeoCities foi o primeiro, há anos. Diz a lenda que o serviço só surgiu porque um grande computador sem uso teria sido encontrado à deriva no canto de uma universidade estrangeira. Acabou servindo, então, de hospedeiro gratuito para sites do mundo todo. Gesto de caridade mesmo.

Pouco tempo depois, o modelo do GeoCities já estava amplamente consolidado. No seu rastro, veio uma série de serviços idênticos, oferecendo soluções e espaço para quem quisesse ter sua página pessoal on-line. E, mais uma vez, a briga entre concorrentes do mesmo segmento foi benéfica ao usuário, fazendo com que as ferramentas disponíveis para produção e edição dos sites - tudo de modo on-line e através de qualquer navegador - fossem ficando mais e mais sofisticadas.

Apesar de todas as funcionalidades dos sistemas oferecidos até então, ainda faltava algo no mercado que pudesse popularizar ainda mais o acesso à produção de conteúdo para a web. A questão não era nem tecnológica, mas sim de produto, de forma, de proposta. E é justamente nesse capítulo que aparecem os blogs - justiça seja feita: muito em função do Blogger, atualmente uma marca do Google. Sim, "aparecem", pois o uso da web como forma de registrar informações pessoais, ou de qualquer outra conotação, tem datas antiqüíssimas. O segredo do ¿novo blog¿ estava na embalagem, novamente na proposta. Qualquer usuário, a partir de então, poderia ter o seu cantinho na web para falar sobre o que quisesse de um modo ainda mais fácil de usar e atualizar.

Recursos simples e banais tiveram considerável importância social para os blogs, como a possibilidade de comentar um conteúdo publicado e a capacidade de dar notas para os mesmos. Com eles as páginas ganharam interatividade, vida, polêmica, participação. Ganharam comunicação. A integração com o RSS, tecnologia que permite que qualquer um seja avisado sobre novidades em um site, também teve a sua parcela nos méritos da adesão aos blogs, ao lado de tantos outros detalhes que renderiam uma enciclopédia.

É bem verdade que os blogs acabaram virando sinônimo de diários pessoais - até porque a maioria deles tem esse objetivo. Mas escrevê-los serve como terapia para a metade dos mais de 600 blogueiros entrevistados em uma pesquisa encomendada por um provedor norte-americano. É gente de todo tipo a contar como acordou, o que comeu, com quem brigou. Além disso, 31% procuram blogs em momentos de carência e ansiedade, contra 5% que contratam os serviços de psicólogos e especialistas da área. Somente os conselhos de amigos e da família ganham prioridade em relação a ele. Curioso? Não, parece apenas uma fresta do que se vê na vida moderna.

O assunto foi ficando tão sério e complexo que o termo blogosfera apareceu para exprimir o mundo dos blogs. Espécie de ciência própria, que engloba suas características, seu comportamento, suas regras. É uma comunidade com várias outras, menores, no seu interior. Todas interligadas, inteiramente linkadas. Na blogosfera, termos novos não faltam. Tecnologias e recursos, também não.

Nesse cenário, incontáveis são os exemplos de endereços que dispõem de qualidade diferenciada e de posicionamento distinto. Não são mais somente diários pessoais. Como reflexo espontâneo do cotidiano, agora eles falam sobre humor, esportes, negócios, mídia, sexo e todo e qualquer tópico inerente ao ser humano. Nesse processo, era questão de tempo para que a indústria que circula em torno da internet mirasse seus olhos neles. Passaram a atrair e fabricar dinheiro. É a prova de que blogs podem ser fontes de conteúdo e entretenimento confiáveis e que merecem o profissionalismo.

Assim como tudo, existem blogs bons e blogs ruins. Podem ser divertidos ou extremamente frios. Interessantes ou patéticos. Quantos sites "convencionais" você já não visitou e deixavam a desejar, ou tinham um tema completamente desprezível? E quantos outros não eram espetaculares? Isto vale para os blogs também. Vale para qualquer coisa.

Muitas vezes uma página que recebia o rótulo de blog perdia a sua seriedade. Seria, então, uma questão de nomenclatura? Se recebesse outro nome poderia "ser" melhor? Ou agora, com o capital procurando os blogs, eles podem ser valorizados e reconhecidos como sérios - aqueles que se propuseram ser sérios?

