Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
Fale comigo
mirna@mirna.com.br
Arquivos
notas anteriores
Links
Blogger do Brasil
Acirp
Avenida da Saudade
Blog Cubano Geração Y
Blog da Gianda
Blog da Leda
Blog da Michele (Aperte o cinto!)
Blog da Renatinha
Blog do Cacau
Blog do Carlos Alexandre
Blog do Júlio Verdi
Buscando Rumos
Corujão da Madrugada
De Olho no Poder
De Última Hora
Diário da Região
Eis-me Aqui
Et facto
Família Trapo
Fotolog da Mi
Jornal de Cornélio
MPB que toca
No Fronte
Prefeitura de Rio Preto
Recanto da Lua
Revista Fórum
Signos em Rotação
TV Tem
Prêmio

Este blog está entre os melhores do País

PageRank
Visitas
Publicidade




Quinta-feira, Março 31

Jornalismo

Recentemente, publiquei um texto e a Patricia Pimentel, ex-secretária de Comunicação de Rio Preto, enviou-me um comentário/texto sobre o assunto. Publico agora novamente o meu para não ficar tão longe e na seqüência o da Patricia.

Paixão X Prepotência

Cheguei aos 34 anos cada dia mais apaixonada por ele. Creio que fomos feitos um para o outro. Descobri essa atração que hoje me move ainda moleca. Nem sabia beijar de verdade, quando escrevi minha primeira declaração de amor. A carta, tenho guardada até hoje. Escrita num caderno de redação dos tempos de colégio.

Aprendi a gostar dele no dia-a-dia, a cada pedra colocada em meu caminho. Senti que as dificuldades nos uniam ainda mais. Foi com ele que cheguei onde cheguei. Tenho aqui de reconhecer que se não fosse por ele, talvez, ainda estivesse parada no tempo. Pior. Seria uma pessoa sem conquistas. Mas, ao olhar para trás, vejo que fui muito além do que podia supor e até imaginei suportar.

Tive de aprender a dividir. Ter jogo de cintura. Render-me quando estava errada. Comprei brigas inimagináveis e na maioria estivesse só. Fui mal compreendida. Muitas vezes, criticada.

Mas hoje, depois de tanto passar, tudo isso pouco me importa. Sei que, apesar dos erros, eu estava procurando acertar. Fazer o melhor. O que vejo é que isso já não acontece hoje. Ele é muitas vezes escolhido não por amor, paixão verdadeira, vontade de se entregar. Mas por um status bobo. Vontade de estar em evidência. Nunca eu o usei para isso. Ao contrário, sempre preferi valorizá-lo, ao fio e ao cabo, como gosta de dizer o Roger.

O jornalismo vem perdendo sua essência/qualidade, por isso. Foi no dia-a-dia que aprendi que ética é questão de caráter. Quem tem tem. Coloca os princípios básicos acima de tudo. Ouve o outro lado. Apura cada matéria como se fosse a matéria. Não espera nada cair do céu.

Sou do tempo da máquina de escrever. Tempo em que não havia computador em redação. Quem dirá, internet. Assessoria de imprensa era um grande mercado ainda a ser explorado. Tinha de se levantar da cadeira e ir para a rua.

Quinze anos depois, vejo uma mordomia que nunca imaginei. Mordomia essa que leva a uma certa arrogância. Ou seria prepotência?

Dá tudo na mesma.

Comentário
Mirna,


Pegando carona no seu texto Paixão x Prepotência, não resisti e resolvi tecer algumas considerações sobre o preconceito que muitos assessores de imprensa sofrem por parte dos próprios jornalistas. Um dia ouvi um comentário de um coleguinha que, em tom preconceituoso, disse que o assessor de imprensa é um jornalista cansado. Ou seja, fica sentado confortavelmente numa sala com ar condicionado e que o seu único esforço era pegar o telefone e colher informações para produzir o release. Como sempre trabalhei como assessora de imprensa (ou seja, nasci cansada, segundo a teoria dele), senti em suas palavras um certo desprezo pelo meu trabalho. Além do mais, esse coleguinha (se é que ele permite chamá-lo assim), trabalhava em uma revista conceituada onde escrevia matérias políticas e de economia, o que o fazia acreditar ser melhor. Daí a sua arrogância. Senti-me ofendida, mas como sou daquelas que prefiro perder um amigo a perder a piada, retruquei que a nossa amizade tinha surgido após seus inúmeros telefonemas na caça de notícias, certamente, de uma sala com ar condicionado, sentado em uma poltrona confortável.

Nas redações de jornais e de TV é comum o preconceito contra as assessorias de imprensa. Só que esses coleguinhas se esquecem que os veículos em que trabalham são grandes empresas onde o lucro está na manchete melhor elaborada, seja ela verdadeira ou não. Na era da competitividade, a imprensa fica ávida por uma manchete bombástica e sensacionalista. Não importa se a notícia foi bem apurada. Muitos preferem a notoriedade à credibilidade. A denúncia falsa e vazia alardeada pela imprensa pode acabar virando verdade. A pessoa, a instituição ou o governo atacados nunca vão se livrar de uma suspeita. E mesmo que saia uma notinha no rodapé da página que inocente o acusado, o desmentido nunca supera uma denúncia. Sempre ficará a dúvida. É claro que não estou generalizando. Há "jornalistas" e jornalistas. Como caçadores de notícias, os jornalistas vivem entre a cruz e a espada, pois têm o poder da denúncia, e a linha que separa o jornalismo investigativo do puro denuncismo é tênue. Uma das funções da imprensa, sem dúvida, é denunciar, mas que seja com responsabilidade. Só a arrogância impede um jornalista de corrigir um erro. Só a falta de consciência ética nos dá essa falsa impressão de sermos os guardiões da verdade, os juízes da moralidade pública. E só a prepotência nos faz menosprezar o trabalho do assessor de imprensa, que a exemplo do jornalista de redação, está defendendo a imagem da empresa ou instituição em que trabalha. Quem não concordar com ela, que pegue o boné e se retire. O poder é temporário. A autoridade, mais cedo ou mais tarde, um dia perde o "trono". Para o jornalista, o poder acaba quando perdemos a credibilidade.

Beijos e saudades

Patricia Pimentel

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:51:17 PM
Comentários:

Quarta-feira, Março 30

Ponta

O empresário rio-pretense Paulo Emílio, o proprietário do touro Bandido, fez ontem uma ponta na novela "América". Ele passou de relance numa cena em que aparecem os juízes de uma prova.

Comentário
O Paulo Emílio não ia permitir que acabassem com a invencibilidade do Bandido. Aliás, Mirna, não foi só uma vez que o Paulo Emílio apareceu na novela. Quando ele não faz uma pontinha, citam o nome dele.

Quando eu vejo os rodeios na novela me dá uma saudade de Rio Preto. Principalmente dos peões. Olha, eu não sou nenhuma maria-breteira, viu?

Beijos

Patricia Pimentel | 30-03-2005 20:13:35

Será que na ficção algum peão vai conseguir ficar os 8 segundos em cima do Bandido? Espero que não.

Ricardo Brandau | 30-03-2005 17:54:25

Comentário do comentário
Gente, acho que estou dando murro em ponta de faca. Foi só eu falar de novela que o blog teve o maior "ibope". Acho que preciso rever meus conceitos e parar de escrever sobre política e falar de novela. É isso que o povo vê e, pelo jeito, gosta de ler.

Quanto à Patricia, ex-secretária de Comunicação de Rio Preto, que hoje está em Brasília, precisamos resgatá-la. Pode até não ser maria-breteira, mas pelo jeito virou maria-noveleira. Aqui, em Rio Preto, ela não tinha tempo para isso não. Está precisando voltar. Daqui uns dias, virou dona-de-casa. Só pensa no marido e nos filhos. Esquece dos amigos e não sai só para assistir ao último capítulo das novelas. Eu, hein!

Mais comentários dos noveleiros de plantão
Mirna,
Sugiro que vc escreva também sobre BBB. Dá o maior ibope. E vc e o Brandau, confessem. Aposto que ficam em frente à TV esperando a novela começar. E quem sabe, a exemplo do Paulo Emilio, fazerem uma ponta na novela? A "culpa" desse meu interesse pelo mundo country foi de Rio Preto. E nessa onda de Severino cheque-cheque, eu prefiro um Zezé di Camargo. rsrs. Agora voltando ao meu lado "pseudo-intelectual" faço um protesto, Mirna. Afinal até mandei um e-mail pra vc comentando sobre o texto Paixão x Prepotência.
Beijos e não perca a novela

Patricia | 31-03-2005 11:28:09

Eu nem vejo a novela, pois detesto festa, música de peão e tudo o que é ligado ao "country" (sic) e faço parte do fã-clube do Bandido, por razões óbvias. Sobre política, os Severinos, Lulas e Bushes enchem o saco de qualquer um, assim é melhor mesmo comentarmos sobre novela, futebol etc.

Ricardo Brandau 31-03-2005 08:53:43

Portal
O radialista Frank de Souza manda avisar que em breve a Rádio Novo Tempo, Am 1290 HKZ, terá um portal. O site já está em construção.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:34:33 AM
Comentários:

Impeachment para o PSDB golpista,
para o cinismo da turma FHC


Marilene Felinto

Lembrar é preciso. Sobre a constante tentativa de golpe do PSDB contra o governo Lula, coroada agora pela saída do túmulo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para reagir a uma fala de Lula sobre corrupção no governo do peessedebista, reproduzo aqui carta de um leitor, enviada a um jornal e não publicada. A carta resume todo o cinismo de FHC e toda a manipulação da imprensa.

A edição de sábado (26/02) da Folha de S. Paulo dedicou amplo espaço à reação do PSDB ao discurso do presidente Lula em Vitória:
1. A manchete principal na capa era "PSDB apresenta denúncia contra Lula".

2. Seu principal editorial ("Discurso irresponsável") foi dedicado ao tema, inclusive caracterizando o pronunciamento de Lula como um "discurso eivado de intenções eleitorais".

3. Quatro páginas do caderno Brasil também foram dedicadas ao assunto, três delas refletindo a posição do PSDB e a última delas apresentando a posição de Lula e do PT.

Na página A7, o espaço é dado ao ex-presidente FHC, em matéria que reproduz trechos da nota por ele divulgada, que afirma: "Mandei apurar todas as denúncias que chegaram a mim" e também "A palavra está com S. Excia. o presidente Lula. Se calar, caberá ao Congresso exigir que a lei se cumpra", segundo a Folha "insinuando até a abertura de processo de impeachment no Congresso por prevaricação".

Na página A6, a Folha abre espaço para o ex-ministro e ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros dizer que vai processar Carlos Lessa.

Não seria obrigatório - para um jornal que se pretende independente e imparcial - lembrar que o próprio FHC esteve envolvido num caso de denúncia de corrupção que ele não mandou apurar? Ainda mais sabendo-se que quem fez essa denúncia a ele, em 1998, foi o mesmo Luiz Carlos Mendonça de Barros ouvido pela Folha. Ou será que a Folha não lê a Folha? Afinal, essa história foi repercutida pela Folha no dia 5/5/2002, após ser publicada pela revista Veja. Além disso, a Folha publicou, em 15/5/2002, pesquisa do DataFolha que mostrou que 69% dos entrevistados acreditavam na existência de casos de corrupção no governo FHC e que, desse total, 33% afirmaram que ele tem "muita responsabilidade" e 51% que tem "um pouco de responsabilidade" por essas ocorrências.

E mais ainda: se o próprio FHC sugere agora um processo de impeachment contra Lula, não era o caso de o jornal lembrar um debate realizado na própria Folha, no final de 1991, quando o então deputado Aloizio Mercadante sugeriu pela primeira vez a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Collor e FHC reagiu imediatamente dizendo que impeachment é golpe? Ou será que a Folha não assiste aos debates promovidos pela Folha?

Numa cobertura tão extensa, a omissão de que FHC deixou de apurar denúncia de corrupção (denúncia feita por alguém ouvido agora pelo jornal) não parece esquecimento, mas atitude deliberada que só revela como, há bastante tempo, a cobertura política do jornal está, para usar a expressão do editorial, "eivada de intenções eleitorais". A manchete destacando a denúncia despropositada do PSDB só confirma isso.

PSDB governa como quem administra Febem de São Paulo É na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de São Paulo que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) mais revela toda a sua incapacidade, toda a sua inabilidade ou toda a sua simples falta de interesse na administração pública que privilegie a justiça social. Quem é incapaz de educar ou reeducar umas centenas de internos numa instituição como a Febem não sabe nada sobre juventude brasileira, sobre pobreza, desigualdade social, exclusão e distribuição de renda perversa. O PSDB, partido da distância social, sempre se furtou, em São Paulo, ao incômodo de levar a sério questão grave e urgente como a educação e a preservação dos direitos de jovens infratores - todos pobres e socialmente excluídos - como os que passam pela Febem.

No dia 21 de fevereiro último, acontecia a quinta rebelião de internos da Febem em menos de uma semana, na unidade do Tatuapé (zona leste de São Paulo), deixando um interno morto. No dia seguinte, outro jovem morria, na Febem de Bauru (a 340 quilômetros da capital). Há quase 12 anos, o Estado de São Paulo é governado por homens do PSDB. Ao final do governo de Geraldo Alckmin (em 2006), como eu já lembrei aqui outro dia, o PSDB vai completar 12 anos no poder em São Paulo. Agora, com José Serra no comando da prefeitura, é PSDB em dobro, é indigestão de arrogância, pouco caso e socialismo da maquiagem.

A política dos peessedebistas é a da demolição, a da implosão com o posterior "jogar a sujeira para debaixo do tapete": foi assim em 1999, depois que a Febem Imigrantes viveu uma de suas piores rebeliões, com quatro internos mortos, e o então governador Mário Covas mandou derrubar o prédio, com direito a show pirotécnico e imagens ao vivo na Rede Globo. Acabado o espetáculo, deram um jeito de esconder a poeira dos escombros. Um tal projeto de descentralização da instituição e de criação de unidades menores, anunciado na época, nunca saiu do papel.

Desmonte é também a palavra de ordem da administração José Serra na cidade de São Paulo. O objetivo é acabar com as políticas públicas implantadas pela gestão anterior, ignorar seus méritos e ir à televisão e aos jornais difamar a ex-prefeita, Marta Suplicy. Até mesmo com o bilhete único, uma das poucas conquistas do trabalhador que usa o sistema de transporte público, querem acabar. Para maquiar as ruas e alimentar a ilusão da elite paulistana de que a vida será limpa e boa para ela sob o PSDB, a Secretaria de Assistência Social de Serra quer recolher para abrigos (Quais? Onde? Do tipo da Febem?) tudo quanto é morador de rua, mendigo, criança e jovem abandonado.

Não será difícil cumprir a tarefa. A polícia unida de Alckmin/Serra já deu sua demonstração de força em meados de fevereiro, quando, num protesto de perueiros contra os atrasos da prefeitura no repasse de pagamentos, choveu cassetetes e balas de borracha contra tudo e todos. Transformaram o centro da cidade em praça de guerra típica da ditadura. O jornal de Serra (a Folha de S. Paulo, da qual ele foi colunista até pouco tempo) não deu na capa a foto da polícia acabando com tudo. Mas o outro jornalão, O Estado de S. Paulo, teve a hombridade de dar no dia.

Pará do latifúndio também tem o toque do PSDB

Os nomes atrapalhados e incomuns dos personagens poderiam ter saído de uma história de Guimarães Rosa: Uilquelano, Vitalmiro, Amair, Rayfran (o Fogoió). Quem leu Guimarães Rosa sabe. Tudo seria melhor se fosse literatura de ficção. Mas não é. Na realidade dura e crua, Uilquelano de Souza Pinto (na verdade, Clodoaldo, vulgo Eduardo), Vitalmiro Bastos de Moura, Amair Feijoli da Cunha e Rayfran das Neves Sales são acusados de estar a serviço do latifúndio assassino. São os nomes envolvidos na morte da freira Dorothy Stang.

Tirantes os matizes de literatura que remetem ao grande sertão dos jagunços - e enquanto o grande sertão do Pará aguarda o surgimento de um novo gênio literário que transforme em alguma poesia a matéria-prima adormecida nos nomes e sobrenomes do conflito agrário -, o fato é que não se pode esquecer que o governador do Pará, Simão Jatene, é do PSDB.

Se o estrangeiro invadir ou - internacionalizar- a Amazônia, como tanto se diz, a culpa é da social democracia para ricos, que nunca esteve nem aí para coisa nenhuma nos seus oito anos de poder. A luta pela terra é uma questão de justiça e deve ser pensada no âmbito de uma ordem social justa ¿ essa tarefa não foi nem será realizada pelo partido da social democracia para ricos, o PSDB que devia ir governar na Suécia, na Finlândia, qualquer dessas terras gélidas como eles.

Por isso é que eu prefiro no poder um metalúrgico que veio da miséria a qualquer um dos intelectuais peessedebistas diplomados na insensibilidade, a qualquer um de seus deslumbrados burocratas servis, porta-vozes da elite acumuladora de riquezas. Melhor: prefiro no poder uma Marina Silva, a ministra do Meio Ambiente, vinda dali do sertão do Acre, nascida na colocação (espaço explorado por uma família dentro do território do seringal) Breu Velho, no Seringal Bagaço. Prefiro Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima - só esses grandes nascimentos do interior, esses que conseguem transformar o abandono e a miséria em retidão de caráter, sabedoria, poesia e sensibilidade social, podem levar o País para onde ele deve ir.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:19:41 AM
Comentários:

Mercadante governador

Durante os trabalhos do 4º Seminário do Conselho Político do Mandato, do deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT), o Vicentinho, em São Bernardo do Campo (SP), o senador Aloízio Mercadante teve seu nome lançado para a candidatura ao governo do Estado de São Paulo.

O próprio deputado Vicentinho lançou o nome do senador petista, em nome de seu conselho político:

"Eu tenho um grande e profundo respeito aos companheiros pleiteantes. A Marta é uma companheira muito digna, uma lutadora que tem toda uma história. O João Paulo nem se fala, o melhor presidente da Câmara, meu companheiro de bancada, entretanto o Mercadante é esse companheiro que nós já vinhamos refletindo há muito tempo. Eu achava que ele deveria ser candidato em outros tempos. Acredito que está madura esta candidatura, é um excelente conhecedor do Estado de São Paulo e do Brasil. Sempre esteve conosco aqui no ABC. Então este nosso conselho define-se pelo apoio ao companheiro Mercadante", disse Vicentinho.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:01:31 AM
Comentários:

Rigotto defende redução
do número de ministérios


O governador do Rio Grande do Sul quer o PMDB fora da administração federal e propõe ao partido que busque candidatura própria para disputar a sucessão de Lula

Para o governador Germano Rigotto (PMDB), do Rio Grande do Sul, a reforma que está para ser anunciada pelo presidente Lula não resolverá os problemas do governo federal. O gaúcho avalia que a reforma vem sendo mal conduzida, pois o a administração petista estaria preocupada apenas com o fortalecimento de sua base no Congresso, sem levar em consideração a qualificação do Ministério. "A montanha levou meses e meses para parir um rato", afirmou Rigotto, em alusão ao eventual desfecho da reforma.

Defensor da tese de que seu partido, o PMDB, deve apoiar a governabilidade da administração Lula sem, entretanto, ter cargos no governo, Rigotto não acredita que os ministérios que venham a ser assumidos por peemedebistas irão mudar significativamente o quadro de apoios. "O PMDB não vai ser mais governista por causa disso", sustentou. "Se quisesse fazer uma reforma séria, seria preciso enxugar ministérios, pois há mais ministérios do que é necessário."

As críticas do governador gaúcho foram veiculadas em entrevista concedida ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, que foi ao ar às 23h30 do domingo retrasado. Sabatinado pelos jornalistas Fernando Mitre, Antonio Teles e Bira Valdez, Rigotto defendeu a reforma política e eleitoral como prioritária. "O Congresso está vivendo momentos difíceis, a população se politiza e aumenta as cobranças", afirmou. Para ele, a resposta a essa demanda popular seria a adoção de mecanismos como a fidelidade partidária, cláusula de barreira e o sistema de voto distrital misto.

Rigotto reafirmou seu desejo de que o PMDB tenha candidatura própria em 2006. "O PMDB é um partido nacional, organizado em todo o território e que tem quadros. Temos de ter candidato", definiu.

Para o governador, falta ao partido reencontrar a identidade partidária, hoje fragmentada. Propõe um retorno a sua origem, quando ainda se denominava MDB. "Será preciso ouvir as bases", defendeu.

A inflexão proposta por ele visa definir novas bandeiras que seriam empunhadas pelo partido. Rigotto acredita que a mudança do pacto federativo é uma delas. "Será possível termos uma federação que concentra toda a carga tributária em benefício da União?", questionou.

O governador gaúcho se recusou, entretanto, a fazer qualquer definição sobre seu próprio futuro eleitoral neste momento. "Na minha cabeça, a decisão já está tomada, mas só vou falar sobre isso a partir de outubro", argumentou. Segundo ele, a antecipação do calendário eleitoral prejudicaria a administração do Estado.

Rigotto é contrário à reeleição. Avalia que o presidente da República e os governadores deveriam ter um mandato único, de seis anos. Mas que essa mudança só poderia ocorrer para os mandatos futuros, caso contrário seria casuísta.

Comentário
O governador Rigotto pode até ser contrário à reeleição. Mas enquanto os mandatos não são por seis anos, como ele acha o ideal, será que realmente o peemedebista está disposto a abrir mão de outros quatro?

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:58:43 AM
Comentários:



RM Sistemas patrocina edição comemorativa
da camisa do América Futebol Clube


Para comemorar os 80 anos do decacampeonato, o América Futebol Clube e a RM Sistemas, patrocinadora oficial, criaram uma edição especial da camisa do time. São apenas 80 exemplares, que trazem um selo comemorativo, localizado entre o escudo do time e a marca do fornecedor de material esportivo, destacando as datas nas quais o América conquistou os 10 títulos seguidos.

O senador Eduardo Azeredo foi o primeiro a receber a camisa, que será entregue a 80 ilustres torcedores americanos, a exemplo do cantor e compositor Fernando Brant, do Secretário Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e de famílias de americanos que tiveram diversas gerações envolvidas como dirigentes e atletas. Uma das camisas será entregue ao Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em homenagem póstuma ao seu avô Tancredo Neves, considerado o americano mais importante da história do clube. Em seguida, a camisa será encaminhada ao Memorial Tancredo Neves, em São João Del Rey (MG).

A RM patrocina o América desde 2002, com logomarca estampada na frente da camisa. Fundada em 1986, a RM Sistemas é uma das maiores empresas de sistemas de gestão empresarial do mercado brasileiro e tradicional apoiadora do marketing esportivo. Ao longo dos anos, vem incentivando o esporte e a cultura, a exemplo do futebol, vôlei, tênis e automobilismo.

A empresa conta com matriz em Belo Horizonte, filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba (PR), Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP) e Porto Alegre (RS) e 40 distribuidores que atendem a 19 mil clientes, além de uma unidade em Portugal. Em 2004, a empresa faturou R$ 110 milhões, crescendo 18% sobre o ano anterior. Para 2005, a empresa estima faturar R$ 137 milhões.

Comentário
Sei não. Ou eu ando muito exigente ou sei lá. No release da Metodista, não colocaram o esporte. Neste aqui, não falam a qual América se referem. Será que para esses assessores de imprensa, só existe um América no futebol? E o do Rio? E o de Rio Preto?

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:48:27 AM
Comentários:

Sugestão de pauta

Recebi esta notícia, que na minha opinião vale uma matéria. Os jornais de Rio Preto poderiam se antecipar e tentar inclusive uma exclusiva com o governador sobre o assunto.

E-mail
A possibilidade do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin se candidatar à reeleição em 2006 voltou à pauta com a declaração do governador de que gostaria de concorrer caso a lei permita.

O tema deve ser avaliado a partir de uma consulta do PSDB à Justiça quanto a essa possibilidade, uma vez que Alckmin exerceu o cargo de governador após a morte de Mário Covas e, em seguida, venceu as eleições, permanecendo no cargo.

Para debater sobre o tema, sugerimos como fontes alguns especialistas em direito eleitoral:
Patrícia Rios
(11) 3847-3938 / 9998-1060
patriciacr@tostoadv.com
Leite, Tosto e Barros Advogados Associados

Eduardo Nobre
(11) 3847-3833 / 3939 / 9153-7593
eduardomqn@tostoadv.com
Leite, Tosto e Barros Advogados Associados

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:45:09 AM
Comentários:

Metodista/São Bernardo estréia
com vitória no Campeonato Paulista


Na noite do dia 22, a Metodista/São Bernardo enfrentou e venceu a Hebraica em sua estréia no Campeonato Paulista de 2005, na casa do adversário.

O jogo começou com pressão do time anfitrião. A falta de ritmo da equipe do ABC, fez com que a Hebraica abrisse 3 gols de vantagem nos primeiros minutos. Cometendo muitas falhas individuais, nas quais a maioria delas resultaram em gols, ficou clara a apatia da equipe visitante.

O artilheiro do jogo, Luigi com 10 gols, foi o destaque. Pelo lado da Metodista, o goleiro Marcão fez, com excelentes defesas, com que a equipe de São Bernardo reagisse e empatasse o jogo aos 11 minutos do segundo período, com um jogador a menos em quadra. Aos 16 minutos, pela primeira vez a Metodista tomou a frente do placar e dominou a partida. Nos últimos 5 minutos, a Hebraica tentou uma reação, mas não conseguiu evitar a derrota por 23 a 21.

"Não foi uma boa estréia, pelo menos não como esperávamos. Não conseguimos botar em prática as instruções do nosso técnico, Alberto Rigolo, e deixamos o outro time entrar no jogo¿, comentou Agberto, ao fim da partida.

Comentário
Recebi esta notícia que não diz que esporte é. Presumo que seja handball, já que a Metodista (faculdade pela qual me formei) sempre foi forte nesse esporte.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:32:23 AM
Comentários:

Quinta-feira, Março 24

Sugestão de pauta

Uma rio-pretense (esqueci o nome agora - acho que é Maria Célia), do Jardim Novo Mundo, faturou R$ 200 mil no carnê do baú. Passei em frente à loja hoje, ali no Centro, e vi uma faixa, dizendo que é só rodar e ganhar. Sei lá o que quer dizer isso, ou mesmo se é notícia velha. O certo é que é notícia boa.

Um quarteirão depois, vi o maior auê na inauguração da Farmácia Prever. Incrível: tinha fila para comprar remédio com desconto. Esse povo deve ser hipocondríaco. Não é possível.

Lá perto do shopping, na avenida Francisco Chagas de Oliveira (ou seria de Oliveira Chagas), tem uma faixa pendurada nas árvores do canteiro central, para quem desce para a Juscelino, com os seguintes dizeres: "A segurança não pode vir das armas, tem de vir do respeito". Dá uma matéria muito interessante. O que teria passado essa pessoa para levá-la a fazer uma faixa e expor seu medo? Detalhe: não havia assinatura.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:58:57 PM
Comentários:

Quarta-feira, Março 23

Paixão X Prepotência

Cheguei aos 34 anos cada dia mais apaixonada por ele. Creio que fomos feitos um para o outro. Descobri essa atração que hoje me move ainda moleca. Nem sabia beijar de verdade, quando escrevi minha primeira declaração de amor. A carta, tenho guardada até hoje. Escrita num caderno de redação dos tempos de colégio.

Aprendi a gostar dele no dia-a-dia, a cada pedra colocada em meu caminho. Senti que as dificuldades nos uniam ainda mais. Foi com ele que cheguei onde cheguei. Tenho aqui de reconhecer que se não fosse por ele, talvez, ainda estivesse parada no tempo. Pior. Seria uma pessoa sem conquistas. Mas, ao olhar para trás, vejo que fui muito além do que podia supor e até imaginei suportar.

Tive de aprender a dividir. Ter jogo de cintura. Render-me quando estava errada. Comprei brigas inimagináveis e na maioria estivesse só. Fui mal compreendida. Muitas vezes, criticada.

Mas hoje, depois de tanto passar, tudo isso pouco me importa. Sei que, apesar dos erros, eu estava procurando acertar. Fazer o melhor. O que vejo é que isso já não acontece hoje. Ele é muitas vezes escolhido não por amor, paixão verdadeira, vontade de se entregar. Mas por um status bobo. Vontade de estar em evidência. Nunca eu o usei para isso. Ao contrário, sempre preferi valorizá-lo, ao fio e ao cabo, como gosta de dizer o Roger.

O jornalismo vem perdendo sua essência/qualidade, por isso. Foi no dia-a-dia que aprendi que ética é questão de caráter. Quem tem tem. Coloca os princípios básicos acima de tudo. Ouve o outro lado. Apura cada matéria como se fosse a matéria. Não espera nada cair do céu.

Sou do tempo da máquina de escrever. Tempo em que não havia computador em redação. Quem dirá, internet. Assessoria de imprensa era um grande mercado ainda a ser explorado. Tinha de se levantar da cadeira e ir para a rua.

Quinze anos depois, vejo uma mordomia que nunca imaginei. Mordomia essa que leva a uma certa arrogância. Ou seria prepotência?

Dá tudo na mesma.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:48:47 PM
Comentários:

Sexta-feira, Março 18

Aula

O vereador Dorival Lemes dos Santos (PMDB), líder do governo na Câmara, deu uma aula de Regimento Interno nesta manhã, durante entrevista na Rádio Metrópole. Sem o regimento na mão, já que estava em casa, o peemedebista falava artigos e parágrafos e os explicava na maior tranqüilidade. Dorival já foi duas vezes presidente da Câmara e dominar o Regimento Interno é fundamental para conduzi-la.

Comentários
Não é bem assim...

Carlos Tadeu | 21-03-2005 14:56:21

O Dourival Lemes errou feio segundo um jornal da cidade.

Carlos Tadeu | 21-03-2005 14:57:18

Gostaria de parabenizá-la por suas opiniões que refletem realmente o que acontece. De fato, o vereador Lemes acertou em cheio o encaminhamento do caso envolvendo o ilustre presidente da Câmara. Como é que você consegue acertar tanto? Pena que o próprio Piacenti discordou de você e de Lemes e reprovou as contas do ex-prefeito Caboclo. Continue assim!

Seu fã | 22-03-2005 18:12:57

Comentário do comentário

Carlos Tadeu, creio eu que não o conheça e fico muito feliz em ter sua visita em meu blog. Mas devo lhe dizer que nem tudo que está no jornal é verdade. Eles também erram e dificilmente assumem, o que é uma pena.

Quanto ao meu fã, gostaria que ele se identificasse.
Obrigada, assim mesmo.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:07:34 AM
Comentários:

Bush defende distribuição de
notícias produzidas pelo governo


O presidente dos EUA, George W. Bush, defendeu nesta quarta-feira a prática de distribuir notícias preparadas pelo governo às emissoras locais de televisão.

Bush, em entrevista coletiva na Casa Branca, disse que o Departamento de Justiça estabeleceu que esses vídeos "estão dentro da lei, já que se baseiem em fatos e não na defesa de políticas".

O presidente lembrou que a prática de produzir esse tipo de vídeo não é nova no governo, e que os diferentes Departamentos da Administração devem se prender aos parâmetros legais.

Bush afirmou que corresponde às emissoras advertir seus espectadores que estão assistindo a uma produção audiovisual feita pelo governo.

"As emissoras locais deveriam dizer a seus espectadores o que estão vendo", defendeu.

O Escritório de Supervisão do Governo (GAO, na sigla em inglês), órgão investigador do Congresso, divulgou recentemente um relatório criticando o uso desse tipo de vídeo, feito de forma semelhante às notícias de televisão, com atores que simulam ser repórteres.

Segundo o GAO, várias emissoras locais transmitem esses vídeos sem avisar a seus telespectadores que estão assistindo a imagens feitas pelo governo, o que poderia ser interpretado como um tipo de propaganda que mostraria um uso inadequado do dinheiro público.

O governo de Bush foi muito criticado nos últimos meses, após a divulgação de que vários departamentos tinham pagado a comentaristas de rádio e colunistas de imprensa para promover suas políticas, sobretudo em educação e saúde. As acusações foram negadas pelo presidente.

© Agencia EFE

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:32:09 AM
Comentários:

Jornais na Web: cobrar ou não cobrar?

Fonte:
O Estado de S. Paulo

A popularidade dos sites de jornais está tão alta que, em alguns casos, a versão online tem mais leitores do que a versão impressa. Isso acontece com o The New York Times.

A receita de publicidade nos sites entrou em crescimento e, embora responda por apenas 2% a 3% da receita total da maioria dos jornais, é o rendimento que tem o aumento mais acelerado.

O vice-presidente da Borrel Associates Inc.- empresa de pesquisa de mídia - Colboy Atwood, afirma que para alguns publishers (diretores responsáveis) distribuir o conteúdo gratuitamente é um incômodo. Distribuição gratuita significa menos apoio para operações dispendiosas de coleta de notícias e a potencial erosão da receita de publicidade no material impresso, muito mais
lucrativa.

Como resultado, firma-se a discussão sobre o noticiário, apesar de se saber que isso pode afastar os leitores. Dos 1.456 jornais diários existentes no país, somente um jornal de circulação nacional, o The Wall Street Journal, publicado pela Dow Jones & Compaby, cobra o acesso na web. O NYT online, há anos, estuda a possibilidade de cobrar.

Atwood disse que os jornais não estão preocupados com a receita obtida com a cobrança de conteúdo online, mas com a receita que será economizada ao desacelerar a erosão das assinaturas do jornal impresso.

"Estamos sempre estudando essa questão", disse Caroline Little, Publisher da Washingtonpost Newsweek Interactive, subsidiária online da The Washington Post Company. Porém, o The Post não cobra acesso, porque isso resultaria em queda no número de leitores.

Relatório divulgado recentemente pela Online Publisher Association (Associação de Publosher Online) ressaltou os desafios que os jornais enfrentam na venda de notícias. Segundo Rob Runett, diretor de comunicações de mídia eletrônica da Associação Americana de Jornais, as notícias podem se converter na sigla NEWS - Not ever Willing to Spend (Nunca disposto a gastar).

Determinar onde o internauta gasta é a grande dificuldade. A maioria dos executivos concorda que o noticiário nacional pode ser encontrado em tantos lugares que seria contraproducente cobrar por ele.

O dinheiro nos sites vem com a venda de espaço para anunciantes e este é um negócio em crescimento. Segundo Atwood, uma análise em cerca de 700 sites de jornais diários mostrou elevação média de 45% na publicidade, de 2003 a 2004. Mas alguns jornais querem ter os internautas como um segundo fluxo de receita.

Porém, os internautas já se acostumaram com o conteúdo gratuito na Web - e esse é um grande obstáculo. Gary B. Pruitt, diretor-presidente da McClatchy Company, que publica The Sacramentoo Bee, The Star Tribune, em Minneapolis e outros jornais que não cobram pelo acesso a seus sites na Web, disse que a maioria dos jornais acredita que, se cobrarem pelo acesso, o número de
usuários irá cair mais do que eles vão conseguir cobrando os acessos.

A experiência do The Wall Street indica o contrário. Cerca de 700 mil pessoas assinam a edição online - e 400 mil deles assinam também a edição impressa, que conta hoje com 1,80 milhão de assinantes.

Comentários
Wagner Fonseca [17/03/2005 - 07:05]
(Diretor-Reperkut Comunicação - SP)
Ao invés de cobrar pelos jornais online acredito que os veículos deveriam investir mais nas versões em papel para torná-las insubstituíveis em certos aspectos.

Luiz Sergio Lindenberg Nacinovic [16/03/2005 - 23:39]
(Freelancer)
Como cobrar? Quem se aventurar nessa ousadia corre o risco de ter zero pageviews. Agregar valor de cobrança ao provedor? Nem pensar, pois provedores gratuitos fornecendo conteúdo próprio existem aos montes. Acredito que a saída seja cobrar por webservices, via boleto bancário. Pagou, recebe uma senha válida por um período determinado e aí pode usufruir especificamente do conteúdo, tendo a assinatura prazo de validade. Não é difícil a implementação de um webservice desse modo. Fora disso, babau! A Internet já é uma mídia paga. Qual o mané que vai querer cobrança dupla?

Miriam Bemelmans [16/03/2005 - 22:15]
(Diretor-Bemelmans Comunicações - SP)
acho muito complicado cobrar por todo acesso na internet. se cada jornal cobrar, teremos que pagar por todos? penso exatamente como o marcos. A saída é se unir aos provedores. quem paga um provedor tem uma série de serviços e conteúdo que ele promove. a folha trabalha muito bem. Também o assinante da Folha tem direito ao conteúdo não gosto da política do estadão que impede que os assinantes do jornal acessem ao conteúdo na internet. Pagar individualmente vários sites acho que não dá bons resultados. o melhor é ter um pacote onde o internauta tem o direito de vários conteúdos. não de um único site.

Fábio Delduca [16/03/2005 - 18:53]
(Freelancer)
Quanto mais informação for oferecida a população, maior será o nível de "seres pensantes" na sociedade.
E tem mais..... os webjornais faturam de acordo com os patrocinadores, através de banners. Não acho que notícia seja "um produto à venda". Conheçam: www.mococaonline.com.br

Marcos Ribeiro [16/03/2005 - 17:42]
(Freelancer)
Acho que o melhor modelo é o da Folha. Você assina o provedor e têm direito a entrar em seu conteúdo. E não precisa assinar um jornal que mal você tem tempo de ler.

Kleber Ricardo Scaglione [16/03/2005 - 17:32]
(Estudante)
eu acho que tudo tem que ser de graça

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:24:30 AM
Comentários:

Quinta-feira, Março 17

Rebelião

O secretário de Estado da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, enviou-me um e-mail hoje no qual fala sobre dois assuntos. Um deles era a rebelião no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.

Sobre a rebelião, disse que estava tentando conduzir as coisas pelo telefone para se chegar a um final menos desastroso possí­vel. "No entanto, infelizmente, já mataram dois funcionários. Há uma tremenda tristeza que você não imagina", escreveu, às 13h22.

A rebelião já terminou e com dois agentes penitenciários mortos. Segundo a Folha On-line, a rebelião que durou cerca de 14 horas. Outros cinco funcionários foram mantidos reféns. Destes, dois ficaram feridos --sendo um com gravidade.

As circunstâncias das mortes ainda não foram divulgadas. Informações iniciais dão conta que um dos agentes foi baleado pelos presos e o outro, esfaqueado.

No total, havia 929 presos na unidade que, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, comporta 520, no máximo. Apenas cerca de 300 estariam envolvidos no motim.

O motim começou por volta da 1h, após uma tentativa de fuga. O movimento foi impedido pelos guardas de muralha do CDP, que atiraram contra os presos. Durante a rebelião, alguns presos permaneceram no telhado e nas muretas de segurança do prédio.

Policiais do Grupo de Operações Especiais e da tropa de choque da Polícia Militar cercaram todo o complexo, mas não foram acionados.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:44:45 PM
Comentários:

Pesquisa mostra que blogs mudam o jornalismo nos EUA

Nelson Vasconcelos, em sua coluna Conexão Global, publicada no jornal O Globo, conta que segundo um estudo do Projeto de Excelência em Jornalismo, ligado à Universidade de Columbia (EUA), os leitores americanos preferem utilizar os blogs para se atualizarem. A pesquisa também mostra que esses diários virtuais estão mudando também o jeito das empresas jornalísticas de tratarem as notícias.

O diretor do projeto, Tom Rosenstiel, disse ao IDGNow, que "os americanos estão deixando de ser consumidores de notícias para atuar como parceiros pró-ativos (sic) na criação de suas notícias próprias e personalizadas a cada dia. O jornalismo tradicional é apenas parte dessa mistura".

Ainda de acordo com a pesquisa, uma das características desse jornalismo de blogs é "publicar primeiro e assumir que o processo de verificação ocorrerá em resposta ao argumento que se seguir".

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:36:42 AM
Comentários:

Quarta-feira, Março 16

Pontinha de ciúme

A beleza do prefeito Edinho Araújo anda despertando rivalidade entre os poderes. O diretor do Fórum de Rio Preto, o juiz Osni Assis Pereira, deixou escapar a disputa ontem, durante discurso na inauguração do Serviço Anexo da Fazenda (SAF). Em tom de brincadeira, contou que outro dia, ao ligar para o Tribunal de Justiça, ao se identificar, do outro lado da linha disse a atendente:

"_Dizem que o prefeito de Rio Preto é muito bonito!".

Perguntou ele, em tom sério:
"_Você me conhece?"

Respondeu ela:
"_Não, senhor!"

Falou o juiz:
"_É por isso. Eu sou muito mais bonito!"

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:43:35 PM
Comentários:

Vitória ou derrota

Faltou fazer uma análise sobre a vitória do deputado Rodrigo Garcia (PFL) para a presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo. Dependendo do prisma que se olha, a maior derrota não foi apenas do PSDB (mesmo porque ele é da base aliada), mas especialmente do deputado tucano José Carlos Vaz de Lima.

Não era segredo para ninguém seu desejo de ser presidente da Assembléia, o que o fortaleceria no lançamento de sua candidatura a federal. Vaz de Lima foi "forçado" a abrir espaço para Edson Aparecido (PSDB), que tinha o apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Por outro lado, ele pode estar comemorando, mesmo que em silêncio, já que foi preterido. Quem conhece Vaz mais de perto sabe exatamente como ele está encarando o fato.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:11:52 AM
Comentários:

Terça-feira, Março 15

Sobre os blogs

Meu comentário sobre os blogs e anunciantes pelo menos serviu para ressuscitar a jornalista Patricia Pimentel, que andava sumidinha. Nem celular atende mais. Como sempre engraçadinha, mandou recadinho tirando uma. Leiam a seguir. Beijos e saudades também.

Comentários
Concordo plenamente com o Paul Carr. Sei que vc anda ocupada mas não custa nada de vez em quando vc dar uma atualizada no blog. Faz falta, principalmente, pra mim que estou distante e quero matar as saudades. O mesmo vale pro Viana (deolhonopoder) e no fronte. Quem mandou vcs terem blog??? risos
Beijos e saudades
Patricia Pimentel | 14-03-2005 15:19:09

Fica difícil arranjar um patrocínio de blog havendo tantos, mas eu poderei entrar na lista de teus leitores assíduos se tu me responder o que seria um bom tema para uma tese de conclusão de cuurso de jornalismo. Espero que este seja só uma primeira de muitas comunicações.
Luciano | 14-03-2005 15:55:26

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:59:50 AM
Comentários:

Engarrafamento em cena

A peça "A Caminho de Casa", que faz parte da Mostra de Teatro Contemporâneo, do Festival de Teatro de Curitiba, inova ao colocar no palco seis carros adaptados, parte de um engarrafamento que faz emergir as diferenças e a intolerância entre pessoas com visões de mundo completamente diversas

Seis carros adaptados e soldados, provenientes de ferros velhos, compõem o cenário da peça "A Caminho de Casa", montada pela Armazém Companhia de Teatro, e presente na Mostra de Teatro Contemporâneo do Festival de Teatro de Curitiba.

A companhia, que se originou em Londrina e desde 1998 está radicada no Rio de Janeiro, planejou o cenário a partir de uma pesquisa sobre a fé. "Como um dos problemas ocasionados pela fé é a intolerância, surgiu a idéia de fazer um grande engarrafamento onde as pessoas fossem obrigadas a conviver", explica Paulo de Moraes, diretor da peça.

O espetáculo é constituído por três histórias que são desdobramentos de uma tragédia: a explosão de um ônibus nos arredores de uma grande cidade. O engarrafamento é a primeira delas. Para concretizar a intenção de colocar seis carros no palco, foram necessárias diversas adaptações. "Ficava difícil colocar os veículos no cenário. Então, em ferros-velhos, compramos peças que foram soldadas e montamos as partes da frente dos carros", conta o diretor.

Isso foi possível porque todas as ações da peça são realizadas em primeiro plano, o que causa no espectador a impressão de que os veículos estão inteiros. Além disso, diversas adaptações foram feitas nos carros, como a colocação de luzes em seu interior, limpadores de pára-brisa e faróis. Todo esse processo consumiu cinco dos sete meses de produção da peça e representaram boa parte do orçamento de R$ 130 mil.

O investimento em cenários inovadores não se restringe apenas a "A Caminho de Casa". No espetáculo "Pessoas Invisíveis", baseado na obra de Will Eisner, mestre das histórias em quadrinhos, foi montado no palco um elegante prédio de seis metros de altura. "Estudei engenharia e acho que isso ficou um pouco em mim", teoriza Moraes.

Além de Paulo de Moraes, todo o elenco tem uma relação igualmente próxima com o cenário. "O processo da Armazém é bem artesanal. Os atores participam, pintam, dão sua opinião, e isso lhes dá autonomia para dominar o ambiente onde a ação se passa", afirma. O diretor acredita que a integração entre o cenário e a interpretação é essencial.

O espaço cênico de "A Caminho de Casa" também conta com uma projeção de vídeo, que fornece um prolongamento do congestionamento de veículos e, juntamente com o uso da iluminação, causa a sensação de passagem do tempo.

Serviço
A Caminho de Casa
Dias 20, 21 e 22/3, Teatro da Reitoria - Rua XV de Novembro, 1.299
Ingressos: R$ 24

De volta à terra natal

Há sete anos radicado no Rio de Janeiro, o diretor teatral Paulo de Moraes, que começou sua carreira em Londrina, obteve na cidade maravilhosa mais oportunidades e recursos para desenvolver os trabalhos da Armazém Companhia de Teatro. Os resultados de seu esforço se refletiram em espetáculos como "A Caminho de Casa", que obteve prêmios como os melhores do ano do jornal O Globo, e agora é apresentado pela primeira vez na capital paranaense, na Mostra de Teatro Contemporâneo, integrante do Festival de Teatro de Curitiba.

Mesmo longe de seu berço profissional, Moraes sempre traz suas peças para a apreciação dos públicos londrinense e curitibano. Em entrevista exclusiva, o diretor garante que essas platéias não são melhores nem piores do que as dos grandes centros. "Cada peça tem um público que se interessa por ela. A questão é se você encontrará esse público ou não", afirma.

Apesar de espetáculos com propostas tão diferentes, como "Casca de Noz" e "Pessoas Invisíveis", existiria uma proposta básica a todos os espetáculos apresentados por sua companhia? O que eles têm em comum?
Paulo de Moraes: É a construção de uma dramaturgia própria, necessidade de falar e pesquisar sobre determinado assunto. Um espetáculo é decorrência do outro. Questões abordadas nas peças, mas que não são aprofundas, servem para construção do próximo espetáculo. Em "Casca de Noz", falava-se sobre o surgimento do universo. Como Ítalo Calvino faz uma abstração sobre surgimento do homem e abordava constantemente a questão científica, achamos que a ciência está muito vinculada à fé, que é o tema de "A Caminho de Casa". Ela é uma decorrência de nossa peça anterior.

Qual é a idéia principal de "A Caminho de Casa"?
Moraes: O pior e o melhor que a fé pode provocar no homem. Construímos três histórias ligadas a um acontecimento comum. Os personagens são diferentes, mas as histórias se tocam, porque a explosão do ônibus cria uma linha comum entre elas. Escolhemos uma explosão por ser uma experiência radical, limite, por envolver a questão da perda, e muitas outras coisas.

Depois de ter ido para o Rio, como é a experiência de atuar nos palcos paranaenses?
Moraes: A gente procura voltar todo ano. Sempre nos apresentamos em Londrina e Curitiba. Saímos de Londrina porque era importante abrir canais de comunicação e outras oportunidades para que pudéssemos viver somente do teatro. Gostamos de vir durante o festival, porque o público está ávido por teatro. E o bom disso é que o festival forma público.

Que tipo de receptividade a peça teve em outras cidades?
Moraes: Por enquanto, a temporada ficou só no Rio. Mas lá tem sido bem bacana. Temos um espaço fixo na Fundição Progresso. Temos um público cativo, que lota a sala de 130 lugares. Mas, depois do festival, nossa próxima parada é o Nordeste, para onde vamos em maio.

O que você espera do Festival de Teatro de Curitiba?
Moraes: Espero que a sala esteja lotada nos três dias (risos)! E que suscite discussões instigantes e que as pessoas possam apreciar a peça.

Informe-se
Antes de sair de casa, confira aqui as alterações de horários e cancelamentos de peças. Infelizmente ocorrem alterações após o fechamento do Guia do Festival em função de problemas das companhias. Verifique sempre o portal do Festival para ter informações atualizadas.

Peças canceladas:.
· As Criadas / RS
· A Ira de 68
· Bruta Flor
· Casarão
· Caça Contos
· Declarações
· Desencontro
· Difícil Amor
· Doida Varrida
· O Dia em Que os Cavalos Choraram
· O Mestre de Cerimônias
· Os Gordos
· Palhaço Xeleléu Passeia na Rua do Céu
· Pretopoetapreta
· Vidas Secas, o Musical
· Vôo Solo

Peças com alterações de horário: · Alcançando Estrelas no Céu, cancelados dias 21/3, às 15 horas, e 23/3, às 15horas (Sesc da Esquina) · Ari areia, um Grãozinho Apaixonado, cancelado dia 22/3, às 15 horas (Teatro Regina Vogue) · Fabulosas Histórias do Menino Leonardo da Vinci, cancelamento da apresentação do dia 23/3, às 15 horas. Essa peça terá nova apresentação no dia 24/3, às 15 horas (Teatro Regina Vogue) · Um Mundo Debaixo do Meu Chapéu - a apresentação do dia 22/3 será às 18 horas (Teatro Regina Vogue) · DES - cancelamento da apresentação do dia 24/3 (Teatro Edson Bueno) · O Corte Final - cancelamento dia 24/3, às 18 horas (Teatro Saltimbancos) · As Formigas, cancelamento dia 18/3, às 15 horas (Teatro Saltimbancos) · As Confidências da Gorda e do Rato - cancelamento da apresentação do dia 23/3. Nova apresentação será feita no dia 24/3, às 19h e 21 horas (ZOE) · Limite - cancelamento apresentação dia 25/3, às 22h30 (Casa provisória ECA/USP) · Quem Tem medo de Virginia Woolf? - Nos dias 23/3 e 24/3, às apresentações serão às 22 horas (20º BIB) · InCômodo - estava no auditório Antônio Carlos Kraide. Agora as apresentações serão no Teatro José Maria Santos. Dia 17 /3, às 22h - Dia 18/3, às 12h - Dia 19/3, às 22h - Dia 20/3, às 12h.

Oficinas
· A Oficina Introdução à Iluminação Cênica acontecerá 21 a 26 de março, das 14h às 19h (Sesc da Esquina) · A Oficina Administração, Produção e Marketing Cultural, de Loly Nunes, acontecerá de 21 a 25/3, das 14h às 19h

Comentário
O que mais me impressionou neste festival foi o número de cancelamentos e alterações na programação. O Festival Internacionald e Teatro de Rio Preto sempre teve uma preocupação enorme em evitar isso. Lembro-me em 2003, quando foi cancelado o espetáculo "Os Sertões", foi complicado. Os organizadores tiveram muito cuidado, tentaram garantir a presença do espetáculo até o último minuto.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:14:49 AM
Comentários:

Segunda-feira, Março 14

Procuram-se anunciantes

Paul Carr escreve abaixo sobre blogueiros. Concordo em quase tudo que diz. Para dizer a verdade, acho que está equivocado quanto a sermos preguiçosos.

Lamentavelmente, escrevo apenas quando dá tempo. Não quando gostaria. Informações não me faltam. Eu adoraria poder me dedicar e ampliar determinados assuntos. Mas tenho de trabalhar. E, se houver de fato anunciantes para o blog, gostaria de saber onde estão. Por favor, entrem em contato (9772-7979).

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:25:26 PM
Comentários:

Blogueiros: sejam profissionais!

Paul Carr (*)
Fonte: O Estado de S. Paulo


É tempo de os blogueiros começarem a levar a sério suas responsabilidades. Isso significa colocar seus sapatos de repórter, sair de seus quartos, comprar um caderno de anotações e se jogar na apuração de histórias que ninguém na mídia tradicional ousaria ou se importaria em cobrir.

No último dia 21, cheguei ao meu escritório e consultei nosso software de estatísticas da web para saber quem havia visitado o site do The Friday Project, editora especializada em política, mídia e atualidades onde trabalho, em Londres.

Um visitante chegou a nosso site após pesquisar o Google com as palavras 'Hunter S Thompson died'. Outro pesquisou por 'Hunter Thompson how died'. O terrível fato ocorrera muito tarde no horário londrino, e eu soube da morte (provável suicídio) do excelente jornalista americano por meio de uma lista de resultados de busca.

Comecei a esboçar um obituário, mas logo deparei-me com centenas de blogs e revistas virtuais que já relatavam a vida do mais famoso representante do jornalismo 'gonzo'.

Para quem não sabe, esse é um estilo jornalístico que pressupõe que o jornalismo ganha em veracidade quando não observa estritamente as regras tradicionais da reportagem factual e abre espaço para um tom mais novelístico, no qual busca-se também passar ao leitor o 'humor' do local ou evento retratado.

Thompson (1937 - 2005) notabilizou-se por reportar situações como parte delas. Viveu numa época em que as drogas e o álcool eram muito presentes na cultura e na sociedade americana, e seus escritos refletem isso. Um de seus livros mais famosos é Hell´s Angels (Editora Conrad).

Alguns blogueiros, ao comentar a morte de Thompson, chegaram a acusá-lo de covardia por ter desistido da vida bem agora que o mundo mais precisaria dele. Bobagem. O tempo de Thompson já se foi há muito. Ele era um homem de máquina de escrever e da imprensa escrita. Como tal, precisava de uma revista ou de um jornal de grande circulação com coragem suficiente para imprimir seus textos. Esse tipo de publicação não existe mais.

O mundo precisou muito de Thompson durante a era Nixon - e ele não decepcionou. Se, após 30 anos, ainda não pudemos encontrar um substituto à altura, a falha é nossa, não dele. Mas os blogueiros têm razão em uma coisa: não há um herdeiro para o trono de gonzo.

Thompson era ferozmente crítico, documentou praticamente todos os aspectos de sua vida e de seu tempo, usou e abusou do fax para obter respostas de pessoas poderosas (hoje o equivalente seria o e-mail). Se ele não foi um blogueiro arquetípico, então não sei quem foi.

Com a mídia tradicional, particularmente nos EUA, cada vez mais escorregadia, e os blogs se responsabilizando, mais e mais, por escândalos e furos, a morte de Thompson é o momento perfeito para que os blogueiros sejam reconhecidos como o próximo passo do jornalismo gonzo.

Mas há um problema: com poucas exceções, os blogueiros são embaraçosa e pateticamente preguiçosos. Quando Thompson se interessava por uma história, ele se jogava em um avião e passava a fazer parte dela. Dê à maioria dos blogueiros uma pista numa bandeja de prata e eles, rapidamente, a publicarão sem nem mesmo fazer um telefonema.

Claro, há razões para que não sejam tão dedicados ao jornalismo como Thompson foi. Primeiramente, ele foi pago por seu trabalho, enquanto blogueiros escrevem por paixão e alguma gratificação esporádica. Depois, Thompson tinha credenciais para os maiores eventos.

Mas sites como Gawker e Wonkette já mostraram que existem anunciantes dispostos a patrocinar o jornalismo online em primeira pessoa, especialmente se for bem incisivo e diferenciado. Aí estão os exemplos de Baghdad Blogger e Belle de Jour. É hora de os blogueiros começarem a levar a sério suas responsabilidades. George W. Bush é nosso Richard Nixon, Google é nosso Rolling Stone.

Arregacem as mangas e tornem-se profissionais.

(*) Do jornal The Guardian

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:20:15 PM
Comentários:



Batistuta pendura as chuteiras

AFP

BUENOS AIRES - Gabriel Batistuta, o maior artilheiro da seleção argentina, anunciou ontem sua decisão de pendurar as chuteiras, de acordo com uma nota datada de Doha (capital do Qatar), onde reside atualmente.

"Pela presente, informo oficialmente o encerramento de minha carreira de jogador profissional", diz a nota emitida em Doha, onde Batistuta, de 36 anos, atua no time local Al Arabi, e que foi distribuída domingo em Buenos Aires.

O agente do jogador, Settimio Aloísio, disse à agência Notícias Argentinas que "Gabriel havia perdido o entusiasmo de jogar", ainda que se encontre em "perfeitas condições físicas".



"Gabriel perdeu o entusiasmo e é preferível que deixe agora, antes que o futebol o deixe", assinalou Aloisio, que lembrou que, certamente, Batistuta gostaria de ter um jogo de despedida em Buenos Aires.

Batistuta jogou nos argentinos Newell's Old Boys, River Plate e Boca Juniors, e nos italianos Fiorentina, Roma e Inter de Milão.

Tristeza

A notícia publicada acima deixa no ar uma sensação de frustração. O que teria feito com que Batistuta, ou Batigol - como é conhecido na Argentina -, perdesse o encanto pelo futebol?



Gabriel Omar Batistuta começou sua carreira de jogador de futebol tarde. Aos 17 anos, desistiu do basquete, ou seja, deixou as quadras para brilhar nos campos. Mas tinha pinta de modelo. Fala sério!

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:42:25 AM
Comentários:

Domingo, Março 13

Rompimento ou...

A idéia do deputado Rodrigo Garcia (PFL) se lançar candidato a presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo causa-nos, no mínimo, surpresa. Desde o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), iniciado em 1994, com Marco Maciel (PFL) de vice, tucanos e pefelistas caminham juntos. Tanto que a dobrada se repetiu em São Paulo na candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), com Cláudio Lembo (PFL), vice, em 2002. Seria um rompimento? Pode ser que não.

Até pouco tempo, assessores do pefelista Rodrigo garantiam que havia um acordo entre PSDB e PFL, no qual nas eleições de 2006 a dobrada se inverteria. Os pefelistas encabeçariam a chapa para governador e o vice sairia do ninho tucano. Segundo ainda esses mesmos assessores, Rodrigo teria um bom trânsito com o governador Alckmin e nada faria contra esse acordo.

O PSDB vem cumprindo o que foi acordado. O prefeito de São Paulo, José Serra, caminhou - sabe-se lá a que custo - até o fim com o vice indicado pelo PFL, o deputado federal Gilberto Kassab. Ex-secretário de Celso Pitta, só o nome de Kassab já representava um peso para a candidatura tucana. No entanto, trilharam até o fim e saíram vitoriosos.

A candidatura de Rodrigo, nesse momento, causa estranheza, justamente, porque todos nós sabemos da estreita ligação entre Rodrigo e Kassab, o vice de Serra. Eles sempre fizeram dobrada. Seria imaginar demais que a candidatura do pefelista, ao contrário do que possamos imaginar, teria sim o apoio do governador? É para pensar.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:20:38 AM
Comentários:

Sábado, Março 12

?????????

Desde que assumi a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde e Higiene de Rio Preto, em janeiro, estou tentando encontrar um caminho para seguir com o blog. Preciso evitar conflito.

Já pensei em várias alternativas. Nenhuma ainda da forma como gostaria. Na verdade, eu adoraria continuar escrevendo sobre a política e seus bastidores. Mas acho que pode haver confusão.

Se alguém tiver alguma sugestão, aceito. O blog está aberto. Como sugere o próprio nome, ele é um canal aberto. É "De papo com a Mirna".

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:52:15 PM
Comentários:

Na telinha

Avisada pela família com antecedência para não perder o último capítulo da novela "Senhora do Destino", fui conferir. E duas coisas me chamaram a atenção.

Uma, claro, o personagem vivido por José de Abreu aparecer abraçado com uma estátua e dizer ao pé do ouvido dela a seguinte frase: "Mirna, São Paulo". Primeiro, meu nome. Segundo, minha cidade natal. No mínimo, curioso.

A outra é que na novela eles conseguem colocar um jornal para funcionar, o "Diário de Notícias". Já considero isso um grande avanço. Mas dizer que as assinaturas aumentam dia-a-dia, que os anunciantes chovem e as vendas não param de crescer foi demais. Qualquer dono de jornal sabe o sacrifício que é aumentar as vendas e quem dirá as assinaturas. Tremendo absurdo.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:42:21 PM
Comentários:

Segunda-feira, Março 7

O que a fonte revela pertence à sociedade

Carlos Chaparro

O XIS DA QUESTÃO - Nas entrevistas publicadas, o que o jornalista assina não são as revelações do entrevistado, mas o texto, do qual é autor, em que essas revelações ganham evidência, para os efeitos da socialização. Entretanto, o poder de autor não dá ao jornalista o direito de fraudar a conversa. O jornalista não é dono das falas, menos ainda das idéias e intenções dos seus entrevistados. Além disso, o conteúdo gerado na conversa com a fonte não pertence ao jornalista, mas à sociedade.

1. Caso inesquecível
Certa vez, já lá se vão quase vinte anos, fui entrevistado por uma repórter do Jornal da Tarde. Criativa, dona de texto gostoso, era profissional afeita a liberdades estilísticas, que então caíam bem no perfil do jornal. Por telefone, ela pediu a minha opinião sobre Chico Buarque, para uma reportagem que tentaria entender e explicar subjetividades nas relações entre a arte do grande compositor e seus admiradores. Me lembro bem do miolo da resposta. Para mim, a qualidade poética e musical de Chico se manifestava no fato de, quanto mais ouvia as suas músicas, mais elas me seduziam. A música e a poesia de Chico Buarque eram, para mim, artes de inesgotáveis revelações. A cada nova audição, sempre descobria, nas melhores músicas do Chico, novos e sutis encantos. Foi o que disse.

No dia seguinte, ao ler a reportagem, fiquei perplexo. Nada do que pensara e dissera estava no texto. Ao contrário: nas falas a mim atribuídas, a repórter inventara um monte de coisas que eu não dissera nem pensara. Liguei para ela. Em tom cordial (nos dávamos bem), perguntei o que acontecera. E ela me explicou que decidira fazer uma interpretação livre, na corrente de algumas idéias que a minha fala lhe sugerira. Viajara na fantasia e me levou junto.

Felizmente, não era assunto para gerar crises nem dissabores. E acabei achando graça do episódio. Decidi, até, tirar proveito dele, usando-o freqüentemente em sala de aula, como exemplo do que não deve nem pode ser feito pelo jornalista entrevistador, em sua relação com o entrevistado.

Jornalista não é dono das falas, menos ainda das idéias e intenções dos seus entrevistados. Até porque sobre o entrevistado recai o ônus das declarações publicadas, há que ser fiel ao que ele diz e, principalmente, ao que ele pensa ¿ pois nem todos os entrevistados conseguem expressar com clareza e precisão o que pensam.

2. Trabalho de autor
O que se deu comigo, naquela entrevista dada ao Jornal da Tarde, acontece com um número surpreendente de pessoas entrevistadas. Parece, até, que a prática jornalística brasileira cultiva a crença de que o que se diz ao jornalista passa a ser propriedade sua, sobre a qual pode fazer o que quiser. Falam por isso os freqüentes desmentidos publicados, as queixas que rotineiramente ouvimos de fontes entrevistadas ou de seus assessores, e até o crescente número de ações judiciais que assolam as redações.

No seu dia-a-dia, o que o jornalista mais faz é conversar com outros. Faz perguntas, ouve, entende e registra respostas. Caça conteúdos, que não estão nas redações, mas nos espaços e fatos da vida, com os protagonistas da atualidade, construtores do presente. Depois, combina as revelações obtidas, para a arquitetura do texto, ação em que o jornalista tem de se assumir como autor.

Há por aí, em certas discussões intelectuais, quem considere que entrevistado e entrevistador dividem a autoria da entrevista publicada. Não concordo com esse entendimento. O que o jornalista assina não são as revelações do entrevistado, mas o texto, do qual é autor, em que essas revelações ganham evidência, para os efeitos da socialização.

Raros são os textos jornalísticos, quer em forma de relato ou de comentário, que não resultem de diálogos cúmplices com fontes. Às vezes - acredito que na maioria das vezes - isso se dá por acordo e cumplicidade; outras vezes, a conversa corre movida a conflito entre as duas partes. Em qualquer das situações, a construção das idéias é obra partilhada.

Mas, em especial na espécie ¿Entrevista¿, uma coisa é o diálogo entre entrevistado e entrevistador, na conversa que se desdobra em jogos de cumplicidade; outra, o texto que reconstrói literariamente a conversa e que raramente a reproduz tal como ocorreu. No texto, há que excluir falas, incluir descrições, articular combinações que alteram a ordem da conversa. Há que decidir a que partes do conteúdo atribuir maior importância. E há que impor ritmo, beleza, intensidade e vigor literário ao texto - sem fraudar a conversa havida.

Tudo, tendo em vista um novo e preferencial interlocutor: o leitor.

3. O crime da fraude
Claro, há entrevistas em que convém respeitar a ordem e a forma em que as coisas foram ditas. Em alguns casos, devido à natureza política, científica, ética ou moral do conteúdo; em outros, pelo potencial de conseqüências do conteúdo a divulgar; às vezes, também, pelas significações que a notoriedade do entrevistado agrega às revelações. Porém, para a esmagadora maioria das entrevistas, a transcrição literal da conversa levaria ao fracasso, atingindo igualmente entrevistado e entrevistador. Quem grava entrevistas e encara o tormento de as transcrever sabe muito bem do que estou falando.

Entretanto, o poder de autor não dá ao jornalista o direito de fraudar a conversa. Por três motivos principais:
1) Fraudar no texto a conversa havida é enganar o leitor ¿ efeito lamentável, se for por incompetência, pior ainda, se por motivos escusos.
2) No texto socializado, a fraude da conversa é a fraude do próprio jornalismo e o aviltamento da linguagem jornalística, que tem como essência de natureza o pressuposto da veracidade..
3) O conteúdo gerado na conversa não pertence ao jornalista, mas à sociedade.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:55:29 PM
Comentários:

A crise no ensino de jornalismo

Antonio Brasil

O ideograma chinês para "crise" é a combinação de dois símbolos. Um significando "perigo", o outro pode ser traduzido como "oportunidade". Ou seja, apesar da crise, riscos e ameaças, podemos estar diante de uma grande oportunidade para melhorarmos o jornalismo e o ensino de jornalismo. Em vez da ênfase excessiva em teorias medíocres, no excesso de autocrítica ou autoflagelação, talvez pudéssemos aproveitar a oportunidade para buscarmos uma identidade para o jornalismo e para as escolas de jornalismo em nosso País.

Há alguns dias, participei de um dos encontros da AEJMC, Association for Education in Journalism and Mass Communication, (Associação para a Educação em Jornalismo e Comunicação) em Atlanta, na Geórgia. Guardadas as proporções, a AEJMC equivale ao nosso Fórum de Professores de Jornalismo. No entanto, a congênere americana foi fundada há 75 anos, possui cerca de 3.500 membros e participa de forma privilegiada nos debates sobre o futuro do jornalismo e do ensino de jornalismo nos EUA. Com certeza, um dia, o nosso Fórum de Professores de Jornalismo também terá uma representatividade e atuação semelhantes ou melhores do que a associação americana.

Há males...
Em um desses infindáveis seminários sobre a "crise" que assola o jornalismo, ouvi um comentário que me deixou pensativo e, de certa forma, otimista. Em meio a intensas acusações e sinceros mea-culpas, um dos profissionais convidados perdeu a paciência e desafiou o público presente: "Tudo bem. Estamos em crise. Estamos no fundo do poço. Mas a verdade é que nenhuma outra indústria ou setor da sociedade tem se dedicado de forma tão aberta e profunda a apontar seus próprios defeitos, denunciar seus próprios pares e a buscar soluções transparentes para seus próprios problemas. Se nos compararmos com outros setores importantes da sociedade com os escândalos na indústria automobilística, farmacêutica ou nas grandes corporações, até que não estamos tão mal. Essas indústrias provocaram a morte de milhares de pessoas em todo o mundo e, nem por isso, conduziram auto-investigações de forma tão abertas e sistemáticas como o jornalismo. Erramos. Mas não ocultamos nossos erros. Apontamos os culpados e estamos buscando soluções."

Pode ser que o colega americano tenha razão! E como dizia o meu velho pai em um misto de sabedoria e resignação: "É meu filho, mas há males que vêm para o bem!".

Crise no jornalismo. Crise no ensino
Mas se o jornalismo enfrenta uma de suas maiores crises de identidade e credibilidade, imaginem o reflexo dessa crise nas salas de aula. Como convencer os alunos da importância e relevância do jornalismo em meio a tantas denúncias de corrupção, fraudes e principalmente de tanta "incompetência"? A situação é difícil. Mas, talvez, também seja uma ótima oportunidade para reavaliarmos os nossos objetivos e repensarmos nosso futuro. O ensino de jornalismo pode e deve contribuir para a solução dessa crise com menos teoria e mais soluções.

Segundo o professor John Pavlik, uma das maiores autoridades no estudo de novas tecnologias, "o ensino de jornalismo ainda se baseia em modelos do final do século XIX e a maioria dos currículos das escolas de jornalismo segue as linhas tecnológicas do século XX". O problema é que já estamos no século XXI e o alunos de jornalismo, que não são bobos, percebem essa defasagem. A crise se torna inevitável.

Em minha opinião, a principal discussão sobre o ensino de jornalismo costuma estar centrado em premissas equivocadas. Ao invés de insistirmos em velhas armadilhas como a prioridade da teoria sobre a prática ou parâmetros subjetivos de qualidade, deveríamos desenvolver conceitos de "competência e criatividade". Ou seja, precisamos definir a identidade das escolas de jornalismo, seus objetivos e partir para soluções viáveis.

Nada contra discussões intermináveis ou sonhos irrealizáveis. Mas, é chegada a hora de enfrentarmos nossos problemas e experimentarmos novas idéias. Não temos problemas para ensinar "teoria". A nossa dificuldade é ensinar essa tal prática jornalística nas universidades. Nossos laboratórios são precários e os professores não são preparados para ensinar a prática. Há um paradoxo persistente no ensino de jornalismo: afinal, como ensinar a prática? Por outro lado, as empresas de comunicação brasileiras não contribuem para o ensino. Ignoram seus problemas, criticam seus professores e desprezam seus projetos pedagógicos. Mas na hora de contratar seus profissionais não hesitam em privilegiar as boas instituições de ensino superior, principalmente as instituições públicas.

Jornalismo e ensino de guerrilha
Mas em vez de aceitarmos nossos males, deveríamos desenvolver soluções como conceito de "jornalismo ou ensino de guerrilha". A idéia é enfrentar os perigos em busca da oportunidade. O conceito implica a possibilidade de experimentar e errar. O objetivo, no entanto, é ensinar jornalismo com o que temos e não com o que gostaríamos de ter. Um realismo pragmático voltado a um ensino mais competente de jornalismo.

Durante anos, conduzimos pesquisas experimentais sobre o ensino de jornalismo de TV utilizando o que tínhamos à nossa disposição na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Se não tínhamos TVs universitárias de verdade, criávamos uma TVs universitária na Internet. As experiências pioneiras do projeto pedagógico da TV Uerj Online, a primeira TV universitária brasileira na Internet, garantiram prêmios e reconhecimento tanto no Brasil como no exterior. Essas pesquisas de natureza "prática" contribuíram para o aprimoramento do ensino de jornalismo em nosso país. Ao invés de importarmos teorias ou práticas estrangeiras, criamos e exportamos soluções de ensino de jornalismo.

No mesmo encontro da Associação Americana dos Professores de Jornalismo e Comunicação, um dos avaliadores de projetos educacionais, Prof. Gordon Daniels, da Universidade do Alabama, destacou a importância do telejornalismo online brasileiro em seu relatório: "Wow! This idea of using Internet television as a teaching tool seems like a great idea. Looks like you¿re on the bleeding edge of technology down at UERJ" (Uau! Essa idéia de utilizar a TV na Internet como uma ferramenta de ensino parece ser uma grande idéia. Parece que vocês na UERJ estão nos limites da tecnologia). TV na Internet é jornalismo e ensino de guerrilha, ou seja, lutamos com o que temos. Com um mínimo de recursos e um máximo de boa vontade podemos criar soluções criativas e viáveis para reinventarmos o jornalismo e o seu ensino.

A mediocridade dos cortes e recortes
Entre discussões tão desgastadas entre a predominância da teoria ou da prática ou conceitos subjetivos de qualidade, deveríamos desenvolver um conceito mais modesto de competência e honestidade tanto para o jornalismo quanto para o ensino da nossa profissão. Ou seja, deveríamos ter a humildade de avaliarmos os nossos processos e convocarmos a participação do público e dos alunos para alcançarmos soluções mais realistas para os nossos verdadeiros problemas. O futuro do jornalismo depende essencialmente do público e das futuras gerações de jornalistas. Tem professor de jornalismo que adora "recortes". Para mim, a discussão da crise está totalmente fora de foco. Deveríamos nos concentrar menos nos "cortes e recortes" e buscar soluções mais concretas para os nossos verdadeiros problemas.

Em termos de identidade, deveríamos aprimorar o modelo de "escolas de jornalismo" no Brasil. A comunicação é campo importante e relevante. No entanto, é por demais amplo e indefinido. Em uma sociedade com "excesso" de informação, o que "não" é comunicação? O jornalismo e o ensino de jornalismo buscam identidade e autonomia.

Ensinar teoria é sempre mais fácil e econômico. Nada contra. Mas em nossas escolas de jornalismo, deveríamos dedicar menos tempo em teorias abstratas e mais tempo na busca de nossa identidade e mais recursos na pesquisa e no ensino do jornalismo.

Por outro lado, se os chineses confirmarem sua milenar sabedoria, essa "maldita" crise, para nós jornalistas e professores, pode ser uma boa notícia. Apesar dos perigos, talvez estejamos diante de uma boa oportunidade para resolver nossos problemas.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:28:59 PM
Comentários:

Livro retrata episódios recentes da política brasileira

O episódio Pittagate, a morte do governador Mário Covas, a saída de cena de Roseana Sarney e mesmo o fracasso do programa "Fome Zero" são alguns dos episódios clássicos da política brasileira comentados no livro "Marketing Político Brasileiro - Ensino, Pesquisa e Mídia", organizado pelo professor de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo, Adolpho Queiroz.

Nele, o autor - em artigos individuais e em conjunto com seus alunos - analisa aspectos contemporâneos da pesquisa teórica sobre marketing político, utilizando-se das releituras sobre propaganda ideológica para confirmar os efeitos do marketing político no Brasil contemporâneo.

Publicado com apoio da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), da qual o autor foi presidente nos anos 90, e da Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, onde atua, a publicação é uma leitura indicada para aqueles que apreciam política e buscam entender de que forma a comunicação influencia e por ela é influenciada.

Informações e pedidos: Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação (11) 4366-5563.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:23:00 PM
Comentários: