Perfil
Mirna de Lima Soares é jornalista. É formada em Comunicação Social, habilitada em Jornalismo, pelo Instituto Metodista de Ensino Superior (atual Universidade Metodista de São Paulo - SBC/SP). Começou a carreira em jornais de bairro, em São Paulo, ainda durante a faculdade. Passou pela Gazeta do Ipiranga e pela Gazeta de Santo Amaro, como revisora, secretária gráfica e repórter. Em Rio Preto, está desde 1993, quando foi contratada pelo extinto jornal A Notícia, como repórter de Cultura. Foi também repórter da Rede Record e, posteriormente, chamada para a editoria de Cultura do Diário da Região. Passou por praticamente todas as áreas dentro do jornal, onde permaneceu por sete anos e três meses: Cidades, Carro, Cultura, Diarinho, Economia, Esportes, Especial, Geral, Informática, Mundo, Política e Turismo. Como editora-assistente, esteve em Cultura e Política. Comandou como editora o caderno Cidades, Carro, Diarinho, Especial, Geral, Informática, Mundo, Turismo e Política, tendo também assinado a coluna Politiká. Foi por três anos correspondente da Agência Estado, uma das principais agências de notícias do Brasil, e já revisou mais de 50 livros para editoras de Rio Preto e São Paulo. Em 2003, foi coordenadora de Comunicação (site, programa de TV "O Tópico" e assessoria de imprensa) do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Em 2004, trabalhou na campanha política de Rio Preto, onde - entre outras funções - redigiu o programa de governo do candidato eleito. Foi também assessora de comunicação da Secretara de Saúde e Higiene de Rio Preto, cargo no qual permaneceu por dois anos. Foi ainda aassessora de gabinete da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Foi assessora de Comunicação da deputada estadual Beth Sahão e do deputado federal Eleuses Paiva.
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Mirna De Lima Soares

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Segunda-feira, Janeiro 30

DEMOCRATAS de Presidente Prudente

O deputado federal Jorge Tadeu Mudalen, presidente estadual do DEMOCRATAS, visitou Presidente Prudente no último sábado (28/1). Ele reuniu lideranças locais e regionais para falar do quadro político atual e convidar para uma grande reunião do partido que acontece em São Paulo, nos próximos dias. Visitou ainda Campinal e Presidente Epitácio.






















postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:31:01 AM
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DEM faz encontro regional em Presidente Prudente

O deputado federal Jorge Tadeu Mudalen,
presidente estadual do partido,
vai debater as eleições 2012
com lideranças locais e regionais


O deputado federal Jorge Tadeu Mudalen, presidente estadual do Democratas, realiza neste sábado (28/1) encontro em Presidente Prudente. Ele reúne lideranças locais e regionais a partir das 9 horas, no Hotel Portal D’Oeste, de olho nas eleições municipais. “A expectativa é reunir em torno de 200 pessoas”, afirma o presidente do diretório municipal, responsável pela organização do encontro, Rodrigo Dano. São aguardados prefeitos, vereadores e pré-candidatos do partido nas eleições deste ano.

Engenheiro civil, Jorge Tadeu Mudalen está em seu sexto mandato de deputado federal. Ex-vereador e deputado estadual de São Paulo, Mudalen presidiu as comissões de Finanças e Tributação; e de Seguridade Social e Família. Foi 1º vice-presidente da Comissão de Minas e Energia e atuou como titular em diversas outras, como a de Educação e Cultura; de Ciência e Tecnologia; e de Fiscalização Financeira e Controle. Faz parte da Mesa Diretora da Câmara Federal.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:14:57 AM
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O DEMOCRATAS de Presidente Prudente realiza neste sábado encontro regional, que está sendo organizado pelo jovem empresário e presidente do DEM local, Rodrigo Dano, conhecido como Pelé.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:11:09 AM
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Segunda-feira, Janeiro 9

2014: decepção com Aécio desnorteia oposição

Dia desses, vi a reexibição de uma entrevista do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) ao Kennedy Alencar, na Rede TV. Aécio é simpático, mas fala pelos cotovelos. Para o eleitor comum, nem dá tempo de racionar. Opinião à parte, confira no Blog do Josias de Souza, no UOL, o que acontece nos bastidores da política e como o mineiro é visto entre outros políticos.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:33:14 PM
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Messi se iguala a Ronaldo e Zidane
e fica com o tri do melhor do mundo


Lionel Messi foi coroado pela terceira vez como melhor jogador do mundo da Fifa. Nesta segunda-feira, em Zurique, o camisa 10 do Barcelona superou o companheiro de time Xavi e o rival Cristiano Ronaldo para se igualar a lendas recentes do futebol mundial. Zinedine Zidane e Ronaldo eram os únicos até então a levar três troféus da entidade que comanda o futebol mundial para casa.

Leia mais no UOL.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:04:48 PM
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Segunda-feira, Outubro 24



Desrespeito ao cidadão

Passou da hora de os pontos de ônibus de São José do Rio Preto oferecerem condições adequadas para quem ali aguarda pelo transporte. Uma cidade quente como a nossa, que faz parede com o inferno, precisa ter cobertura nos pontos. Até quando as pessoas serão obrigadas a ficar se escondendo do sol em pé na sombra do poste ou embaixo de um orelhão, como na foto acima?

Não faço a menor ideia se a responsabilidade é da Prefeitura ou das empresas concessionárias. Mas, no meu entendimento, era a Prefeitura quem tinha de cobrar das empresas pelo serviço. Ninguém merece ficar esturricando no sol enquanto aguarda por um ônibus sabe-se lá por quanto tempo. Hoje, ao passar pela Andaló e ver essa situação, fiquei indignada. Providências precisam ser tomadas urgentemente.

Aliás, há também um ponto de ônibus (com cobertura e assento, justiça seja feita) entre o Wall Mart e o Plaza Avenida que fica na total escuridão à noite. Com uma iluminação precária na José Munia, as pessoas saem do trabalho e ficam ali à espera do transporte para casa, correndo o risco de um assaltado ou outro tipo de violência. Fiat lux!

