Namorix
Essa veio recomendada pelo Paulo (Ramires), da Saúde, por e-mail. Concordo com a observação antes do texto, só acho odeio muito pesado (felizmente, não odeio ninguém):
"ODEIO ELE,,,,,,,,, MAS APESAR DE NÃO CONCORDAR COM PARTE DESSA VISÃO DELE,,,, (EU SOU TRIBALISTA - KKKKKKKKKK ) - GOSTEI MUITO DESSE TEXTO,,,, EHEHEHEHE,,,,,,,,,,,,,,,
SOLIDÃO
Arnaldo Jabor
Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara: "... eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também..."
No entanto, passado o efeito da manguaça com energético, e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Sem manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que toda ação tem uma reação? Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja, é preciso comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc,etc, etc.
Embora já saibam namorar, os tribalistas não namoram. "Ficar" também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.
Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu,afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim, como só deseja a cereja do bolo tribal, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas,e a troca de cobranças.
É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas,transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Já dizia o poeta que amar se aprende amando. Assim, podemos aprender a amar nos relacionando. Trocando experiências,afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos.
E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da tão sonhada felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma,para que as surpresas da vida possam aparecer.
É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida SOLIDÃO...
"Seres humanos são anjos de uma asa só, para voar têm que se unir ao outro"
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 3:45:34 PM
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Sexta-feira, Setembro 23
Siameses
O deputado estadual Valdomiro Lopes da Silva Júnior (PSB) quer mesmo ser herdeiro exclusivo de Manoel Antunes (PFL). Além de apoiá-lo por duas eleições consecutivas (segundo turno de 2000 e em 2004), parecem irmão siameses - onde o pefelista está, ele também está. O próprio Valdomiro disse durante entrevista à Rádio Metrópole: "Meu amigo-irmão, Manoel Antunes...".
Ilações
Há um pequeno porém. No noticiário rio-pretense, tem saído que Manoel Antunes cogita fazer dobradinha com o deputado Rodrigo Garcia (PFL), presidente da Assembléia Legislativa, candidatando-se a federal. Acho difícil que Antunes saia de Rio Preto, mas, se as coisas acontecerem como tem saído na imprensa, ele não retribuirá o apoio que tem recebido de Valdomiro na eleição do ano que vem. E aí? Será um traidor ou está apenas sendo homem de partido?
Nesta história, corre-se outro risco. Valdomiro pode estar se cacifando para candidatar-se a prefeito em 2008, como o foi em 2000. Neste caso, Antunes - eterno candidato a prefeito de Rio Preto - é quem se sentirá traído e usado ao longo de oito anos. É esperar para ver.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 3:18:13 PM
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Sábado, Setembro 17
Bom Dia
Neste momento, deixa de existir oficialmente a Folha de Rio Preto e passa a circular Bom Dia, do empresário J.Hawilla. O jornal chega com um estilo inovador, textos curtos, muita cor e num novo formato, aos moldes do jornal esportivo Lance. Para o empresário, é um veículo de comunicação de fácil leitura, com um linguajar popular que pode ser lido em 20 minutos.
O lançamento aconteceu na sede do próprio jornal, na avenida Alberto Andaló, esquina com a Marechal Deodoro. Diversas autoridades estiveram presentes, como o prefeito Edinho Araújo e a primeira-dama Maria Elza, o deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa Rodrigo Garcia (PFL), a deputada Beth Sahão (PT) e o deputado Valdomiro Lopes (PSB), além de secretários municipais.
A presença do jornalista Matinas Suzuki, do conselho editorial do Bom Dia, e do colunista Amaury Jr., que assinará coluna aos domingos, foi uma das surpresas da festa. Matinas diz que o jornal traz para o papel o estilo da internet. Já o rio-pretense Amaury Jr.destacou a oportunidade de poder voltar a se comunicar com Rio Preto.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:39:45 PM
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Quinta-feira, Setembro 15
Jefferson é o primeiro nocauteado na briga governo X crise
O feitiço contra o feiticeiro
Roberto Jefferson (PTB) foi que o start para uma das priores crises políticas que o Brasil enfrenta. Disparou para todos os lados. Acusou meio mundo de participar de processo de corrupção no governo Lula. Não apresentou provas. Atingiu o governo gravemente, mas, depois de 100 dias de crise, o único nocauteado foi ele mesmo.
Roberto Jefferson é o primeiro deputado federal cassado pelo Congresso. Depois de 23 anos de mandato, por 313 votos a favor, 156 contra e 20 brancos, nulos e abstenções, ele perdeu seus direitos políticos por oito anos, por quebra de decoro parlamentar. Não apresentou provas de que deputados aliados recebiam pagamento - "mensalão" - para votar a favor de projetos do Palácio do Planalto.