Tudo isso é a web, nada mais do que uma parte da web, uma forma dela. Fica cada vez com mais cara do mundo desplugado. Não fosse pelos blogs, todo esse conteúdo, todo esse jeito, viria à tona por outro meio, de outra forma. Ou, até, com outro rótulo. E ainda bem que ele está on-line.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:34:33 AM
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Sexta-feira, Outubro 14

A força do vento

Estou impressionada com o poder de persuasão de J. Hawilla. Antes de ele escrever o editorial na edição de ontem do Bom Dia, todos concordavam que a cobertura do jornal sobre o caso dos jovens de classe média-alta envolvidos em suposto esquema de associação ao tráfico de drogas era a melhor na mídia impressa.

Ouvíamos dizer que finalmente havia um jornal de coragem que não dava só o nome de pobres presos, mas também de membros da classe mais abastada, sem se esconder atrás de iniciais. Houve uma corrida às bancas. Todos queriam saber quem eram os "filhinhos de papais" envolvidos no submundo do crime.

De repente, todos parecem ter descoberto que houve irresponsabilidade na cobertura. Na verdade, levaram um susto com o que viram. Descobriram que pegaram apenas a ponta do fio da meada e ela poderia levar mais longe do que alguns poderiam querer. É lamentável que os pensamentos mudem conforme o vento.

Eu continuo considerando a melhor cobertura. Se faltou aprofundamento, é outra história, mas ainda assim o jornal Bom Dia se sobressaiu em relação a outros veículos. Resta agora à polícia continuar com seu trabalho, menos espetacularizado, e provar que Rio Preto não é uma província que sucumbe à pressão.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:58:21 AM
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Segunda-feira, Outubro 10

Honestos são os outros!

Nem todo brasileiro com DNA de honesto anda por aí indignado com a roubalheira dos que não tiveram a mesma falta de sorte genética. O grito dos excluídos da maracutaia começa a dar voz a uma certa revolta com o legado da honradez e da decência. Gente que tem plena consciência do quanto, no Brasil de hoje, ser íntegro atrapalha, quando não inviabiliza totalmente, qualquer chance de ascensão social e crescimento profissional do cidadão. Sejamos francos: a correção moral é, sem nenhum juízo de valor, um péssimo negócio. Só os pobres muito hipócritas continuam enchendo a boca para dizer o que não são capazes de fazer para ter uma vida digna. Enfim, enquanto o brasileiro não perder essa comiseração de se ver desgraçadamente honesto, vamos chamar de indignação a raiva que dá não ter acesso a uma bocada na vida.

Sem querer fazer humor negro com o "basta!" alheio, existe uma maneira engraçada de encarar o estado de coisas a que chegamos. Ri de me acabar assistindo ao espetáculo "Como Chegamos Aqui? - A História do Brasil Segundo Ernesto Varela" (em cartaz no Rio de Janeiro), especialmente quando o genial personagem-repórter de Marcelo Tas arranca a seguinte declaração bem-humorada de um motorista de táxi carioca (ô, raça!): "Não fosse essa dignidade, esse caráter todo que herdei do meu pai, eu estaria rico". Não teve, de forma alguma, intenção de maldizer o velho. Ser honesto - não importa se por parte de pai ou de mãe - é uma droga danada, convenhamos! Em geral não tem cura. Há um certo tipo de gente, o taxista supracitado decerto faz parte dessa cadeia genética, condenada a dar errado na vida por fazer tudo direito. Não dá para achar isso bom!

Tenho a impressão que depois de uma certa idade o brasileiro, se tiver oportunidade, manda às favas essa compulsão pelos bons costumes. Acho que foi mais ou menos o que aconteceu com a cúpula do PT quando teve acesso à mufunfa. O partido não deve se envergonhar disso! Todo mundo tem um primo, um tio, um cunhado meio Silvinho Pereira na família. Como dizia o querido Zózimo Barrozo do Amaral, em momento de puro delírio politicamente incorreto, " durante 50 anos construí um patrimônio moral. Ele agora está à venda". O taxista entrevistado por Ernesto Varela faria o mesmo se pudesse se desfazer da maldita herança paterna. Marcelo Tas faz um bem danado ao jornalismo quando desconstrói os bons costumes da imprensa e seu velho círculo vicioso de produção de notícias: gente que não sabe falar dizendo coisas para gente que não sabe ouvir, que escreve coisas para gente que não sabe ler (a definição é, salvo engano, de Frank Zappa para a revista "Rolling Stone").

