Salários
A discussão sobre o reajuste de salários para a próxima gestão não chegou ao fim. Recentemente, o vereador Sérgio Camargo (PDT), reeleito, mandou-me um e-mail. Como o assunto é polêmico, perguntei se podia publicar seus argumentos, manifestados a mim. Ele fez algumas ponderações, acreditando inclusive na deturpação de seu raciocínio. Mas vale o risco. Leiam a seguir:
Mirna,
Toda vez que esse tema vem a discussão sempre me causa constrangimento. Penso que esta questão deveria ser definida por lei federal. Não me faz bem votar o meu próprio salário.
Quem sabe poderia ser proporcinal ao teto vigente no País, em cidades com até 20 mil habitantes, 5% do teto; de 20 mil a 50 mil, 10%; de 50 mil a 100 mil, 15%; de 100 mil a 200 mil, 20%; de 200 mil a 400 mil, 25%; e assim por diante.
Veja só a desproporção: em Guapiaçu, o subsídio do prefeito é de R$ 9.000,00; em Rio Preto, R$ 6.000,00. Já em Barretos (100 mil habitantes) os vereadores recebem R$ 4.800,00; em Rio Preto (400 mil habitantes), R$ 2.400,00.
Por outro lado, acho que a discussão que parte da imprensa está fazendo sobre o tema só desvaloriza, principalmente, o Poder Legislativo. É desculpa pura quando dizem que são contra a forma, a hora, o pacto e não contra o reajuste.
Na verdade, são contra qualquer tipo de reajuste. Seja para prefeito, vereadores ou secretários e toda vez que for a hora de votar esse tipo de projeto haverá sempre sensacionalismo e comparações com o salário mínimo. Por isso, deveria ser regido por lei federal.
Alguém por acaso já participou de alguma audiência pública para definir salário de juiz, promotor, desembargador?
É bom lembrar que o enfraquecimento do Poder Legislativo significa o enfraquecimento da democracia. Nos tempos da ditadura, quando a imprensa era censurada, desrespeitada e desvalorizada, foram os representantes do Poder Legislativo que foram para a rua defender a democratização do País e a liberdade de imprensa. Portanto, penso que precisamos rediscutir o papel dos vereadores, prefeito e secretário.
Um agente público tem hoje sob sua cabeça as leis de improbidade administrativa, responsabilidade fiscal e todas as outras inerentes ao cargo. Reduzir a discussão no baixo valor do salário mínimo e nas sessões ordinárias semanais, sinceramente, é baratear o debate. Nivelar por baixo não dá. Acho que depois de ter sido secretário de Obras, presidente da Câmara e acabo de ser eleito para o quarto mandado de vereador. Mereço um mínimo de respeito.
Faço um apelo aos congressistas que mudem urgentemente a legislação que trata do assunto.
Comentário do comentário
Interessante a bem-educada argumentação do Sérgio Camargo. Concordo com ele que os salários poderiam ser definidos por lei federal. Discordo, por outro lado, que esteja faltando respeito a ele e aos demais vereadores.
A legislatura que se encerra foi uma das mais pobres desde que vivo em Rio Preto -- desde 1992. Pouco foi discutido e feito para a cidade e muito tempo foi pedido com o que chamo de "politicagem", pois a preocupação era ser a favor ou contra o prefeito ou com projetos de leis "paroquiais" (só de interesse de determinado grupo), como a legalização dos loteamentos irregulares.
A maior prova disso foi a grande renovação da Câmara. Que o Sérgio e seus companheiros da legislatura a ser iniciada em 2005 ouçam a comunidade como um povo e atuem no interesse da cidade, deixando questões meramente políticas de lado.
Continuando.... A redemocratização só foi possível porque vários setores da sociedade lutaram para o fim do regime militar (
aqui, assino embaixo). Portanto, a liberdade de imprensa que se tem agora não foi obra apenas do Legislativo, mas sim da soma de uma série de forças.
Ressalto, novamente, que a forma educada do Sérgio Camargo colocar seu ponto de vista - importante para um diálogo entre a mídia e a classe política. Não se pode fazer como o Marco Rillo, que usa sua metralhadora giratória de forma anacrônica.
Ricardo Brandau 05-11-2004 09:22:08
"Nova equipe só em dezembro", diz Edinho
Mirna de Lima Soares
Especial para a Agência Estado
A composição do novo governo do prefeito Edinho Araújo (PPS), o primeiro reeleito na história de São José do Rio Preto, é assunto que só entra em pauta no final do ano. Araújo pretende num primeiro momento descansar. Depois, concluir seu mandato com tranqüilidade, deixando assim o desgaste para a formação do novo secretariado para a segunda quinzena de dezembro.
Para Edinho Araújo, é hora de desmontar palanque e pensar em união. "Antes de dezembro, não penso em mudança. Agora, estou aberto ao diálogo. Inclusive, quero conversar até com aqueles que estavam ao lado do meu adversário (o pefelista Manoel Antunes)", disse.
Edinho Araújo foi reeleito pela coligação Rio Preto de Coração. Na eleição passada, ele tinha a seu lado PT e PV, que romperam para lançar candidaturas próprias. Nesta disputa, contou com o apoio do PMDB, PL, PC do B, PT do B, PP, PTN, PSC e PRP.
A composição do novo secretariado passa especialmente pelo PMDB, que já indicou a vice-prefeita Eliana Storino. Hoje, o partido faz parte da administração Edinho Araújo, com Irineu Polacchini na Secretaria Municipal de Habitação, mas sua permanência não está confirmada para o próximo governo.
Outros nomes do PMDB, ao qual Edinho Araújo já foi filiado, aparecem forte para compor a próxima equipe. O vereador reeleito Alcides Zanirato tem sido apontado como o provável secretário de Esportes e Lazer de Rio Preto em 2005.
O peemedebista já ocupou esse cargo, durante o segundo governo de Manoel Antunes, de 1993 a 1996. Assessores do vereador Zanirato não confirmam. Dizem que o objetivo dele é a Presidência da Câmara, cargo que ocupou na administração passada, em 1999 e 2000.
Edinho Araújo não confirma. Diz apenas que o vereador José Carlos Cacau Lopes (ex-PT e atualmente sem partido) deve voltar para o governo. Ele era secretário de Saúde e Higiene e saiu para fazer a coordenação política da campanha de Edinho Araújo. Mas, segundo o prefeito, isso também não significa que Cacau deva fazer parte do novo governo.
O prefeito reeleito diz que tem muito a conversar e pensar no melhor para Rio Preto. Para a próxima gestão, sua prioridade será o tratamento de esgoto da cidade, que hoje só tem 3% tratado. O assunto foi um dos principais temas da disputa eleitoral.
A cidade já tem R$ 41,6 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal para dar início ao projeto, o que representa pouco menos da metade do valor total necessário, que são R$ 100 milhões. A proposta é a construção de uma única estação de tratamento.
Edinho Araújo deixou a cidade no final da tarde de ontem (segunda-feira) para visitar os familiares de sua esposa, Maria Elza, em Olímpia, próximo a Rio Preto. Hoje (terça-feira), ele viaja para Santa Fé do Sul, onde visita seus pais. Na quarta-feira, estará de volta a Rio Preto.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:48:07 AM
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Segunda-feira, Novembro 1
Edinho Araújo é reeleito em Rio Preto
Mirna de Lima Soares
Especial para a Agência Estado
Edinho Araújo (PPS) foi reeleito prefeito de São José do Rio Preto (450 quilômetros de São Paulo), com 104.709 votos. Em sua primeira entrevista após eleito, ele disse que não deve mexer em seu secretariado. "Vou concluir este governo e só vou pensar nisso na segunda quinzena de dezembro", declarou.
Edinho Araújo venceu com uma pequena diferença de votos. Ele obteve 50,79% dos votos válidos. Enquanto que seu adversário, o ex-prefeito por duas vezes Manoel Antunes (PFL), recebeu 101.441 votos (49,21% dos votos válidos).
Para o prefeito reeleito, o principal desafio do segundo turno foi converter a avaliação positiva de seu governo, que chegou a 78% de aprovação, segundo o Instituto Brasmarket, em votos. "Mas a população reconheceu o nosso trabalho e vamos fazer um novo governo", disse.
Outro problema enfrentado pelo prefeito Edinho Araújo na reta final de campanha foi a onda de boatos e panfletos apócrifos, que iam de aumento de impostos a questões pessoais. "No primeiro turno, eram quatro (adversários) contra um. Agora, foi essa boataria sem fim", lamentou.
De acordo com o prefeito, a composição de seu secretariado é assunto apenas para a segunda quinzena de dezembro. Até lá, ele pretende continuar o trabalho do atual governo, sem alterações em sua equipe.
A disputa em Rio Preto foi uma prévia do que deve ocorrer na cidade em 2006. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), provável candidato tucano à Presidência, já mediram forças.
A vantagem inicial foi de Lula, que apoiou Edinho Araújo desde o primeiro turno. Ele gravou para o programa eleitoral do pepessista, em detrimento do candidato do partido na cidade, Eduardo Nicolau. Outros membros do PT, como o próprio presidente nacional, José Genoino, e o senador Aloízio Mercadante, estiveram na cidade, fazendo corpo-a-corpo ao lado de Edinho.
O governador Alckmin, que apoiou Manoel Antunes, saiu derrotado dessa disputa. Alckmin veio a Rio Preto, gravou para o programa eleitoral do pefelista e ainda subiu em seu palanque. Participou de comício na Zona Norte da cidade. Mas não foi suficiente para tirar a vitória de Edinho Araújo.
A disputa em Rio Preto foi acirrada. Houve uma diferença entre os dois candidatos de apenas 3.268 votos. A votação transcorreu tranqüila. Houve policiamento ostensivo nas ruas e em frente às seções eleitorais.
A comemoração da vitória do atual prefeito tomou conta da principal avenida de Rio Preto, a Alberto Andaló. Ela ocorreu em frente ao comitê de Edinho Araújo, no centro da cidade.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:52:19 AM
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Edinho Araújo vence em Rio Preto
Mirna de Lima Soares
Especial para a Agência Estado
Edinho Araújo (PPS) foi reeleito prefeito de São José do Rio Preto (450 quilômetros de São Paulo), com 104.709 votos, contrariando as pesquisas Ibope e Brasmarket. Em sua primeira entrevista após eleito, ele disse que não deve mexer em seu secretariado. "Vou concluir este governo e só vou pensar nisso na segunda quinzena de dezembro", declarou.
Edinho Araújo venceu com uma pequena diferença de votos. Ele obteve 50,79% dos votos válidos. Enquanto que seu adversário, o ex-prefeito por duas vezes Manoel Antunes (PFL), recebeu 101.441 votos (49,21% dos votos válidos).
A disputa foi acirrada e mexeu com os ânimos da população, mas a votação transcorreu tranqüila. A cidade viveu na noite de ontem um clima de festa, que tomou conta da principal avenida de Rio Preto, a Alberto Andaló, em frente ao comitê de Edinho Araújo, no centro.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:50:17 AM
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