Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Atualmente, é assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão (PT).
Fale comigo
mirna@mirna.com.br
Arquivos
notas anteriores
Links
Blogger do Brasil
Acirp
Avenida da Saudade
Blog Cubano Geração Y
Blog da Gianda
Blog da Leda
Blog da Michele (Aperte o cinto!)
Blog da Renatinha
Blog do Cacau
Blog do Carlos Alexandre
Blog do Júlio Verdi
Buscando Rumos
Corujão da Madrugada
De Olho no Poder
De Última Hora
Diário da Região
Eis-me Aqui
Et facto
Família Trapo
Fotolog da Mi
Jornal de Cornélio
MPB que toca
No Fronte
Prefeitura de Rio Preto
Recanto da Lua
Revista Fórum
Signos em Rotação
TV Tem
Prêmio

Este blog está entre os melhores do País

PageRank
Visitas
Publicidade




Quarta-feira, Fevereiro 3


Vice José Alencar luta contra câncer de intestino desde 97

Frase da semana

"Não tenho medo da morte. Tenho certeza que vou morrer um dia, como todos nós temos. Se Deus quiser me levar, ele não precisa de um câncer. Se ele não quiser que eu vá, não há câncer que me leve, e tudo indica que ele não quer me levar agora".
José Alencar, vice-presidente da República

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:13:20 AM
Comentários:

Empreendedorismo jornalístico atrai a
atenção de universidades e profissionais
desempregados no mundo inteiro


Carlos Castilho em 1/2/2010 às 23:36:06
Observatório da Imprensa


Pelo menos duas grandes iniciativas surgidas nos Estados Unidos nos últimos cinco meses colocaram na ordem do dia uma questão que tira o sono de quase 25 mil jornalistas desempregados nos últimos 10 anos em conseqüência da crise na imprensa norte-americana.

É o chamado empreendedorismo jornalístico onde profissionais altamente qualificados, mas sem trabalho, decidem criar o seu próprio sustento usando a internet como plataforma. Este é o público que as universidades do Sul da Califórnia e a Municipal de Nova Iorque pretendem atingir ao lançar dois projetos com o objetivo de discutir a criação de empresas jornalísticas na Web.

A Universidade do Sul de Califórnia (USC) anunciou para maio próximo a realização de um curso intensivo para a capacitação de jornalistas interessados em montar seu próprio negócio. Em Nova Iorque, a CUNY (City University of New York) criou um curso regular de empreendedorismo jornalístico e está promovendo a formação de uma rede acadêmica mundial para troca de experiências nesta área.

A primeira reunião virtual da rede, realizada agora em janeiro, contou com a participação de 12 grandes universidades norte-americanas e mais duas faculdades da Inglaterra, uma do México, Noruega e Alemanha. O grupo criou uma página wiki onde é possível acompanhar a troca de idéias.

A relevância adquirida pelo tema desde meados do ano passado acontece paralelamente ao agravamento das dúvidas e incertezas sobre o futuro da imprensa convencional, especialmente a questão da cobrança ou não de acesso à notícias publicadas na internet.

É um área onde a realidade está atropelando os jornalistas pois o enxugamento das redações está acontecendo a um ritmo muito mais rápido do que a descoberta de novos nichos de atividade remunerada para os profissionais desempregados e recém formados.

Mais do que isto. É um setor onde a perplexidade é generalizada porque a ausência de modelos é total. Está tudo por fazer, o que coloca as universidades numa posição privilegiada, porque elas é que podem promover a pesquisa e o intercâmbio de experiências necessárias para encontrar alternativas.

Se a grande imprensa ainda procura um novo modelo de negócios, os profissionais autônomos têm pela frente uma tarefa não menos complicada, que é a de descobrir como obter receitas a partir do jornalismo praticado na Web.

Quase todos os estudos e hipóteses apontam no sentido de que não haverá uma solução única e sim várias possibilidades, dependendo do contexto onde está inserido o profissional independente.

Mas uma coisa é considerada certa: O jornalista deverá estar vinculado a uma ou mais redes na internet para poder desenvolver o seu trabalho, ter contatos e recorrer à ajuda especializada, em questões como finanças pessoais, apoio jurídico, promoção pessoal e atualização profissional.

Outra hipótese tida como muito provável é a de que cada jornalista deverá, durante algum tempo, ter um pé no mundo digital e outro no mundo analógico porque o retorno financeiro de páginas informativas na Web tende a ser lento e pouco significativo, no começo. Portanto, haja paciência e persistência.

Em compensação, a internet oferece possibilidades imensas de exploração de nichos informativos especializados, notadamente no jornalismo local e hiperlocal , jornalismo investigativo com participação do público e informação altamente especializada. Os jornalistas deverão cultivar as suas próprias redes de leitores, que eventualmente poderão também funcionar como financiadores do profissional.

O repórter Cristopher Albritton cobriu o início da invasão norte-americana no Iraque a partir de contribuições de leitores do seu blog. Mais recentemente o projeto Spot.us passou a reunir jornalistas free lancers para produzir reportagens também financiadas por recursos do público.

Este tipo de financiamento direto deverá ser uma das opções financeiras dos jornalistas profissionais na Web. O Spot.us ainda não é considerado uma experiência consagrada, mas há pelo menos três pesquisadores da comunicação na Web estudando o projeto para extrair lições de seus erros e acertos.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:48:43 AM
Comentários:

Terça-feira, Fevereiro 2

Pau a pau

Por Eliane Cantanhêde – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA – José Serra que se cuide, porque as pesquisas começam a dar respostas às duas principais indagações de 2010: o quanto Lula será capaz de transferir sua poderosa popularidade para Dilma Rousseff e quem ganha e quem perde com a desistência de Ciro Gomes.

O pulo de Dilma registrado pela CNT-Sensus confirma a expectativa governista de que, sim, há bastante transferência de voto de Lula para sua candidata, que, de novembro até agora, saiu de 21,7% para 27,8% no cenário que inclui Ciro e de 23,5% para 28,5% sem ele.

A segunda resposta começa a se delinear, mas é cedo para certezas.

O que parece hoje pode não se confirmar amanhã.

Comparando os dois cenários atuais, com e sem Ciro: Dilma varia menos de um ponto (27,8% para 28,5%) quando ele está fora, enquanto Serra salta mais de sete (de 33,2% para 40,7%). Significa que, neste momento, a saída de Ciro favoreceria o tucano. Mas isso depende da campanha. Principalmente da percepção do eleitor de que Ciro é Lula, logo… será Dilma.

Ainda sem Ciro: a soma de Dilma (28,5%) com Marina Silva (9,5%) é menor do que o total de Serra. Equivale a dizer que, se a eleição fosse hoje, Serra estaria eleito já no primeiro turno. Mas é uma hipótese improvável, porque o desempenho de Serra se mantém estável, e o de Dilma é ascendente.

Se o problema do governo é calcular se convém ou não manter Ciro na disputa, o problema do próprio Ciro é outro: a desidratação.

Seu risco é definhar mês após mês, a ponto de chegar ao final comprometendo um futuro promissor.

No mais, um dado da pesquisa é particularmente importante: 20,4%, quase um quarto do eleitorado, anularam o voto ou se declararam indecisos. Dilma está no ataque, conquistando esses votos. Serra está na defensiva, derrapando nas enchentes e mortes em São Paulo. O clima e a temperatura estão mais para ela do que para ele.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:40:01 PM
Comentários:

Terça-feira, Janeiro 19

Trégua? E a dengue?

De fato, as fortes chuvas da madrugada de ontem deixaram Rio Preto num estado deplorável. Dá dó ver o estado em que ficou a cidade em determinados pontos.

Costumo correr num trecho que pega a Brasilusa, a José Munia e Andaló. Simplesmente, não dava para fazer o percurso. Barro, buracos e calçadas destruídas.

Tudo bem que as chuvas podem ter colaborado com o prefeito Valdomiro Lopes. Mas vamos combinar que a cidade já vinha sendo conduzida sem a devida manutenção. Ele pode até ter uma certa trégua, mais um pouquinho de tolerância nesse aspecto. Mas e a dengue? Não é nem dia 20 de janeiro e já temos 452 casos positivos? Saúde não era uma das prioridades de sua "plataforma" de governo?


Chuva faz S. J. Rio Preto decretar calamidade pública

Por Solange Spigliatti, Agencia Estado, Atualizado: 19/1/2010 8:04

O prefeito do município paulista de São José do Rio Preto, Valdomiro Lopes, decretou ontem estado de calamidade pública em razão dos sérios danos humanos, materiais, ambientais, sociais e econômicos causados pela chuva que atingiu a cidade da madrugada de ontem. De acordo com a Defesa Civil, foi a maior chuva dos últimos 20 anos - foram 132 milímetros por metro cúbico no período das 3h40 às 5h10, o que provocou prejuízos que devem ultrapassar os R$ 40 milhões. Duas pessoas morreram durante o temporal.

Segundo a prefeitura, cerca de 600 homens trabalham para recuperar os estragos na cidade, a maioria para comerciantes que possuem estabelecimentos nos locais mais afetados, que foram as principais avenidas da cidade: Bady Bassitt, Alberto Andaló, José Munia, Philadelpho Gouveia Neto, Murchid Homsi e Juscelino Kubitschek.

Esses comerciantes poderão contar com a ajuda da prefeitura para recuperação das lojas. O prefeito e o superintendente da Caixa Econômica Federal (CEF), Everaldo Coelho, anunciaram que será oferecida uma linha de crédito especial para que possam recuperar seus danos. Apesar dos danos, não há registro de desabrigados ou desalojados.

A cidade já havia decretado ontem situação de emergência - reconhecimento de situação anormal, provocada por desastres, causando danos superáveis pela comunidade afetada. Já a situação de calamidade pública admite sérios danos à comunidade, inclusive à vida de seus habitantes.

Dengue

Além dos prejuízos causados pelas chuvas, São José do Rio Preto enfrenta uma epidemia de dengue. A Secretaria de Saúde da cidade confirmou 452 casos positivos só este ano. Todos são de pessoas que tiveram os primeiros sintomas da doença na primeira quinzena de janeiro.

Segundo a prefeitura, já começaram a ser realizados os bloqueios mecânicos (busca ativa de criadouros em imóveis) e químicos (aplicação de inseticida para eliminação do mosquito Aedes aegypti adulto). Os dados são provisórios e podem sofrer alterações.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:29:49 AM
Comentários:

Quarta-feira, Janeiro 6

Jornalismo

Retomo o blog em 2010 falando de uma de minhas paixões: o jornalismo. Comungo com as palavras de Paulo Ghiraldelli Jr, que escreveu para o Observatório da Imprensa. O texto abaixo reflete muito do que penso sobre no que se transformou o jornalismo. Pena!

Jornalismo de fraldas faz fraudes

Por Paulo Ghiraldelli Jr. em 6/1/2010

Ou eu fiquei melhor ou o jornalismo ficou burro. Quando jovem, eu lia o Claudio Abramo na Folha de S.Paulo e me deliciava. Que maravilha de dignidade e que texto saboroso. Agora, abro a Folha ou o Estadão na internet e não consigo terminar nenhum texto, eles me expulsam. Para não jogar farpas ao vento, dou exemplos.

Bruno Yutaka Saito, do Blog Cinema da Folha, começa o seu texto:

"Ontem levei minha mãe para ver Sempre ao Seu Lado, `o´ filme de cachorro da temporada. Do mesmo jeito que nesta época temos a Xuxa na telona ou filme francês com o Mathieu Amalric, o gênero filme fofo com bichinhos tá aí para nos fazer debulhar em lágrimas." (30/12/09)

Ao ler isso, exclamo quase que involuntariamente: piedade Senhor, ele não sabe o que faz! O estilo é insuportável: que coisa mais desagradável a fórmula "levei minha mãe"! Ora, fui ao cinema com minha mãe e ponto final, acabou. Achar que mãe é um pedaço de carne boba, que é necessário ser levado para lá e para cá, é irritante. Além disso, que coisa mais chata isso de ir trabalhar com a mãe, ou seja, ir ao cinema para escrever a coluna da Folha e, então, dar a desculpa de "levar a mãe" ou usar do serviço para sair com a mãe. A colônia nipônica se reúne para ver filmes japoneses e eu, o jornalista descendente de japoneses, levo também a minha mamãe lá, e sabe-se lá se ela quer ir. Tinha de fazer o serviço e ao mesmo tempo "dar atenção" para minha mãe no final do ano – é assim que soa o texto (ao menos para mim, ora, eu sou um leitor só, mas sou leitor).

Feito isso, cometo o erro terrível de colocar no mesmo saco, ou seja, na mesma frase e de modo equalizador, filmes como Sempre ao seu lado e a feiurinha da Xuxa. Aí já não estou mais no erro de estilo, mas no tropeço do resumo forçado. Isto é, tenho de dizer para o dono do jornal que não trabalhei só um dia, mas que assisti a muito outros filmes; então, numa frase só eu embrulho três filmes para dar a impressão que vi todos e pincei um. Essa ânsia de escrever para o dono do jornal, de modo burocrático, e não para o leitor, gera o monstrengo do destaque acima. Há dezenas de outros exemplos desses dois problemas em outros textos dos grandes jornais. Peguei o do Bruno porque ele reunia no mesmo texto dois dos problemas que queria comentar.

Agora, um destaque sobre a falta de assunto e a ironia tola. Na mesma edição da Folha, o artigo de Hélio Schwartsman.

"Agora que o Brasil virou potência mundial e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido o homem do ano pelos jornais Le Monde e El País, só resta a nós colunistas prorrogarmos indefinidamente nossas férias, já que não há mais dificuldades a resolver nem, portanto, problemas a comentar." (30/12/09)

Deveria haver uma placa na redação dos jornais, bem acima da porta:

"Caso você queira ser irônico para parecer superiormente blasé, não entre para trabalhar."

Inveja braba

Ironias desse tipo, especialmente com a palavra "banana", que alude à frase feita "República de Bananas", o genérico para países latino-americanos pequenos com ditaduras que se sobrepunham a ditaduras, é coisa do Pasquim e só serviu para o Pasquim e sua época. No tempo áureo do Pasquim, fazia sentido. Mas agora, tirada de lá e reconstruída, para sair da boca de um jovem colunista bem barbeadinho, que mais parece dentista que escritor, soa como ofensivo, como um desdém à verdade. Ninguém em sã consciência – muito menos no governo, a se ver pelo discurso de Lula – está querendo dizer que o Brasil "venceu para sempre dificuldades". Dizemos isso quando estamos sob ditadura e, então, a mídia, uma vez censurada, é forçada a aparentar a vida sob céu azul. Ora, não é o que se apresenta.

Querer remeter a uma situação de abafamento para, sem seguida, mostrar que se é dono dos fatos e que há muitos problemas no Brasil, é uma péssima forma de introduzir um artigo. Aliás, denota, na verdade, o contrário. Parece coisa de garoto de colégio que copia frase pronta para encher lingüiça e, se é assim, então de fato não há muito o que comentar. Pode ser, também, um tipo de mentalidade colonizada, pois o texto parece querer contestar não a legitimidade das homenagens a Lula, mas a competência dos jornais do Exterior que a noticiaram. Um tipo de invejinha do jornalista para com órgãos de imprensa de maior destaque. Soa também como uma pedante forma de dizer: grande coisa que é o Le Monde, pois eles não sabem o que falam. Esse tipo de coisa está nas entrelinhas do colunista.

Certo e errado

Há outras dezenas de situações chatas. Por exemplo, o eterno problema das manchetes falsas. O Estado de S.Paulo diz que "Projeto que revoga a Lei da Anistia fez Jobim ameaçar a se demitir" (30/12/09). Abro o link correspondente à manchete e, na notícia propriamente dita, nada se lê sobre a demissão ou mesmo a ameaça da demissão. A manchete é a criadora de uma falsa crise para atrair leitores em uma época de paralisação política e de falta de assunto.

O tema da verdade no jornalismo é, certamente, o mais polêmico. De todas as áreas de trabalho humano, talvez seja exatamente no jornalismo que a noção de verdade utilizada é a mais fraquinha. Nesse caso, aliás, os jornais impressos e o jornalismo televisivo se igualam. Os jornais e a TV acreditam que a verdade "tem dois lados" e, em nome de uma imparcialidade que logo se revela matreira, para tudo que é controverso eles apresentam alguns contentes e outros descontentes com a situação. Feito isso, se acham como deuses na Terra, imparcialíssimos.

Seja qual for a noção de verdade que possamos usar, segundo as grandes teorias filosóficas, o correto é que nenhuma delas endossaria essa idéia de que a verdade é o produto de frases a favor e frases contrárias ao que se está avaliando. Em nosso cotidiano, quando queremos saber a verdade de um enunciado que expõe uma situação ou um acontecimento, não ficamos andando como bobocas procurando ouvir "os dois lados". Em nossa vida diária, quando buscamos a verdade, traçamos estratégias que levem o suposto mentiroso a cair em contradição ou diante do que havia falado ou então por meio de colocar o que falou diante da exposição de outras circunstâncias. Nunca ficamos contentes sem ir a fundo nessas estratégias. Ora, estranhamente, essas mesmas pessoas que agem assim, como nós, em suas vidas particulares, uma vez transformadas em jornalistas abandonam esse tipo de investigação para se apresentarem como robozinhos do método consagrado pela imprensa brasileira, o de busca da dancinha dos lados.

Acreditando que pagou sua dívida para com o deus da imparcialidade, a imprensa contrata, então, os "colunistas de opinião", que seriam comentadores gabaritados das notícias. Ora, na maior parte, esses colunistas deveriam jogar explicitamente com a parcialidade, eles seriam avaliadores oficiais. Mas o que eles fazem? No passado, avaliavam as notícias – Janio de Freitas e Clóvis Rossi foram mestres nisso. Agora, os jornalistas se comportam como funcionários pagos por algum governo ou político. Novamente exemplos: tudo que é comentado por Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim, no que pese a competência do segundo e o fracasso mental do primeiro, mostra que o governo federal, na sua maior besteira, acertou. Não há possibilidade de Lula e de alguém do governo federal errar. Por outro lado, quando olhamos um José Nêumanne Pinto na TV ou os meninos da direita política na revista Veja, tudo que o governo federal faz está errado ou, então, há algo a ser ironizado em alguma personalidade do governo Lula.

Ora, o que se pode concluir disso? Que eles todos estão longe de falar a verdade, porque não é possível que o governo e todos os seus ministros estejam sempre errados ou sempre certos.

Decadência total

Nietzsche disse, no século 19, com o seu modo inteligentemente irônico, que os jornais são mentirosos por princípio, pois eles sempre possuem mais ou menos o mesmo número de páginas e, como sabemos, é impossível no mundo ocorrerem todos os dias o mesmo número de fatos.

Nós nos esquecemos dessa brincadeira de Nietzsche. Aliás, não levamos mais a sério, também, Marx, na sua acusação de que há mesmo uma imprensa feita de modo grosseiro por ideólogos de grupos e classes. Aliás, duvido que os jornalistas jovens e de meia idade que se pavoneiam hoje por aí tenham lido Marx e Nietzsche. Tenho certeza, aliás, que eles imaginam Claudio Abramo como alguém de um passado que não nos serve mais. Claro, inteligência e honestidade intelectual foram postas na lata do lixo por esse comando de fraldas, produtor de fraudes, do jornalismo brasileiro atual.

Essa decadência total atingiu também o jornalismo humorístico. O brilhante José Simão é preterido por um público jovem que só entende os retardados mentais do CQC. Jornalistas com cultura são substituídos por garotos que podem ser trocados a qualquer momento, pois tudo é enlatado e previamente produzido, em geral copiado de blogs de escritores mais ou menos anônimos da internet.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:40:14 PM
Comentários:

Quinta-feira, Dezembro 31



Feliz 2010!

Desejo a todos, do fundo do meu coração, um 2010 assim: cheio de energia, muita saúde, paz, amor e sucesso!!!

É mais um ciclo que se encerra. Vamos deixar tudo de ruim pra trás e festejar a possibilidade de um ano de muitas perspectivas. Que assim seja!!!!

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:47:34 AM
Comentários:

Quarta-feira, Dezembro 30


Te quiero, Nigga

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 4:54:27 PM
Comentários:


El amor despues del amor, de Fito Paez

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 4:42:36 PM
Comentários:

Sexta-feira, Dezembro 18


Mirna e Milani: só alegria

Festa da TEM e do BD

Foi um sucesso a festa de final de ano da TV TEM e do BOM DIA, nesta quarta-feira (16/12), no Rio Preto Automóvel Clube. Salão lotado, com música boa e ao lado de bons amigos...

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:56:29 PM
Comentários:

Segunda-feira, Dezembro 14



Muito divertido o vídeo acima. Veja abaixo a versão original. Rsrsrsrs...



Comentário
Adorei esta postagem... Sempre muito divertido e informativo o seu blog. Parabéns. Quanto ao livro, não esqueci... Vou comprar um e te mandar de presente. Será uma honra estar na sua estante. Abraços. Carlos

CARLOS ALEXANDRE | Homepage | 15-12-2009 09:43:35

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 7:41:49 PM
Comentários:

Segunda-feira, Dezembro 7


Time de primeira! Agachados: Roger, Rey e Ruy. Em pé: Márcia, Marisa, Dáblio, Adibinho e Marcelo Gomes. Última fileira: eu, Soler, Rita, Gracinha e Zanetti

Festa da Imprensa - Parte III

Foi especial a festa que aconteceu no domingo (7/12) e reuniu boa parte da nata da imprensa rio-pretense. WG, vc conseguiu!!!

Confiram também no blog da Rita Magalhães.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:09:14 PM
Comentários:

Sábado, Dezembro 5



Recordar

As meninas - Camila e Aninha - capricharam no visual para a festa brega ou Festa do Bode. Eu? Fui de enfermeira...

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:48:38 AM
Comentários:

Quinta-feira, Dezembro 3



No casamento da Mari

Só alegria!! Festa belíssima! Um luxo!! Muita diversão...

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:12:01 PM
Comentários:

BuraCaos

Como perguntar não ofende: para que mesmo foi que a Prefeitura de Rio Preto comprou uma usina de asfalto?

Gente, a cidade continua um buraco só.

Imaginem se não houvesse usina. O que seria de nós, motoristas?

Alinhamento, suspensão, roda,... Foi tudo pro espaço.

Comentário
Votou 40, agora aguenta. Nem o Zé Buracão dá jeito nas crateras de Rio Preto e o tapa-buraco continua o mesmo de sempre: usam asfalto de quinta categoria e qualquer chuvinha abre tudo. É o que aconteceu na avenida que liga a BR-153 à Juscelino. Taparam os muito buracos há cerca de 15 dias e hoje pela manhã muitos já estavam reabertos.

Ricardo Brandau | 03-12-2009 13:02:37

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:05:47 PM
Comentários:

Domingo, Novembro 29

Na festa da imprensa







postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:27:15 PM
Comentários:

Sábado, Novembro 21

Pra matar a saudade

Um pouquinho de Elvis.



Suspicious Minds
Mentes Desconfiadas

We're caught in a trap
Caímos em uma armadilha

I can't walk out
Não posso escapar

Because I love you too much, baby
Porque eu te amo demais, meu bem

Why can't you see
Por que você não vê

What you're doing to me
O que está fazendo comigo

When you don't believe a word I say
Quando você não acredita nas palavras que digo

We can't go on together
Não podemos continuar juntos

With suspicious minds (suspicious minds)
Com mentes desconfiadas

And we can't build our dreams
E não podemos construir nossos sonhos

On suspicious minds
Sobre mentes desconfiadas

So, if an old friend I know
Então, se uma velha amiga

Drops by to say hello
Vem dizer olá

Would I still see suspicion in your eyes
Quer que vejá suspeita em seus olhos

Here we go again
Lá vamos nós devolta

Asking where I've been
Perguntando aonde eu fui

You can't see these tears are real
Você não pode ver que as lágrimas são reais

I'm crying (these crying)
Estou Chorando (esta chorando)

We can't go on together
Não podemos continuar juntos

With suspicious minds (suspicious minds)
Com mentes desconfiadas

And we can't build our dreams
E não podemos construir nossos sonhos

On suspicious minds
Sobre mentes desconfiadas

Oh, let our love survive
Oh, deixe nosso amor sobreviver

Or dry the tears from your eyes
Ou seque as lágrimas de seus olhos

Let's don't let a good thing die
Não vamos deixar a boa coisa morrer

When honey, you know
No entanto, doçura, você sabe

I've never lied to you
Eu nunca menti pra ocê

Yeah, yeah
Yeah, Yeah

We're caught in a trap
Caímos em uma armadilha

I can't walk out
Não posso escapar

Because I love you too much, baby
Porque eu te amo demais, meu bem

Why can't you see
Por que você não vê

What you're doing to me
O que está fazendo comigo

When you don't believe a word I say
Quando você não acredita nas palavras que digo

Don’t you know
Você não sabe

We're caught in a trap
Caímos em uma armadilha

I can't walk out
Não posso escapar

Because I love you too much, baby
Porque eu te amo demais, meu bem

Don’t you know
Você não sabe

We're caught in a trap
Caímos em uma armadilha

I can't walk out
Não posso escapar

Because I love you too much, baby
Porque eu te amo demais, meu bem

Comentário
meus parabens, adorei voce ter lembrado dessa musica do elvis, e maravilhosa. abracos, alex.

Alex Ventura | Email | 26-11-2009 17:37:51

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:47:32 PM
Comentários:

Quarta-feira, Novembro 18



Ibitinga

Com o Rodrigo, na Feira Nacional do Bordado, de Ibitinga, em julho.

Foto: Diego Paganini

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:52:14 PM
Comentários:

Terça-feira, Novembro 17

Palavras do novo mundo tecnológico

A tecnologia tem nos possibilitado inúmeras formas de aproximar/conectar as pessoas. Hoje, a Michele Monte Mor (que tem o blog Aperte o Cinto!), em sua mensagem no MSN, escreve que ontem deu um "unfriend". Para quem não sabe essa palavra foi eleita pelo Dicionário Oxford a palavra do ano.

De acordo com matéria que li na UOL, o Dicionário Oxford, feito pela universidade inglesa homônima, optou pela palavra "unfriend" (verbo que significa a remoção de algum usuário da sua rede de contatos em sites de relacionamento) a palavra em língua inglesa do ano.

"A maioria das palavras com prefixos 'un' são adjetivos, e há alguns verbos, mas 'unfriend' é diferente da norma. Ele assume um sentido verbal de 'friend' que realmente não é usado (ao menos, desde o século 17!). Unfriend tem real apelo léxico", observou a dicionarista sênior Christine Lindberg, do programa do Dicionário Oxford nos EUA.

Outras palavras relacionadas à tecnologia que foram escolhidas pelo programa foram "hashtag" (sinal #, que identifica frases ou palavras que se referem a um tema específico no Twitter), intexticated (distração causada por digitar torpedos no trânsito), netbook (laptop pequeno e portátil), paywall (meio de bloquear acesso a uma parte de site só para assinantes pagos) e sexting (envio de textos e imagens pelo celular com teor de sexo explícito).

É!! A tecnologia está mesmo fazendo a diferença.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:48:20 PM
Comentários:

Domingo, Novembro 15



Enke

Não poderia deixar de registrar aqui no blog a morte do jogador Robert Enke, de 32 anos, goleiro da Seleção Alemã de Futebol. É impressionante e muito triste o que a depressão faz com as pessoas.



Como uma apaixonada por futebol, só posso lamentar, ainda mais que na família temos tradição no futebol e especialmente no gol: meu pai no passado e o Iago, agora.



Jornalistas têm como princípio não divulgar suicídio. Mas em casos como esse fica difícil. Mais difícil ainda imaginar o que vive uma pessoa, com uma carreira brilhante, fora dos gramados.



Fica aqui a homenagem a Robert Enke, que atuava no Hannover 96, e hoje está sendo enterrado na Alemanha. Enke era tão jovem e tudo indicava que seria o titular da Seleção Alemã na Copa de 2010.

Fotos: Associated Press

Comentários


Foi uma semana triste para os goleiros. Além do suicídio do Enke, Cudiccini, reserva de Gomes no Tottenham, sofreu um sério acidente de moto, que pode comprometer a carreira dele.

Ricardo Brandau | Email | 17-11-2009 11:58:56

Ah e teve também a morte do De Nigris, que teve rápida passagem pelo Santos, que estava atuando na Grécia. Mas ele era atacante (e bem fraquinho).

Ricardo Brandau | Email | 17-11-2009 12:10:03

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:32:43 PM
Comentários:

Sexta-feira, Novembro 13







Festa dos tuiteiros

A festa dos tuiteiros no Vila Dionísio rendeu fotos. Saiu no site Tem Mais Diversão, no Cotubalada e no próprio Twitter, que eu já havia publicado. Mas vai de novo.

Comentário
Muito obrigado por acompanhar o meu trabalho. VALEU DE CORAÇÃO !!!! Estou a sua disposição!!! para o que precisar !!!!

Rafaelo J. Mattos | Email | Homepage | 18-12-2009 05:48:36

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:30:26 PM
Comentários: