O novo papa
O Zanetti, jornalista como eu, escreveu um artigo, que foi publicado ontem na Folha de Rio Preto, sobre o novo papa. Comungo com o mesmo pensamento. Segue aí:
ARTIGO
O pitbull de Deus
EDMILSON ZANETTI
É provável que, depois deste artigo, eu seja excomungado ou vá pro inferno. Mas não vou deixar de falar o que acredito seja o pensamento de muita gente. Faça deste espaço um confessionário público, para falar mal umas verdades sobre o novo papa.
É esse aí mesmo, o tal Bento 16. Aliás, uma lebre levantada pelo historiador Lelé Arantes: por que Bento, e não Benedito, se é a tradução literal? Será por que Benedito é negro?
O nome é um mal menor. O mal maior, para a humanidade, é a escolha exatamente deste, do mais radical defensor da doutrina ortodoxa dos 115 cardeais que, em tese, poderiam virar comandantes supremos da Igreja Católica.
Por que não um negro? Por que não um latino-americano? Por que não um italiano? Por que não um brasileiro? Por que não um asiático? Por que não qualquer um dos demais 114 papáveis?
Ouvi falar do cardeal Joseph Ratzinger pela primeira vez faz uns 20 anos. Trabalhava como editor de um jornal católico em São Paulo, "O São Paulo", semanário que foi perseguido e duramente censurado durante o governo militar exatamente por suas convicções democráticas.
Na ocasião, o frei franciscano Leonardo Boff, um dos pais brasileiros da Teologia da Libertação, foi amordaçado por pregar a justiça social com participação de uma Igreja mais responsável politicamente.
Além de Boff, que acabou saindo da igreja, foi imposto o tal "silêncio obsequioso" a outros agentes do bem cristão, entre eles o bispo Pedro Casaldáliga, uma das mais belas criaturas de Deus. Alguns pecados do bispo de São Félix do Araguaia, aos olhos do Vaticano: viagem à Nicarágua e inculturação da liturgia, ao rezar a missa dos quilombos e a missa pela causa indígena.
O inquisidor foi Ratzinger, que nunca interrogou nenhum bispo por ter rezado missas para reis e príncipes. Aquele nome foi e é "satanizado" pelos progressistas da Igreja.
Ratzinger ajudou a traçar a política episcopal do pontificado de João Paulo 2.º, que de santo não tinha nada. Foi, sim, carismático. Mas foi também, como disse alguém na enxurrada de definições após sua morte, "o maior ator político dos últimos 26 anos".
Eleito junto com a aparição da Aids, João Paulo 2.º e suas posições conservadoras colaboraram para a disseminação da doença mortal, ao ser contrário ao uso de preservativos e de outros métodos de contracepção.
Mas nosso alvo aqui é Ratzinger, "o pitbull de Deus", como definiu um jornal britânico em manchete. O homem que participou da "juventude hitlerista". Que, pecadoramente, é contra os homossexuais, a adoção por casais gays, o rock, a música pop, o aborto, o divórcio, o sacerdócio de mulheres, a eutanásia, a camisinha, a pílula, as células-tronco, a ciência.
O que se pode esperar de alguém cuja atribuição, até dia desses, era zelar pela Congregação para a Doutrina da Fé, nome pomposo do Tribunal da Inquisição, a antiga "Santa Inquisição", aquela que mandava dissidentes para a fogueira?
Pelo menos por esta eleição não sou responsável. Até porque não é direta, como em toda ditadura. Nunca votei para padre nem para bispo nem para cardeal nem para papa.
Se, em processo eletivo por voto direto, o povo já comete besteiras elegendo quem não presta, quem dirá em eleição indireta. A história é a grande testemunha.
Excomungado por Bento 16 a partir do ponto final deste texto, tenho certeza de que serei absolvido pelos "Casaldáligas" do mundo. Amém.