InFolha
Entre as notícias que mais tenho curtido nos jornais estão as páginas de informática, especialmente na
Folha de Rio Preto, que aliás está mudando para acasa nova na Andaló, neste momento. É por lá que tenho descoberto algumas novidades na net. Recentemente, por exemplo, descobri o Google Talk, um sistema semelhante ao Messenger, que ainda precisa de muito aprimoramento, mas já é uma alternativa.
Hoje, tem outra notícia interessante. Página inteira, matéria aborda as mudanças e perigos do Orkut. Mostra também páginas alternativas de relacionamento, como a
www.friendster.com e a
www.facebook.com. Mas o que mais me chamou a atenção foi uma retranca sobre a impunidade.
O promotor Christiano Jorge Santos, do Gaerco (Grupo de Atenção Especial e Repressão ao Crime Organizado), de São Paulo, diz que o site de relacionamentos passa a falsa impressão de impunidade, o que não é verdade. Jovens cariocas foram presos por negociar drogas pela rede. Há casos também de gente que está enfrentando a Justiça sob a acusação de racismo.
Rio Preto teve recentemente o caso da comunidade no Orkut ¿Eu Odeio Edinho Araújo¿, em que vários adeptos faziam uma série de ataques e agressões verbais ao prefeito Edinho Araújo. O caso também foi parar na Justiça e, se os juízes daqui pensarem como os do Rio e São Paulo, vai sobrar para o autor, que inclusive já perdeu o emprego.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:44:22 AM
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Segunda-feira, Setembro 12
Só dá ele
Por falar em Caboclo, vale lembrar que um de seus algozes no final de mandato, em 2000, não sai da mídia. O ex-deputado federal e presidente do PDT à época, o advogado criminalista José Roberto Batochio, que negou a legenda para o ex-prefeito disputar a reeleição, ora aparece como advogado de outro também ex-deputado federal Valdemar da Costa Neto (PL), depondo na CPI, ora a gente o vê como advogado de Flávio Maluf, filho do ex-governador Paulo Maluf (PP).
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:06:28 PM
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Domingo, Setembro 11
Orkut do Caboclo
Ando meio preguiçosa para ligar computador em casa. Já passo a semana inteira na frente da tela e chega final de semana quero distância. Mas hoje entrei para ler as últimas notícias. Acabei entrando no Orkut para ler as mensagens dos amigos.
Tive uma surpresa inimaginável. O ex-prefeito Liberato Caboclo é um adepto. Tem uma rede de 67 amigos e faz parte das comunidades dos cinéfilos, dos alunos do Colégio Pedro II da década de 50 a 70, da Danuza Leão, da Philosophy of Law, Jorge Luiz Borges, Rosa da Fonseca e, claro, dos Liberato.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:28:44 PM
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Quinta-feira, Setembro 8
Sabe quem substitui os cassados?
Vasconcelo Quadros, de Brasília
No Mínimo
A faxina que as CPIs estão fazendo na Câmara dos Deputados promete levar a Brasília um time de reservas jamais visto na história política brasileira. Numa primeira fase, se nada realmente acabar em pizza e os deputados decidirem mesmo cortar de seu convívio os companheiros indicados pelos relatores das CPIs dos Correios e do Mensalão, o inédito processo de cassação de mandatos vai promover a ascensão de 18 suplentes que, um a um, assumirão as vagas à medida que o plenário for defenestrando aqueles que receberam recursos operados pelo publicitário Marcos Valério e "não-contabilizados" pelo PT.
Se tudo correr direitinho e os deputados atenderem as expectativas da população, uma revoada de suplentes tomará os corredores do Congresso, algo sem precedente em volume e diversidade partidária, encerrando um triste capítulo do espetáculo em que se transformou a política brasileira depois da eleição de Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara e da onda de denúncias que jogou o governo Lula da Silva e seus principais correligionários na vala comum da corrupção. Com exceção de períodos em que as ditaduras fecharam o legislativo ou impuseram cassações em massa, nunca um número tão grande de suplentes esteve tão perto de chegar ao poder. Como o relatório das CPIs é parcial, o grupo pode crescer - e há quem fale em algo em torno de três dezenas de cassados.
O PT, que antigamente era o primeiro partido a pedir a guilhotina na salvaguarda da nos costumes políticos, poderá abrir vagas para sete novos parlamentares - quatro de São Paulo e os outros três de Minas, Bahia e Pará. Se o relatório conjunto das CPIs dos Correios e do Mensalão transformar-se efetivamente em degola no plenário, o PT ficará com o recorde de titulares cassados, num único período, em toda a história democrática do legislativo brasileiro. E terá perdido, numa só tacada, os dirigentes que, até bem pouco atrás, mantinham o brilho de estrelas ascendentes da poder em Brasília - como o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, e o líder da bancada, Paulo Rocha, um trio que hoje simboliza a fracassada articulação política do governo Lula e é associado às práticas suspeitas que os petistas sempre combateram.
Outros oito suplentes deverão assumir os postos deixados vagos por beneficiários do mensalão (a palavra que caiu na boca do povo para identificar os benefícios distribuídos por Marcos Valério e Delúbio Soares, mesmo sem que tenha ficado caracterizada a retirada mensal) nos dois partidos que o presidente Lula levou para sua base - PP e PL, cada um deles com quatro parlamentares ameaçados de cassação. O PTB de Roberto Jefferson deve trocar dois titulares, abrindo espaço para um suplente do Rio - que assumirá a vaga do próprio Jefferson, cujo processo de cassação já está em andamento - e outro de Minas. PMDB e PFL também terão de apelar para o banco de reservas se os relatórios iniciais da CPI forem aprovados - cada partido perderá, então, um titular.
Comentário
E o povo espera, no mínimo, honestidade destes novos políticos... Grande abraço!!!
Denilson |
Homepage | 08-09-2005 17:59:33
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:49:54 PM
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Entre o constrangimento e o dever
Entre os partidos da base aliada do governo, a dança de cadeiras começou com o gesto do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de renunciar ao mandato para escapar à cassação dos direitos políticos. Sem conseguir explicar o destino do dinheiro e a diferença entre os R$ 10 milhões que Marcos Valério contabilizou como entregues a ele e os R$ 6,5 milhões que diz ter recebido, renunciou o mandado no início de julho. Em seu lugar, entrou o desconhecido empresário e bacharel em direito Fernando Estima, que se afastou do PP e hoje, deputado, está sem partido.
O médico Fernando Gonçalves, presidente do PTB do Rio, com suas bases eleitorais na Baixada Fluminense, é um dos que já podem fazer planos políticos como futuro deputado. Ele é suplente de Roberto Jefferson, aquele que "sublimou" o mandato pelo prazer de abrir a caixa preta do PT, confessou que recebeu R$ 4 milhões "não-contabilizados", detonou a galeria de notáveis petistas e colocou o governo Lula à beira do abismo. Fernando Gonçalves não se sente à vontade em assumir a vaga. Ao contrário de Jefferson - que fala sem freios e até solta a voz estridente em aulas matinais de canto clássico que tanto chamam a atenção de seus vizinhos, não quer contato com jornalistas. O máximo que tem dito a correligionários é que, mesmo constrangido, cumprirá aquilo que a lei determina. Ou seja: sai da reserva para ser titular. O PTB pode perder também o deputado mineiro Romeu Queiroz, que seria substituído pelo suplente José Rezende de Andrade.
A provável saída do deputado José Borba, único do PMDB paranaense com o mandato ameaçado, devolverá à cena nacional Reinhold Stephanes, um suplente que foi três vezes ministro - primeiro como presidente do INSS, na ditadura militar, durante o governo do general Ernesto Geisel e, depois, como titular da pasta da Previdência Social nos governos Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Atual secretário de Planejamento do governador Roberto Requião, Stephanes não quer esquentar a cadeira na Câmara dos Deputados. "Se for necessário, assumo porque é minha obrigação legal. Mas não pretendo ficar mais de 30 dias como deputado. Meu compromisso é terminar o mandato junto com o governador Requião", afirma o secretário. "A verdade é que estou me sentindo bem no que estou fazendo", confidencia.
Em 2003, quando o PMDB estava briga por uma das vagas abertas no Tribunal de Contas da União (TCU), Sthepanes só não assumiu a cadeira de deputado federal porque o candidato paranaense não conseguiu vencer a queda de braço interna no partido. O pretendente a ministro do TCU era o deputado Osmar Serraglio, que o destino acabou colocando como relator da CPI dos Correios. Se os ventos mudarem e tiver que assumir a provável vaga de Borba, Stephanes atuaria na área da Previdência Social, sua especialidade. "A política do governo Lula tem sido um desastre. A máquina da Previdência foi aparelhada", reclama. Caso não queira mesmo o cargo, o PMDB paranaense mandará para o Congresso o médico José Cláudio Rorato, representante da região de Foz do Iguaçu, desconhecido nacionalmente.
Outra vaga que provavelmente será aberta na Câmara para um suplente paranaense é a de José Janene, do PP, líder da bancada na Câmara. Num dos casos mais escandalosos em toda essa história do mensalão, seu assessor João Claudio Genu teria sacado mais de R$ 4 milhões nas contas do valerioduto, mas Janene diz que o partido recebeu apenas R$ 700 mil para pagar o advogado de um correligionário. Curiosamente, sua vaga seria ocupada pelo segundo suplente de uma coligação que envolve também o PTB e o PDT no Estado: Nelton Friederich, hoje no PT, titular de uma das diretorias da Itaipu-Binacional.
Também com o mandato ameaçado, o presidente do PP, Pedro Corrêa (PE), seria substituído pelo médico veterinário pernambucano Carlos Batata, primeiro suplente pelo PSDB na coligação com o PP. Ex-prefeito de Capoeiras e deputado federal por dois mandatos, até 2002, Batata foi vice-líder do governo Fernando Henrique na Câmara e, se voltar, pretende atuar na defesa do agronegócio.
Amigo pessoal de Corrêa, Batata jura que lamentará a saída do conterrâneo, mas diz que a alternância faz parte da política e garante que se sente "pronto" para assumir. Com as recentes denúncias de corrupção que envolvem o atual presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (presidente do PP até Corrêa assumir interinamente), a possibilidade de Carlos Batata assumir aumentou. Se não tiver explicações convincentes sobre as denúncias de propina, Severino também ficará com o mandato ameaçado. Batata não concorda com a cúpula tucana no encaminhamento cauteloso de uma saída para a crise atual: "A economia brasileira não vai resistir a um presidente fraco. Sou favorável ao afastamento do Lula", diz.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:47:45 PM
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Ambição, sonho e moralidade
Uma grande parte dos candidatos às vagas que se abrirão em breve na Câmara dos Deputados corre o risco de nem desembarcar em Brasília por conta de problemas com a justiça. É o caso do empresário rural Helmute Lawisch, primeiro suplente do deputado Pedro Henry (PP-MT). Lawisch está condenado a quatro anos de reclusão pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva por envolvimento com uma mega fraude contra o Banco do Brasil no Mato Grosso - o escândalo ficou conhecido como o Caso Cooperlucas, por envolver a Cooperativa de Lucas do Rio Verde na contratação de empréstimos irregulares que, no total, beiram a R$ 200 milhões em todo o Estado. Afilhado político do governador Blairo Maggi (PPS), Lawisch entrou na coligação pelo PFL, mas hoje está no PDT.
O PP poderá ser obrigado também a substituir o deputado paulista Vadão Gomes, eleito numa coligação com o PL. Em seu lugar entraria o primeiro suplente Sérgio Olimpio Gomes, mais um desconhecido na política nacional. Dentro da mesma coligação, mas o PL deverá trocar ainda Wanderval Santos por um dos herdeiros do ex-governador paulista Ademar de Barros - aquele que inspirou o slogan "rouba, mas faz" e fez a alegria da esquerda armada ao deixar em poder da amante, Ana Capriglione, um cofre com US$ 2,5 milhões que a guerrilha urbana "expropriou", num dos maiores assaltos feitos no país durante o período da repressão. Se Wanderval for mandado de volta para casa, em seu lugar entra Ademar de Barros Filho que, ao contrário do pai, um político de expressão nacional na década de 70, ainda não extrapolou o reduto paulista.
No lugar do líder do PL na Câmara, Sandro Mabel (GO), entraria um advogado e oficial da Polícia Militar goiana, com nome de mocinho de cinema - no registro civil, Rose Marx Wayne de Oliveira; na vida política, Capitão Wayne, do PSDB. O PL do Rio teria outro estreante na Câmara, o médico Reinaldo Grip Lopes, eventual substituto do deputado Carlos Rodrigues, conhecido por Bispo Rodrigues, eleito com apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, mas praticamente excomungado pelo bispo Edir Macedo, dirigente máximo da seita. Hoje, o Bispo Rodrigues não tem partido.
O PFL pode perder o deputado Roberto Brandt (MG), mas devolveria à Câmara o tucano Elias Murad, que se notabilizou no parlamento por uma forte atuação contra o consumo e o tráfico de drogas. Integrante de CPIs que se ocuparam do tema, Murad apresentou projetos que se preocupam com a recuperação de viciados.
É, pois, bastante eclético o novo bloco que deve chegar à Câmara no meio de uma crise política de conseqüências ainda imprevisíveis. Seus integrantes prestariam juramento a uma Mesa Diretora de composição tão ruim que dificilmente se encontrará paralelo na história do legislativo, mas também teriam a rara oportunidade de se posicionar contra desvios éticos que marcam, até agora, essa legislatura. "Muitos são ilustres desconhecidos. Alguns ambicionam voltar, outros simplesmente vão realizar um sonho. O certo é que vão estar em conexão com a campanha de 2006 e terão a atuação pautada pela moralidade", diz o cientista político Paulo Kramer, professor de ciências políticas da Universidade de Brasília (UNB).
A conferir.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:46:07 PM
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A fila de saída
Roberto Jefferson (PTB-RJ)
Romeu Queiroz (PTB-MG)
José Dirceu (PT-SP)
João Paulo Cunha (PT-SP)
José Mentor (PT-SP)
Professor Luizinho (PT-SP)
Paulo Rocha (PT-PA)
Josias Gomes (PT-BA)
José Magno (PT-MG)
José Borba (PMDB-PR)
José Janene (PP-PR)
Pedro Corrêa (PP-PE)
Pedro Henry (PP-MT)
Vadão Gomes (PP-SP)
Wanderval Santos (PL-SP)
Sandro Mabel (PL-GO)
Bispo Rodrigues (sem partido)
Roberto Brandt (PFL-MG)
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:44:58 PM
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A fila de chegada
Fernando Gonçalves (PTB-RJ)
Mariângela Duarte (PT-SP)
Wagner Rubinelli (PT-SP)
Jair Meneghelli (PT-SP)
Ricardo Zarattini (PT-SP)
Maria do Socorro Gomes Coelho (do PC do B-PA)
Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA)
Alexandre Silveira de Oliveira (PL-MG)
José Rezende de Andrade (PTB-MG)
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
Nelton Friederich (PT-PR)
Carlos Batata (PSDB-PE)
Helmute Lawisch (PDT- MT)
Sérgio Olimpio Gomes (PP-SP)
Ademar de Barros Filho (PL-SP)
Capitão Wayne (PSDB-GO)
Reinaldo Grip Lopes (PL-RJ)
Elias Murad (PSDB-MG)
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:43:02 PM
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Sexta-feira, Setembro 2
Protesto
Recentemente, estive renovando minha carteira de habilitação. A verdade é que a Ciretran dá uma canseira danada na gente, que só não desiste porque precisa mesmo do documento.
Em primeiro lugar, tratam a gente com o maior desrespeito, como se não estivessem ali para nos dar informação. Numa das vezes em que estive lá para pegar informações, fiquei mais de cinco minutos na frente de um balcão, ¿trocentos¿ funcionários passavam por mim e simplesmente ignoravam minha presença e a de outras pessoas que pararam depois de mim na fila.
Depois, a prioridade é sempre para os despachantes. Quem faz serviço particular, como era o meu caso (decide fazer por minha conta para economizar um pouco), é solenemente ignorado. Se você não der umas espanadas, não dão a menor atenção.
Para se ter uma idéia - e se Rio Preto conseguir uma unidade será um ganho imensurável para a cidade -, minha irmã que mora na Argentina esteve em São Paulo agora em julho. Ela também precisava renovar sua habilitação. Foi ao Poupatempo que tem próximo à casa de meus pais, em São Paulo, e fez toda a documentação - em único local - em apenas uma tarde. Eu, em idas e vindas, fiquei um mês e meio para renovar minha carteira aqui em Rio Preto.
Alckmin prorroga prazo para
renovação da CNH até 30/9
Agência MBPress
O governador Geraldo Alckmin anunciou na tarde de ontem (1º/9) que o prazo para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para aquelas que têm vencimento até este domingo está prorrogado para o dia 30 de setembro.
A mudança foi motivada pela alta procura nos postos do Poupatempo da cidade nesta semana. Na manhã da última quinta-feira, a espera pelo serviço foi de aproximadamente 8 horas em São Paulo.
No posto da Sé, região central da cidade, as 1,2 mil senhas para o serviço foram esgotas meia hora após a abertura do Poupatempo, às 7 horas. No posto de Santo Amaro, as senhas acabaram às 8 horas.
A prorrogação do prazo é válida apenas para as CNHs que vencem até este domingo, dia 4. Aquelas que têm vencimento a partir do dia 5 já passam a contar com as novas exigências.
A partir de segunda-feira, os motoristas que renovarem suas carteiras terão de passar pelos cursos obrigatórios de primeiros-socorros e direção defensiva, que passaram a ser exigidos pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) após a publicação do Novo Código Brasileiro de Trânsito.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:07:49 AM
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