Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. Atualmente, é correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e assessora de comunicação da Secretaria de Saúde e Higiene de Rio Preto. Formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP), começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo e Turismo. Já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi a coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito.
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Terça-feira, Junho 17

Mais de 100 mil acessos

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:52:05 AM
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Terça-feira, Abril 22

"Obamania"

O colunista Sérgio Dávila faz uma análise em seu blog na Uol sobre o democrata Barack Obama. Vale a pena ler.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:36:54 PM
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Conheça o candidato iPhone

Prometi na última coluna que falaria da "obamania" como fenômeno global. Minha tese, que eu ruminava enquanto pedalava pelas ruas de Amsterdã, durante uma escala de menos de 48 horas entre Lisboa e Washington, é que, depois de seis anos de más notícias vindas dos Estados Unidos, o mundo voltou a se encantar pelo país que se emplacou no imaginário coletivo como a terra das oportunidades.

Barack Obama gosta de repetir a história de que, em nenhum outro lugar do mundo, alguém com sua biografia - filho de uma mãe branca e pobre do Kansas com um pai negro e ausente do Quênia, que cresceu no Havaí e na Indonésia - poderia chegar até onde chegou, com possibilidades reais de assumir o comando da maior potência do mundo a partir de novembro.

Se não é exatamente verdade - Luiz Inácio Lula da Silva virou presidente da oitava maior potência mundial com uma história pessoal pelo menos oito vezes mais sofrida -, o conto é bem contado. E, como tudo o que envolve o senador por Illinois, bem embalado, divulgado e distribuído. Barack Obama é mais do que um candidato à Presidência dos Estados Unidos: é um produto. Como a Coca-Cola.

Pensava nisso quando vi a capa da edição mais recente da revista "Fast Company" com o título "A marca chamada Obama". O texto, de Ellen McGirt, defende que a campanha do candidato tem sido bem-sucedida por ser tratada como uma das milionárias e novíssimas empresas pontocom do Vale do Silício. Primeiro, ao fazer sua base entre o público de 18 a 29 anos, que é a fatia mais cobiçada pelas agendas de publicidade. Aquela que vai consumir por mais tempo.

Quer dizer, se você consegue "fidelizar", para usar uma expressão do meio, um consumidor a uma marca aos 18 anos, é grande a possibilidade de ele continuar comprando o mesmo produto pelas próximas três a quatro décadas. A campanha de Obama faz isso ao, por exemplo, ser de longe a que domina com mais eficiência a internet, via sites de relacionamento social, vídeos, virais etc.

Dessa maneira, cada "novo lançamento" da Obama S.A. repercute em ondas pelo mundo inteiro, como no exemplo malhado da pedra que cai no lago. No esquema mais geral, é como se o senador fosse o mais novo lançamento que veio reavivar uma grife - os Estados Unidos - que tinha envelhecido, estava combalida, mas que é reconhecida de imediato em todos os lugares do mundo.

Obama é o iPod dessa Apple que são os Estados Unidos; se for escolhido candidato, virará o iPhone. A comparação vale para seu apelo mundial: mesmo países em que o celular não está oficialmente habilitado para ser usado, o descolado aparelho é um objeto do desejo. Ora, Brasil e Holanda não votam nas eleições americanas. Ainda assim, a popularidade do senador nesses países é enorme.

É o que mostram pesquisas (não-científicas) de opinião pública mundiais, como as do site Who Would the World Elect, ou ilações feitas a partir de mecanismos de busca como Google e Yahoo, em que o candidato é o nome mais procurado entre os três concorrentes. Obama pode muito bem não vir a ser o escolhido de seu partido e, se for, não vencer as eleições - mas é grande a possibilidade de você continuar ouvindo falar do nome dele pelos próximos anos.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:28:08 PM
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Quinta-feira, Março 13

Mudança de planos

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:49:07 AM
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Quarta-feira, Janeiro 23


Heath Ledger como o Coringa de "O Cavaleiro das Trevas"

Prematuro

Nossa, fiquei chocada com a morte do ator australiano Heath Ledger, aos 28 anos de idade. Já assisti a tantos filmes com ele. Uma pena! Para quem não sabe de quem rstou falando, segue matéria na Uol.

Ator australiano Heath Ledger é encontrado morto em Nova York

Da Redação*

O ator australiano Heath Ledger, de "O Segredo de Brokeback Mountain" 2005) e do inédito "O Cavaleiro das Trevas", foi encontrado morto nesta terça-feira em seu apartamento em Nova York.

Ainda não há informações sobre as causas da morte, mas existem indícios de que ela esteja relacionada ao uso de drogas. Segundo a polícia, o ator foi encontrado nu na cama, rodeado de pílulas.

A polícia trabalha com as hipóteses de overdose e suicídio, entre outras possíveis causas. Uma autópsia do corpo está prevista para esta quarta-feira.


Paul Browne, porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York, disse que Legder tinha uma massagem marcada para seu apartamento em Manhattan. Uma empregada que foi avisar da chegada da massagista encontrou o ator morto às 15h26, horário de Nova York (18h26 em Brasília). "Ele foi encontrado inconsciente no apartamento e depois declarado morto", disse Browne.

Com apenas 28 anos, Ledger era considerado um dos principais atores de sua geração. Além de "Brokeback Mountain", pelo qual foi indicado ao Oscar, ele participou de filmes como "O Patriota", "A Última Ceia" (em que fazia o papel do filho suicida do personagem de Billy Bob Thornton), "Os Reis de Dogtown", "Casanova", "Não Estou Lá" (no qual interpretou Bob Dylan) e o inédito "O Cavaleiro das Trevas" (novo filme do Batman, em que faz o papel de Coringa).

Logo após o anúncio da morte, uma pequena multidão de curiosos e paparazzi reuniu-se nas proximidades do prédio do ator na Rua Broome, 421, no bairro do SoHo, onde vários policiais guardavam a porta de entrada.

Ledger deixa uma filha, Matilda, fruto de sua relação com a atriz Michelle Williams, que conheceu em "O Segredo de Brokeback Mountain" e com quem ele foi casado de 2005 a 2007.

Heathcliff Andrew Ledger nasceu na cidade de Perth, em 4 de abril de 1979, e começou a fazer teatro amador com 10 anos. Aos 16, mudou-se para Sydney para tentar a carreira como ator. Rapidamente, conseguiu papéis em filmes para a TV australiana.

Depois de uma série de filmes independentes e um papel de protagonista na série de curta duração "Roar", Ledger mudou-se para Los Angeles e participou da comédia juvenil "10 Coisas que Odeio em Você" - que foi o ponto de partida para uma carreira de sucesso em Hollywood.

* Com agência internacionais

Filmografia completa do ator

Da Redação

- "Home and Away" (TV), 1988

- "Clowning Around", 1992

- "Ship to Shore (TV)", 1993

- "Sweat" (TV), 1996

- "Roar" (TV), 1997

- "PC - Digitando Confusões", 1997

- "Bush Patrol" (TV), 1997

- "Assassinato em Blackrock", 1997

- "10 Coisas Que Eu Odeio Em Você", 1999

- "Two Hands", 1999

- "O Patriota", 2000

- "Coração de Cavaleiro", 2001

- "A Última Ceia", 2001

- "As Quatro Plumas", 2002

- "O Devorador de Pecados", 2003

- "Ned Kelly", 2003

- "Os Reis de Dogtown", 2005

- "Casanova", 2005

- "O Segredo de Brokeback Mountain", 2005

- "Os Irmãos Grimm", 2005

- "Candy", 2006

- "Não Estou Lá", 2007

- "O Cavaleiro das Trevas" (inédito), 2008

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:44:26 AM
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Domingo, Dezembro 2

Campeonato às avessas

Vamos falar sério. Definitivamente, o Corinthians desperta paixões. Ninguém fala no campeão do Brasileirão, mesmo porque o título foi definido há uma, duas ou três semanas, sem qualquer novidade ou surpresa. Neste campeonato, o que tem virado notícia é mesmo o cai não cai do Corinthians. Hoje (2/12), tem jogo às 4 da tarde e todo mundo - especialmente, os anti-corintianos - está se preparando para ver a partida. Eu, como boa corintiana, não perco por nada.

Comentário
Fala sério Mirna, ninguem vai mesmo prestar atenção em quem foi campeão. O bom mesmo pra nós, palmeirenses, foi ver a choradeira da "curintianada" nas arquibancadas e na vizinhança ... ah ah ah

Rogelio Garcia | 15-01-2008 09:07:56

Comentário meu
O Rogélio é um amigo do colegial, que eu não tinha notícias há pelo menos 23 anos. Ele reaparece e já vem tirando uma. (rs...)

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:51:51 PM
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A TV digital estréia neste domingo
Tire suas dúvidas sobre o novo sistema


Da Redação da Uol

Divulgação

Imagem em alta definição exige aparelhos HDTV Ready ou Full HD


Às 20h30 deste domingo (2/12), ocorrerá em São Paulo a primeira transmissão terrestre em sinal digital da TV aberta no Brasil. A transmissão marca a história da TV brasileira, que entrará, paulatinamente, em uma nova era. Para entender como isso pode afetar seu cotidiano, leia as questões abaixo e tire suas dúvidas. Mas fique tranqüilo, pois, de imediato, pouca coisa vai mudar. Nos boxes, você encontrará uma breve descrição das características da TV digital.


O que é a TV digital?
TV digital é uma nova tecnologia que possibilita às emissoras transmitirem a programação com melhor qualidade de som e imagem. As emissoras também poderão utilizar novos recursos como interatividade, exibição de informações sobre a programação, transmissão para aparelhos móveis como celulares e notebooks. Há também a possibilidade de transmitir até seis programas simultaneamente ou exibir um mesmo programa de vários ângulos--é a multiprogramação. O Ginga, software brasileiro que permite a interatividade, ainda não está pronto.


A IMAGEM DIGITAL
O sinal digital proporciona imagens com cores mais vivas e maior definição. Definição é o nível de detalhamento que a imagem pode possuir, medido em número de linhas horizontais (480, 720 e 1080 linhas). A definição padrão da TV analógica é de 480 linhas. Na digital, a definição máxima chega a 1.080 linhas (chamada Full HD). O formato da imagem na TV digital é widescreen (16:9), como o das telas de cinema, e não quadrado (4:3), como no sistema analógico. Além disso, não são exibidas imagens com "fantasmas" nem com "chuviscos". Mas, se o sinal estiver fraco, a TV não vai exibir imagens ruins; ela simplesmente não vai exibir nada.

Em 2 de dezembro de 2007, a TV digital só estréia na Grande São Paulo. Quando a TV digital chegará a outras partes do Brasil?
Até meados de 2013, o sinal digital deve chegar a todo o Brasil. Veja o cronograma de implantação do sistema no site do Fórum Brasileiro do Sistema de TV Digital Terrestre

Eu poderei receber o sinal digital na minha televisão convencional de tubo?
Sim. Para isso será necessária a aquisição de um conversor (também conhecido como set-top box) e de antena UHF, que serão conectados à TV de tubo. Neste caso, imagem e som serão equivalentes aos de um DVD. A aquisição desses aparelhos são aconselháveis para quem já não recebe uma boa imagem analógica --com "fantasmas" , por exemplo- e quer melhorar a qualidade da recepção. A imagem, no entanto, não será de alta definição, pois o conversor transforma o sinal digital em analógico, com perda de qualidade. Mas o espectador deve estar ciente de que, em aproximadamente um ano, o conversor disponível hoje no mercado deve estar obsoleto, pois serão lançados novos conversores que permitirão interatividade. O software que permitirá recursos interativos ainda está em desenvolvimento.

O SOM DIGITAL
A TV digital terá som "Som Surround 5.1" , mais rico e transmitido em múltiplos canais. Esse tipo de som também é conhecido como "som de home theater". Na TV analógica, o som só pode ser transmitido em dois canais: mono ou estéreo.

Se eu não adquirir um conversor, o que vai acontecer com a minha televisão de tubo a partir de domingo, dia 2, quando estréia a TV digital?
Nada. As transmissões do sinal analógico continuam até 2016. Só a partir dessa data é que todos os aparelhos terão de ser digitais.

Minha TV de plasma ou LCD já está pronta para receber o sinal digital?
Provavelmente não, pois os aparelhos com conversores embutidos só começaram a chegar ao mercado no final de novembro de 2007. Quem tiver um aparelho de plasma ou LCD também terá de adquirir um conversor para receber os canais digitais.

INTERATIVIDADE E PORTABIILIDADE
A TV digital permite que as emissoras forneçam serviços interativos, semelhantes a alguns da Internet. O usuário poderá participar de enquetes, adquirir produtos, comentar notícias ou acessar guias de programação, quando houver compatibilidade com algum sistema de telecomunicação, como a banda larga, celular ou mesmo pelo telefone fixo. Mas o Ginga, software que permite a interatividade, ainda não está disponível. Portabilidade permite à transmissão do sinal a aparelhos móveis (celulares, notebooks).

Quem receber o sinal digital já está recebendo programação em alta definição?
Só recepção do sinal digital não basta. A alta definição só estará disponível para quem tiver um aparelho Full HD (1.080 linhas) ou HDTV Ready (720 linhas) - este último com qualidade de imagem um pouco inferior. Quem tiver um aparelho convencional conectado a um conversor, receberá o sinal digital padrão, com imagem equivalente à de DVD. Vale lembrar que apenas parte da programação das emissoras está sendo produzida em alta definição.

Tenho um pacote digital de TV por assinatura. O que muda?
Por enquanto, nada muda. Esses canais já são digitais, mas não têm alta definição. As operadoras de TV por assinatura têm um cronograma próprio para lançar decodificadores que melhorem a definição da imagem. Se você tiver um aparelho Full HD ou HDTV Ready conectado a um conversor e sua operadora não lançar um decoder HD, você poderá assistir à TV aberta em alta definição e continuar assistindo normalmente a TV paga como já fazia. Mas será necessário trocar do decodificador para o conversor, e vice-versa, a cada vez que se quiser alternar o sistema.

MULTIPROGRAMAÇÃO
É o recurso que possibilita às emissoras transmitirem até seis programas simultaneamente. A definição das imagens vai variar conforme o número de programas exibidos. As emissoras, no entanto, não estão investindo no recurso, já que poderia haver dispersão de audiência entre os programas, o que seria incompatível com o atual modelo de negócios da TV aberta, baseado na venda de espaços publicitários.

Recebo o sinal de TV via parabólica. O que muda?
Nada muda. A digitalização é da televisão com sistema de transmissão terrestre.

Posso assistir à TV digital pelo celular?
O sistema digital permite que o sinal seja transmitido a aparelhos móveis de forma gratuita, mas os celulares brasileiros ainda não estão adaptados para receber esse sinal.

Poderei assistir à TV digital no computador?
Sim. Há receptores para microcomputadores, mas, por enquanto, eles são compatíveis apenas para telas de até 14 polegadas.

A programação poderá ser gravada?
A TV digital estréia sem um bloqueador de gravação. As emissoras de TV e as distribuidoras de conteúdo internacional, no entanto, pressionam o governo para que haja algum dispositivo de bloqueio. O objetivo é combater a pirataria, que poderia crescer ainda mais, pois não há perda da qualidade da imagem quando se reproduz um programa transmitido em Full HD. Segundo o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, eventuais dispositivos de bloqueio que venham a ser implementados devem permitir a gravação e reprodução doméstica dos programas.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:44:49 PM
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Sem noção

Vale a pena ler a crítica da jornalista Ruth de Aquino, publicada na edição desta última sexta-feira (30/11), da revista Época, sobre o livro de Mônica Veloso. Prefiro não fazer comentários. O texto de Ruth diz tudo. Confiram!

Um livro escrito nas coxas. Mas que coxas


RUTH DE AQUINO
é redatora-chefe de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br


Mônica Veloso, 39 anos, com o bronzeado e o corpão que conquistou o senador Renan Calheiros, parecia tudo – menos uma escritora – no fiasco do lançamento de seu livro O Poder que Seduz, num restaurante de São Paulo, na quarta-feira à noite. Com um vestido verde-bandeira longo e esvoaçante, decote profundo, laçarote às costas, brincos de brilhante de R$ 60 mil, anel de brilhantes de R$ 70 mil, cabelos à moda de princesinha, penteados para trás com ajuda de laquê, Mônica Veloso (desculpe, não dá para chamar de jornalista) parecia estar num baile. Preparou-se para enfrentar a fila de autógrafos. Mas, não havia fila. Só flashes e imprensa. Quem comprou o livro “sobre os bastidores de Brasília” foi um bando de cupinchas. O advogado de Mônica, o dentista, a designer das jóias, a comadre, a amiga citada na página tal, o cineasta amigo que vê em Mônica uma atriz nata. Três horas após o início do lançamento, 10 exemplares do livro “explosivo” de Mônica tinham sido vendidos. O que torna no mínimo curiosa a informação “oficial”: segundo assessores, 104 exemplares teriam sido autografados no restaurante Trindade, no bairro de Itaim-Bibi, onde a especialidade é frigideira de polvo a R$ 22. Convidados e, principalmente, jornalistas consumiram 20 garrafas de espumante e 800 salgadinhos, entre eles 200 bolinhos de bacalhau.

Agora, Mônica tem quem fale por ela: assessora, agente, empresário, assessora de empresário, e departamento de marketing. Na véspera do lançamento, a pressão era tanta que Mônica estava no hotel, de cama, com “uma virose”, segundo Lu, a chefe das assessoras. O livro foi escrito muito rapidamente. Pelo texto final, pode-se concluir que foi escrito “nas coxas” (e que coxas). Tudo para vender no Natal, segundo Mônica. Quando uma repórter quis saber se esperava vendas expressivas, ela exclamou: “Deus te ouça! Tenho duas filhas para criar!”. O livro custa R$ 34,90, e é publicado pela Editora Novo Conceito. Até a página 117, Mônica descreve Brasília como se fosse uma colegial adolescente, e fala de seu sucesso na TV Globo como “a musa do Planalto”. Cita Clarice Lispector sem a menor cerimônia. As observações de Mônica têm, no mínimo, pouca complexidade: “Gente é coisa que às vezes não se vê em Brasília. Ao menos se locomovendo sobre as pernas”. Ou: “Quando você se deixa levar pela energia da natureza, percebe a religiosidade sussurrante que viaja com o vento de Brasília”. E ainda: “No começo, Brasília não tinha voz, alma ou sentimento, pois vivia em uma arte alienígena, em um olhar estrangeiro sobre o que ela ainda não era, mas deveria ser”. E então?

Essa primeira e alentada parte do livro, tão injustamente ignorada pela grande imprensa, revela muito de Mônica. Revela, por exemplo, por que a ex-amante de Renan considera o auge de seu resgate moral ter posado para a Playboy. É verdade. Está ali seu verdadeiro talento, indiscutível. E que lhe rendeu um cachê de R$ 400 mil. Mônica encerra o livro com uma cena emocionante: ela viu, na rua, que estava em duas capas de Playboy simultaneamente. A dela e a da edição especial de fim de ano. “Foi uma emoção confusa, êxtase e medo juntos”, escreve. Ok, mas ela estende sua emoção a todas as mulheres: “Só por ter dado uma injeção de amor próprio em minhas companheiras de sexo, o trabalho para a Playboy teria valido a pena”. Menos, Mônica, menos. O ensaio de nus também lhe trouxe “a possibilidade de ser ouvida”. “E mostrar meu caráter, minha cultura”. Assediada por jornalistas, elogiada por colunistas, Mônica caiu na armadilha. Começou a se levar a sério como “a mulher que abalou a República”. E resolveu escrever profissionalmente, coisa que nunca tinha feito na vida – ela só lia na TV o que outros escreviam.

Pela contracapa e pela orelha de “O Poder que seduz”, já se tem uma idéia da qualidade do conteúdo. É um amontoado de clichês de deixar constrangido qualquer leitor que não seja amigo ou parente de Mônica Veloso. Na contracapa: “Os tentáculos cor-de-rosa da sedução infiltram-se pelas relações. Lascivos, eles cingem o lobista e o político em um mesmo abraço, assim como entrelaçam jornalistas e parlamentares. A jornalista (sic) Mônica Veloso, bela e talentosa, viveu esse mundo intenso de anseios e sensações que permeia a vida na Capital da República”. Muito excitante. Ainda segundo a contracapa, Mônica deseja com o livro “semear o hábito da discussão entre os brasileiros”. Sobre a autora, a orelha a classifica de “jornalista, radialista e professora”. Ela seria precursora da tendência multimídia. “Ao mesmo tempo em que trabalhava na tevê (como apresentadora), Mônica se formou em jornalismo pela faculdade CEUB, apresentou programas de rádio, montou as primeiras lojas de ponta de estoque de grife em Brasília e ministrou cursos”. Um fenômeno. Nunca entrevistou ninguém. De acordo com a orelha, “Mônica montou também uma produtora de vídeo que atuou intensamente em marketing político”. Isso deve ter dado à morena o know-how para ter casos com políticos influentes.


Na capital, até hoje, é chamada por conhecidos de “alpinista social”. Não ficou no meio da escalada. Contou com a ajuda inestimável do amante Renan Calheiros – chamado de “bobo” pela esposa Verônica. Foi Renan quem tornou Mônica conhecida no país, como “a gestante” de Maria Catharina, agora com três anos. Da primeira imagem de mulher fatal com óculos escuros no carro, em maio deste ano – quando estourou o escândalo das pensões pagas por Renan com ajuda de um lobista da construtora Mendes Júnior – até agora, Mônica já viveu bem mais do que 15 minutos de fama. Parece feliz. Vai ganhar um programa de televisão. Provavelmente de entrevistas. Ela diz que pretende se inspirar em Marília Gabriela.


O prefácio do livro de Mônica é assinado pelo psicanalista Luiz Cuschnir, “precursor do Masculinismo” (!!!). Ele pontifica não ser coincidência que “a palavra Poder é masculina e a palavra Sedução é feminina”. Daí em diante, ele desfia pérolas como “um amor desfeito tem o poder de uma bomba de alto potencial bélico”. E, em defesa de Mônica: “A mulher, quanto mais bonita, tem de ressaltar seu potencial cultural, profissional e ético, para não ser colocada no rol das que se aproveitam da beleza para galgar seu espaço como Ser em sua totalidade”. Muito apropriado para a autora. Sobre o romance com Renan, diz que Mônica “corria o risco de estar sujeita a um cativeiro emocional”. O psicanalista termina seu prefácio com um conselho: que a mulher admire o homem “como homem e não como um ser mágico e encantador, um príncipe que a libertará de um castelo que a protege do mundo malvado”.

Mônica reclama da “exposição negativa” e diz que, com o livro, quis dar a “versão verdadeira” do romance com Renan Calheiros. Compara seu livro aos Ensaios do nobre francês Michel de Montaigne em 1580, por misturar “notícias e comentários”. Na apresentação, Mônica escreve que o tom de seu livro é de “crônica, quase poesia”, seja lá o que significa esse novo gênero. Mônica diz que amou loucamente Renan. Mas, por precaução, gravou conversas com ele quando ainda estava grávida. O mais impressionante é o tom abertamente piegas do livro, não as revelações. “Música, perfume e um certo torpor. Champanhe na mão, conversávamos e sorríamos após o jantar (na casa do senador Ney Suassuna). Havíamos brindado por mais um ano, o intenso ano de 2002. Do jardim, apreciávamos a noite de Brasília, o céu riscado por fogos e luzes, miríades de cores e chuvas de prata abençoando a cidade”. É de doer.

Pelo livro, ficamos sabendo que Renan fingia que ia se separar, e que, no início do namoro, “ele estava meio gordinho, mas fez dieta”. Ficamos sabendo também que o casalzinho ia a festas, que Mônica era tratada “com deferência” no Senado, que para o Renan ela era “uma rosa única entre milhões de rosas”, que o presidente do Senado cantarolava “Eu sei que vou te amar” de noite ao telefone, e que queria pular carnaval de rua com ela na Bahia. A “música marcante” do casal era do filme Lisbela e o Prisioneiro – fácil saber quem era quem – e o refrão favorito: “agora, que faço eu da vida sem você?”. Mônica chamava Renan de “docinho”, “de tão meigo que ele era”, mas o senador entrou em pânico quando ela disse estar grávida. Mônica escreve que amou Renan “com a alma, com tudo que há de mais puro no meu ser”. A sensação é que os trechos mais sinceros de seu livro se referem aos do ensaio para a Playboy: “Na primeira foto em que apareceu o bumbum, o (fotógrafo) Duran vibrou com aquela visão de borboletas e flores em uma região tão íntima”.

O que Mônica pratica com esse livro é o que os ingleses chamam de “kiss and tell”. Uma prática de caráter duvidoso: revelar particularidades íntimas de um romance – e tentar ganhar dinheiro com isso. A editora acha que Mônica venderá 100 mil exemplares.

Todos nós, quando apaixonados, somos em algum momento patéticos. Depois de escrever tudo o que escreveu, Mônica deu entrevistas no lançamento dizendo, entre sorrisos posados e sob maquiagem pesada, que “respeita muito o Renan”. Ela se considera “muito reservada”, e por isso não quer expor a vida pessoal, em defesa de sua “privacidade” e a de suas filhas. Então, vamos combinar que acreditamos em Mônica e nos seus cílios imensos.

Minha avó chamaria Mônica de “lambisgóia” ou de “sirigaita”. Mas, minha avó não é mais viva, e, hoje, esses termos caíram em desuso. Então, digamos que Mônica é, como escreveu Arnaldo Jabor, “o único bem declarado de Calheiros, que apareceu de fato”. Nada de bois magros e fantasmas, nem cheques falsos ou rádios de laranjas. Uma mineira de carnes opulentas, que, ao fim do livro, constata “que a vida caminha mesmo em círculos”. Escreve a ex-amante de Renan no parágrafo final: “A essência que cada um carrega dentro de si, por mais sufocada que seja, florescerá um dia para iluminar nossas escuridões e varrer nossos medos, como o sol vermelho e o vento noturno do Planalto Central”. Você daria esse livro a quem de presente de Natal?

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:58:52 AM
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Quarta-feira, Novembro 14

Frank Aguiar na Cultura

Folha Online

Frank Aguiar pode substituir Gilberto Gil no Ministério da Cultura, informa a colunista Mônica Bergamo na edição da Folha de S.Paulo de hoje (14/11).

As especulações de que o cantor e deputado federal pudesse assumir o cargo surgiram de uma conversa entre produtores de teatro em São Paulo, após Frank se reunir com o presidente Lula.

"Somos amigos desde os tempos de São Bernardo, estivemos juntos discutindo o Plano Nacional de Cultura, do qual sou relator. Depois de aprovarmos o plano, essa possibilidade [de assumir o Ministério] até seria viável", afirmou Frank à coluna.

Apesar dos rumores, o deputado negou que tenha sido sondado por Lula para suceder Gil. "Quero curtir o meu mandato e cumpri-lo até o fim".

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:43:30 AM
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Vale ler

Vale a pena ler o texto abaixo de Eliane Cantanhêde, publicado na Folha de S.Paulo. Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento.

"Por que não te calas?"

É a velha história: quem fala o que quer ouve o que não quer. O nosso peculiar Hugo Chávez desandou a chamar de "fascista" o ex-presidente da Espanha José María Aznar, quando o sucessor de Aznar, José Luiz Zapatero, e o rei Juan Carlos tomaram as dores. Pronto, foi um fuzuê!

"Por que não te calas?", rosnou o rei, apesar de ter sido sempre tão afável, numa imagem e numa fala que rodaram o mundo e dividiram opiniões. Não sem muitas gargalhadas, cá entre nós.

A primeira reação foi contra Chávez, que fala demais e não tem papas na língua. Chama George W. Bush de "Diabo" em plena Nova York, classifica Aznar de "fascista" diante do rei e agora acusa o próprio rei de "prepotente e desrespeitoso". Sem contar os impropérios que já despejou contra o Congresso brasileiro, que está votando justamente se apóia ou não a entrada da Venezuela no Mercosul. Ousado, esse Chávez.

A reação seguinte, que começa a surgir agora, dias depois do episódio, é a de analisar o bate-boca sob o ângulo do opressor (o rei, a Espanha...) e do oprimido (a Venezuela, a América Latina), com o detalhe, real, de que Aznar não chega a ser um anjo e de fato estimulou o fracassado golpe de 2002 contra Chávez. Isso, porém, não dá a Chávez o direito de inverter a velha história e inventar uma nova: "Eu falo o que quero e você ouve aí calado". Não pode. E não tem o direito de irritar os convidados em casa alheia - a confusão foi no Chile.

Chávez é ousado, mas também incauto, porque ele está evoluindo no cenário internacional de bufão para autoritário, de autoritário para ditador pura e simplesmente e de ditador para desafiador do mundo - e não mais apenas do primeiríssimo mundo representado pelos EUA e por Bush.

Chávez foi eleito pela primeira vez em 1999 e respeitou rigorosamente todos os preceitos constitucionais e democráticos para fazer uma limpa numa Venezuela corrupta, antiquada e espoliada (aliás, três adjetivos que sempre andam juntos). Desde então, perde importantes aliados, tanto na área política quanto na militar e na acadêmica. E, se há essa sangria interna, há o consequente desgaste externo.

Chávez está convencido de que bastam o petróleo caro, massas aguerridas, bilhões em armamento e seu carisma pessoal para se perpetuar no poder. Está errado. Ninguém briga com tudo e todos ao mesmo tempo, impunemente. Num mundo global, todos estão de olho em todos. E os investimentos dependem muitíssimo desse olhar.

O cala-boca do rei da Espanha pode não ter sido lá muito diplomático, nem adequado à solenidade intrínseca à realeza, mas traduz uma advertência que vem de dentro da Venezuela para fora, no mundo. Chávez deveria refletir sobre ela, se é que ele é mesmo capaz de refletir além do seu próprio umbigo.

Comentários
Muito bem, Mirna. Tomaste partido de quem merece, mesmo tendo sido um tanto explosivo. Aliás, digo-te como já disse em outros comentários, que o Rei não mandou o índio desaforado calar a boca, apenas fez uma pergunta mais alterada na ocasião corretíssima. Em que pese a alteração, justificada até demais, um rei sempre será majestade e um índio (diga-se de passagem eu sou descendente de indigenas do Pará, mas sei até onde podemos ir) também sempre será um índio, como qualquer pessoa, aliás, esteja em que patamar esteja, tem que obedecer uma hierarquia e/ou situações particulares e diplomáticas. O Rei poderia, se é que não deveria era tê-lo mandado calar a boca mesmo, já que fala demais e sem qualquer reserva ou respeito. Parabéns pela tua reportagem e pelo teu posicionamento.

Deusarino de Melo | 24-11-2007 13:18:03

De bufão a ditador. Uma boa definição para Chavez e seu "socialismo bolivariano". O Aznar é um direitista assumido e perdeu as eleições após o atentado em Madri, quando acusou o ETA, que nada teve a ver com o fato. Mas isso não dá o direito a Chavez de fazê-lo vítima de sua diarréia verbal. E a gente ainda reclama das metáforas futebolísticas do Lula...

Ricardo Brandau | 14-11-2007 13:02:47

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Quarta-feira, Outubro 24

2008 vem aí...

Loucura! 2007 já passou. Vemos lojas decoradas para o Natal e nas principais avenidas da cidade foram montadas árvores gigantes (muito bonitas, por sinal). Ano que vem é ano eleitoral. O assunto não será outro. Quais serão os candidatos? Quem será o sucessor do prefeito Edinho Araújo? E a vereador? Quem vai entrar na briga? Essas serão algumas perguntas que todos estarão se fazendo. O que posso dizer é que a disputa será boa. Vamos aguardar.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:24:10 AM
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Sábado, Outubro 13


A campeã mirim Avaré Eternity desperta a atenção da garotada

Sucesso total

A Expo está um sucesso total. Fui todas as noites acompanhar os shows. Até agora, no gosto popular, a dupla Bruno & Marrone foi imbatível. O secretário de Agricultura de Rio Preto e presidente da feira, Sergio Expressão, conseguiu trazer de volta o brilho da Expo. Como estava em seus planos, ele conseguiu trazer a família de volta ao Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto. A garotada tem se divertido com inúmeras atrações: mini-horse, pintinhos, ovelhas... E, hoje, à noite, deve ser coroado o sucesso do evento com o show mais aguardado pelo público de Rio Preto e região: Victor & Leo.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:35:16 AM
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Domingo, Setembro 30



Expo 2007

Estamos em contagem regressiva para o início da 46ª Exposição Agropecuária de São José do Rio Preto. Começa dia 4. A Expo, como é conhecida popularmente, tem um significado diferenciado para mim.

Cheguei a Rio Preto em 1993. Exatamente no meio dela. Fui trabalhar no extinto jornal A Notícia. Logo, já fui incumbida de cobrir o evento.

Eu era um ser extremamente urbano. Paulistana da gema, nem me passava pela cabeça o que era uma exposição agropecuária. Hoje, 14 anos depois, tenho Rio Preto no coração, além de um filho rio-pretense. O Breno é um serzinho que conseguiu assimilar as coisas, o mundo da Capital (minha família continua lá) e os hábitos daqui (até o erre torcido, os esses engolidos e outras coisas mais, pro desespero da mãe).

Jamais imaginei assessorar a Expo. Estar tão envolvida com tudo isso. Acho que é ainda um terreno arenoso, mas tenho certeza de que tudo dará certo. Os shows estão de volta. Serão 11. E de primeira.

Quem gosta não pode perder. Vale conferir o site da Expo. Está maravilhoso! Não só porque tem um dedinho meu, mas especialmente porque está bem informativo. Confiram www.exporiopreto2007.com.br

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:15:59 PM
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Domingo, Setembro 9


Só alegria

Em Sampa

Cheguei a São Paulo na sexta-feira. Vim curtir uma festa. Estava o maior calor. Nem parecia que estava por aqui. Hoje, está a cara da minha infância/adolescência. Está aquele friozinho de preguiça. Amo muito tudo isso!

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:35:10 PM
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Domingo, Julho 29

Dica

Reparei que durante o Pan meio mundo estava usando uma espécie de esparadrapo no nariz. Fiquei imaginando o que seria. Se era resultado de uma cirurgia em massa ou sei lá o quê. Zapeando, descobri que é uma dilatador nasal, que pode ser encontrado em qualquer farmácia. A marca que estava vendendo na TV era "Respire melhor". Na propaganda, diziam que é bom até para quem ronca.

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Mirna, Este dilatador já foi muito utilizado por jogadores de futebol há alguns anos. Pedrinho, do Santos, costuma usá-lo ainda hoje. Mas há controvérsias sobre seus efeitos. Bj, Richard

Ricardo Brandau | 30-07-2007 12:13:39

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:02:08 AM
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Sábado, Julho 28


Entre Milionário e José Rico

Almoço com as estrelas

Copiando o nome do programa que havia na TV na minha infância, ontem almocei com a dupla "Milionário e José Rico". Fiquei encantada com a simpatia deles. O Milionário, lógico, é muito mais folclórico. Chegou num 'furgãozão' que eu nunca havia visto daquele modelo e ainda amarelo. Quando vai tirar foto, faz questão de mostrar as mãos abarrotadas de anéis. É um barato!

Já o Zé Rico é de uma simplicidade sem fim. Atencioso e sorridente. Disse para ele que cresci ouvindo as músicas da dupla. Meu pai é fã para caramba deles. Ele estava tomando um copo de guaraná e me perguntou se eu queria um pouco de uísque puro (era um copo cheio). Eu disse que desse mal não morria (não bebo nada - só agua e refri). Aí, ele me deu o copo para cheirar e ver que era guaraná. Deu risada e disse que era capaz de alguém fotografar e falar que ele estava tomando todas.

Foi um almoço divertido!

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:07:09 PM
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Segunda-feira, Julho 16



Sobre Brasil e Argentina

Também preciso falar sobre a final da Copa América. Gente, pensei que eu fosse sofrer pra dedéu. Ainda mais com argentinos na família. Eu estava de coração partido. Mas, quando vi aquela Argentina sonolenta em campo, até eu não resisti e tirei uma soneca no final do jogo. Acordei quando os argentinos já estavam carrancudos recebendo e imediatamente tirando as medalhas de prata do peito. Decépcion total!!! 3XO foi muito.

Tevito cadê você? Messi, donde estás que no adentro en el juego? O jornalista argentino Adrian Piedrabuena disse (e eu concordo): "es necesario y honesto rendirse ante la evidencia: Brasil, aun siendo poco brasileño, fue superior. De principio a fin."

Comentário
Hehehe. Seus parentes argentinos devem tremer a cada vez que ouvem ou lêem as palavras "Seleção Brasileira". Vou te mandar por e-mail as novas determinações da Fifa para jogos entre Brasil e Argentina. Falando sério, o Brasil jogou de forma inteligente e contou com a sorte do gol no início do jogo. Com Riquelme e Messi fazendo pouquíssima coisa em campo por causa da marcação, as coisas ficaram ainda mais fáceis.

Ricardo Brandau | 20-07-2007 13:15:44

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:33:38 PM
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Tem dó

Também quero aproveitar hoje e falar sobre o Pan 2007. Meu, fiquei extremamente decepcionada com o público na abertura. Povo sem noção e muito sem educação. Dizia meu avô que, quando um burro fala, o outro abaixa a orelha. Que que foi aquilo de vaiar o Lula? Quer queiram quer não, o cara é o presidente da República. Nem deixaram ele começar a falar. Acho que ali não era lugar de protestar.

Quem não está satisfeito faz greve, vai para as ruas se manifestar. Completamente sem sentido o que fizeram. A abertura do Pan era para ser uma grande festa do esporte que, aliás, só estava acontecendo, porque o mesmo Lula que foi vaiado colocou muita grana do governo federal ali. Fica o meu protesto particular.

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Oi Mirna, Está se dando muita importância a esta questão da vaia. Entendo que o pessoal tem todo o direito de vaiar, sim e o Lula não pode ficar magoadinho. Tem de aprender a ouvir vaias, ou ele acha que "Nunca antes, na história deste país", um presidente foi vaiado?

Ricardo Brandau | 20-07-2007 13:11:37

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:28:38 PM
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Mudanças na nossa língua

Para quem gosta de língua portuguesa como eu, o texto que publico abaixo será extremamente interessante. Está sendo discutida uma reforma na nossa língua. A idéia é igualar à língua portuguesa que se fala em Portugal. Haveria uma única língua portuguesa, na escrita.

Hoje, existem muitas diferenças na escrita de um país e outro, o que não ocorre com o espanhol. Ele é o mesmo na Espanha, no Chile, na Argentina (e por falar em Argentina - 3X0 para o Brasil na Copa América!!!!) e assim por diante.

Para que isso aconteça, deve ser assinado um acordo entre os dois países para unificar a língua. Acontece que já foram feitas reformas e acordos anteriores (o último é de 1971) e sabem quem cumpriu à risca as mudanças acordadas? Somente o Brasil. Pouco tempo depois Portugal deixou todo o compromisso de lado e voltou a escrever como bem entendia.

Diante disso, já tenho minha opinião formada sobre os fatos. Penso que não devemos alterar coisa alguma para unificar a língua. Reconheço que a nossa língua portuguesa não é fácil, mas pelo que li sobre as mudanças não vai melhorar em nada. Ao contrário, teremos de assimilar novas regras, que, aliás, tem muita gente que ainda não guardou. E olha que elas são de 1971.

Também não quero influenciar ninguém. Por isso, recomendo que leiam o texto abaixo. A discussão é boa. Tem livreiro, editora na parada. Todo mundo pensando em ganhar dinheiro e quem usa a língua no dia-a-dia, como é o meu caso e de muitos jornalistas, nem será ouvido. Confiram.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:18:33 PM
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Ideia de semirreforma afeta os que leem

Por Ediane Tiago, para o Valor
6/7/2007

Pasquale Cipro Neto deve se preparar para dobrar sua carga de trabalho a partir de 2009. Referência absoluta para os que desejam reduzir a agressão à "última flor do Lácio", nosso mestre da língua terá de resolver as muitas dúvidas que surgirão com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, previsto para entrar em vigor nesse ano.

Com sua adoção, as diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal serão resolvidas em 98%. A unificação da ortografia da língua portuguesa - único idioma do Ocidente a ter duas grafias oficiais: a do Brasil e a de Portugal - acarretará alterações na forma de escrita em 1,6% do vocabulário usado em Portugal e de 0,5% no Brasil. Além deles, seis países africanos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Lester) compõem a comunidade de mais de 200 milhões de pessoas que têm o português como língua oficial.

A unificação da ortografia é importante para o futuro do idioma no mundo, pois o português é a terceira língua ocidental mais falada, atrás apenas do inglês e do espanhol, avalia o Ministério da Educação do Brasil. Uma publicação portuguesa tem de passar por uma revisão para ser lançada no Brasil, enquanto um livro de um autor latino-americano pode ser publicado ao mesmo tempo, com a mesma edição, na Espanha e na América de língua espanhola.

"Mesmo pequenas, as mudanças representam uma enorme diferença na circulação de livros, materiais educativos, intercâmbio de alunos e acordos de cooperação. Trata-se da criação de um mercado global para a língua portuguesa", afirma Carlos Alberto Xavier, assessor especial do ministro da Educação, Fernando Haddad.

Com a reforma ortográfica, o alfabeto brasileiro, que possui 23 letras, ganhará mais três: k, y e w, o que não deve implicar muita alteração. Mas o trema será totalmente eliminado das palavras portuguesas ou aportuguesadas, sendo usado só em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros, como mülleriano, de Müller. A regra para uso de hífen também será simplificada e a acentuação gráfica, alterada: não serão assinalados com acento gráfico os ditongos ei e oi de palavras paroxítonas, como assembléia, idéia e jibóia.

Pasquale certamente terá menos trabalho ao explicar que não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados: a grafia correta será creem, deem, leem e veem. O acento circunflexo usado em palavras terminadas em hiato, como enjôo, também cairá. O acento deixará ainda de ser usado para diferenciar pára (verbo) de para (preposição). Por outro lado, as novas regras ortográficas obrigarão os portugueses a grafarem algumas palavras como no Brasil. O verbete acção passará a ser ação. Os portugueses também terão de retirar o h inicial de algumas palavras, como em herva e húmido, que passarão a ser grafadas como no Brasil: erva e úmido.

"A unificação propicia a criação de um idioma de trabalho, que é fundamental para os acordos diplomáticos", comenta Mário Mendão, técnico da assessoria jurídica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Entre as vantagens, ele também destaca o fato de a reforma facilitar o intercâmbio de estudantes entre os países de língua portuguesa. "Do jeito que está, temos dois idiomas."

Para as palavras que admitem diferentes pronúncias, manteve-se a possibilidade de duas grafias. Os brasileiros escreverão fato, e os portugueses, facto. As duas formas de grafar esse substantivo serão consideradas corretas nos países signatários do acordo. "A unificação da ortografia elimina a necessidade de traduzir obras para o padrão português ou brasileiro. Facilita também a troca de conteúdo entre os países", exemplifica Mendão.

O fato de existirem duas ortografias, argumenta o Itamaraty, dificulta campanhas de divulgação do idioma e a sua adoção em fóruns internacionais. Com isso, a entrada em vigor do acordo será essencial para a definição de uma política de promoção e difusão da língua portuguesa. Para Antônio Houaiss (1915-1999), negociador brasileiro do acordo ortográfico e elaborador da "Nova Ortografia da Língua Portuguesa" (1991), a unificação da ortografia não implica uniformização. "Portugal, Brasil e os países africanos de língua portuguesa reconhecem que a inexistência de uma única ortografia oficial traz não apenas dificuldades de natureza lingüística, mas também de natureza política. Daí o esforço desses países em efetivar o novo acordo", escreveu.

No Brasil, o acordo ortográfico foi discutido no Congresso Nacional por mais de dez anos, aprovado em 2001 e logo em seguida sancionado pelo presidente da República. Em dezembro de 2006, o acordo foi sancionado pelo governo de São Tomé e Príncipe. Com isso, a CPLP poderá definir a data para início da vigência do acordo. O requisito estabelecido no protocolo de mudança já foi atendido.

Para os lingüistas e livreiros, entretanto, o acordo não traz contribuições à língua escrita no Brasil e criará problemas. Bruno Dallari, professor de lingüística da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), alerta que não há possibilidade de unificação da grafia e a entrada em vigor das regras propostas devem apenas confundir estudantes e professores. Ele explica que o próprio acordo prevê a manutenção de sinais diferentes para palavras iguais. Dessa forma, os brasileiros continuarão escrevendo Antônio, enquanto em Portugal se escreverá António. A manutenção de grafias diferentes também atinge palavras como úmido e húmido, que têm o mesmo sentido. "Agora será preciso explicar para os alunos que é possível escrever de dois jeitos."

Os alunos também sofrerão com as regras facultativas. Pelo acordo, Portugal precisa extinguir a letra c muda em palavras como ação e exato (grafada exacto pelos portugueses). Mas o uso da letra c muda continua facultativo em palavras como setor (sector). "Mais do que sonora, a letra c diferencia algumas palavras. Fato significa terno para os portugueses. Por isso, eles manterão a grafia facto quando se referirem a algo que aconteceu", explica Dallari.

Apesar das divergências lingüísticas, as vantagens diplomáticas são defendidas pelo governo brasileiro e pela Academia Brasileira de Letras (ABL), que vêem com bons olhos a implementação das reformas em 2009. Basta saber se a equipe de Luiz Inácio da Silva conseguirá preparar o país para a nova versão da língua portuguesa, que foi deixada na gaveta dos Ministérios da Educação de José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Alice Saboia, lingüista especialista em ortografia portuguesa e professora de pós-graduação em lingüística da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a demora para a adoção deve-se ao atraso na homologação do acordo por parte dos países africanos. "Esses países têm problemas muito sérios para resolver e o acordo não ganha importância nesse ambiente", justifica. Além disso, ainda falta definição em alguns países sobre a manutenção da língua portuguesa como idioma oficial. "Moçambique dá sinais claros de que adotará a língua inglesa e utiliza até mesmo livros didáticos nesse idioma em suas escolas", comenta.

Atualmente, o mercado comum português é estimado pela CPLP em 220 ou 230 milhões de pessoas, somando as populações dos países que integram a comunidade. Mas o número de falantes de língua portuguesa é divergente entre os especialistas. Dallari, da PUC, esclarece que apenas as populações do Brasil (186,7 milhões) e de Portugal (10,7 milhões) podem ser consideradas na totalidade. "Nos demais países, podemos adotar uma média de 10% de falantes de língua portuguesa, o que resultaria em um mercado externo de cerca de 3,5 milhões de pessoas", calcula.

Por causa da concentração e da relação entre os países lusófonos, Xavier admite que no Brasil e, até mesmo, em Portugal muitas pessoas não vêem o acordo com simpatia. É o caso de Armando Antongini, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que critica a reforma e alega que a homologação do acordo pelo Brasil não passou de um arroubo diplomático. Não houve, na opinião dele, nenhuma discussão sobre o impacto no mercado editorial.

"Gostaria de entender: por que o Brasil, que é o maior país de língua portuguesa, tem de aproximar sua ortografia de Portugal?", questiona, lembrando que as mudanças abrirão um enorme mercado para os livreiros portugueses. "O contrário não é verdadeiro, uma vez que os livros impressos no Brasil não são bem-aceitos no mercado português", alfineta.

Já o professor Evanildo Bechara, membro da ABL, acusa os livreiros portugueses de praticarem lobby para retardar a reforma. De acordo com ele, há grande preocupação em relação aos estoques atuais, que seriam rejeitados pelos consumidores por não estar na nova ortografia: "Os livreiros acabaram de publicar grandes versões, uma reforma agora seria um desastre para os negócios." Para ele, a influência dos livreiros prejudica a unificação da ortografia, porque ela está intimamente ligada à língua escrita. "Essa é uma visão limitada. É preciso analisar a questão do ponto de vista da oportunidade. O que significa a abertura desse mercado?", pergunta. Além disso, Bechara destaca que as diferentes ortografias aumentam os custos das edições por exigir traduções na mesma língua.

Do ponto de vista da Câmara Brasileira do Livro, é preciso proteger o mercado nacional, já que não há uma boa relação comercial entre Brasil e Portugal no mercado editorial. De acordo com a CBL, o Brasil produziu, em 2005, 41,5 mil títulos e vendeu mais de 270,3 milhões de exemplares, totalizando um faturamento de R$ 2,6 bilhões. Uma pesquisa realizada pela entidade aponta que, em 2000, 53,3 milhões de brasileiros leram ou consultaram algum livro. No mesmo ano, apenas 20% dos entrevistados declararam ter comprado em média 5,92 livros não didáticos. "O potencial é muito grande."

Focado no mercado interno, o setor livreiro nem sequer mapeou a receita que pode ser gerada pela entrada dos países africanos no acordo ortográfico. "Não acreditamos em bons negócios nessa região no momento", destaca Antongini. Na ponta do livro didático, também é o mercado brasileiro que garante o faturamento. "Ainda não realizamos nenhum tipo de estudo sobre o mercado externo para livros didáticos brasileiros", confirma Roberta Martins, editora de livros de línguas da Scipione.

Nesse segmento, as atenções estão voltadas para o número de brasileiros em idade escolar, um mercado cativo de fácil mapeamento. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007 o grupo formado por brasileiros em idade escolar (de 5 a 14 anos) será de 33,9 milhões. Por isso, as editoras de livros didáticos não questionam ou criticam o acordo, apenas esperam as decisões governamentais para iniciar as alterações necessárias. "As maiores adaptações ocorrerão nas gramáticas e nos dicionários. O trabalho será hercúleo e teremos dois anos para atender a todas as modificações", explica Roberta .

Mesmo com a diversidade de opiniões, Walmírio Eronides de Macedo, membro da Academia Brasileira de Filologia, acredita que o acordo entrará em vigor em breve. Segundo ele, as regras estão em fase final de aprovação e os brasileiros reagirão bem a elas, como foi o caso de outras reformas ortográficas, ocorridas em 1943 e em 1971. "O acordo respeita a pronúncia e as características culturais de cada país. Por isso, deve ser assimilado em pouco tempo", declara, lembrando que os filólogos ainda não fizeram nenhuma medição exata no impacto das mudanças nos dicionários. "São necessárias a homologação e a contribuição de todos os países para a realização desse trabalho."

Xavier observa que, para realizar as alterações necessárias, os editores contam com recursos eletrônicos que ajudarão muito na revisão das obras. "Além disso, há um período de transição. O livro é um bem de consumo durável e conviveremos com as duas grafias. O importante é registrar e ensinar as diferenças."

Essa reciclagem é exatamente o que preocupa Alice, da UFMT. Para ela, o impacto da reforma só poderá ser medido daqui a uma ou duas décadas e a forma como os professores serão treinados é que garantirá o sucesso. "Quando cheguei a Mato Grosso para dar aulas em 1982, fiquei surpresa com o fato de os alunos do primeiro ano do curso de Letras não acentuarem palavras como você. Quando questionei sobre isso, eles afirmaram que todos os acentos haviam caído com uma reforma", lembra. Essa referência é da reforma ortográfica de 1971, que retirou o acento circunflexo, utilizado como diferencial de pronúncia, de palavras como doce (que se grafava dôce) e gelo (gêlo).

Para testar as normas do novo acordo, Alice realizou em 1992 uma pesquisa com alunos de primeiro e segundo graus. "Verifiquei que os falantes de língua portuguesa têm dificuldades com a definição de vocábulos desconhecidos. Nesse ponto, a perda do acento dificulta muito a pronúncia", comenta. Como exemplo ela cita a extinção de acento em palavras como idéia e geléia. "Os alunos tiveram dificuldades em ler palavras sem a distinção gráfica do acento", conta.

Enquanto os falantes de língua portuguesa se ressentem das mudanças ocorridas de tempos em tempos, Alice alerta que os acordos ortográficos precisam ser respeitados em todos os países que o homologam. Como exemplo, ela cita a falta de concordância entre Brasil e Portugal em acordos anteriores. "Em 1943, os dois países definiram uma reforma. O Brasil implementou, mas Portugal adotou outras regras em 1945. Temos de tomar cuidado para que o acordo assinado em 1990 não caia na sina de ser mais um documento assinado para não ser cumprido."

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:03:33 PM
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