Ernesto Varella é aquele que nos anos 80 perguntou a Maluf se era verdade o que todo mundo dizia, "o senhor é corrupto?" Gostaria de perguntar a Lula, por exemplo, "por que o senhor se recusa a aprender português?"; e a Roberto Jefferson, "por que o senhor não começou a falar quando ainda era gordo?" Merecia um espaço mais generoso na TV aberta, como já teve no "Fantástico". Se o Brasil não é um país sério, como é que a imprensa vai ser?

Por falar nisso, um outro jornalista amigo dessa coluna presenteado pela Warner com o ipod de divulgação do novo trabalho de Maria Rita está tentando há dias devolver as músicas da cantora gravadas no aparelhinho. Ninguém lhe dá ouvidos! É de gente assim que o Brasil precisa.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:47:59 PM
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Quarta-feira, Outubro 5

A profissão

Sem palavras para fazer qualquer comentário, sugiro que leiam o texto a seguir encaminhado a mim pelo Roger (Rogério Castro) "só para reflexão". O pior é que isso não acontece só na Veja.

O jornalismo covarde de Veja
e o silêncio profissional


Por: Renato Rovai

Há algum tempo a revista Veja vem se esmerando em publicar pseudo-reportagens que desancam personalidades públicas, movimentos sociais e partidos políticos que tenham qualquer viés progressista e de esquerda. Para isso, vale tudo. Porque isso é liberdade de imprensa, sustentam seus editores.

Na edição (1.925) desta semana, Veja decidiu fulanizar o debate a respeito do desarmamento fazendo de sua capa um cartaz pelo voto no "não". Entre os "sensacionais" argumentos para defender tal tese, o panfleto semanal dos Civita diz que "Antonio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano, listou o desarmamento da população entre as providências essenciais para garantir o controle totalitário" e que "Hitler desarmou os alemães e os povos dos países ocupados, mas distribuiu armas entre milícias fiéis ao regime". Ainda: "Nas zonas rurais brasileiras, longe dos postos policiais, [as armas] servem para sitiantes e fazendeiros defenderem suas propriedades de assaltos, invasões do MST e dos ataques de animais predatórios a seus rebanhos e criações. É por isso, com certeza, que os sem-terra apóiam o desarmamento". Evidente que não vale a pena polemizar com argumentos de impressionante nível, mas por outro lado, é preciso começar a fazer algo para combater esse tipo de jornalismo farsante e sangue azul de Veja.

Quem perde credibilidade com isso não é só o veículo. Ao aceitar silenciosamente que o senhorio use a seu bel-prazer um título, desconsiderando os princípios legítimos que permitem recortes de posicionamento à publicação, mas não autorizam a invenção pura e simples de aspas ou teses, quem perde mais é o profissional jornalista.

É por isso que me darei ao trabalho de tratar de dois exemplos desta edição, deixando de lado a aberração maior que foi a capa pelo não ao desarmamento. Quando um Otávio Cabral compara membros do governo à turma do Sítio do Pica Pau Amarelo e escreve assim: "o governo vendeu a mãe, o pai e a mulher no primeiro turno", descreveu um dos coordenadores da campanha de Rebelo, num surto de franqueza. "No segundo turno, ofereceu a irmã mais nova." Não só ele se demoraliza. Ridicularizamo-nos todos. Se esse Otávio Cabral tem coragem de assinar uma matéria cujo enredo é ridicularizar personalidades públicas sem o menor constrangimento e direito à defesa para as partes envolvidas, por que não publicaria o nome de um "dos coordenadores da
campanha de Rebelo". Explico: porque inventou a frase para dar suporte ao texto.

Da mesma forma como faz Diogo Mainardi, na mesma edição. Ele conta sua viagem a Brasília e narra a cobertura da eleição da presidência da Câmara e, ao fim, registra: "Aldo Rebelo acaba de ser eleito. Os mensalistas atiram-no para o alto. Todos os deputados com quem falei hoje - foram mais de trinta - o consideram um perfeito idiota. Por isso estão tão felizes. Por isso, não o deixam se espatifar no chão".

Por que a covardia de Mainardi não lhe permite dar nome àqueles que consideram Aldo um perfeito idiota? Porque mente. Ele não só não ouviu isso de trinta deputados, vou além, nem falou com quinze enquanto por lá esteve. Por motivos óbvios, eu e tantos outros colegas jornalistas, também estávamos em Brasília no dia das eleições da Câmara. Espero que outros também o digam.

Vi esse Mainardi como um ratinho, encostado no fundo do plenário, por horas, falando baixinho e olhando pro chão. Parecia ter medo que alguém lhe fosse cobrar honestidade ou coisa do gênero. Algo ridículo. Deu umas zanzadas pelo salão verde e voltou para o seu esconderijo. Depois dessa sensacional "missão jornalística", foi para o seu laptop e "corajosamente" escreveu aquilo que o chefe adoraria ler. E ofendeu a quem o chefe gostaria de ofender. Sem ter compromisso com o real, só com sua corajosa missão de agradar a quem lhe garante a coluna.

Esse jornalismo farsante e sangue-azul de Veja não atenta apenas contra os valores da democracia e da ética profissional. Ele ainda abre o caminho para que outros veículos passem a fazer o mesmo e expõe ao ridículo a imprensa enquanto instituição e o jornalismo como profissão. Os tiros do padrão Veja de jornalismo estão sendo dados enquanto o silêncio acomodado da maior parte dos jornalistas segue impávido. Parece que é assim mesmo, que faz parte do jogo. Não é. Não se pode deixar que seja. Os profissionais mais jovens ainda merecem um desconto. Os mais experientes, calados, são cúmplices. Estão ajudando a desmoralizar a profissão. E pagaremos todos por isso.

VEJAM:www.revistaforum.com.br

Comentário
A Veja tem todo o direito de se posicionar a favor da manutenção das armas, mas poderia fazer uma matéria um pouco menos sensacionalista. A revista também pisou feio na bola no caso dos I-Pod enviados a críticos musicais junto com o material de divulgação do novo trabalho da Maria Rita. Aconselho aos coleguinhas ler a coluna do Júlio Garcia, no Bom Dia.

Ricardo Brandau | 07-10-2005 10:40:00

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:08:55 AM
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Terça-feira, Outubro 4

Antunes no PSB

Os jornais de hoje confirmam a notícia de que Manoel Antunes foi para o PSB, do deputado estadual Valdomiro Lopes da Silva Júnior. Antunes também falou de sua candidatura a deputado federal. Muito estranho, já que o médico Renato Silva também ingressou no partido com o mesmo propósito. Mais estranho ainda quando se sabe que Renato Silva não entrou em outro partido, porque lá já havia um candidato a deputado federal. Este deve ser mais um indício de que a candidatura de Antunes a federal não deve sair do blá-blá-blá.

Bem que tentou voltar

Diz a "lenda" que antes de ingressar nas fileiras do PSB, o mais novo socialista de Rio Preto teria batido à porta do PMDB, numa tentativa de voltar ao antigo partido. Recebido pelo ex-deputado e ex-secretário de Estado Vergílio Dalla Pria Neto, não houve acordo. Vergílio argumentou que não dava, já que Antunes o estava processando.

O ex-pefelista não se deu por satisfeito e foi até São Paulo junto a Valdomiro falar pessoalmente com Orestes Quércia, que não titubeou. Bateu um fio para Marcelo Figueiredo, presidente do PMDB em Rio Preto, que expôs a situação. Sem alternativa, Antunes teve de se filiar ao PSB.

Brasília ou Rio Preto? Eis a questão...

Não só os adversários políticos, mas até mesmo os mais próximos de Antunes dizem que, quando prefeito, era incapaz de ir até São Paulo, se preciso fosse, em busca de verbas. Era de ficar esperando cair no colo. Imaginem então ele candidato a federal e eleito, com essa paixão avassaladora que diz ter por Rio Preto, como faria.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:08:42 AM
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Domingo, Outubro 2


Volpato e Sócrates

O cineasta e o doutor

Domingo pela manhã, a TV costuma ser complicada. Canais fechados só têm programa de venda de produtos. Então, você fica zapeando. Acabei caindo na TV Cultura, no programa "Viola, minha viola". Parei para assistir. Não porque adoro viola, mas porque o entrevistado era ninguém menos que Sócrates, o grande "Doutor" do futebol e do meu Corinthians. Fiquei mais empolgada ainda com o programa, quando ele começou a falar do nosso (é que é rio-pretense) cineasta Reinaldo Volpato. Ele foi colocado no céu tanto pelo ex-jogador quanto pela apresentadora.

A forma carinhosa com que Sócrates falou de Volpato dá para ter uma noção do que será o documentário que o cineasta está fazendo sobre a vida do jogador, tamanho o grau de sintonia entre eles. Primeiro, Sócrates disse que Volpato é conhecido em Ribeirão Preto por "Cachaça". No entanto, o dele é com x e dois esses, brincou.

A apresentadora relembrou que Volpato foi diretor do programa e disse que ele era muito competente e que Sócrates estava em boas mãos.

"_ Mas ele não tá, não", disse o ex-jogador.

"_ Não?", questionou intrigada a apresentadora.

"_ Nada disso. Ele chegou a Ribeirão e quase morreu com a gente. Ele esperava que fosse uma coisa tranqüila, um filminho do Magrão (outro apelido de Sócrates). Mas eu disse: Volpatão, aqui é só festa, meu filho. Se tem de entrar no clima. A gente vive para fazer festa, porque nós temos de ser felizes", contou.

Enquanto Sócrates falava, foi mostrado o Volpato no fundo do auditório, ao lado de um câmera, muito provavelmente pegando um lance para integrar o documentário, todo sorridente e cheio de caras e bocas.

Por aí dá para ver que quem conhece o Volpato de perto sabe que ele se enquadrou rapidinho ao clima de Sócrates. Volpato, que cuidou do programa de TV da campanha vitoriosa do prefeito Edinho Araújo, em Rio Preto, e de Afonso Macchione, em Catanduva, é muito alto-astral. Pirado de tudo, mas muito gente boa. Fez umas quinhentas festas de despedida, quando foi de vez para Ribeirão Preto fazer o documentário.

Sócrates ainda cantou uma música, feita por ele em homenagem a seu pai: "Retrato do Velho", ao lado de Maurício e Marcelo. Emocionado, disse que foi a primeira vez que ouviu a música depois da morte de seu pai, ex-ferroviário.

Em conversa por telefone, com Volpato, ele me contou que está apaixonado pelo projeto e que o documentário está inscrito num concurso do BNDES. Também disse que já tem encontro agendado com o Bradesco, para tentar patrocínio. Sucesso.

Ah! Para quem quiser ver, o programa será reapresentado no próximo sábado, às nove da noite, segundo o Volpato.

O craque
Sócrates é sem dúvida alguma um dos maiores craques do futebol brasileiro de todos os tempos. Ele ficou famoso não só pela sua técnica apurada, habilidade e seus inesquecíveis toques de calcanhar. Mas também se sobressaía sua inteligência dentro e fora de campo. É um exemplo no mercado esportivo, pois além de craque, conseguiu se formar em medicina. Na entrevista ao programa "Viola, minha viola" disse que seu sonho é que todo jogador de futebol tenha acesso à educação e valorize a educação. "Porque são as pessoas mais ouvidas neste país. Muito mais que qualquer outra. São referências nacionais... Se meu ídolo não estudou, como é que eu vou estudar?", observou.

Pelo discurso dele confirma-se que Sócrates é uma pessoa com convicções políticas. Ele foi líder da famosa "Democracia Corintiana", uma experiência única no gênero onde o futebol profissional era gerido em parceria entre jogadores e a diretoria do clube. Também jogou na Itália no time da Fiorentina.

Sócrates, na verdade, é um dos responsáveis por eu ser apaixonada pelo futebol. Em 77, 78, eu ainda era uma menina de sete anos, mas já sonhava ser jogadora de futebol, como ele. Não deu, mas a paixão pelo esporte permanece. Sempre.

* Detalhe: ao procurar foto de Volpato na net, olhem só o que encontrei:

Volpato (em pé, à esquerda) e o presidente Lula (com a camisa do Corinthians)

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 1:54:04 PM
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