Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
Fale comigo
mirna@mirna.com.br
Arquivos
notas anteriores
Links
Blogger do Brasil
Acirp
Avenida da Saudade
Blog Cubano Geração Y
Blog da Gianda
Blog da Leda
Blog da Michele (Aperte o cinto!)
Blog da Renatinha
Blog do Cacau
Blog do Carlos Alexandre
Blog do Júlio Verdi
Buscando Rumos
Corujão da Madrugada
De Olho no Poder
De Última Hora
Diário da Região
Eis-me Aqui
Et facto
Família Trapo
Fotolog da Mi
Jornal de Cornélio
MPB que toca
No Fronte
Prefeitura de Rio Preto
Recanto da Lua
Revista Fórum
Signos em Rotação
TV Tem
Prêmio

Este blog está entre os melhores do País

PageRank
Visitas
Publicidade




Terça-feira, Junho 21

Timão e Argentina

Há cerca de um mês escrevi sobre a imprensa brasileira e a má vontade com os argentinos do Corinthians. Meu cunhado Pablo, argentino, comentou sobre o assunto e segue recado para o Brandau:

"Muy bueno el articulo sobre Passarella, el futbol, y el racismo, te mando saludos y a tu lector que no gusta de los argentinos, decile que en julio voy y lo invito a comer un churrasco,

besos de Iago, Tomas y Pablo"
Pablo | 05-06-2005 19:54:04

Não satisfeito em dizer que em julho estará aqui e convidará o Brandau para comer um churrasco, alguns dias depois, na verdade no dia em que o brasil tomou uma piaba da Argentina, ele disse mais:

"Hola Mirna, acabo de ver el partido y realmente estoy muy contento, Pekerman hizo un buen esquema tactico, en especial en el primer tiempo.

Besos de todos, y saludos a Ricardito Brandau, que ya que no le simpatizamos debe estar mas dolorido".

Pablo | 09-06-2005 00:17:14

Resposta do Richard
Ideologia e estômago vazio não se misturam...rs... Diga ao Pablo que o convite está aceito e agradeços os elogios. Quanto ao futebol em si, a Argentina mereceu vencer o (lembrem-se) amistoso de luxo.

O que vale mesmo é a Copa do Mundo e aí nem precisa lembrar pra ele quem é pentacampeão mundial e quem venceu duas vezes (uma delas, em 1978, com a "forcinha" da ditatura de Jorge Videla e ajudinha dos peruanos, que, confessadamente, entregaram o jogo em troca de alguns pesos).

Ricardo Brandau | 22-06-2005 09:50:54

Nova resposta do Richard, pós vitória do Brasil
"Mi recuerdos" a Pablito: 4 a 1.

Ricardo Brandau | 29-06-2005 18:09:18

Nova resposta do Pablo
Amistoso de Lujo.., claro depende del lado que se lo mire, por que recuerdo los festejos del pueblo brasilero cuando con un gol hecho por Tulio, luego de haber parado la pelota con la mano, nos "ganaron" la final de una copa America, pero si hablamos de "forcinha", deberiamos ser un poco mas serios y objetivos (un mes antes del mundial, en un amistoso, en Peru, Argentina le gano a dicha seleccion por 4 a 0, por lo cual no veo algo raro en el resultado del partido al que Ricardito se refiere) y si a ayuda nos referimos, como brasilero deberia callarse la boca, por que a nadie como a su seleccion se le han concedido tantos favores, lease, no haber salido de Guadalajara en el mundial de 1986, etc. etc.
Mirna, te mando un beso, y lamento no haberte visto en San Pablo, besos, Pablo.

Pablo | 29-07-2005 23:28:58
*PS. Quanto a não termos nos visto, tudo bem. Sei que era difícil vir até aqui, assim como foi difícil para mim ir até São Paulo. Mas logo nos veremos. Beijo a todos também.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:38:00 PM
Comentários:

Sábado, Junho 18


Matinas Suzuki, na Folha de RP

Novidades jornalísticas

Depois de vendida para o empresário J.Hawilla, a Folha de Rio Preto está entrando numa nova era. Visualmente, ela já se tornou mais atrativa, embora ainda não tenham contratado profissionais para tal. As mudanças ocorrerão gradativamente.

Aliás, a que deve balançar o mercado é a contratação de Matinas Suzuki Jr, co-presidente do IG. Ao que tudo indica, será o editor-chefe do jornal e também ombudsman. Ele, Hawilla, Paulo Humberto e Luiz Ricardo estavam jantando na Cantinella.

A presença de um ombudsman no jornalismo rio-pretense fará a diferença. Matinas ocupou o mesmo cargo na Folha de São Paulo.

Além disso, tem rolado a notícia de que Amaury Jr. também estaria com uma coluna na Folha de Rio Preto. Outro dia, encontrei a Cida Caran e ela estava comemorando. Depois de mais de uma década no Diário da Região, mudou de time na hora certa.

Se tudo isso acontecer, tanto Matinas quanto Amaury estarão de alguma forma de volta às origens. Um é de Barretos e outro começou em Rio Preto, respectivamente.

Comentário
Oi Mirna, Espero que o J Hawilla invista mesmo na Folha de Rio Preto para dar uma sacudida no mercado do jornalismo impresso da cidade. Inclusive será bom para o próprio Diário, que anda meio acomodado pela falta de concorrentes à altura.

Ricardo Brandau | 20-06-2005 10:38:06

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:33:29 PM
Comentários:

A seguir, leia trechos da entrevista de Matinas para a revista Carreira & Sucesso, da Catho:

Profissional eclético, ávido por informações e bem-sucedido, Matinas Suzuki Júnior escolheu o Jornalismo (mas também é Filósofo). Fala inglês (ainda que não seja fluente como gostaria), um pouquinho de japonês e espanhol como todo brasileiro fala (segundo suas próprias declarações). De sua carreira fazem parte 16 anos no jornal Folha de S. Paulo; apresentação do famoso Roda Viva, da TV Cultura, durante três anos e meio; direção editorial na Editora Abril durante dois anos e professor na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Hoje, além de co-presidente do iG, Matinas é vice-presidente de Estratégia da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico - entidade representante das empresas de tecnologia no Brasil - e vice-presidente do AjudaBrasil, associação civil sem fins lucrativos.

A convite de sua admiradora, a vice-presidente executiva do Grupo Catho, Silvana Case (SC), ele dedicou alguma horas de seu dia para falar para o Carreira & Sucesso.

SC: Sua vinda a São Paulo... Por que aconteceu?
Embora gostando da cidade onde nasci, Barretos, no interior de São Paulo, desde a adolescência sentia que não viveria lá por muito tempo. Gostava muito de ler, de música, shows, cinema, e a oferta lá era reduzida. Quando menino, a cidade nem tinha livraria! Havia uma loja de eletrodomésticos que vendia um pouco de discos. Eu gostava muito de ler jornal. Adolescente, esperava o ônibus que levava o Pasquim - sabia até o horário em que os jornais chegavam, e ficava esperando. Era quase inevitável sair de Barretos para ir para uma grande cidade, e São Paulo era a escolha mais próxima e natural. Vim para fazer o terceiro colegial no Colégio Equipe por indicação de uma amiga que morava aqui. Como eu tinha estudado em Barretos em uma escola de projeto experimental e vocacional, tinha o Equipe como um colégio que se aproximava desse modelo.

SC: Você iniciou Filosofia e passou depois para o Jornalismo...
Sim, prestei vestibular para Filosofia. Comecei a fazer a faculdade e quando estava no segundo ano resolvi prestar Jornalismo para ter mais uma opção profissional. Embora gostasse de Filosofia; as oportunidades profissionais eram poucas. Então cursei ambas ao mesmo tempo na USP - Universidade de São Paulo. Depois, comecei a fazer pós-graduação em Filosofia, e quando comecei a trabalhar na Folha de São Paulo, tive que parar. Agora, quase aos 50 anos, voltei à universidade!

SC: Falar inglês fez a diferença para você?
Sim. Sem falar inglês, o mundo fica menor.