EDMILSON ZANETTI é jornalista
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:39:29 PM
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Sábado, Abril 23
Rede bobo de jornalismo
Veja devolvendo a revista Época
Estão mandando para a minha casa, como brinde, cortesia ou seja lá que nome se dá a isso, um exemplar da péssima revista semanal Época. Não sou assinante da revista. Mesmo assim, o exemplar vem dentro de um saquinho plástico identificado como: "Exemplar de assinante". Fiz um esforço de memória para lembrar quem foi que mandou para meu endereço logo duas revistas Época. Descobri que foi a Varig: como eu e outra pessoa da minha casa cometemos a besteira de comprar passagens de avião da caríssima Varig dos serviços decadentes e da irresponsabilidade do overbooking, fomos "premiados" (quer dizer, "punidos") com o maldito brinde do recebimento da revista. Ou seja: querem enfiar a Época goela abaixo das pessoas! Mais grave ainda: eu nunca autorizei a Varig a dar meu endereço a nenhuma editora. Como resolver isso senão denunciando a Editora Globo, que publica a Época, por invasão de domicílio e a Varig pelo dano moral e material de sair dando meu endereço por aí a uns e outros?
Justo a revista Época, que, sob o slogan hipócrita de "A moderna revista semanal de informação", inaugurou o modelo fastfood em revistas semanais: informação fragmentada, texto curto, notícia propositalmente digerida (censurada de antemão), com a desculpa de "facilitar" a leitura ao apressado homem "moderno"!
Não bastasse o estilo pró-desinformação, o conteúdo chinfrim vem logo estampado na capa. Um dos números mais recentes trazia na capa o mais recente vômito (que chamam de livro) dessa fraude ambulante intitulada "escritor Paulo Coelho".
Não é à toa que a indústria que menos cresceu em 2004 no Brasil foi a de edição e impressão (-2,4%), que inclui jornais e revistas, única exceção entre os 27 segmentos industriais pesquisados pelo IBGE.
Só mesmo enfiando goela abaixo das pessoas essa imprensa babona do pensamento único, que transforma em "notícia"
a central de vulgaridades importadas do Big Brother, que se enreda na globalização da rede bobo-globo de jornalismo: do patético Fantástico da Rede Globo ao site do Universo Online na Internet, passando pelo jornal impresso O Globo, pela outra revistona sem moral, a Veja, e por outras tantas publicações e mídias diversas de norte a sul do país, martelou-se durante todo o mês de março na mesma tecla do Big Brother e de Terry Schiavo (a mulher que vegetava nos EUA). Quem se importa? Desde quando isso é informação? E por que não tratam dos vegetativos daqui mesmo? Agora fico eu com este lixo na minha porta.
"Movimento Viva Rico" ou:
A calamidade pública no Rio de Janeiro
Quanto mais eu piso no Rio de Janeiro, menos entendo a cidade, sua dinâmica, sua sociedade, sua política. Por mais parecido que seja com o resto do país, o Rio escapa à compreensão de certos tipos como eu. A luminosidade, o calor, a praia e a salsugem me lembram vagamente Recife, o lugar onde nasci. Uma Recife sem caju, porém sem pitomba, sem coqueiros, sem pontes nem rios - sem a memória da paisagem, dos cheiros, dos sabores e das assombrações de infância.
Como ali me faltam essas sensações e referências instituidoras, é como se o Rio fosse um tanto de plástico, uma Recife de plástico, feita da matéria branca (e plástica) dos estrangeiros que circulam às pencas pela Zona Sul ¿ uma cidade, portanto, também um tanto estrangeira.
Somente quando identifico na argamassa escura que povoa as favelas a mesma gente que vivia da lama nos mangues recifenses - a única gente que reconheço de imediato como gente que não é de matéria plástica -, somente aí o Rio ganha alguma familiaridade. Mas trata-se de familiaridade dolorida, da qual se quer fugir sempre, para a qual se olha de esguelha, rejeitando a lembrança da vida sob o bloco de cimento ou o barraco de madeira, zinco e papelão.
O sentimento que experimento ao avistar de longe a favela da Rocinha esparramada no morro é idêntico ao de ter visto pela primeira vez, na África do Sul, o bantustão de Soweto, o gueto negro formado a pulso pelo regime racista do apartheid a partir dos anos de 1950. Lá está, a sudoeste de Joanesburgo, o aglomerado de barracos também de madeira, zinco e papelão, lá está o gigantesco Soweto, o maior núcleo urbano negro da África do Sul, tão sólido quanto a Rocinha parece definitiva. No Rio de Janeiro, meu medo não é da "violência" nem do "crime": é medo da estratificação social e da pobreza irredutível. A estratificação difere da simples desigualdade porque é sistemática. No Rio, até mesmo a geografia contribui para o espetáculo insidioso da falta de mobilidade social, para a evidência de um processo social através do qual vantagens e recursos como riqueza, poder e prestígio são distribuídos sistemática e desigualmente entre a gente do morro e da baixada e a gente da Zona Sul.
A crise no sistema de saúde pública e a intervenção federal nos hospitais do Rio de Janeiro estão para além da futrica política que se queira ver nisso. É apenas uma das pontas desse enorme iceberg estratificado no morro.
Na minha mais recente visita ao Rio, em meados de março, dei de cara com outra calamidade pública carioca: as pequenas máfias que dominam setores da cidade. Chegando ao aeroporto Santos Dumont às 23h30, entrei num táxi da Aero Dumont (aqueles normais, amarelos com faixas azuis) e pedi para ir a uma rua do bairro Santa Teresa. Qual não foi minha surpresa ao ouvir do motorista que ele não conhecia nenhuma rua do bairro citado. Nenhuma rua? "Nenhuma", o homem respondeu e me levou de volta ao mesmo ponto de táxi depois de rodar um quarteirão. Quatro outros táxis do mesmo ponto também se recusaram a me levar a Santa Teresa. Pouco antes que eu resolvesse chamar a polícia, um digníssimo cidadão carioca que também saía do aeroporto se revoltou com o que chamou de "a máfia de taxistas da Aero Dumont" e foi lá fora do aeroporto pegar um táxi que me levasse ao meu destino.
O novo taxista, então, explicou que os motoristas daquela linha de táxis do Santos Dumont só rodam na base da propina para certos bairros da cidade.
Fiz uma queixa na Infraero (órgão responsável pela administração dos aeroportos) contra a mafiosa Aero Dumont, conforme o motorista me orientou.
O Rio de Janeiro não é pior do que qualquer cidade brasileira, mas tem particularidades que se explicam facilmente por sua disposição sociogeográfica: o "Movimento Viva Rico", por exemplo, é como os pobres apelidaram a organização não-governamental carioca Viva Rio - a ONG da elite carioca, com cara de Fundação Roberto Marinho, de projeto Criança Esperança - essas coisas. O Viva Rio (talvez para ser simpático) puxou um link para o morro em seu site, criou um braço seu na favela chamado www.vivafavela.org.br. Estranha separação, estranha propaganda: afinal, a favela também não é o Rio? Por que não criaram um link chamado vivazonasul? Ora, os pobres sabem, os pobres percebem.
Marilene Felinto é escritora e jornalista.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 3:43:59 PM
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Quinta-feira, Abril 21
Desenho "Super-gêmeos" inspirou nome e tema da festa
Festa em junho
Pessoal, eu e outros jornalistas estamos querendo organizar uma festa de aniversário para os geminianos. Já temos a adesão de dois: eu e o Augusto Fiorin. Contamos ainda com a adesão do Suzuki, da
TV Tem, e da Soninha, do
Diário, que lembro agora de bate-pronto.
A idéia, como disse, é comemorar o aniversário dos geminianos. Já definimos que será uma festa à fantasia. O tema inicial era super-heróis, mas decidimos ampliar. Será desenho animado, pois engloba tudo. A festa, inclusive, já foi batizada. Será "Super-gêmeos". Lógico! Lembram-se do "Super-gêmeos, ativar!"?
Já contamos com a colaboração de outras pessoas, que não são geminianas, mas aderiram à causa: Rogério, Fabíola, Alexandre, Zeilton. Fico aguardando contato de quem mais quiser colaborar ou comemorar com a gente. Acredito que será muito divertido.
Ah! Por favor, "denunciem" os geminianos para mim, que farei o convite. Valeu. Assim que marcar a data, divulgo aqui e para quem quiser entrar no espírito da festa e já procurar seu modelito, na internet existem muitos
sites sobre desenho animado e HQ. Tem também um só de
sons dos desenhos de Hanna & Barbera. Vale conferir!
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:00:51 PM
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Rio Preto no Estadão
Matéria feita por mim foi publicada hoje na editoria Internacional, do
Estadão, sobre o rio-pretense ferido no Iraque. A matéria foi para a
Agência Estado, que distribuiu para o Brasil e para o mundo. Leiam.
Áurea Branco, mãe do rio-pretense, viajaria com o marido para o Kuwait
Família abalada viaja em busca do filho ferido
Mirna de Lima Soares
Os rio-pretenses Áurea Negrão Branco e Wilson Branco, pais do brasileiro Luiz Augusto Branco, 37 anos, ferido num atentado ocorrido sábado, no Iraque, embarcam ainda hoje (20) para o Kuwait, com escala em Amsterdã, para acompanhar a recuperação do filho. "Meu filho, graças a Deus, está melhorando", disse a mãe, durante rápida entrevista coletiva nesta manhã, em frente ao condomínio Green Park, zona sul de Rio Preto.
Visivelmente abalada, Áurea fez questão de agradecer o apoio que tem recebido do consulado brasileiro e disse que o casal conseguiu o visto de entrada no Kuwait em tempo recorde. Ela não quis falar muito. Contou apenas que o filho está há
um ano no Iraque e que foi para lá por meio de uma ONG militar.
Sob o argumento de que não era notícia de interesse público, a mãe do brasileiro rapidamente encerrou a entrevista e disse que o próprio filho poderia falar quando voltasse. "Quando voltar, ele poderá dizer isso tudo para vocês", afirmou.
Apesar de dizer que o próprio filho daria informações, Áurea não confirmou que estaria indo buscá-lo. Ao contrário, no Itamaraty, a informação é de que Luiz Augusto Branco deve ser transferido para a Inglaterra ou Alemanha, para continuar o tratamento. Ele sofreu fratura e queimaduras nas pernas.
Segundo o síndico do condomínio, o administrador Vanderlei dos Santos, a família mora há aproximadamente seis anos no local e o filho, Luiz Augusto Branco, conhecido como Guto, vinha esporadicamente visitar os pais. "Ele ficava uma semana e logo ia", informou.
O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PPS), solidarizou-se à dor da família. Também se colocou à disposição para ajudar no que for necessário e inclusive interceder junto a órgãos oficiais, como o Itamaraty e consulado. A mãe do rio-pretense agradeceu e disse que no momento não estava precisando de nada.
Durante toda a manhã de hoje, a imprensa local manteve-se de plantão em frente ao condomínio onde mora o rio-pretense. De acordo com informações extra-oficiais, Luiz Gustavo Branco interrompeu o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo, para fazer Academia de Barro Branco.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:25:17 PM
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Terça-feira, Abril 19
O Guto e eu
Especial
Esta foto é especialmente para a Moniquinha (Nóbrega).
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:29:07 AM
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Em tempo
Até agora, alguns veículos de comunicação estavam dando o maior crédito para as ações do ex-prefeito Manoel Antunes (PFL)contra o prefeito Edinho Araújo (PPS). Após derrotas sucessivas, começam a falar sobre a questão da instabilidade que isso provoca e também sobre a necessidade de uma maior agilidade da Justiça em julgar, resolvendo logo o imbróglio. O que mudou?
Comentário
A pergunta que não quer calar: Quando o Mané vai se tocar que a eleição já acabou e que ele perdeu? Ele que reconheça a derrota e tente de novo em 2008. Tudo bem que pra ele a opinião de um "forasteiro" como eu não vale nada. Mas...
Ricardo Brandau | 20-04-2005 09:56:30
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:19:09 AM
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Segunda-feira, Abril 11
Eu e a Kiki
Kiki, eu e a Mariana
Eu, o Juninho e a Kiki
Saudade
No final de semana, meus amigos de Sampa estiveram por aqui. Matamos a saudade. Kiki e eu estudamos juntas há 20 anos. Fizemos PD na ETE. É tempo, hein! Adorei, Cri!
Comentário
Pelas fotos, parece que você anda de bem com a vida, hein? Que seja sempre assim! Um grande abraço e tudo de bom.
Sandro | 15-04-2005 00:53:58
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:55:21 PM
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Domingo, Abril 10
24 coisas que você não
pode morrer sem saber!!!
1 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
2 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
3 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
4 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
5 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
6 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
7 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
8 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
9 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao william Bonner no final.
24 - Aproximadamente 70% das pessoas que lêem este email, tentam lamber seu cotovelo!!!
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 3:03:35 PM
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Início da gestão Serra frustra 70%
dos paulistanos, avalia Datafolha
FABIO SCHIVARTCHE
CONRADO CORSALETTE
da Folha de S.Paulo
José Serra (PSDB) é o prefeito de São Paulo com o pior início de governo desde Jânio Quadros, segundo avaliação dos paulistanos em pesquisa Datafolha realizada entre os dias 6 e 7 de abril. Perde de Marta Suplicy (PT), Paulo Maluf (PP), Luiza Erundina (PSB) e até de Celso Pitta (sem partido).
O desempenho do tucano, que hoje completa cem dias no cargo, é considerado ruim ou péssimo por 37% dos 1.624 entrevistados. Sua administração foi avaliada como regular por 35% e ótima ou boa por 20% dos paulistanos consultados. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Só Jânio Quadros (1986-1988) tem avaliação semelhante à de Serra, com 36% de ruim ou péssimo. Os dados são comparáveis, segundo o Datafolha, mas deve-se levar em conta que, nesse caso, a pesquisa foi feita após 40 dias de gestão. No de Serra e no dos demais prefeitos, após três meses.
Derrotada por Serra em outubro de 2004 ao tentar se reeleger prefeita, a petista Marta Suplicy tinha uma avaliação mais positiva em seu início de governo. Um terço dos paulistanos ouvidos pelo Datafolha disse que ela fazia uma gestão ótima ou boa e somente 14% afirmaram que os primeiros três meses de sua administração foram ruins ou péssimos.
O início
Serra foi eleito com uma grande expectativa sobre o seu governo (64% achavam que sua administração seria ótima ou boa), embora tenha herdado uma situação financeira bastante difícil.
Mas em apenas três meses a popularidade de sua administração caiu. Nesse período ele aumentou a tarifa de ônibus, sofreu cortes de luz em mais de 80 prédios da prefeitura -até mesmo em um posto de saúde- após discussão sobre dívidas não pagas à AES Eletropaulo e endureceu a negociação financeira com os perueiros, fato que gerou um confronto que transformou o pátio da prefeitura em um campo de batalha, opondo motoristas e policiais.
Hoje, 70% dos entrevistados acham que o prefeito fez pela cidade menos do que se esperava. A decepção é encontrada até mesmo entre os eleitores que dizem ter votado no tucano na última eleição -mais da metade deles compartilha essa opinião.
Provocados a dar uma nota de zero a dez para o tucano, os entrevistados chegam hoje a uma média de 4,5. Em 2001, deram uma média de 5,8 para a petista.
A fala mansa e cadenciada de Serra e seu jeito professoral de dar explicações conquistaram mais as mulheres do que os homens. As paulistanas deram nota 4,7 ao prefeito (de zero a dez) neste início de mandato. Já eles, 4,3.
Um outro detalhe chamou a atenção do diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino: a nota de Serra aumenta à medida que o avaliador tem maior escolaridade e renda. "Esse perfil é semelhante ao do eleitor que votou em José Serra na última eleição. Ele continua agradando mais os grupos mais abastados da sociedade paulistana", afirma Paulino.
Para o diretor do instituto, é preciso relativizar a comparação entre Serra e Marta. "A petista assumiu a prefeitura após um governo conturbado e mal avaliado, que foi o de Celso Pitta. Isso pode ter contribuído para elevar a avaliação inicial dela."
O futuro
Apesar de um início ruim, a pesquisa Datafolha aponta para um futuro promissor a José Serra. A maioria dos entrevistados ainda acredita que ele fará um governo melhor do que Pitta, Maluf e Erundina. A expectativa em relação ao tucano só é mais baixa na comparação com Marta: 39% avaliam que ele fará uma gestão pior do que a dela.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:36:32 PM
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Pesquisa foi recado da população
para Serra descer do palanque, diz Marta
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio de Janeiro
A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) disse hoje que a pesquisa realizada pelo Datafolha, que aponta que 70% da população está desapontada com o início da gestão do prefeito José Serra (PSDB), foi um recado claro para que ele desça do palanque.
"A pesquisa tornou claro que o prefeito tem que descer do palanque e passar a governar a maior cidade do país", afirmou a ex-prefeita, que hoje participa do encontro do Campo Majoritário --tendência do PT que tem uma participação de 60% no partido--, no Rio de Janeiro.
Marta disse não ter se sentido vingada pelo resultado da pesquisa, e sim ter ficado triste pela população de São Paulo por ter "eleito um prefeito que a decepcionou porque ao invés de governar fica atacando o antecessor".
De acordo com ela, a população ficou desapontada por não receber melhores serviços. Na avaliação de Marta, o programa de Serra consistia basicamente em melhorias dos serviços apresentados na gestão petista.
Partido
Marta pode estar prestes a assumir a presidência do PT. O presidente do partido, José Genoino, disse hoje ainda não saber se vai se afastar da presidência para participar da campanha de reeleição. Ele afirmou que vai conversar com os demais adversários para chegar a uma decisão.
Entre os adversários, estão o ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont e Valter Pomar, que pertence à corrente Articulação de Esquerda, corrente que representa 10% do partido.
Segundo a ex-prefeita, ela ainda não conversou com Genoino sobre a possibilidade de assumir a presidência do partido. "Estou disposta a ir à luta. Tudo o que o partido me exigir. Eu coloquei que estou disposta a viajar o País pela reeleição do presidente."
Marta disse também que não está se organizando, ainda, para a eleição estadual de 2006. "Minha posição é a de que não devemos colocar a carroça na frente dos bois. É muito cedo para ter qualquer avaliação de quem é o melhor candidato. Em dezembro e janeiro, teremos condições de fazer uma avaliação despida de qualquer tipo de arrogância ou pretensão", disse a ex-prefeita.
O PT tem hoje três pré-candidatos ao governo de São Paulo, além de Marta, disputam a chance de concorrer pelo partido o deputado federal João Paulo Cunha (SP) e o senador Aloizio Mercadante (SP). A ex-prefeita alega não ter problemas em abdicar da candidatura caso as pesquisas não a indiquem como a melhor candidata.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:36:03 PM
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Terça-feira, Abril 5
Bastidores
O teólogo Sergio Valle, tradutor e comentarista dos programas internacionais da Rede Vida de Televisão, que entrevistei para a reportagem para a
Agência Estado, contou detalhes sobre seus contatos com o papa. Segundo ele, João Paulo II era muito brincalhão e sempre que o via dizia: "O grande futebol brasileiro". Valle lembra também que o papa tinha "um carinho muito grande por nós brasileiros".
Comentário
Oi, Mirna, que tempão, eim? Gostei muito daquela do Zé Simão: o futuro Papa não pode ser um argentino, porque ele vai achar que ele é Deus. Apareça,
Beijinhos,
Alaor | 08-04-2005 11:42:13
"O Papa é pop..." Humberto Gessinger: profeta.
Guto Fiorin | 05-04-2005 16:03:47
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:05:03 AM
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Prefeito evangélico decreta luto oficial
Mirna de Lima Soares
Especial para a Agência Estado
O prefeito de São José do Rio Preto, o evangélico Edinho Araújo (PPS), decretou luto oficial na cidade, enquanto durarem os funerais do papa João Paulo II, no Palácio Apostólico, no Vaticano. Conhecido como um grande conciliador, para o prefeito, João Paulo sempre buscou a justiça social e é nesse sentido que se espera que trabalhe o novo papa.
"As perspectivas têm de ser de avanço. Houve uma grande abertura sobre o seu comando e isso não tem volta. Ele colocou a Igreja muito próxima das questões sociais. Deve vir alguém com seu estilo e que tenha capacidade de avançar ainda mais", declarou o prefeito.
O teólogo Sergio Valle, tradutor e comentarista dos programas internacionais da Rede Vida de Televisão, emissora católica com sede em Rio Preto, trabalhou por quatro anos e meio na Rádio Vaticano muitas vezes ao lado do papa João Paulo II. Ele vê na perda do sumo pontífice uma oportunidade para a Igreja respirar novos ares, já que foram 27 anos de pontificado.
Para o teólogo, João Paulo II era um grande místico, um peregrino da paz que buscava um mundo mais humano e mais fraterno. "Agora, é o momento de projetar um novo modelo para a Igreja. Abri-la ainda mais para a humanidade. Saber dialogar e ouvir, por exemplo, o grito da mulher. É a hora de se abrir para responder aos clamores", disse.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:58:20 AM
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Sucessão do papa
A imprensa internacional tem dado destaque para Dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo e um dos prováveis sucessores do papa João Paulo II.
África do Sul
"Os homens que podem ser papa" ("South African Star")
O jornal sul-africano apresenta um breve perfil dos nomes mais citados na mídia internacional como possíveis candidatos à liderança da Igreja Católica.
"Cláudio Hummes: Arcebispo de São Paulo desde 1998, Hummes esteve na Itália e obteve seu doutorado em filosofia em 1962. Seu lado mais duro apareceu quando abriu sua igreja para sindicalistas que lutavam contra o regime militar (1964-1985). Foi nomeado cardeal em 2001."
Argentina
"Proposta audaciosa da igreja brasileira" ("Clarín")
O jornal argentino "Clarín" informou que o cardeal brasileiro Cláudio Hummes defende uma reforma na Igreja Católica.
"O cardeal brasileiro Cláudio Hummes, que figura na lista dos 'papáveis', declarou que é preciso fazer uma renovação urgente na Igreja Católica. Ele disse que é preciso 'se adaptar ao mundo moderno' e advertiu que 'a igreja não pode dar respostas antigas a perguntas novas'."
"O sucessor pode vir da América Latina" ("La Nación")
A reportagem do diário argentino "La Nación" afirma que, devido à América Latina ter o maior número de católicos do mundo, o próximo papa teria chance de vir da região.
"Embora a sucessão papal se caracterize por ser imprevisível e a lista de candidatos à sucessão de João Paulo 2º extensa e arbitrária, nela se destacam pela primeira vez vários cardeais da América Latina, uma região que aglomera 44% dos católicos do mundo."
Costa Rica
"Cardeais analisam o futuro da Igreja Católica" ("La Nación")
A reportagem do jornal costarriquenho "La Nación" destaca uma reunião entre os cardeais, que analisam o futuro da Igreja Católica.
"'Não vai importar de onde ele [o próximo papa] venha, de qual continente', disse o cardeal arcebispo de São Paulo, Cláudio Hummes, freqüentemente citado como um candidato. 'O que vai importar é que os cardeais estarão diante de Deus, sob juramento, e eles terão que escolher aquele que julgarem ser o homem para este momento da história da igreja e do mundo'."
Espanha
"Cardeal Carles descarta que papa tenha recomendado o seu sucessor" ("El Mundo")
A reportagem do jornal espanhol "El Mundo" desta segunda-feira afirma que o papa João Paulo 2º não indicou um possível sucessor.
"A espera que o Conclave tome sua decisão, os rumores não param. O cardeal valenciano Ricard María Carles, um dos espanhóis que participará da eleições, assegura que 'está descartado' que João Pablo 2º tenha sugerido o nome de seu sucessor."
Estados Unidos
"Perspectiva de papa do Terceiro Mundo anima alguns" ("The New York Times")
A reportagem questiona por que todo papa tem que ser europeu se a maior concentração de católicos se encontra nos países em desenvolvimento. Segundo o jornal, a possibilidade de que o próximo papa possa ser um latino-americano tem animado os católicos da América Latina.
"Campeão dos trabalhadores e dos pobres" ("The Washington Post")
A reportagem traça um perfil de d. Cláudio e diz que ele provavelmente irá manter a linha tida como conservadora, seguida por João Paulo 2º, devido à sua proximidade com a doutrina católica.
"Em 1978, helicópteros do Exército sobrevoaram um estádio de São Paulo onde o bispo de São Paulo, d. Cláudio Hummes, celebrava uma missa. O sobrevôo foi visto como uma tentativa dos militares que então governavam o Brasil de intimidar Hummes, uma proeminente voz da democracia."
"Dez novos cardeais latinos" ("La Opinión")
Em 22 de janeiro de 2001, o jornal norte-americano "La Opinión" publicou o anúncio de dez novos cardeais, entre eles, o brasileiro Cláudio Hummes.
"O papa João Paulo 2º anunciou o nome de 37 novos cardeais, dez deles latino-americanos, ampliando consideravelmente o número de candidatos ao próximo pontificado.
Entre os novos designados estão o arcebispo de Santiago (Chile), Francisco Javier Errazúriz; Jorge Bergoglio, de Buenos Aires (Argentina), Jorge Bergoglio; Pedro Rubiano, de Santa Fé (Colômbia); Cláudio Hummes, de São Paulo (Brasil) e Juan Luis Cipriani Thorne, de Lima (Peru)."
"Candidato a papa tem paixão pelos pobres" ("National Catholic Reporter")
A reportagem, escrita pelo vaticanista americano John Allen, traça um perfil de d. Cláudio em que o caracteriza como um conciliador cauteloso e como isso contrasta com seu passado, quando apoiava sindicalistas durante o regime militar brasileiro.
"Ele vem do Terceiro Mundo, onde reside o futuro do catolicismo. Ele é um pastor, mais que uma figura da cúria, o que significa que os demais cardeais confiam nele para saber como andam as coisas no mundo real. Ele é de centro quanto à doutrina, aberto ao debate e tem sido extremamente forte em questões de justiça social."
"Começa o jogo de palpites sobre o próximo papa" ("Indianapolis Star")
Segundo o jornal americano, o fato de apenas três dos 117 cardeais com direito a voto na escolha do novo papa não terem sido escolhidos por João paulo 2º torna muito provável que o próximo dirigente da Igreja Católica vá seguir sua linha mais conservadora.
"Nascido no Brasil de pais alemães, mantém-se bastante próximo das doutrinas do Vaticano que proíbem o controle artificial da natalidade; ele repreendeu padres que acusaram a posição da igreja contra o uso de preservativos de contribuir para a epidemia de Aids no Brasil."
"Cardeais discretos sugerem idéia para novo papa" ("San Diego Union Tribune")
A reportagem destaca depoimentos de alguns cardeais sobre qual deverá ser o perfil do novo papa, a ser eleito pelo colégio de cardeais em Roma.
"O cardeal Cláudio Hummes, do Brasil, disse que o novo papa deve ser alguém que possa mostrar que ele e a igreja estão a serviço das pessoas mais pobres e excluídas, mas que também precisa encarar outros desafios do século 21."
Índia
"A fumaça branca subirá para um papa negro ou pardo?" ("The Times of India")
A reportagem do jornal indiano destaca o favoritismo do candidato nigeriano ao cargo de sumo pontífice, cardeal Francis Arinze, 72, mas lembra o desafio que a América latina representará na escolha do novo papa, devido ao fato de ser um bastião do catolicismo.
"Hummes foi enfático, no entanto, ao dizer que a biotecnologia e a bioética serão 'os grandes desafios em um mundo com tanto progresso tecnológico'. Ele disse que 'novas respostas' são desesperadamente necessárias. O arcebispo disse que a igreja 'precisa estudar' posições baseadas na Bíblia para fazer oposição ao aborto e ao uso de contraceptivos para evitar o vírus HIV --posições que eram sustentadas por João Paulo 2º."
Reino Unido
"A região cuja hora pode ter chegado" ("Financial Times")
A reportagem do diário britânico "Financial Times" comenta que, devido à América Latina ter o maior número de católicos do mundo, o próximo papa teria chance de vir da região.
"D. Hummes, arcebispo de São Paulo, mais conservador, é um defensor dos sindicatos e dos pobres. Na missa de Páscoa ele fez um ataque ao nepotismo dos políticos brasileiros, falou sobre a condição dos desempregados e ofereceu um almoço para moradores de rua que dormem do lado de fora da catedral de São Paulo."
"Os candidatos mais prováveis ao papado" ("Daily Record")
O jornal diz que os cardeais reunidos em Roma irão procurar um candidato que consiga lidar com a perda de fiéis no Ocidente e que tenha legitimidade nas regiões em que possui maior número de seguidores, a saber, a América latina.
"Cláudio Hummes, 70. Arcebispo de São Paulo. Visto anteriormente como um liberal, por apoiar greves, hoje é visto como conservador."
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:53:20 AM
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