A MÃO PESADA DA EDIÇÃO
Ao acusar a Folha de falta de ética, Battisti e seus amigos ignoram o verdadeiro erro do jornal
"SENHORA, a Itália me massacrou. No Brasil, tive que me explicar a todos os que me apoiam, um a um." Com um marcante sotaque italiano, Cesare Battisti descreve a repercussão da reportagem publicada no domingo passado naFolha.
O texto, sobre a nova vida do ex-terrorista, colocou fogo no tiroteio ideológico que envolve o caso. Na Primeira Página, uma foto de Battisti soltando uma gargalhada com uma cerveja na mão e o título "La dolce vita 'clandestina'". Em Poder, mais duas fotos e "Revolução? Isso é uma piada".
A repercussão foi feroz. Battisti e amigos acusam a Folha de três desvios éticos:
1) o repórter teria aproveitado relações familiares para ganhar a confiança do ex-fugitivo;
2) a equipe teria levado o entrevistado ao bar;
3) o jornal revelou que ele vive em Cananeia, rompendo um acordo para preservá-lo.
A primeira acusação é pueril. Battisti, 56, não é um desavisado, abordado por um repórter sedutor. Desde que o seu caso estourou, acompanha a imprensa brasileira e sabe bem os riscos embutidos em abrir sua morada a um jornalista. Ao contrário, seria antiético se o repórter, para agradar a um parente, tivesse feito um texto laudatório. Sobre o segundo ponto, a Folha afirma que foi iniciativa do entrevistado entrar no bar, o que ele nega. "Senhora, é a última coisa que eu faria, não sou um idiota."
Tanto faz de quem foi a ideia: o importante é que o entrevistado viu que estava sendo fotografado (ele olha para a câmera), não foi vítima de um paparazzo.
O sigilo a respeito da cidade onde ele vive foi, de fato, quebrado, mas, dois dias antes da publicação, o repórter consultou o dirigente sindical Magno de Carvalho, o dono da casa onde Battisti está. A informação havia vazado na internet e Carvalho concordou que não havia mais segredo a preservar.
Tudo isso não significa que a Folha tenha razão, mas a crítica se dá pelos motivos errados. Joga-se na confusão para atingir a credibilidade do jornal.
A reportagem está correta, mas a mão pesada da edição estragou o resultado. O corte dado à foto original amplia o entrevistado e a sua cerveja, fazendo com que a risada, ao lado do "la dolce vita clandestina", soe como um deboche.
O texto não suporta esse título: ele mora em uma casa modesta, vive quase sem dinheiro, isolado, com medos persecutórios. Sua vida só é doce para os que acreditam que Battisti deveria estar na prisão.
Na página interna, aparece outra foto dele bebendo, desta vez uma cachaça. Redundante, só faria sentido se houvesse algum indício de alcoolismo, o que não é o caso.
O título -"Revolução? Isso é uma piada"- omite a palavra "armada", o que passa a impressão de que ele desistiu de qualquer luta social. Como diz Battisti, ele ficou mal com a "direita" e com a "esquerda".
Em dez editoriais, ao longo de dois anos, a
Folha defendeu duramente a extradição. "O caso (...) ilustra de forma exemplar o mau hábito, desenvolvido nos últimos oito anos, de submeter decisões de política externa às conveniências paroquiais de adular certa militância esquerdista que apoia o governo", dizia o texto de janeiro deste ano.
Nenhum problema nisso. O jornal deve defender suas posições no espaço correto. Só não pode deixar que a opinião contamine o noticiário, como aconteceu no domingo.
Comentário
Mirna, não vejo falhas contra a ética na reportagem. Vejo o jornal indo atrás do que a maior parte da imprensa deixa de lado: o pós-notícia. É necessário, contudo, para isso, quebrar algumas regras e avançar sobre os direitos comuns de pessoas e grupos. Sem isso, fica impossível dar o pós-notícia com o realismo que ele exige. Mais ainda: é preciso sim mostrar a vida deste cidadão do jeito que ela é, com sua liberdade patrocinada, seus medos e o peso da história que é composto principalmente pelas mortes em que ele se envolveu. Apesar da reportagem ser contaminada pelo posicionamento da Folha, não condeno o jornal. Gostaria, inclusive, de ver o jornal avançar ainda mais sobre a vida de pessoas que deixam este cara à solta pelas ruas do Brasil. Para mim, também, a extradição e a cadeia seriam os caminhos mais justos para ele.
Valdecir Cremon | Email | Homepage | 11-09-2011 21:57:01
Para refletir
REGULAÇÃO EM DEBATE
O jornalismo chapa-branca
Por Carlos Alberto Sardenberg, jornalista
9/9/2011
Reproduzido de O Globo, 8/9/2011; título original “Querem uma imensa chapa-branca”, intertítulos do OI
Não se trata de censura à imprensa, mas de garantir uma imprensa de boa qualidade e empresas de comunicação sólidas e eficientes – é o que nos diz a recomendação aprovada no último congresso do PT.
Nenhum dos dois objetivos pode ser alcançado pela legislação, muito menos pela ação do governo, sob qualquer forma que esta se manifeste. O debate é antigo e já tem resposta: a lei deve garantir que a imprensa seja livre. A qualidade depende da sociedade e – me perdoem o palavrão – do mercado.
Considerem, por exemplo, a imprensa chapa-branca, aquela que vive do dinheiro do governo, transferido via publicidade ou benefícios fiscais. O jornalismo que sai daí obviamente não é livre. Do mesmo modo, as empresas que o veiculam não têm consistência econômica – pois não sobrevivem fora das verbas públicas, cuja doação depende dos governantes de plantão – e, assim, também não podem ser independentes e isentas.
Receita concentrada
É engraçado: a imprensa chapa-branca produz jornalismo marrom – que privilegia uma determinada visão dos fatos, aquela sustentada pelo seu patrocinador.
Além do governo, o patrocinador pode ser um partido, um político ou uma igreja, conforme se vê na experiência brasileira dos últimos tempos. O que há de comum entre todos é a vinculação com alguma instância de governo, municipal, estadual e/ou federal.
O que distingue essa imprensa daquela livre e independente é o público e, de novo, o mercado. Jornalismo é caro. Por isso, produzir e veicular notícias tem que ser encarado como um negócio e uma missão.
Um negócio porque a liberdade e a independência da empresa de comunicação dependem da rentabilidade no mercado privado – e não no mundo das verbas oficiais. É preciso ganhar dinheiro para gastá-lo com as reportagens.
Ora, por que gastar com reportagens (notícias, informação, opinião) e não, digamos, com salsichas? Comida dá mais lucro. Eis por que o jornalismo, o empreendimento, requer algo mais do que o objetivo de ganhar dinheiro. Mal comparando, como ouvi certa vez: é como no casamento, não pode ser só por dinheiro, precisa ter um pouco de amor.
Parece um pouco antigo e meio demagógico, mas jornalistas têm apreço por uma notícia bem apurada e publicada com destaque. Por isso, são jornalistas e não advogados, com todo o respeito. É importante que esse espírito seja também o dos acionistas e executivos de uma empresa jornalística.
Um executivo sem essa compreensão jamais autorizaria a despesa enorme para mandar um repórter ao centro de um evento (uma guerra, por exemplo) e veicular 40 centímetros ou dois minutos de matéria.
Mas continua sendo caro, inclusive – perdoem o parti pris – para remunerar bons jornalistas. E precisa ser financiado por anunciantes no maior número e na mais ampla variedade possível. Claro que pode ter publicidade de governo e de estatais, especialmente das que estão no mercado. Mas assim como não se pode depender do governo, também não se pode ter a receita concentrada em uma empresa ou um setor da economia privada.
E, lógico, precisa ter público consumidor, os leitores, ouvintes e telespectadores, que pagam de algum modo pelas informações.
Uso indireto
Eis a receita, portanto: empresas atuando no mercado privado e livre da publicidade e o sentido do jornalismo livre e independente. E isso para um público com liberdade para escolher seu jornal, sua rádio, sua tevê, seu site.
É isso que a lei deve garantir: a liberdade em todo o processo. Quanto à qualidade, de novo, vai depender da sociedade. O público sabe escolher os veículos que mais lhe dizem respeito. O mercado brasileiro oferece ampla variedade de escolha, desde veículos populares até os mais, digamos, elitizados. Não raro, essa variedade aparece em um mesmo veículo.
Não há aqui, portanto, problema que exija uma legislação nova para supostamente corrigi-lo. Os direitos de pessoas ou instituições de algum modo atingidos pelo noticiário são amplamente protegidos pelas leis atuais. O governante acha que foi ofendido ou vítima? Sem problema, aos tribunais.
Mas há problema, sim, no uso de dinheiro público para financiar a imprensa chapa-branca e o jornalismo marrom. E esta é uma prática abusada: governantes de todos os partidos têm recorrido cada vez mais a esse recurso.
Podem reparar a quantidade de propaganda oficial que não anuncia nenhum produto nem campanhas (de vacinação, por exemplo). Apenas dizem que tal governo é uma beleza e que vai tudo bem por aqui.
Há problema, também, na transferência de recursos de uma igreja, qualquer uma, para suas emissoras. Pode parecer que não, mas reparem: igrejas são isentas de impostos, de modo que caracteriza o uso indireto de dinheiro público.
Deixar isso de lado e pedir a regulamentação da outra imprensa é simplesmente querer que tudo se transforme numa imensa chapa-branca.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:39:38 PM
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Segunda-feira, Agosto 29
Dora Kramer
Confiram abaixo ótimo artigo da Dora Kramer, no Estadão.
Em tempo, a Rádio Metrópole foi notícia hoje de novo na
Folha de São Paulo.
Pé na estrada
28 de agosto de 2011 | 0h 00
Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
O senador Aécio Neves admite que em 2010 nunca foi de fato candidato a presidente. Fez movimentos táticos. "Mas não tinha apoio do partido nem a convicção de que seria a minha hora", diz, reconhecendo que na época o nome "natural" do PSDB era mesmo o de José Serra.
Agora Aécio sente que o cenário se inverteu e trabalha fortemente com a hipótese de ser o principal candidato de oposição em 2014. "Contra Lula ou Dilma", embora aposte que ela será candidata à reeleição. "A renúncia à candidatura equivale à aceitação de que o governo não deu certo."
A conversa de Aécio Neves hoje realmente não é a mesma dos meses que antecederam a definição do candidato tucano que disputaria a sucessão de Luiz Inácio da Silva. Ele falava sobre a candidatura de maneira difusa.
Enquanto Serra tinha na cabeça todo o esquema de governo, aí incluídos nomes de ministros, Aécio posicionava-se como possível candidato, mas não agia como tal.
Um episódio: em setembro de 2010 preferiu viajar com a filha para a Itália a correr o País para organizar as prévias no partido conforme havia anunciado.
Agora é diferente. Mal terminada a eleição tratou de conquistar a hegemonia dentro do partido, estabeleceu um plano de ação para reorganizar o PSDB nos Estados, reincorporar ao partido forças da política e da sociedade que se dispersaram durante o governo Lula e se prepara para subir no maior número possível de palanques nas eleições municipais de 2012 a fim de atrair aliados com o seguinte critério: só o PT é adversário.
"No amanhecer de 2013 o partido já deve ter definidas as bandeiras que defenderá, traçado um esboço das alianças que poderá conquistar e principalmente deve estar pronto para defender seu legado e mostrar que é o único capaz de pensar o Brasil do futuro."
E a enorme decepção com a atuação do PSDB mesmo entre os eleitores tradicionais do partido?
"Os que se decepcionaram com o PT são em maior número."
No capítulo alianças sonha alto e vai pescar nas águas dos dois maiores parceiros do governo: PSB e PMDB. "Nenhum dos dois terá na aliança com o PT o lugar de destaque de que se julgam merecedores."
Por exemplo, o lugar de vice.
Aécio acha que tem jogo. Cita Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, e faz referência às afinidades com o governador Sérgio Cabral (RJ) e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ambos do PMDB.
Tudo muito bem pensado, mas há um "pormaior": José Serra já andou confidenciando a amigos que não pretende ser candidato a prefeito de São Paulo porque prefere se preservar para 2014.
"Tudo bem. Pode até ser o Serra, mas uma coisa é certa. Desta vez o candidato não será quem quiser ser e sim quem estiver em melhores condições."
O parâmetro Aécio não tem claro qual deve ser, mas está convencido de que as pesquisas é que não podem ser. Por que Serra estaria na frente? "Não, porque não deu certo na última vez."
De qualquer forma ele acha que os dois devem conversar e se dispõe a "fazer uma aproximação mais sólida" a fim de somar esforços.
Candidato a ferro e fogo Aécio pode até não ser, mas fará por onde ser. "Não vou deixar esse jogo solto demais, vou conversar, vou viajar, construir minhas condições."
Por enquanto, só "administrando o tempo" para não ficar no sereno com muita antecedência. Na opinião dele, a definição do candidato deve ocorrer em 2013. "Mas não pode passar disso. Candidatura em cima da hora não funciona."
Bem, mas daqui até lá é preciso um discurso e o de Aécio soa oposicionista de menos.
"O melhor candidato não é necessariamente o que só se contrapõe, até porque precisa estar preparado para tirar os votos que hoje são do governo."
Faz a crítica sobre a paralisia do governo, a incapacidade do PT de "pensar o Brasil" e, a respeito da dita faxina ética, não compartilha do entusiasmo geral: "O governo apenas reage a denúncias e torce para que não ocorram novas denúncias".
E Lula, o que fará já que Aécio considera a candidatura de Dilma à reeleição inevitável?
"Será candidato ao governo de São Paulo. Não vai aguentar ficar longe do poder." Uma aposta com jeito de torcida.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:44:56 PM
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Quarta-feira, Agosto 24
Profissionais da imprensa exigem
combate à censura judicial
Participantes de conferência na Câmara sobre liberdade de imprensa defenderam, em nome da democracia, fim de vetos à livre expressão
João Domingos, de O Estado de S.Paulo
A censura judicial aos meios de comunicação, como a que foi imposta ao Estado e já dura 754 dias, as ameaças às redes sociais na internet e todo tipo de veto à livre expressão têm de ser combatidos em nome da liberdade e da democracia. Essa foi a conclusão de palestrantes e debatedores da 6.ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, realizada nesta terça-feira, 23, na Câmara dos Deputados. A promoção foi do Instituto Palavra Aberta.
Para o jornalista e professor Eugênio Bucci, especialista em liberdade de expressão, "a democracia só existe quando, a favor dos cidadãos, o Estado renuncia à tentação de interferir sobre a formação, a manifestação e o trânsito das opiniões e das informações". Na avaliação de Bucci, contudo, o Brasil está longe dessa compreensão.
"Na nossa cultura política a brutalidade do Estado se manifesta na falta de cerimônia com que as autoridades atacam a imprensa. Essa mentalidade, além do monopólio da força, pretende ter o monopólio da opinião", prosseguiu ele, logo depois de se referir ao sociólogo e economista alemão Max Weber (1864-1920), na clássica passagem em que cita o líder bolchevique León Trotsky (1879-1940): "Todo Estado se funda na força".
Essa vocação autoritária do Estado brasileiro, segundo Bucci, cria uma incorrigível tentação a querer tomar conta dos jornalistas. "Por isso, o tema da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa continua na ordem do dia em nosso país." Ele admitiu que houve avanços, mas a mentalidade autoritária persiste, manifestando-se a toda hora.
Porto seguro. O diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, abordou de forma mais específica a censura ao jornal. "No início do processo (que impede o jornal de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica), nós discutimos muito na Redação se era mesmo censura prévia ou se estávamos ali chateando os leitores com uma questão só nossa." Logo veio a conclusão de que se tratava mesmo de censura e essa forma de coerção não poderia ser tolerada.
"Não poder publicar algo não tem outro nome a não ser restrição, mordaça - se é que a palavra censura precisa de um certo complemento", resumiu Gandour. Ele afirmou que a sociedade precisa aprender a conviver entre liberdades e não entre controles.
Na avaliação de Gandour, o caso da censura ao Estado levantou o antagonismo do interesse público entre o juiz e o repórter. O repórter trabalha tentando antecipar a notícia na temperatura jornalística; o juiz tem seu ofício e seu método a posteriori. "Não pode dizer: ‘Eu te proíbo, em nome da lei, de editar o que eu estou imaginando que você vai editar’. É coerção. O único porto seguro é a liberdade plena."
A deputada Manuela D’Ávila (PC do B-RS) disse que o Estado não deve apenas renunciar à sua condição de garantidor da liberdade de expressão. Mas propiciar que essa liberdade exista.
Para Taís Gasparian, advogada do jornal Folha de S. Paulo, a censura judicial é muito pior do que a censura imposta durante o regime militar (1964-1985), quando todos sabiam o que seria proibido. Assustador, segundo ela, é o poder político que há por trás da censura ao Estado. E, ante a indefinição do Judiciário, sugeriu recurso às Cortes Internacionais.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:04:04 PM
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Sábado, Agosto 20
Prefeito Pedro Brandão se movimenta em busca da reeleição
Jhonny Boni
Quem acha que é cedo para falar em eleições 2012 não imagina o quanto estão avançadas as negociações. O deputado estadual João Paulo Rillo (PT) esteve recentemente em José Bonifácio, batendo o martelo na escolha do seu candidato a prefeito na cidade. Ele foi pessoalmente abonar a ficha de filiação do padre Edmilson. Aliás, diga-se de passagem, muito querido na cidade e respeitado.
Alguns enaltecem que o padre é muito estudioso, já se formou em Direito e é dedicado às causas sociais. Ele promete dar trabalho ao prefeito e médico Pedro Brandão, que também já se movimenta nos bastidores para garantir sua reeleição, e a outros prováveis candidatos, como Celso Gaúcho.
Quem também promete vir forte é Maria Izabel Ferreira Carusi, que ficou em segundo lugar na eleição passada, com 8.057 votos (43%), enquanto o atual prefeito teve 9.880 (53%). Destacam-se como características dela a determinação, a disciplina e o carisma. Vai que a onda Dilma pega.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:41:35 AM
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Sexta-feira, Agosto 19
WAR, estratégia de poder
Hoje, a presidente da República Dilma Rousseff esteve visitando São José do Rio Preto. Mais do que inaugurar o Residencial Nova Esperança, ela veio, digamos assim, demarcar território. Fincar bandeira. Lançar a pedra fundamental da grande obra que o PT quer construir até 2014, a conquista do governo do Estado de São Paulo, tirando de uma vez por todas a administração estadual das mãos dos tucanos, que comandam o Estado desde 1995. Quem conhece o jogo WAR sabe que a estratégia é fundamental, especialmente, no jogo político e, nesse jogo, a conquista de Rio Preto é um importante passo para atingir o objetivo final.
Nessa estratégia de poder, num mesmo ato, Dilma ainda mandou recado para todo mundo de que o Residencial não é obra de Valdomiro Lopes nenhum. É fruto do Minha Casa, Minha Vida, programa habitacional do governo federal. Portanto, se alguém vai tirar dividendos disso é ninguém mais ninguém menos que o próprio PT. E hoje PT em Rio Preto tem nome e sobrenome: João Paulo Rillo, atual deputado estadual e o candidato a prefeito do partido nas próximas eleições.
Agora, devem estar se perguntando: e como fica a candidatura de Edinho Araújo, já que o PT é aliado do PMDB (partido de Edinho) em nível federal? Ele não será o candidato a prefeito do PMDB em 2012? Ah! O Edinho. Numa aliança municipal, ele abre mão da disputa em favor do PT. O PMDB indicaria o vice de Rillo e, em troca desse apoio, Edinho viraria ministro. Conjecturas apenas? Talvez! Mas que tudo isso faz sentido faz.
Em tempo: Lula já está em campanha para 2014. Dilma não está achando a menor graça nisso.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:21:43 PM
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Sexta-feira, Agosto 12
Deputado Eleuses participa do V Congresso da AMA
O
deputado federal doutor Eleuses Paiva participou nesta sexta-feira (12/8) da abertura dos trabalhos, no período da tarde, do V Congresso de Municípios da AMA (Associação dos Municípios da Araraquarense). O evento, que acontece no Ipê Park Hotel, em Cedral, começou no último dia 10 e se encerra nesta sexta.
Ao longo dos três dias de congresso, foram realizadas várias palestras com temas de interesse dos municípios em geral, como a transferência da gestão da energia elétrica para as prefeituras. Outro tema de interesse foi o Programa Pró-Santa Casa. “Os assuntos abordados são de relevância para todas as cidades, pois as administrações municipais enfrentam praticamente os mesmos problemas, como a falta de recursos para investimento em Saúde, Educação, Infraestrutura, entre outros. Aqui, eles podem debater esses temas e buscar soluções”, ressalta o
deputado Eleuses.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:31:01 PM
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Twitter, Facebook e o Apocalipse
"Vamos admitir: desde
que inventaram o Facebook
e o Twitter que ninguém
mais trabalha, só finge"
Antonio Prata
Folha de S.Paulo
As coisas não vão nada bem no hemisfério Norte. A Grécia foi pra cucuia, Portugal e Espanha estão no vinagre, e, na Irlanda, os únicos habitantes que fizeram alguns caraminguás em 2011 foram os quatro integrantes do U2. Até os EUA, quem diria, ameaçaram dar um calote global, o que levou a agência Standard & Poor's a divulgar que a grande potência está mais pra "poor" do que pra "standard".
Diante dos abalos econômicos e da ameaça de recessão mundial, acusam-se os suspeitos de sempre: a esquerda vê o fim do capitalismo, a direita vocifera contra a ineficiência do Estado. Eu, contudo, cronista independente, sem outro compromisso senão com a verdade -e com minha pequena, claro-, sei que a culpa não é dos negociantes nem dos políticos: a culpa, meus caros, é das mídias sociais.
Vamos admitir: desde que inventaram o Facebook e o Twitter que ninguém mais trabalha, só finge -uma hora, ia dar problema. Se o hemisfério Norte quebrou antes de nós é porque se enredou primeiro nessas arapucas do Demônio, mas não demorará para nos estrumbicarmos também: afinal, o dia-padrão de um trabalhador brasileiro não é tão diferente do de um americano ou europeu.
Vejamos: você chega ao trabalho, senta-se diante do computador e, antes de começar suas tarefas, resolve dar uma checada rápida na "homepage". A "home" traz uma fofoca sobre o comportamento sexual de uma cantora pop, e você imediatamente pensa numa bobagem para tuitar. Abre o Twitter, escreve.
Passa então a clicar, de dez em dez segundos, no "your tweets retweeted" -como um ratinho de laboratório, acionando a barra de glicose-, pra ver se gostaram da sua piada. Infelizmente, em 15 minutos, só um retuíte. Você decide preencher a carência que subitamente lhe bateu indo até o Facebook: vai que alguém lhe deixou um recado, na madrugada? Nada, ninguém quis lhe dizer coisa alguma nas últimas 12 horas.
Você descobre, contudo, que a Juliana Pereira, sua ex-colega de ginásio, postou as fotos do feriado, na praia. Você se lembra dessa Juliana, era bonita, e quando dá por si está há uns três minutos vasculhando as imagens da moça, na esperança algo adolescente, algo senil, de vê-la de biquíni. Não achando nada além de filhinhos sorridentes e uma ou outra foto artística de conchas, com efeitos gráficos do iPhone, decreta que é, enfim, hora de começar a trabalhar.
Mas, já que ficou tanto tempo no Facebook, por que não dar só uma passadinha no Twitter, ver se, nesse meio tempo, alguém te retuitou, ou comentou seu tuíte? Nada, ainda, mas um amigo colocou um link para uma propaganda belga de cerveja, muito engraçada. Quando vai ver, já está na hora do almoço, e o dia nem começou.
Agora, caro leitor, some todo o tempo que você tem perdido nessas inúteis perambulações virtuais ao tempo de todos os outros milhões de internautas, calcule o prejuízo em dólares, euros ou reais, e o resultado é uma bela recessão global. Reajamos enquanto é tempo: ou a gente acaba com as mídias sociais, ou as mídias sociais acabam com a gente!
PS: Meu amor, a história da Juliana Pereira é meramente ilustrativa, real apenas no terreno da ficção. Espero que compreenda.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:27:49 PM
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Paixão por campanhas eleitorais
Nesta semana, li uma matéria sobre jingles com o especialista em marketing político Carlos Manhanelli. Vi que temos muito em comum. Além de apaixonada por campanhas eleitoriais, sou uma estudiosa do assunto e também coleciono materiais de campanhas desde 1989. Vale ler a matéria com o Manhelli e conferir os jingles que fizeram história no nosso País.
Confira
aqui.
postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:12:05 PM
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Quarta-feira, Julho 27