SC: O retorno aos estudos... Você sentiu essa necessidade?
Gosto de estudar. Leio muito, me interesso em aprender, principalmente o que está ligado ao Jornalismo; me considero um autodidata. Sempre gostei de ter diversas experiências profissionais, tentando acompanhar tudo ao redor. E como sempre chefiei equipes como editor, tentei entender um pouco sobre negócios e gestão de pessoas lendo tudo que caía nas minhas mãos! Muitas pessoas me influenciaram, mas poucas me orientaram. Como aqui no iG tenho que cuidar de negócios e de vários setores da empresa, até como sugestão de um dos nossos acionistas, resolvi avaliar as escolas e decidi pelo MBA Executivo do Ibmec, incluindo Finanças e Marketing. Estou gostando.

SC: Falando de sua carreira...
Comecei a trabalhar em Jornalismo relativamente cedo. Quando estava na área de Filosofia, cursando a ECA - Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo -, comecei a escrever artigos que saíram publicados em jornais da imprensa alternativa. Antes, aos 18 anos, escrevia sobre música nacional para um jornal de bairro, O Correio de Barretos. Também participei de um movimento estudantil, fazendo jornais políticos. Até que, em 1981, a Folha passou por um forte processo de transformação e começou a mexer em seu pessoal, renovando o quadro de jornalistas. Foi quando contratou Caio Túlio Costa, que era meu colega de turma na ECA, que tinha a missão de levar pessoas jovens para a empresa e assim, renovar o clima. O Caio montou um grupo de novos jornalistas, e eu estava nele. Naquela época, entrei cobrindo férias de um jornalista por um mês e, quando este período acabou, este jornalista foi contratado para trabalhar em televisão e resolveu não voltar para o jornal. Eu fiquei no lugar dele.

SC: A ascensão na Folha de São Paulo...
Tive uma trajetória profissional incrível na Folha. Comecei no caderno de Cultura, depois na Ilustrada, como redator. Passei para ditor-assistente e, posteriormente, editor. Em seguida, fui convidado para dirigir a Sucursal do Rio de Janeiro. Após um ano e meio, retornei a São Paulo como editor de Economia, depois secretário de redação - que é uma espécie de revisor geral do jornal. Em 1989, tornei-me correspondente internacional da Folha no Japão, tendo lá permanecido por um ano. Voltei ao Brasil e fiquei um ano dirigindo a Revista da Folha; passei para o cargo de editor executivo, onde fiquei durante os últimos quatro anos. Até que um dia resolvi que 16 anos já era tempo suficiente! Foram anos intensos e, durante esse período, houve uma transformação na imprensa brasileira muito grande, tendo a Folha liderado esta transformação. Sentia que já tinha feito tudo de bom que estava ao meu alcance para o jornal. Daí para frente, não estando estimulado, não estaria contribuindo como poderia, e isso não me fazia bem. Então, um ano antes de sair, conversei com o proprietário do jornal e falei sobre a minha intenção de trabalhar ali durante mais um ano apenas. Fizemos um acordo e, por iniciativa minha, me comprometi a não trabalhar na concorrência por determinado período. Fiquei um ano sem emprego fixo. Escrevia para a Folha apenas como colaborador.

SC: Havia alguma outra intenção para essa parada? Era estratégica?
Não, mas queria viajar, conhecer coisas novas; porém, acabei passando por um problema familiar - meu pai ficou doente, e mudei meus planos. Dediquei boa parte deste ano a ele; queria fazer um livro sobre suas memórias e ajudei a editá-lo. Ao final daquele ano, recebi um convite da Editora Abril para trabalhar na direção editorial da empresa, e aceitei.

SC: E o seu trabalho na TV Cultura?
Quando estava na Folha, o Marco Nascimento, na época diretor de Jornalismo da TV Cultura, me convidou para fazer o Roda Viva. Eu não tinha experiência regular alguma de televisão, e achei que não daria muito certo. Como era um programa jornalístico semanal de entrevistas, acreditei que poderia conciliar com as minhas atividades na Folha. Conversei com a direção do jornal e eles concordaram. Apresentei o programa durante três anos e meio, até que num determinado momento achei que já não tinha como contribuir com o programa. Então, tomei a mesma decisão tomada à época da Folha, de parar.