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 6:04:15 PM
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A doença da pressa

Os psicólogos dizem que o sentimento permanente de urgência sem justificativa é uma síndrome contemporânea – também gera problemas físicos

Flávia Yuri
Margarida Telles
Revista Época


O dia da gaúcha radicada em São Paulo Edi Terezinha Ramos Caldeira, de 59 anos, começa às 5 da manhã. Ela gosta de adiantar as coisas enquanto a casa dorme. Divide seu tempo entre a casa, a família e a venda de joias. Chega a atender 40 pessoas em uma semana. Não dirige, mas pouco depende de ônibus. Como a maior parte de seus clientes vive na vizinhança e em bairros próximos, Terezinha faz o percurso a pé. “Se somar o tempo que passo parada no ponto de ônibus e o percurso, sou mais rápida”, diz.

Ela é mais rápida também que o elevador. Seu principal ourives fica no sétimo andar de um prédio no centro da cidade de São Paulo. Terezinha não se lembra se algum dia pegou a fila do elevador. Ela sobe de escada. “É uma barbaridade o que esse elevador demora.”

As caminhadas com o peso da mala de rodinhas que puxa para cima e para baixo lhe renderam o desgaste da cartilagem do joelho recentemente. E, há dez anos, uma crise de depressão séria. Ela se viu, de uma hora para outra, obrigada a assumir o lugar do síndico do condomínio onde mora. “Foi muita coisa ao mesmo tempo. Pifei”, diz ela.

Foi um ano de antidepressivos e terapia para Terezinha se recuperar. No ano seguinte, teve mais duas crises. Desde então, aprendeu a perceber os sintomas. Ela suspende as visitas a clientes até se recompor. E não tem depressão há oito anos.

O perfil de Terezinha faz parte do cenário da vida moderna. Quem não conhece alguém como ela? Organizada, fissurada no relógio, altamente produtiva. Aparentemente, são pessoas que agem de acordo com as exigências das obrigações do ambiente externo. Mas cresce o número de psicólogos que desconfiam que, em muitas pessoas, a pressa surge sem estímulos externos justificáveis. Longos períodos de correria condicionaram as pessoas a viver dessa forma mesmo quando não precisam.

Será uma atitude normal ou doentia? A distinção é sutil. Para começar, casos assim não podem ser classificados como doença, mas como um comportamento obsessivo. Caracterizam-se por um sentimento de pressa sem motivo. Crônico.

Surge mesmo nas férias ou em situações em que não há motivo para alguém ficar ansioso ou apressado. Os principais sinais de que o sentimento de urgência fugiu do controle são quando algo simples e, aparentemente, inofensivo causa irritação e até mesmo raiva intensa. Quem fica nervoso com um sinal fechado, um elevador seguindo na direção oposta quando não está atrasado para nenhum compromisso é uma possível vítima da pressa crônica.

Nos Estados Unidos, o termo usado para pessoas com esses sintomas é hurry sickness (ou doença da pressa). Ele foi criado pelo cardiologista americano Meyer Friedman em 1959. O médico reparou que os braços das cadeiras da sala de espera duravam muito pouco. Descobriu que os pacientes se sentavam na ponta dos assentos, na posição de quem pretende levantar a qualquer momento, e batucavam nervosamente nos apoios de braços das poltronas. Friedman resolveu estudar os efeitos do estresse. Concluiu que pessoas tomadas pelo sentimento de urgência constante e irritabilidade eram mais sujeitas a problemas cardíacos.

A ideia de doença da pressa continua atual. Dois estudos recentes tentam mapeá-la. O primeiro deles foi feito pela coordenadora do Laboratório de Estudos Psicofisiológicos do Stress da PUC-Campinas, Marilda Lipp. Ela ouviu quase 2 mil pessoas com mais de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, e descobriu que 65% dizem viver com pressa. “Quase todos nós temos pressa, mas em 10% das pessoas que entrevistei esse sentimento é exagerado”, diz Marilda. “Essas pessoas fazem diversas atividades ao mesmo tempo, vivem com a sensação de urgência e se irritam quando sentem que estão perdendo tempo.”

Outra pesquisadora, Ana Maria Rossi, da International Stress Management Association (Associação Internacional de Gerenciamento do Estresse), entrevistou 900 profissionais entre 24 e 58 anos, em São Paulo e em Porto Alegre. Constatou que 36% deles sofrem da doença da pressa. Eles sentem pressa de forma crônica e injustificada. O preocupante nos resultados dessa pesquisa é que o grupo identificado com esse perfil apresenta uma série de disfunções. Segundo o levantamento, 93% reclamam de crises de ansiedade, 91% de angústia e 57% de sentimentos de raiva injustificada. Dores musculares, incluindo dor de cabeça, atingem 94% dos entrevistados, 45% deles sofrem com distúrbios do sono e 24% com taquicardia.

O diagnóstico da pressa crônica é difícil de fazer. As pessoas não conseguem enxergar quando seu comportamento é exagerado em relação à realidade. Contribui para isso a imagem de eficiente que o apressado tem na sociedade. “Mesmo quando alguém reconhece que está com um problema, acha que seu ritmo de vida requer essa postura”, diz Ana Maria.

As pessoas procuram tratamento quando as consequências desse comportamento chegam a extremos. A angústia cede lugar à depressão. Os problemas com o sono ou a taquicardia tornam-se crônicos e ameaçam causar danos físicos graves, como problemas no coração. “Os pacientes recorrem aos médicos por causa de sintomas variados: taquicardia, dores musculares, cefaleia e palpitações, sem perceber que a ansiedade está por trás deles”, diz o psiquiatra Marcio Bernik, coordenador do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Para os psicólogos, está claro que pressa crônica virou um sintoma que pede tratamento. Mas entre os médicos essa abordagem é polêmica. Para eles, os psicólogos estão dando um nome novo para um problema antigo. “Os sintomas identificados nas pessoas com esse comportamento são os mesmos de alguém que sofre de Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG), uma doença com múltiplas causas”, diz Geraldo Possendoro, psiquiatra e psicoterapeuta especializado em estresse da Universidade Federal de São Paulo.

Quem tem o TAG costuma se preocupar de forma obsessiva com o que ainda vai acontecer. “Eles têm a necessidade de se antecipar e, por isso, sentem tanta pressa.” Os psicólogos concordam que esse pode ser um dos quadros de TAG. Mas argumentam que encontraram a origem de um dos comportamentos obsessivos associados ao transtorno: a pressa contínua. E que isso facilita o tratamento e aumenta as chances de melhora do paciente.

Independentemente da classificação científica da pressa crônica ou de seus sintomas, o importante é estar atento. Isso ajuda a desacelerar ou a procurar auxílio profissional quando o sentimento de urgência interfere no dia a dia, nas relações sociais e, principalmente, na saúde. O tratamento consiste em aceitar o problema, aprender a identificar comportamentos que são fruto da pressa e, aos poucos, substituí-los por ações opostas, como pegar a fila mais longa ou parar no semáforo amarelo em vez de acelerar o carro.

A pressa é inerente à vida nas cidades. O sociólogo alemão Georg Simmel discorreu sobre a “intensificação da vida nervosa” como condição de quem vive nas grandes cidades. “Disso resulta a mudança rápida e ininterrupta de impressões interiores e exteriores do homem e suas reações”, disse ele num discurso proferido em 1903 em Frankfurt, na Alemanha.

Hoje, a tecnologia, os problemas de trânsito e as exigências da vida profissional acentuaram essa vida nervosa. Nesse ponto, médicos e psicólogos concordam. Os dias de hoje exigem respostas mais rápidas e a pressa, se não é um sintoma em si, é um dos principais fatores causadores de estresse.

“A evolução das tecnologias móveis, como celulares e computadores portáteis, tem feito com que as pessoas não se desliguem mais do trabalho”, diz Possendoro. “Elas começam a responder às mensagens ainda antes do café da manhã e se mantêm conectadas até a hora de dormir.”

Os números apoiam essa tese. De acordo com uma pesquisa da consultoria Radicati Group, em um dia uma pessoa recebe mais de 100 e-mails e responde ou envia mais de 50 deles, independentemente de estar no escritório ou não. A estimativa é que, em 2014, o número de mensagens que circulam globalmente deverá aumentar em mais de 30%.

O publicitário paulistano Marcos Mauro Rodrigues, de 57 anos, extrapola essas estatísticas. Ele recebe até 1.000 e-mails por dia e lê parte deles enquanto executa outras tarefas, como falar ao telefone. Seu dia onde trabalha na agência de comunicação começa às 9 da manhã e termina por volta das 11 da noite, com apenas 15 minutos para o almoço. Férias de um mês não fazem parte de sua vida há duas décadas.

Marcos fuma dois maços de cigarro por dia e abusa do café. “Sei que meu corpo sofre”, diz. “Mas acho que, se ficar uma semana em uma rede no sítio sem fazer nada, tenho um chilique.” Nesse cenário cheio de ralos para escoar as horas do dia, apressar-se é a diferença entre ter ou não tempo para o prazer e a família. Para os psicólogos, saber diminuir o passo é tão importante quanto conseguir acelerá-lo. A vida é muito curta para ser vivida sempre com pressa.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 5:30:36 PM
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Quarta-feira, Outubro 5

Enquanto isso...

Qualquer semelhança com a nossa Cachoeira do Talhadão é mera coincidência? Confiram matéria sobre o que acontece com a queda d'água na fronteira com a Argentina, depois que construíram usinas por lá. Será que o exemplo não é suficiente para dar um basta nessa ideia de destruir a nossa cachoeira?

Cercada por usinas, queda d'água na divisa com Argentina está sumindo

De Porto Alegre
Folha de São Paulo


Cercada por usinas hidrelétricas, uma das principais atrações turísticas do RS vem frustrando visitantes ao ficar cada ano mais "invisível". O salto do Yucumã, na fronteira com a Argentina, é considerado a queda d'água mais extensa do mundo, com quase dois quilômetros. Ambientalistas e a Prefeitura de Derrubadas -onde fica o Parque Estadual do Turvo, que abriga a atração- afirmam que usinas no rio Uruguai alteraram o regime das águas, que agora encobrem o salto por mais tempo.

A primeira usina da região é de 2000, mas o problema se acentuou recentemente. Até 20 mil pessoas por ano visitam o lugar. "Turistas vêm de longe e não conseguem ver o salto", diz o responsável pelo parque, Leandro Stringari.

Moradores dizem que a situação pode se agravar com um projeto de duas grandes hidrelétricas entre Brasil e Argentina. O plano prevê a inundação de 28 mil hectares de unidades de conservação, mas a Eletrobrás diz que não há risco para o Yucumã. A direção da usina Foz do Chapecó (SC) diz que a hidrelétrica influencia o nível do rio Uruguai em um trecho de 19 km, enquanto o salto fica a 140 km de lá.

A Tractebel, responsável pelas hidrelétricas de Machadinho e Itá, diz que não há relação entre a visibilidade do salto e as usinas. As direções das três usinas usinas atribuem o problema a chuvas acima da média na região.
(Felipe Bächtold)

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:56:31 AM
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Discriminação?

Penso que o promotor de Justiça do Distrito Federal Fausto Rodrigues de Lima se sentiu ofendido com a propaganda da Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen. Confiram artigo publicado hoje na Folha de São Paulo.

Bündchen também discrimina os homens

Fausto Rodrigues de Lima


Para gastar todo o dinheiro do marido e conseguir sua compreensão, a mulher brasileira precisa lhe conceder sexo. O ensinamento de uma campanha da lingerie Hope, protagonizada por Gisele Bündchen, causou justa indignação a ponto de a Secretaria de Políticas para as Mulheres pedir sua suspensão.

Essa e outras manifestações sexistas escamoteiam faceta pouca explorada: o homem também é discriminado. Ora, para a campanha referida, o marido ideal precisa ser o provedor; caso contrário, não pode ter uma mulher linda e disponível para o sexo. Como um cão no cio, necessita de sexo a todo momento e a todo custo. Não deve se importar com a satisfação da parceira; basta que ela finja prazer.

Se analisarmos comerciais dirigidos aos homens, veremos que, nessas peças, eles são tratados como crianças abobalhadas. Os de cerveja os perfilam como tipos pouco inteligentes, fazendo (e rindo de) piadas idiotas, e com um só objetivo na vida: sexo. Um recente comercial da Volkswagen mostra um pai com vergonha do filho pois o menino, além de não surfar ou tocar guitarra, ainda não "pegou" uma garota.

Como todo projeto de dominação e preconceito, a discriminação de gênero, embora baseada numa suposta inferioridade feminina, atinge a todos, porque cria regras "naturais" para o comportamento dessa ou daquela pessoa, baseando-se apenas em seu sexo. Adeus, individualidade e diversidade.

No mundo que se convencionou chamar masculino, não há lugar para poesia, para emoções. Sensibilidade é uma capacidade indesejável, ligada a tudo o que é considerado inferior, ou seja, ao feminino.

A educação dirigida aos meninos é completamente diferenciada. Bonecas são brinquedos educativos para as futuras mamães, mas causam horror se manipuladas por meninos. O "instinto materno" é aprendido desde a infância, mas não se ensina o paterno (não à toa, se considera tão natural as mulheres ficarem com os filhos numa separação).

Homem não chora, é autossuficiente, não demonstra fragilidade e não leva desaforo pra casa. Se ele se irrita, agride pessoas, deve ser compreendido, porque, afinal, é apenas um… homem, infantilizado pela família e pela sociedade. Enquanto mulheres dividem com outras medos e frustrações, o homem se fecha. Do ambiente familiar, repleto de emocionalidades, resta a ele fugir. O bar e o álcool são o refúgio viril que a sociedade lhe dá.

É preciso rever certos conceitos. Isso passa pelos meios de comunicação de massa, que reforçam estereótipos e criam outros, à guisa de fazer "piadas inocentes".

Nós, homens do século 21, somos seres pensantes. Não queremos prover ninguém, almejamos unir esforços. Se por acaso nossa renda for insuficiente ou nula, que nos respeitem. Gostamos, sim, de sexo, mas não pensamos nisso 24 horas por dia. Nos interessa o futebol mas também o balé, a música, a arte, a poesia. E choramos, sim.

Por isso, pedimos ao Conar que suspenda a propaganda da Hope e outras ridículas, não só por ofenderem nossas mães, filhas e esposas, mas por nos agredirem profundamente enquanto homens.

FAUSTO RODRIGUES DE LIMA é promotor de Justiça do Distrito Federal e coautor do livro "Violência Doméstica - A Intervenção Criminal e Multidisciplinar"

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 10:42:50 AM
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Terça-feira, Setembro 13



Ator de "Spartacus",
Andy Whitfield morre de
câncer aos 39 anos


UOL/Los Angeles - Andy Whitfield, a estrela de 39 anos da série "Spartacus: Blood and Sand", morreu neste domingo (11) em Sydney, na Austrália. Seu agente, Sam Maydewm disse que Whitfield sofria de de um linfoma não-Hodgkin.

Vashti Whitfield, sua esposa, fez um comunicado dizendo que o marido era um "guerreiro jovem e belo", que morreu em uma "manhã de Sydney ensolarada" nos "braços de sua amada esposa."

Whitfield --que nasceu no País de Gales e viveu na Austrália-- era um desconhecido quando foi escolhido como o herói protagonista de "Spartacus", uma série da rede Starz que fez sucesso com sua violência gráfica e sexualidade.

Whitfield estava se preparando para a segunda temporada, quando foi diagnosticado com câncer há 18 meses. Em janeiro, a rede anunciou que um outro ator australiano, Liam McIntyre, iria assumir o papel.

O câncer do ator é do mesmo tipo que o do ator brasileiro Reynaldo Gianecchini. A diferença é que o tipo de Whitfield era o B, considerado mais tratável e menos agressivo.

"O tratamento e a forma como o paciente reage varia de acordo com o organismo de cada um. Os linfomas do tipo não-Hodgkin podem ser B ou T. O T é mais agressivo que o B, e usualmente o tratamento é mais difícil, porque ele evolui rápido e se apresenta de forma mais disseminada no corpo, por isso o tratamento tem que ser mais intensivo. Geralmente 85% dos linfomas são B e 15% são T. ", explica Juliana Pereira, chefe do setor de hematologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 2:00:53 AM
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Domingo, Setembro 11

A MÃO PESADA DA EDIÇÃO

Ao acusar a Folha de falta de ética, Battisti e seus amigos ignoram o verdadeiro erro do jornal

"SENHORA, a Itália me massacrou. No Brasil, tive que me explicar a todos os que me apoiam, um a um." Com um marcante sotaque italiano, Cesare Battisti descreve a repercussão da reportagem publicada no domingo passado naFolha.

O texto, sobre a nova vida do ex-terrorista, colocou fogo no tiroteio ideológico que envolve o caso. Na Primeira Página, uma foto de Battisti soltando uma gargalhada com uma cerveja na mão e o título "La dolce vita 'clandestina'". Em Poder, mais duas fotos e "Revolução? Isso é uma piada".

A repercussão foi feroz. Battisti e amigos acusam a Folha de três desvios éticos:
1) o repórter teria aproveitado relações familiares para ganhar a confiança do ex-fugitivo;
2) a equipe teria levado o entrevistado ao bar;
3) o jornal revelou que ele vive em Cananeia, rompendo um acordo para preservá-lo.

A primeira acusação é pueril. Battisti, 56, não é um desavisado, abordado por um repórter sedutor. Desde que o seu caso estourou, acompanha a imprensa brasileira e sabe bem os riscos embutidos em abrir sua morada a um jornalista. Ao contrário, seria antiético se o repórter, para agradar a um parente, tivesse feito um texto laudatório. Sobre o segundo ponto, a Folha afirma que foi iniciativa do entrevistado entrar no bar, o que ele nega. "Senhora, é a última coisa que eu faria, não sou um idiota."

Tanto faz de quem foi a ideia: o importante é que o entrevistado viu que estava sendo fotografado (ele olha para a câmera), não foi vítima de um paparazzo.

O sigilo a respeito da cidade onde ele vive foi, de fato, quebrado, mas, dois dias antes da publicação, o repórter consultou o dirigente sindical Magno de Carvalho, o dono da casa onde Battisti está. A informação havia vazado na internet e Carvalho concordou que não havia mais segredo a preservar.

Tudo isso não significa que a Folha tenha razão, mas a crítica se dá pelos motivos errados. Joga-se na confusão para atingir a credibilidade do jornal.

A reportagem está correta, mas a mão pesada da edição estragou o resultado. O corte dado à foto original amplia o entrevistado e a sua cerveja, fazendo com que a risada, ao lado do "la dolce vita clandestina", soe como um deboche.

O texto não suporta esse título: ele mora em uma casa modesta, vive quase sem dinheiro, isolado, com medos persecutórios. Sua vida só é doce para os que acreditam que Battisti deveria estar na prisão.

Na página interna, aparece outra foto dele bebendo, desta vez uma cachaça. Redundante, só faria sentido se houvesse algum indício de alcoolismo, o que não é o caso.

O título -"Revolução? Isso é uma piada"- omite a palavra "armada", o que passa a impressão de que ele desistiu de qualquer luta social. Como diz Battisti, ele ficou mal com a "direita" e com a "esquerda".

Em dez editoriais, ao longo de dois anos, a Folha defendeu duramente a extradição. "O caso (...) ilustra de forma exemplar o mau hábito, desenvolvido nos últimos oito anos, de submeter decisões de política externa às conveniências paroquiais de adular certa militância esquerdista que apoia o governo", dizia o texto de janeiro deste ano.

Nenhum problema nisso. O jornal deve defender suas posições no espaço correto. Só não pode deixar que a opinião contamine o noticiário, como aconteceu no domingo.

Comentário
Mirna, não vejo falhas contra a ética na reportagem. Vejo o jornal indo atrás do que a maior parte da imprensa deixa de lado: o pós-notícia. É necessário, contudo, para isso, quebrar algumas regras e avançar sobre os direitos comuns de pessoas e grupos. Sem isso, fica impossível dar o pós-notícia com o realismo que ele exige. Mais ainda: é preciso sim mostrar a vida deste cidadão do jeito que ela é, com sua liberdade patrocinada, seus medos e o peso da história que é composto principalmente pelas mortes em que ele se envolveu. Apesar da reportagem ser contaminada pelo posicionamento da Folha, não condeno o jornal. Gostaria, inclusive, de ver o jornal avançar ainda mais sobre a vida de pessoas que deixam este cara à solta pelas ruas do Brasil. Para mim, também, a extradição e a cadeia seriam os caminhos mais justos para ele.

Valdecir Cremon | Email | Homepage | 11-09-2011 21:57:01

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 8:51:40 PM
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Sexta-feira, Setembro 9

Para refletir

REGULAÇÃO EM DEBATE
O jornalismo chapa-branca


Por Carlos Alberto Sardenberg, jornalista
9/9/2011

Reproduzido de O Globo, 8/9/2011; título original “Querem uma imensa chapa-branca”, intertítulos do OI


Não se trata de censura à imprensa, mas de garantir uma imprensa de boa qualidade e empresas de comunicação sólidas e eficientes – é o que nos diz a recomendação aprovada no último congresso do PT.

Nenhum dos dois objetivos pode ser alcançado pela legislação, muito menos pela ação do governo, sob qualquer forma que esta se manifeste. O debate é antigo e já tem resposta: a lei deve garantir que a imprensa seja livre. A qualidade depende da sociedade e – me perdoem o palavrão – do mercado.

Considerem, por exemplo, a imprensa chapa-branca, aquela que vive do dinheiro do governo, transferido via publicidade ou benefícios fiscais. O jornalismo que sai daí obviamente não é livre. Do mesmo modo, as empresas que o veiculam não têm consistência econômica – pois não sobrevivem fora das verbas públicas, cuja doação depende dos governantes de plantão – e, assim, também não podem ser independentes e isentas.

Receita concentrada

É engraçado: a imprensa chapa-branca produz jornalismo marrom – que privilegia uma determinada visão dos fatos, aquela sustentada pelo seu patrocinador.

Além do governo, o patrocinador pode ser um partido, um político ou uma igreja, conforme se vê na experiência brasileira dos últimos tempos. O que há de comum entre todos é a vinculação com alguma instância de governo, municipal, estadual e/ou federal.

O que distingue essa imprensa daquela livre e independente é o público e, de novo, o mercado. Jornalismo é caro. Por isso, produzir e veicular notícias tem que ser encarado como um negócio e uma missão.

Um negócio porque a liberdade e a independência da empresa de comunicação dependem da rentabilidade no mercado privado – e não no mundo das verbas oficiais. É preciso ganhar dinheiro para gastá-lo com as reportagens.

Ora, por que gastar com reportagens (notícias, informação, opinião) e não, digamos, com salsichas? Comida dá mais lucro. Eis por que o jornalismo, o empreendimento, requer algo mais do que o objetivo de ganhar dinheiro. Mal comparando, como ouvi certa vez: é como no casamento, não pode ser só por dinheiro, precisa ter um pouco de amor.

Parece um pouco antigo e meio demagógico, mas jornalistas têm apreço por uma notícia bem apurada e publicada com destaque. Por isso, são jornalistas e não advogados, com todo o respeito. É importante que esse espírito seja também o dos acionistas e executivos de uma empresa jornalística.

Um executivo sem essa compreensão jamais autorizaria a despesa enorme para mandar um repórter ao centro de um evento (uma guerra, por exemplo) e veicular 40 centímetros ou dois minutos de matéria.

Mas continua sendo caro, inclusive – perdoem o parti pris – para remunerar bons jornalistas. E precisa ser financiado por anunciantes no maior número e na mais ampla variedade possível. Claro que pode ter publicidade de governo e de estatais, especialmente das que estão no mercado. Mas assim como não se pode depender do governo, também não se pode ter a receita concentrada em uma empresa ou um setor da economia privada.

E, lógico, precisa ter público consumidor, os leitores, ouvintes e telespectadores, que pagam de algum modo pelas informações.

Uso indireto

Eis a receita, portanto: empresas atuando no mercado privado e livre da publicidade e o sentido do jornalismo livre e independente. E isso para um público com liberdade para escolher seu jornal, sua rádio, sua tevê, seu site.

É isso que a lei deve garantir: a liberdade em todo o processo. Quanto à qualidade, de novo, vai depender da sociedade. O público sabe escolher os veículos que mais lhe dizem respeito. O mercado brasileiro oferece ampla variedade de escolha, desde veículos populares até os mais, digamos, elitizados. Não raro, essa variedade aparece em um mesmo veículo.

Não há aqui, portanto, problema que exija uma legislação nova para supostamente corrigi-lo. Os direitos de pessoas ou instituições de algum modo atingidos pelo noticiário são amplamente protegidos pelas leis atuais. O governante acha que foi ofendido ou vítima? Sem problema, aos tribunais.

Mas há problema, sim, no uso de dinheiro público para financiar a imprensa chapa-branca e o jornalismo marrom. E esta é uma prática abusada: governantes de todos os partidos têm recorrido cada vez mais a esse recurso.

Podem reparar a quantidade de propaganda oficial que não anuncia nenhum produto nem campanhas (de vacinação, por exemplo). Apenas dizem que tal governo é uma beleza e que vai tudo bem por aqui.

Há problema, também, na transferência de recursos de uma igreja, qualquer uma, para suas emissoras. Pode parecer que não, mas reparem: igrejas são isentas de impostos, de modo que caracteriza o uso indireto de dinheiro público.

Deixar isso de lado e pedir a regulamentação da outra imprensa é simplesmente querer que tudo se transforme numa imensa chapa-branca.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 12:39:38 PM
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Segunda-feira, Agosto 29

Dora Kramer

Confiram abaixo ótimo artigo da Dora Kramer, no Estadão.

Em tempo, a Rádio Metrópole foi notícia hoje de novo na Folha de São Paulo.

Pé na estrada


28 de agosto de 2011 | 0h 00

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

O senador Aécio Neves admite que em 2010 nunca foi de fato candidato a presidente. Fez movimentos táticos. "Mas não tinha apoio do partido nem a convicção de que seria a minha hora", diz, reconhecendo que na época o nome "natural" do PSDB era mesmo o de José Serra.

Agora Aécio sente que o cenário se inverteu e trabalha fortemente com a hipótese de ser o principal candidato de oposição em 2014. "Contra Lula ou Dilma", embora aposte que ela será candidata à reeleição. "A renúncia à candidatura equivale à aceitação de que o governo não deu certo."

A conversa de Aécio Neves hoje realmente não é a mesma dos meses que antecederam a definição do candidato tucano que disputaria a sucessão de Luiz Inácio da Silva. Ele falava sobre a candidatura de maneira difusa.

Enquanto Serra tinha na cabeça todo o esquema de governo, aí incluídos nomes de ministros, Aécio posicionava-se como possível candidato, mas não agia como tal.

Um episódio: em setembro de 2010 preferiu viajar com a filha para a Itália a correr o País para organizar as prévias no partido conforme havia anunciado.

Agora é diferente. Mal terminada a eleição tratou de conquistar a hegemonia dentro do partido, estabeleceu um plano de ação para reorganizar o PSDB nos Estados, reincorporar ao partido forças da política e da sociedade que se dispersaram durante o governo Lula e se prepara para subir no maior número possível de palanques nas eleições municipais de 2012 a fim de atrair aliados com o seguinte critério: só o PT é adversário.

"No amanhecer de 2013 o partido já deve ter definidas as bandeiras que defenderá, traçado um esboço das alianças que poderá conquistar e principalmente deve estar pronto para defender seu legado e mostrar que é o único capaz de pensar o Brasil do futuro."

E a enorme decepção com a atuação do PSDB mesmo entre os eleitores tradicionais do partido?

"Os que se decepcionaram com o PT são em maior número."

No capítulo alianças sonha alto e vai pescar nas águas dos dois maiores parceiros do governo: PSB e PMDB. "Nenhum dos dois terá na aliança com o PT o lugar de destaque de que se julgam merecedores."

Por exemplo, o lugar de vice.

Aécio acha que tem jogo. Cita Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, e faz referência às afinidades com o governador Sérgio Cabral (RJ) e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ambos do PMDB.

Tudo muito bem pensado, mas há um "pormaior": José Serra já andou confidenciando a amigos que não pretende ser candidato a prefeito de São Paulo porque prefere se preservar para 2014.

"Tudo bem. Pode até ser o Serra, mas uma coisa é certa. Desta vez o candidato não será quem quiser ser e sim quem estiver em melhores condições."

O parâmetro Aécio não tem claro qual deve ser, mas está convencido de que as pesquisas é que não podem ser. Por que Serra estaria na frente? "Não, porque não deu certo na última vez."

De qualquer forma ele acha que os dois devem conversar e se dispõe a "fazer uma aproximação mais sólida" a fim de somar esforços.

Candidato a ferro e fogo Aécio pode até não ser, mas fará por onde ser. "Não vou deixar esse jogo solto demais, vou conversar, vou viajar, construir minhas condições."

Por enquanto, só "administrando o tempo" para não ficar no sereno com muita antecedência. Na opinião dele, a definição do candidato deve ocorrer em 2013. "Mas não pode passar disso. Candidatura em cima da hora não funciona."

Bem, mas daqui até lá é preciso um discurso e o de Aécio soa oposicionista de menos.

"O melhor candidato não é necessariamente o que só se contrapõe, até porque precisa estar preparado para tirar os votos que hoje são do governo."

Faz a crítica sobre a paralisia do governo, a incapacidade do PT de "pensar o Brasil" e, a respeito da dita faxina ética, não compartilha do entusiasmo geral: "O governo apenas reage a denúncias e torce para que não ocorram novas denúncias".

E Lula, o que fará já que Aécio considera a candidatura de Dilma à reeleição inevitável?

"Será candidato ao governo de São Paulo. Não vai aguentar ficar longe do poder." Uma aposta com jeito de torcida.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:44:56 PM
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Quarta-feira, Agosto 24

Profissionais da imprensa exigem
combate à censura judicial


Participantes de conferência na Câmara sobre liberdade de imprensa defenderam, em nome da democracia, fim de vetos à livre expressão

João Domingos, de O Estado de S.Paulo


A censura judicial aos meios de comunicação, como a que foi imposta ao Estado e já dura 754 dias, as ameaças às redes sociais na internet e todo tipo de veto à livre expressão têm de ser combatidos em nome da liberdade e da democracia. Essa foi a conclusão de palestrantes e debatedores da 6.ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, realizada nesta terça-feira, 23, na Câmara dos Deputados. A promoção foi do Instituto Palavra Aberta.

Para o jornalista e professor Eugênio Bucci, especialista em liberdade de expressão, "a democracia só existe quando, a favor dos cidadãos, o Estado renuncia à tentação de interferir sobre a formação, a manifestação e o trânsito das opiniões e das informações". Na avaliação de Bucci, contudo, o Brasil está longe dessa compreensão.

"Na nossa cultura política a brutalidade do Estado se manifesta na falta de cerimônia com que as autoridades atacam a imprensa. Essa mentalidade, além do monopólio da força, pretende ter o monopólio da opinião", prosseguiu ele, logo depois de se referir ao sociólogo e economista alemão Max Weber (1864-1920), na clássica passagem em que cita o líder bolchevique León Trotsky (1879-1940): "Todo Estado se funda na força".

Essa vocação autoritária do Estado brasileiro, segundo Bucci, cria uma incorrigível tentação a querer tomar conta dos jornalistas. "Por isso, o tema da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa continua na ordem do dia em nosso país." Ele admitiu que houve avanços, mas a mentalidade autoritária persiste, manifestando-se a toda hora.

Porto seguro. O diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, abordou de forma mais específica a censura ao jornal. "No início do processo (que impede o jornal de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica), nós discutimos muito na Redação se era mesmo censura prévia ou se estávamos ali chateando os leitores com uma questão só nossa." Logo veio a conclusão de que se tratava mesmo de censura e essa forma de coerção não poderia ser tolerada.

"Não poder publicar algo não tem outro nome a não ser restrição, mordaça - se é que a palavra censura precisa de um certo complemento", resumiu Gandour. Ele afirmou que a sociedade precisa aprender a conviver entre liberdades e não entre controles.

Na avaliação de Gandour, o caso da censura ao Estado levantou o antagonismo do interesse público entre o juiz e o repórter. O repórter trabalha tentando antecipar a notícia na temperatura jornalística; o juiz tem seu ofício e seu método a posteriori. "Não pode dizer: ‘Eu te proíbo, em nome da lei, de editar o que eu estou imaginando que você vai editar’. É coerção. O único porto seguro é a liberdade plena."

A deputada Manuela D’Ávila (PC do B-RS) disse que o Estado não deve apenas renunciar à sua condição de garantidor da liberdade de expressão. Mas propiciar que essa liberdade exista.

Para Taís Gasparian, advogada do jornal Folha de S. Paulo, a censura judicial é muito pior do que a censura imposta durante o regime militar (1964-1985), quando todos sabiam o que seria proibido. Assustador, segundo ela, é o poder político que há por trás da censura ao Estado. E, ante a indefinição do Judiciário, sugeriu recurso às Cortes Internacionais.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:04:04 PM
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Sábado, Agosto 20


Prefeito Pedro Brandão se movimenta em busca da reeleição

Jhonny Boni


Quem acha que é cedo para falar em eleições 2012 não imagina o quanto estão avançadas as negociações. O deputado estadual João Paulo Rillo (PT) esteve recentemente em José Bonifácio, batendo o martelo na escolha do seu candidato a prefeito na cidade. Ele foi pessoalmente abonar a ficha de filiação do padre Edmilson. Aliás, diga-se de passagem, muito querido na cidade e respeitado.

Alguns enaltecem que o padre é muito estudioso, já se formou em Direito e é dedicado às causas sociais. Ele promete dar trabalho ao prefeito e médico Pedro Brandão, que também já se movimenta nos bastidores para garantir sua reeleição, e a outros prováveis candidatos, como Celso Gaúcho.

Quem também promete vir forte é Maria Izabel Ferreira Carusi, que ficou em segundo lugar na eleição passada, com 8.057 votos (43%), enquanto o atual prefeito teve 9.880 (53%). Destacam-se como características dela a determinação, a disciplina e o carisma. Vai que a onda Dilma pega.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:41:35 AM
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Sexta-feira, Agosto 19

WAR, estratégia de poder

Hoje, a presidente da República Dilma Rousseff esteve visitando São José do Rio Preto. Mais do que inaugurar o Residencial Nova Esperança, ela veio, digamos assim, demarcar território. Fincar bandeira. Lançar a pedra fundamental da grande obra que o PT quer construir até 2014, a conquista do governo do Estado de São Paulo, tirando de uma vez por todas a administração estadual das mãos dos tucanos, que comandam o Estado desde 1995. Quem conhece o jogo WAR sabe que a estratégia é fundamental, especialmente, no jogo político e, nesse jogo, a conquista de Rio Preto é um importante passo para atingir o objetivo final.

Nessa estratégia de poder, num mesmo ato, Dilma ainda mandou recado para todo mundo de que o Residencial não é obra de Valdomiro Lopes nenhum. É fruto do Minha Casa, Minha Vida, programa habitacional do governo federal. Portanto, se alguém vai tirar dividendos disso é ninguém mais ninguém menos que o próprio PT. E hoje PT em Rio Preto tem nome e sobrenome: João Paulo Rillo, atual deputado estadual e o candidato a prefeito do partido nas próximas eleições.

Agora, devem estar se perguntando: e como fica a candidatura de Edinho Araújo, já que o PT é aliado do PMDB (partido de Edinho) em nível federal? Ele não será o candidato a prefeito do PMDB em 2012? Ah! O Edinho. Numa aliança municipal, ele abre mão da disputa em favor do PT. O PMDB indicaria o vice de Rillo e, em troca desse apoio, Edinho viraria ministro. Conjecturas apenas? Talvez! Mas que tudo isso faz sentido faz.

Em tempo: Lula já está em campanha para 2014. Dilma não está achando a menor graça nisso.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 11:21:43 PM
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Sexta-feira, Agosto 12



Deputado Eleuses participa do V Congresso da AMA

O deputado federal doutor Eleuses Paiva participou nesta sexta-feira (12/8) da abertura dos trabalhos, no período da tarde, do V Congresso de Municípios da AMA (Associação dos Municípios da Araraquarense). O evento, que acontece no Ipê Park Hotel, em Cedral, começou no último dia 10 e se encerra nesta sexta.

Ao longo dos três dias de congresso, foram realizadas várias palestras com temas de interesse dos municípios em geral, como a transferência da gestão da energia elétrica para as prefeituras. Outro tema de interesse foi o Programa Pró-Santa Casa. “Os assuntos abordados são de relevância para todas as cidades, pois as administrações municipais enfrentam praticamente os mesmos problemas, como a falta de recursos para investimento em Saúde, Educação, Infraestrutura, entre outros. Aqui, eles podem debater esses temas e buscar soluções”, ressalta o deputado Eleuses.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:31:01 PM
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Twitter, Facebook e o Apocalipse

"Vamos admitir: desde
que inventaram o Facebook
e o Twitter que ninguém
mais trabalha, só finge"


Antonio Prata
Folha de S.Paulo


As coisas não vão nada bem no hemisfério Norte. A Grécia foi pra cucuia, Portugal e Espanha estão no vinagre, e, na Irlanda, os únicos habitantes que fizeram alguns caraminguás em 2011 foram os quatro integrantes do U2. Até os EUA, quem diria, ameaçaram dar um calote global, o que levou a agência Standard & Poor's a divulgar que a grande potência está mais pra "poor" do que pra "standard".

Diante dos abalos econômicos e da ameaça de recessão mundial, acusam-se os suspeitos de sempre: a esquerda vê o fim do capitalismo, a direita vocifera contra a ineficiência do Estado. Eu, contudo, cronista independente, sem outro compromisso senão com a verdade -e com minha pequena, claro-, sei que a culpa não é dos negociantes nem dos políticos: a culpa, meus caros, é das mídias sociais.

Vamos admitir: desde que inventaram o Facebook e o Twitter que ninguém mais trabalha, só finge -uma hora, ia dar problema. Se o hemisfério Norte quebrou antes de nós é porque se enredou primeiro nessas arapucas do Demônio, mas não demorará para nos estrumbicarmos também: afinal, o dia-padrão de um trabalhador brasileiro não é tão diferente do de um americano ou europeu.

Vejamos: você chega ao trabalho, senta-se diante do computador e, antes de começar suas tarefas, resolve dar uma checada rápida na "homepage". A "home" traz uma fofoca sobre o comportamento sexual de uma cantora pop, e você imediatamente pensa numa bobagem para tuitar. Abre o Twitter, escreve.

Passa então a clicar, de dez em dez segundos, no "your tweets retweeted" -como um ratinho de laboratório, acionando a barra de glicose-, pra ver se gostaram da sua piada. Infelizmente, em 15 minutos, só um retuíte. Você decide preencher a carência que subitamente lhe bateu indo até o Facebook: vai que alguém lhe deixou um recado, na madrugada? Nada, ninguém quis lhe dizer coisa alguma nas últimas 12 horas.

Você descobre, contudo, que a Juliana Pereira, sua ex-colega de ginásio, postou as fotos do feriado, na praia. Você se lembra dessa Juliana, era bonita, e quando dá por si está há uns três minutos vasculhando as imagens da moça, na esperança algo adolescente, algo senil, de vê-la de biquíni. Não achando nada além de filhinhos sorridentes e uma ou outra foto artística de conchas, com efeitos gráficos do iPhone, decreta que é, enfim, hora de começar a trabalhar.

Mas, já que ficou tanto tempo no Facebook, por que não dar só uma passadinha no Twitter, ver se, nesse meio tempo, alguém te retuitou, ou comentou seu tuíte? Nada, ainda, mas um amigo colocou um link para uma propaganda belga de cerveja, muito engraçada. Quando vai ver, já está na hora do almoço, e o dia nem começou.

Agora, caro leitor, some todo o tempo que você tem perdido nessas inúteis perambulações virtuais ao tempo de todos os outros milhões de internautas, calcule o prejuízo em dólares, euros ou reais, e o resultado é uma bela recessão global. Reajamos enquanto é tempo: ou a gente acaba com as mídias sociais, ou as mídias sociais acabam com a gente!

PS: Meu amor, a história da Juliana Pereira é meramente ilustrativa, real apenas no terreno da ficção. Espero que compreenda.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:27:49 PM
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Paixão por campanhas eleitorais

Nesta semana, li uma matéria sobre jingles com o especialista em marketing político Carlos Manhanelli. Vi que temos muito em comum. Além de apaixonada por campanhas eleitoriais, sou uma estudiosa do assunto e também coleciono materiais de campanhas desde 1989. Vale ler a matéria com o Manhelli e conferir os jingles que fizeram história no nosso País.

Confira aqui.

postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:12:05 PM
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Quarta-feira, Julho 27

Corrida dos Bombeiros

O Douglas, o Vini e o Tomi estiveram na Corrida dos Bombeiros, no Ipiranga (SP), e viraram notícia. Confiram neste link.

Vejam que lindos!









postado por MIRNA DE LIMA SOARES 9:50:57 PM
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