SC: Esse período foi muito comentado... Quais das entrevistas te trazem maior recordação ou mais marcaram esse período?
Várias! As melhores, das quais me lembro, foram com Darci Ribeiro, Roberto Campos e Dráuzio Varela - antes dele ter ficado conhecido pelo Carandiru. A que causou mais polêmica foi a com o Olivieri Toscani, publicitário da Benetton. O programa foi reprisado várias vezes, as pessoas discutiam o programa nas festas, em todo lugar. Foi um período muito bom, mas não sou um cara de televisão, não é a minha praia (risos...).

SC: Nessa época você tinha outro estilo, não é mesmo?
É, tinha (risos). Eu usava uns óculos que havia trazido do Japão que para os padrões brasileiros na época causava um certo estranhamento... Mas para mim era normal, eu gostava deles! Acabou criando um estilo... não só os óculos, mas eu usava roupas de um estilista japonês que também eram diferentes. Enfim, foi um outro momento. Hoje sou básico.

SC: E o professor Matinas Suzuki?
Isso foi mais recentemente, em 2000 e 2001. O convite veio do professor coordenador, na época, Marco Antônio, que já tinha me chamado algumas vezes. Eu nunca havia pensado em dar aulas, mas um dia ele me procurou e falou de seu interesse em montar o melhor curso de Jornalismo do Brasil, um projeto que me entusiasmou - resolvi aceitar o desafio. Foi uma experiência muito boa que eu abandonei pela indisponibilidade de tempo para o preparo das aulas. Você tem que se dedicar, porque a hora de transmitir conhecimento é muito importante. Em 2002, assumi a co-presidência do iG e a partir daí comecei a ter uma carga de trabalho adicional, e senti que não teria o mesmo tempo para me dedicar à preparação das aulas.

SC: O iG...
Vim para o iG em outubro de 1999. Em setembro do mesmo ano, encontrei Nizan Guanaes numa festa e perguntei a ele se ele não iria fazer nada na Internet (ele ainda estava na DM9). Ele me perguntou se eu estava interessado na Internet e eu disse a ele que estava participando de um grupo que discutia estrategicamente o que a Abril poderia fazer em termos de Internet, além da participação que ela já tinha no UOL. O Nizan me indicou ao Daniel Dantas, que estava cuidando do projeto do iG. Mas o Daniel não pôde falar comigo e eu acabei conversando com o Beto Sicupira. Eu tinha ouvido falar da GP (investimentos), conhecia o Jorge Paulo Lemmann, mas não conhecia o Beto. Saí da entrevista pensando: eu quero trabalhar com este cara. Quando ele me convidou para trabalhar, aceitei na hora. Pessoalmente, embora considerasse a Abril uma empresa fantástica (um dos melhores lugares para se trabalhar no Brasil) eu não estava feliz com o que fazia por lá. Como já estava muito envolvido com Internet, via a oportunidade como boa. Peguei o iG na prancheta! No mesmo dia, começamos a trabalhar, eu e o Mandic (fomos as primeiras pessoas a serem contratadas, assim como o Fabian de la Rua). Como eles saíram, sou hoje o funcionário mais antigo. Vim para fazer a parte de conteúdo. A idéia era lançar um provedor de acesso gratuito que também fosse um portal com conteúdo.

SC: Trabalhando com o ¿gênio¿ da publicidade, Nizan Guanaes...
Trabalhamos juntos durante dois anos; um privilégio pela inteligência, pela rapidez e pela capacidade de implantação que ele tem. O iG não seria o que é se não tivesse o Nizan na implantação e na construção da marca. No período que você passa com o Nizan se aprende muito, apesar dos momentos naturais de tensão. Ele sempre me apoiou nos momentos em que precisei e nos decisivos.

SC: O cachorrinho como marca...
Nizan fez um trabalho brilhante e criou o cachorrinho. Acreditava que a Internet era muito desumana e que as pessoas ficavam intimidadas diante dela. O cachorrinho foi por ele criado para ajudar as pessoas a se relacionar melhor com a Internet. E ele estava absolutamente certo! O cachorrinho contribuiu muito para criar uma identidade.

SC: O iG tem dois presidentes. Por quê?
Esse modelo tem tido êxito, pois podemos trocar idéias antes da decisão final, o que agrega valor e aumenta as chances de assertividade. Eu e o Roberto Simões nos "ajudamos" mutuamente.

SC: Para você, qual é o diferencial do iG?
Ele é mais emocional do que os outros portais, até pela história do cachorrinho. As pessoas não se dão conta, mas a Internet é muito próxima da nossa vida. Fazemos coisas inconfessáveis na Internet, um portal tem que explorar esse lado da intimidade. Acredito que começamos a conhecer o usuário melhor do que nossos concorrentes pelo fato de termos feito muitas pesquisas com o internauta brasileiro. O que ajudou também, em outra ponta, foi que, na época, o foco dos concorrentes era conquistar a América Latina, e vimos que eles poderiam descuidar do Brasil; então, nos voltamos para descobrir o que o brasileiro quer.

SC: Muitas das empresas pontocom não sobreviveram. Existe uma receita ideal de sucesso no setor?
O problema é que elas sempre tiveram um custo maior do que a renda, gerada por pessoas sem visão deste mercado. Surgiram portais segmentados, e eu via que não existia mercado para isso. Ao contrário dos Estados Unidos, o segmento não tem nicho no Brasil, pois somos um País muito pobre em mídia. Essa visão de comunidade é americana - brasileiro detesta reunião de condomínio, não faz parte da nossa vida. Fizemos poucos sites sabendo que íamos gerar muita audiência, e com poucas funcionalidades. Temos sites âncoras. Um deles, desde o começo, é o Último Segundo, de Jornalismo. A Internet, como nasceu no Brasil pelo UOL, ficou marcada pelo Jornalismo, o que não aconteceu nos Estados Unidos. Para as pessoas, a Internet era notícia atualizada. A atualização do UOL, no entanto, parecia muito rápida perto do jornalismo convencional, mas em termos de Internet, era muito lenta. Lançamos o provedor atualizando o site a cada três minutos, e a Internet passou a ser identificada como uma atualização rápida de notícia. Fomos criticados por isso - não tem consistência, qualidade, você não pára para checar -, mas enquanto nos criticavam, melhoramos o modelo. Estava muito claro que era um valor para o internauta. Nosso modelo foi mais aceito.

SC: Como você vê o mercado publicitário em relação a investimentos na Internet?
O investimento ainda é baixo, mas acredito que existam razões para isso. Em parte, a Internet trabalhou e se vendeu mal. Por outro lado, as agências no Brasil ficaram mal acostumadas a trabalhar com o modelo de monopólio - Rede Globo e Veja -, e isso estava resolvendo o problema de comunicação das empresas. Agora, elas viram que não é bem assim... Inevitavelmente, a Internet vai crescer, pois traz instrumentos que outras mídias não trazem, como relacionamento, banco de dados e horários distintos. As outras mídias não têm acesso ao público corporativo no momento em que ele está trabalhando, que é o público que tem maior poder aquisitivo. Tem vantagens e desvantagens, mas a tendência do negócio é crescer. Em termos de faturamento entre provedores pagos e gratuitos, a diferença cai ano a ano.

SC: As parcerias...
Inevitáveis na Internet, um negócio sem começo e sem fim. Como você vai controlar este mundo sem parcerias? Um dos grandes erros dos portais é achar que eles são maiores do que as parcerias. Na Internet, se você não tiver um entendimento claro de que as parcerias são estruturalmente importantes para o negócio, vai ficar parado.

SC: O novo governo e o iG... reflexos?
O governo FHC foi muito bom para a Internet no Brasil. Houve um entendimento claro de que ela tinha um papel importante e não se tentou regulamentá-la em demasia, o que foi fundamental para seu crescimento. O governo Lula dá mais um passo à frente, preocupado com a inclusão digital. Agora mesmo, em São Paulo, fizemos um acordo e foram doadas 300.000 contas de e-mail ao Programa de Telecentros da Prefeitura de São Paulo. Além deste acordo, temos o site iG Cidadania, voltado para o Terceiro Setor; ele fez acordos importantes com a Fundação Pró-Sangue e com o Centro de Democratização da Informática. Hospedamos o site do Centro do Voluntariado e apoiamos também o AjudaBrasil, uma associação civil sem fins lucrativos que visa facilitar o encontro entre doadores e voluntários pela Internet. A idéia foi de Marcos Wettreich, do iBest, que ganhou adeptos como Pedro Moreira Salles (Unibanco), Rubem César Fernandes (Presidente do Viva Rio), Thomaz Souto Corrêa (Grupo Abril) e Washington Olivetto (W/Brasil), entre outros.

SC: O Matinas como vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico
A função da Câmara é apoiar e proteger a Internet, que não tem canal de proteção no Brasil. Para isso, a participação de associados é muito importante. Participo porque acredito que o futuro do e-commerce no Brasil é grandioso. A questão dos meios de pagamento e a logística no País é complicada, além da própria sobrevivência da Câmara. Hoje, são cerca de 120 associados em todo o País.

SC: Qual é hoje o principal projeto da Câmara?
O Código AntiSpam saiu com apoio da Câmara e de outras instituições. Conseguimos que nove associações assinassem um Código de Ética AntiSpam no Brasil. É uma atitude inédita, porque até fora do Brasil todos têm dificuldade com isso. Com a ajuda de uma profissional da área de Direito, foram gastos três meses para redigir este Código. Um dos intuitos do projeto é evitar que as iniciativas do Poder Legislativo possam comprometer o bom funcionamento do e-mail marketing, instrumento precioso para o mundo moderno dos negócios.

SC: Um olhar sobre a Internet no Brasil: muitas especulações têm sido feitas sobre o futuro da internet grátis...
Acredito que é uma ótima oportunidade para o País crescer. Com a grandiosidade do Brasil, a Internet ajuda a encurtar distâncias e a reduzir custos; é preciso ter uma visão clara disso, de nos prepararmos para enfrentar esse mundo virtual de transmissão da informação. Cerca de 14% da população brasileira têm acesso à Internet, enquanto na Coréia, por exemplo, 60% da população têm este acesso, uma vez que o governo do país oferece subsídios à área. Existem muitas oportunidades e precisamos estar atentos. No Brasil, apesar do escasso acesso, há um fator positivo: a Internet grátis é o modelo dominante. O Brasil é um país pobre, onde faz diferença pagar um provedor de acesso. O brasileiro hoje tem uma das Internets mais baratas do mundo. Além do acesso gratuito, se ele navegar na hora de desconto dos pulsos, paga muito pouco para navegar muito tempo, e o conteúdo é quase todo gratuito.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:14:55 PM
Comentários:

MATINAS E SEUS HOBBIES...

A Internet não é a única paixão na vida de Matinas. Cinófilo - apaixonado por cães -, ele tem como hobby a criação de cães da raça Braco Alemão de Pêlo Curto. Dos dez cães que cria, dois estão nos Estados Unidos e oito no Brasil. "Uma parte fica na minha casa, uma parte fica no meu sítio e outra mora com o handler, preparador que apresenta os cães nas exposições."

Jornalista, empresário, criador de cães. Matinas ainda tem em seu currículo uma participação no cinema. "Foi uma participação pequena...", diz, modestamente. Ele representou um jornalista no filme Boleiros - Era uma vez o futebol (1998), a convite do diretor Ugo Giorgetti. "Em 1985, Ugo dirigiu os comerciais da Folha e, então, nos conhecemos". Relutou no começo, mas acabou aceitando e comentou ter gostado do resultado final.

Também escreveu livros. A convite de seu amigo Rogério Fasano, restauranteur, redigiu alguns textos no livro de culinária Gero sobre as idéias do proprietário do restaurante de mesmo nome. "Escrevi também para o livro do Olivier Anquier, aí um depoimento pessoal", afirma Matinas, acrescentando não ser especialista em gastronomia.

Afeito ao jornalismo, Matinas escreveu o posfácio da edição de janeiro de 2003 do livro Hiroshima, de John Hersey, apontado como a melhor reportagem já publicada em todo o mundo (1946, sobre o lançamento da bomba atômica em Nagasaki e Hiroshima). O livro faz parte da Coleção Jornalismo Literário, da qual Matinas é um dos integrantes do trio que escolhe as reportagens a serem editadas, com Luis Schwarcz, editor responsável pela Companhia das Letras, e Maria Emília Bender, também da editora. "O intuito é trazer ao Brasil alguns clássicos do Jornalismo, ou livros que nunca foram aqui editados", afirma Matinas. "As pessoas terão
contato com um jornalismo bem escrito, de alta qualidade, que o povo brasileiro tanto precisa. A idéia da coleção é mostrar como fazer um bom jornalismo, considerando, também, um bom texto literário", acrescenta.

Os livros A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista, de Joel Silveira; O Segredo de Joe Gold, de Joseph Mitchell, e A Sangue Frio, de Truman Capote, também foram lançados pela coleção. Matinas assumiu o compromisso de escrever um livro para a coleção, mas não sabe quando iniciará. "Será uma pequena biografia de alguns dos grandes jornalistas americanos."

SC: Acredita ter pago um preço pelas conquistas?
Sim, e caro! Mas valeu! São opções que tive que fazer e as fiz consciente.

PENSAMENTOS E PONTOS DE VISTA DE MATINAS SUZUKI...
Sonhos possíveis:
Li uma frase que dizia que uma meta é um sonho com prazo.

Sonhos impossíveis:
Se pudesse escolher, gostaria de ter tido a habilidade de praticar bem algum esporte, ou para tocar algum instrumento, pois gosto muito de jazz.

Esportes: Gosto de futebol. Torço para o Corinthians, mas meu time de coração é o Barretos. Já tive uma coluna de esportes na Folha durante três anos, de 1994 a 1997, no último período em que fiquei no jornal. Também tive a chance de cobrir três Copas do Mundo.

Competências:
Gosto de correr risco, de mudanças. Sou obstinado, tenho muita capacidade de trabalho e de implementação.

Deficiências:
Sou muito impaciente e tenho dificuldade para lidar com opiniões opostas às minhas (sem ser radical) - reconheço isso.

Sorte:
Como dizia Nelson Rodrigues, sem sorte não se consegue nem chupar um Chicabom. (risos)

Terapia:
Nunca fiz.

Uma briga:
Muitas, umas necessárias, outras não.

Ser político:
Uma tendência conciliadora.

Política:
Todos nós somos um pouco políticos, cada um a sua maneira.

Certo e errado:
Só existe para você mesmo.

Ter sucesso:
Só consegue entender o verdadeiro significado do que é ter sucesso a pessoa que tem profundo respeito pelos outros.

SC: Você tem uma dica para nosso leitor?
Nunca devemos deixar de aprender; ter humildade, olhos e ouvidos abertos aos recados da vida para ver as coisas acontecendo ao nosso redor, dispostos a aprender com elas; a maneira de você não parar é estar mobilizado permanentemente para o aprendizado.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:14:47 PM
Comentários:

Velinha

Na última quarta-feira, foi mais uma velinha para cima do bolo. Foi um dia muito especial. Meu filhote - Breno - preparou um surpresa. Lindo.

Também gostaria de agradecer todos aqueles que lembraram da data - o que reconheço: nem sempre conseguimos lembrar o aniversário de todos que gostamos. Adorei!
Obrigada:
Suzuki, Lucinha, Lúcio Ramos, Luciana Machado, Hidalgo, Michelle Monte Mor, Inocente, Gi, Marinha, Nanci, Mara Cirino, Mara Luíza, Ana Paula, Rô, Rosa, Miriam, Verô, Zé Antônio, Teca, Sandro, Nathy, Gui, tia Darci, tia Nágila, Perla, Vanessinha (Sampa), Marcinho, Lúcia, Renan, Dri, Ana Luíza, Dalmacinho e Vi, Cleide, Carol, Mariana, Kiki (que tentou ligar e não conseguiu), Emy (quem diria Cris? ela me mandou mensagem), Richard, Tatá, Elisa, André, Renatinha, Patricia Pimentel, doutora Margareth, Cacau, Arnaldo, Paulo, Amena, Abediel, prefeito Edinho, Maria Alice, Clenira, Valéria, Paulinho (gab), Alice, Samuel, Fabrício, Roger, Véio, Lacerda, Elisandro, Camila, Andressa, Gutinho, China, vó Santina e tia Santa (que tentaram ligar)...

E claro papai, mamãe, meu irmão Douglas, o baby que está vindo, Betinha, Clau, Chulé, Maiara, Chiara, Jacque (linda, ligou da Argentina e não me achou), Pablo, Iago, Tomás,...

Conforme eu for lembrando irei atualizando a lista.

Oi Mirna

Parabéns!!!!!!!!
Te desejo felicidades, sucesso e muito jornalismo na veia.
Beijos!
Josué

ps, parabens atrasado. Piorque falei com vc ontem!!!
mara cirino

oooO CHEGUEI...e para te dar um......................................................................................................................................................................
(....).... Oooo....
.\..(.....(.....)...
..\_)..... )../....
.......... (_/.....CALMA TÔ PASSANDO!!
oooO
(....).... Oooo.... TÔ PASSANDO !!
.\..(.....(.....)...
..\_)..... )../....
.......... (_/.....
oooO
(....).... Oooo.... TÔ PASSANDO
.\..(.....(.....)...
..\_)..... )../....
.......... (_/.....
oooO
(....).... Oooo.... TÔ PASSANDO
.\..(.....(.....)...
..\_)..... )../....
.......... (_/.....

PASSEI PRA TE DEIXAR UM ...
........ (''''(`-``'´´-´)'''')
..........).....--.......--....(
........./.....(6..._...6)....\
.........\........(..0..)....;../
......__.`.-._..'='..._.-.`.__
..../......'###.,.--.,.###.'...\
....\__))####'#'###(((__/
......##### ######
........###ABRAÇO###
....../....#########...\
..__\.....\..######/...../
(.(.(____)....`.#.´..(____).).)

ei , parabens pelo seu niver ...to com saudades...daqui vai muitos bjjssss : meu, do Sandro , da Nathy e do Gui...
ahhh bjss pro Breno tb...
Teca, Gui, Nathy e Sandro

Oi Mi, to atrasada, mas nao esqueci, eh que esse "iogurte" vive fora do ar, rs...Espero que vc tenha aproveitado ao maximo seu aniversario. Muita saude, paz e que Deus te abencoe hoje e sempre,
beijinhos pra vc e pro Brenoca (deve estar grandao ne?)
Nanci

Mirna !!!!!

Parabéns, que tudo de lindo aconteça em sua vida.....Beijinhos da Mari.

Parabéns Mirnoca td bem hj e sempre!!!E vamos mesmo fazer a festa, heim...
Bjs


Mi... tentei te ligar mas não consegui, então só me restou o "iogurte"para te dar PARABÉNSSSSSSSSS...
Te amodoro, beijão amiga irmã!!!!!
Marinha

Já te dei os parabéns por telefone, mas vc merece denovo.
Beijos
Lúcio Ramos

Mirnovisk,
Já q vc não bebe (aliás vc e o Viana são os únicos jornalistas q não são movidos a álcool), q vc tome um porre de felicidade. Muita saúde e paz. Beijocas mil.
P.S: Prepare-se pois o meu Fluzão vai detonar com o seu time.
Patricia Pimentel

Parabéns Mirna!!
Beijões prá você.
Michelle

Parabéns, Mirna. Felicidades e muitos anos de vida. Beijocas
Vanessinha (Sampa)

amiga.... e quem diria q lá se vão 20 anos de amizade! que nesse ano da sua vida que se completa chova felicidade, saúde, paz e amor!!! parabéns! beijos da sua amiga desmiolada :*
Emy Pimenta



Olá gatinha!!! Que este dia seja abençoado e que você tenha muita luz e muita paz
para que todos os seus desejos possam ser concretizados.
Feliz aniversário

Beijo grande
Gisele Bortoleto

Mirna,

Feliz aniversário, com um dia de atraso. Tentei falar com você ontem à noite, mas
não tinha ninguém no seu apê e o celular estava desligado.

Um beijo de todos nós,

Richard

Recebi seu e-mail agradecendo a lembrança da data. O convite está aceito. Aguardo as instruções para começar. Ah, avise a Patrícia para também me incluir no time dos jornalistas que não são movidos a álcool.
Um beijo, Richard

Ricardo Brandau | 20-06-2005 10:41:01

Mirnoca,
desculpe o vacilo, mas mesmo atrasadasso aceite meus parabéns, por favor!..rs.r.s.rs Felicidades.... Muitos anos de vida!! Adoro vc..... Bjo...

Andre (Deré xulé rs) | 29-06-2005 10:43:38

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:34:35 PM
Comentários: